sábado, 7 de fevereiro de 2026

O mamanço dos negócios com os idosos e os lares de 3ª idade. A JUSTIÇA finge que investiga e o roubo continua impunemente

 Os próprios ladrões o ensinam o governo como deve proceder para melhor assegurarem o seu negócio.

M

as não, esta REDE é mesmo a Rede Regional de Cuidados Continuados, onde a droga traficada é o idoso! E dá milhões este negócio. Milhões limpos, vindos diretamente dos cofres do Estado. No mundo do crime, com semelhanças a Gothem City, nunca lhes passou pela cabeça que o Idoso seria a arma do crime perfeita, intocável e sem ninguém dar por isso! É por uma boa causa, coitadinhos dos velhinhos, ao mesmo tempo que enchem os bolsos com milhões de euros, foi assim que a Funchal City foi pioneira na criação da nova droga!

O idoso!

E confirmamos isso ontem, por incrível que pareça, no Diário de Notícias da Madeira que deu conta de um Relatório de Auditoria do Tribunal de Contas cuja publicação no site do Tribunal está para breve.

Muitos comentam que os partidos políticos da oposição estão em silêncio, nem piaram sobre o assunto. Pois claro, aguardam a publicação do já famoso relatório todo explicadinho, com nomes e valores! Será uma festa na Funchal City.

Atalaia Living Care IPSS no olho do furacão, a mesma entidade que há uns dias atrás promoveu um pomposo e pretensioso Fórum sobre o Idoso. Altas figuras de topo do governo não faltaram. Quem assistiu, na verdade o que viu e ouviu?

Os mesmos que levam aos bolsos milhões com o negócio dos idosos a INSTRUIR as entidades de Administração Regional de como deverão fazer em termos de gestão administrativa e legal para facilitar a continuação do seu mamanço, agora que têm a Justiça à perna.

Caríssimos traficantes de idosos, vocês são uns manhosos criminosos, vocês é que têm de se adaptar às regras e à Lei, não o contrário! Se não lhes interessa dediquem-se a outros negócios, como encantadores de burros, nisso devem ser bons a julgar pela bajulação que muitos funcionários públicos da Segurança Social e do IA Saúde vos dão quando vos veem!

Ficam tão nas nuvens com vocês que até constroem os processos de forma a vos dar ainda mais acesso aos milhões do pote. Às senhoras técnicas destes institutos públicos não lhes acontece nada?

Bem, vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos deste filme de terror!

Quando penso nos muitos idosos que sofrem nas instituições nas mãos desta gente, não dá para esquecer as várias denúncias vindas a público.

Tenham vergonha na cara e desapareçam!



A FLAMA esteve ligada ao movimento terrorista de extrema direita MPLP afirma o ex-padre Edgar Silva no seu artigo de opinião no DN de hoje

 


A Madeira vista da embaixada norte-americana

Tomás Freitas dá importante entrevista sobre o património no DN/Madeira do padre Ricardo das esmolinhas

 



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Religião o ópio do povo

 


BREVE EVOCAÇÃO DE PALMA INÁCIO, UM BRAVO ENTRE OS BRAVOS, 104 ANOS DEPOIS DE TER NASCIDO E 17 DEPOIS DA SUA MORTE

BREVE EVOCAÇÃO DE PALMA INÁCIO, UM BRAVO ENTRE OS BRAVOS, 104 ANOS DEPOIS DE TER NASCIDO E 17 DEPOIS DA SUA MORTE

Hermínio da Palma Inácio nasceu em Ferragudo no dia 29 de janeiro de 1922, concluiu o curso industrial em Silves, e alistou-se na Força Aérea em 1941. Na Base nº1 de Sintra teve os primeiros contactos com opositores ao regime, e devido à sua rebeldia, foi erradicado em 1948. Envolve-se no “Movimento dos Generais”, sabotando os aviões estacionados na Base onde prestara serviço. Após o fracasso da ação é descoberto e preso; evade-se do Aljube em 16 de maio de 1948, permanecendo clandestino durante alguns anos nos EUA. Acaba por evitar a extradição e instala-se no Brasil.
A 10 de novembro de 1961, com Camilo Mortágua, Amândio Silva, Helena Vidal, João Martins e Francisco Vasconcelos, desviam o avião da TAP da rota Casablanca-Lisboa, procedendo ao lançamento de milhares de panfletos sobre Lisboa e a margem Sul para denunciar o simulacro de eleições legislativas que nessa altura se iam realizar.
Regressado a Portugal, lança as bases do que viria a ser a LUAR (Liga de União e de Ação Revolucionária); organiza e lidera o assalto ao Banco de Portugal, na Figueira da Foz, em 1967; na Covilhã, em 1968, é preso com outros membros da organização, mas consegue evadir-se da sede da PIDE no Porto. Seria detido em França, mas nunca será extraditado. Em 22 de novembro de 1973, numa ação para a libertação de presos políticos, é preso pela PIDE, em Lisboa, com outros membros da LUAR. Com a Revolução de Abril, seria libertado da prisão de Caxias a 26 de abril de 1974.
Liderou a LUAR até à sua extinção em 1976. Neste mesmo ano adere ao Partido Socialista. Foi deputado à Assembleia da República e membro da Assembleia Municipal de Lisboa. Em 2000, agraciado com a Ordem da Liberdade.
Faleceu em Lisboa no dia 14 de julho de 2009.
Campo d'Ourique, 30 de Janeiro de 2026
Foto de Hermínio da Palma Inácio, tirada por Alfredo Barroso, no Algarve, no dia 29 de Agosto de 1989. Eramos amigos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O escritor José Cardoso Pires e a revolução do 25 de Abril de 1974


