Passaram a 10 de Janeiro 50 anos sobre a 1ª edição do jornal “O Diário”. Publicou-se entre 1976 e 1990. (50 anos de “O Diário”)
Passaram a 10 de Janeiro 50 anos sobre a 1ª edição do jornal “o diário”. Publicou-se entre 1976 e 1990.
Certamente um jornal com características únicas. Não houvera nada de semelhante antes, nem voltou a existir depois. Jornal de Abril, instrumento de combate no plano da informação e da opinião, desempenhou um muito importante papel num período de refluxo social e de aceleração do processo contra-revolucionário no nosso país.
Surgiu como imediata resposta à alteração da correlação de forças resultante do golpe de 25 de Novembro de 1975, nomeadamente com o afastamento de centenas de jornalistas progressistas dos órgãos de informação então existentes. Deve aliás recordar-se que foram sobretudo estes, juntamente com grande parte dos militares de Abril, os primeiros a ser afastados, e alguns até detidos. O seu lema, “A verdade a que temos direito”, é revelador do seu compromisso deontológico e ético fundacional.
Durante os 14 anos e meio de publicação cumpriu o papel para que foi criado: informou, investigou, integrou a opinião e o contributo das mais destacadas figuras do jornalismo, da ciência, da cultura, da política. Revisitar a sua colecção integral causa genuíno assombro. E mais ainda se o compararmos com o actual panorama mediático, cujos órgãos dominantes se converteram em completas engrenagens de desinformação e manipulação.
Foi um jornal de um tempo especial. Continua a constituir um excepcional padrão do que a informação jornalística pode ter de melhor: a busca da verdade, a coragem de a afirmar em condições adversas, o procurar que o que se publica seja instrumento de real entendimento da riqueza, da complexidade, das contradições existentes num mundo que se deseja melhor.
Nota do PRAVDA:
Faltou informar aqui na peça, que "O DIÁRIO", fechou por causa da perseguição judicial à liberdade de imprensa em PORTUGAL. A juizada fascista encheu o jornal de condenações pelo crime de difamação e ofensa ao bom nome. Foi obrigado a encerrar tal como num passado recente aconteceu na Madeira com o quinzenário humorístico "O Garajau". O DIÁRIO era propriedade de uma empresa ligada ao PCP e tinha como director Miguel Urbano Rodrigues (já falecido).O jornalista Miguel Urbano Rodrigues.
Diário do ETAR?
ResponderEliminar