Denuncia o nosso leitor Xavi Pita:
«Hoje vivi uma situação no Aeroporto da Madeira que me deixou profundamente indignado.
Cheguei à ilha com a minha mulher. O meu pai estacionou o carro apenas o tempo suficiente para abrir a mala e colocar as nossas bagagens. Nesse momento, duas turistas francesas, com cerca de 80 anos, pediram ajuda para perceber como funcionava o transporte para o Funchal. Como qualquer pessoa educada faria, parei uns segundos para explicar à senhora o que precisava de fazer.
Quando virei o rosto, deparei-me com o agente da PSP, Manuel Olim, a multar o carro — sem qualquer aviso prévio, sem dizer uma palavra, mesmo com a mala do carro ainda aberta e claramente em processo de descarga de bagagem.
Fui pedir explicações com respeito. Inclusive, a própria turista tentou explicar ao agente que estava a ser ajudada naquele momento. A resposta que recebeu foi:
“Fale português que não percebo o que está a dizer.”
Estamos a falar de uma senhora de 80 anos, turista, acabada de chegar à ilha. É esta a imagem que queremos passar a quem nos visita?
Não se trata apenas de uma multa. Trata-se de bom senso, humanidade e educação. A autoridade deve ser exercida com equilíbrio e respeito, especialmente num local como o aeroporto, porta de entrada da nossa região.
Fui apresentar queixa. E curiosamente, até na esquadra ouvi algo que me marcou: “A nós ensinam-nos a ser polícias, mas a educação vem de casa.”
Fica a reflexão»

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