sexta-feira, 1 de maio de 2026

O Diário do sr. "padre das esmolinhas" tira a barriga da miséria

 


D

epois de mais de uma dezena de casos em que o DN-M perdeu com a JPP na ERC, eis que ganha um momento que parece o ketchup do Ronaldo. O Beto finalmente acerta. Por outro lado, parece que estou a ver o Coelho a acertar finalmente na designação "Jornal Clandestino", que também teve o seu episódio de expressão ontem, coitado, tinha um pincel e uma latinha de tinta a bordo e lá porque apareceu uma suástica no cartaz do Chega pensaram logo que foi ele.
Bom, mas vamos a isto nesta terra de loucos...

A ERC abriu um processo contra o JPP devido à publicação "A Voz do Povo", lançada a 18 de abril, por esta não se encontrar registada como publicação periódica doutrinária, conforme exige a Lei de Imprensa. Tudo muito certo, só há um pormenor, não é a JPP que não tem ideologia e por isso reúne votos de vários partidos? Doutrina do quê? No meu entender é uma contradição ser alvo de um processo por falta de registo de uma "publicação doutrinária" quando a própria natureza política do JPP é frequentemente descrita como transversal e desprovida de uma ideologia rígida de esquerda ou direita.

O regulador, provocado por uma consulta do DIÁRIO (claro, amor com amor se paga), verificou que a publicação carece de elementos obrigatórios como o número de registo, estatuto editorial, ficha técnica completa e a direção por um jornalista profissional, violando os requisitos formais que garantem a transparência e a responsabilidade editorial. LOL! E onde vão arranjar um jornalista livre que não seja do PSD nesta terra?!

Mas isto tem muita piada, o DN aponta um exemplo clássico da linha ténue entre a propaganda política e a informação jornalística, servindo de lembrete que, no ecossistema mediático da Região, nem mesmo as publicações de partidos estão acima do escrutínio regular. Parece o humor do Rei na América. Se o JPP se tivesse candidatado ao MediaRam nada disto acontecia.

O JPP foca o seu "editorial" no combate à "desinformação" e na crítica à gestão do Governo PSD/CDS sobre fundos do PRR e custos de vida, mas acaba por "tropeçar" precisamente na burocracia que valida a legitimidade de um órgão de comunicação, provando que, para se ter voz no debate público sem censura, é fundamental cumprir primeiro as regras do jogo democrático.

No próximo plenário acredito que o Albuquerque vai mudar o disco riscado e o Brício vai lhe saltar a placa.

Mas, nestas coisas de usurpação de funções por um partido ao jornalismo há algo que me aguça o apetite, porque estiveram a usar o nome do DN, durante meses numa página do Facebook, claramente para colher likes indevidos, e o DN nunca prestou a mesma atenção? Tudo se resolveu pela calada. Será gente do partido certo a sugar seguidores para fins partidários? Quem sabe? Tantos mistérios!

Quanto ao JPP, depois de convidarem o Alberto João para dar lições de como devem fazer para acabar o círculo da "máfia no bom sentido", agora era de convidar o Jaime Ramos para ensinar como se faz um jornal político. Decorria o ano de 2012 e estava legal!

https://www.madeiraopina.com/2026/04/o-diario-tira-barriga-da-miseria.html




Raquel Varela explica como funcionará o novo pacote laboral que o Governo quer implementar

 

Helena Sacadura Cabral, recorda com saudade o seu querido filho Miguel Portas (grande Senhora!)

 

O PIOR DIA DA MINHA VIDA

«A 24 de Abril de 2012 morria, nos meus braços, o meu filho Miguel*. Tinha 54 anos e não mentirei se disser, que desde os 12 anos foram quase exclusivamente dedicados à política.
Não foram fáceis esses anos de “esquerda”, em que os estudos ficavam sempre em segundo lugar, relativamente às obrigações escolares e ao que eu considerava ser importante, ele adquirir do ponto de vista cultural.
Durante todos estes anos não houve dia em que me não lembrasse dele, pese embora, só o tivesse conseguido chorar verdadeiramente, anos depois da sua morte. O que se explica, penso, porque o seu partido político se “apossou”, verdadeiramente, da sua morte.
O último pedido que me dirigiu foi que eu não virasse “mãe chorosa” e que, pelo contrário, andasse para a frente com a minha vida. Foi o que fiz e continuo a fazer!
Mas, confesso, não consigo apagar a mágoa que me causou a falta de privacidade que envolveu o seu desaparecimento. É que para toda a gente, a morte, constitui o ato mais privado de uma família.
Apesar disso reconheço que foi feliz por ter vivido a vida que quis, como quis e com quem quis. Por muito que me tenham doído algumas escolhas que fez, o meu coração vive apaziguado pela sua felicidade, o meu bem mais precioso!»
* Miguel Portas foi um dos fundadores do Bloco de Esquerda
MIGUEL
«Há 11 anos, morria em Antuérpia, de cancro de pulmão o meu filho Miguel. Esteve sempre presente na minha vida e nem um só dia deixámos de conversar. Dei o luto por encerrado, quando o meu coração entendeu que que assim fosse.
Costuma dizer-se que “a morte de um filho é a maior dor que existe”. Para mim, foi e é a mais pura das verdades. Mas é, também, a prova de que a vida continua e a dor que se sente pode ser transformada numa enorme força para prosseguir aquilo que foram os deles e os nossos sonhos. Ou, dito de outra forma, transformar essa dor, esse buraco imenso, numa força regeneradora para bem dos que estão vivos. Foi isso que, em sua homenagem, tentei fazer!»
HSC

"Mulheres e o 25 de Abril" (escreve a grande deputada madeirense SARA MADALENA)

 

Mulheres e o 25 de Abril

  Comemoramos há pouco o 25 de abril.

 Sendo mulher, permitam-me dar conta do que seria a vida de uma mulher antes do 25 de abril. A mulher perfeita seria aquela que, de preferência sem conhecimento de letras e de números, se resignaria ao trabalho do lar, ao cuidado dos filhos que Deus deparasse, sem planeamento familiar, com netos de igual ou superior idade dos filhos, filhos criados, para aos 12 anos seguirem para um ofício que aprenderiam e executariam até ao fim dos seus dias, de almoço na cesta, feito pela madrugada pela mulher submissa, nas brasas do lar, na panela de fero, de lenço à cabeça e avental manchado no colo.A família que cantava “Arraial, oh lusa gente!” e levava os filhos para a Mocidade Portuguesa para aprenderem a idolatrar o líder, a Pátria.

  A família que inexoravelmente, aos domingos, de banho tomado e roupa especial, se dirigiam à missa para mais uma dose de autoritarismo assustador, um Deus que temiam, porque assim o ensinavam. Um Deus que castigava. Um Deus que não amava.

 Um Deus, uma Pátria, uma Família completamente enviesados. Uma mentira, uma ilusão, um logro, como são todas as ditaduras.

 Por isso, não queiram ressuscitar figuras sinistras do nosso passado coletivo.

 Uma mulher, por exemplo, nos anos 60, não podia viajar, trabalhar ou sequer abrir correspondência sem a autorização do marido. Se fossem casadas ou se pretendessem casar, bem podiam esquecer serem enfermeiras ou hospedeiras de bordo.

 Votar? Ide, mas é para junto do fogão.

 É certo que, ainda hoje, as mulheres têm a vida mais difícil, basta atentar nas redes sociais e nos comentários a elas dirigidos: misoginia e inveja ou misoginia ou inveja, a escolha é livre. Mas, ainda assim, lutando pela liberdade de ser quem somos, sem pedir licença, damos graças a Deus por ser filha de Abril e filha de Novembro, pelas mulheres que estudaram o quiseram, cantaram e escreveram o que quiseram, quer dizer, dentro dos limites do código penal e das boas maneiras, claro está, de terem casado com quem quiseram e as que quiseram terem tidos os filhos que quiseram, de poderem conduzir, de usar sapatos de salto, só porque sim, de usar decotes, sem pedir desculpa, sem achar que qualquer mulher, dentro dos limites do decoro, pode usar o que quiser, sem ser um convite ou uma insinuação.

 Não temos um país perfeito, longe disso, continuamos em construção social e cultural. Quando se permite e defende quem tenta justificar, na televisão, em horário nobre, atos de violência sobre as mulheres. Quando se menospreza um ser humano pelo seu género, cor, orientação ou escolhas. O caminho faz-se caminhando. De saltos, se for preciso.

 O quinquagésimo segundo aniversário da Revolução dos Cravos coincide com os 50 anos da nossa autonomia e se como mulheres tivemos tempos difíceis durante a ditadura, também, como mulheres ilhéus a dificuldade foi a dobrar.

 Que o digam aquelas a quem não foi permitido abandonar a ilha para estudar e tiveram que se contentar com um casamento por resignação ou, em casos mais positivos, com um curso cá ministrado: enfermagem ou magistério primário, da vocação, logo se veria…
https://www.dnoticias.pt/2026/4/28/490081-mulheres-e-o-25-de-abril/

Menina das historietas entrevista o coordenador da USAM na festa de hoje do 1º de Maio hoje no Funchal

 

 A menina das historietas de embalar, que lemos quase todos os domingos no Diário de Notícias do padre Ricardo é a jornalista Marta Caires.
 Trata-se de uma das muitas jornalistas laranjinhas que temos cá na ilha da Madeira. A ilustre Senhora no próximo domingo vai deliciar-nos com as suas famosas crónicas de historietas infantis, falando-nos como é hábito da sua tia Alice e do lugar onde  nasceu, no Laranjal em Santo António.

O GENOCÍDIO DE QUE NÃO SE FALA:

 


Entre 1904 e 1908, na Namíbia, aconteceu algo que deveria despertar cada consciência africana. Os povos Herero e Nama levantaram-se contra a dominação colonial alemã. A resposta? A exterminação.

O general alemão Lothar von Trotha deu a ordem de expulsar os Herero para o deserto de Omaheke — sem acesso à água, cercados, abandonados à morte. Os poços foram envenenados. As rotas de fuga, bloqueadas.
Homens. Mulheres. Crianças. Deixados a morrer de sede sob o sol escaldante de África.
No final, até 80% da população Herero e 50% da população Nama tinham sido aniquilados. Não foi um «conflito». Não foi um «confronto».
Não foi uma «missão civilizadora». Foi um genocídio. Muitos historiadores reconhecem-no como o primeiro genocídio do século XX, décadas antes do Holocausto. Pare um momento para medir isso.
A África foi o laboratório. A nossa terra foi o campo de experimentação. Os nossos corpos foram a experiência. E, no entanto… quantas crianças africanas aprendem isso na escola? Quantos de nós conhecemos os nomes Herero e Nama tão profundamente quanto as guerras europeias?
Isto não é uma questão de ódio. É uma questão de memória. Um povo que esquece a sua história repete os ciclos de divisão.
Os Herero e os Nama foram privados de poder. Privados de terras. Privados de proteção.
Ainda hoje, a África está dividida — por fronteiras traçadas na Conferência de Berlim. Por políticas tribais. Por líderes com visão limitada. Por cidadãos que discutem enquanto outros calculam.
Acorda, África. A unidade não é um slogan. É uma questão de sobrevivência.
Quando não conhecemos a nossa história, não conhecemos a nossa força. Quando não ensinamos os nossos filhos, alguém vai ensinar-lhes uma versão edulcorada. Quando estamos divididos, a história repete-se sob novas formas — económicas, políticas, psicológicas.
Os Herero e os Nama não são apenas a história da Namíbia. São um aviso para toda a África.
Conhece a tua história. Ensina a tua história. Protege a tua identidade. Constrói uma solidariedade continental.
Porque uma África unida é mais difícil de explorar.

Sara Ricardo escreve no JM que foi apanhado um individuo a grafitar paredes em Santa Cruz. Tem razão. Ele é um malandro!

 Menina,Sara Ricardo Jornalista

Indivíduo apanhado a grafitar parede em plena via pública em Santa Cruz

Na madrugada desta sexta-feira, um homem foi filmado na via pública, no concelho de Santa Cruz, enquanto escrevia a frase “VIVA o 1.º DE MAIO”, numa parede situada junto a uma estrada secundária.

De acordo com uma testemunha que passava no local, o indivíduo utilizou tinta de cor vermelha para inscrever a mensagem, tendo a ação sido registada em vídeo e fotografia.

Até ao momento, a identidade do suspeito é desconhecida e não há indicação de que tenha sido formalizada qualquer participação às autoridades relativamente a esta situação.

Recorde-se que este tipo de comportamento pode configurar um ato de vandalismo, enquadrado como crime público, sendo passível de procedimento criminal nos termos da lei.

https://www.jm-madeira.pt/ocorrencias/individuo-apanhado-a-grafitar-parede-em-plena-via-publica-em-santa-cruz-DC20114362Vandalismo assinala madrugada de 25 de Abril em Santa Cruz

Câmara Municipal de Santa Cruz

Vandalismo assinala madrugada de 25 de Abril em Santa Cruz

Várias paragens de transporte público no concelho de Santa Cruz foram alvo de atos de vandalismo durante a madrugada deste 25 de Abril, confirmou o Município através de uma nota oficial divulgada nas redes sociais.

As estruturas surgiram pintadas com inscrições como “25 de Abril Sempre”, em letras vermelhas, provocando danos visíveis em equipamentos públicos utilizados diariamente por dezenas de passageiros. As ocorrências foram registadas em diferentes pontos do concelho.

Embora a mensagem remeta para a Revolução dos Cravos e para os valores de liberdade e democracia celebrados nesta data histórica, a autarquia considera inadmissível que o património público seja usado como suporte para este tipo de ações.

“O 25 de Abril é uma data de liberdade e democracia, mas não confere o direito de vandalizar o património público”, refere o Município, acrescentando que os valores associados à efeméride devem traduzir-se em respeito pelos espaços comuns.

A Câmara Municipal condena os comportamentos registados e alerta para os prejuízos causados à população, uma vez que estes equipamentos são essenciais para quem depende dos transportes públicos no dia a dia.

Além do impacto visual e da degradação do espaço urbano, os custos de limpeza e reparação terão de ser suportados pelos cofres municipais, ou seja, por toda a comunidade.

O Município lançou ainda um apelo ao civismo e à colaboração dos munícipes na preservação dos bens públicos, reforçando que a defesa do património coletivo é uma responsabilidade de todos.

https://cantinhodamadeira.pt/santa-cruz/item/5883-vandalismo-assinala-madrugada-de-25-de-abril-em-santa-cruz