 O TEMPO CERTO

«Foi a irmã de Cardoso Pires, Maria de Lurdes, que então trabalhava no Hospital de santa Maria, que lhe ligou na madrugada do dia 25 de abril, por volta das cinco da manhã, para o avisar de que tinha havido uma revolta. Cardoso Pires não perdeu tempo, despediu-se de Edite e disse-lhe para fugir com as miúdas. Tudo apontava para que o golpe em curso fosse de militares da extrema-direita, possivelmente liderados pelo general Kaúlza de Arriaga, porque em dezembro do ano anterior tinha havido uma tentativa de golpe de estado da extrema-direita.
No seu Mazda azul-escuro, Cardoso Pires seguiu para os lados de Benfica. Perto do Jardim Zoológico, dois soldados mandaram-no parar. Cardoso Pires perguntou-lhes o que era aquilo e um dos soldados, de punho fechado, respondeu-lhe: “Isto, meu amigo, é a liberdade!” Afinal, a revolução estava na rua e era de esquerda. As lágrimas vieram-lhe aos olhos. Era quase impossível acreditar no que estava a acontecer. Ainda sem estar convencido, dirigiu-se para as instalações do Rádio Clube Português, na Sampaio e Pina. Ali perto, no Parque Eduardo VII, as ruas estavam cortadas, não se podia circular. Cardoso Pires confirmou que estava em curso uma revolução para derrubar a ditadura.
Sem perder tempo, avisou os amigos Salgado Zenha e Manuel de Brito. Ainda passou por casa para avisar Edite e tranquilizá-la. Afinal, não era preciso fugir. Como milhares de outros lisboetas, não acatou os apelos das Forças Armadas para que a população se mantivesse em casa com a máxima calma e seguiu para a Baixa. Na rua ou às janelas, a população queria acompanhar a revolução ao vivo. Cardoso Pires queria ver com os próprios olhos o que estava a acontecer. Tinha esperado demasiado tempo por este momento para agora ficar em casa sentado à espera a roer as unhas.
Por volta do meio-dia, quando terminou uma escaramuça no terreiro do paço, o povo invadiu as ruas do coração da capital. Gritos, cânticos, vivas aos militares que desfilavam pelas ruas da Baixa e a quem o povo dava cravos e cigarros em troca da liberdade tão desejada. Cardoso Pires passou o resto do dia na rua, entre o chiado e o Largo do Carmo, acompanhado de outros jornalistas, amigos e intelectuais, como Sttau Monteiro, João Carreira Bom ou José Freire Antunes, todos eles sorrisos e lágrimas em cima das chaimites. A ditadura acaba naquele dia.»

O livro é a história "de certo Reino onde nos velhos outrora vivia um imperador astuto, diabo e ladrão" de quem "não se sabe se afinal ele era homem, se era estátua ou apenas descrição". O percurso deste imperador (origens, formação na "cidade dos Doutores") reproduz a biografia de Salazar (origem modesta, formação em Coimbra). O reino do Dinossauro é o Reino do Mexilhão, onde vivem os mexilhões, que tudo aguentam, governados pelos Dê-Erres, cujo domínio da palavra lhes deu o poder. Segue-se a descrição do governo do Dinossauro, da mentira como forma de governar e finalmente do seu acidente até a morte, retrato irónico dos últimos anos de Salazar quando, após sofrer a queda que o afastaria das suas funções políticas, julgava ainda governar em sessões ficcionadas do conselho de ministros
.

“Um dos casos mais extraordinários deu-se com o Dinossauro Excelentíssimo de J. Cardoso Pires. O livro acabara de sair e o deputado da «ala liberal» Miller Guerra afirmou na Assembleia Nacional que não havia liberdade em Portugal. Para o contrariar, o deputado Casal-Ribeiro (ultraconservador) perguntou-lhe, precipitadamente:

 «V. Exa. falou no falso conceito de liberdade. E eu pergunto o seguinte: V. Exa. quer mais liberdade do que aquela que nós vivemos neste momento, quando se permite, por exemplo, a saída de um livro ignóbil chamado Dinossauro Excelentíssimo?» (Diário da Sessões, n.º 201, 29 nov. 1972, p. 3960–3961).

 Apontado estupidamente como um exemplo da liberdade, a Censura ficou sem capacidade de atuar, em relação ao livro e ao seu autor. E foi um verdadeiro sucesso, com seis edições em 1972–

Só o António José Seguro assegurará tranquilamente o nossos tachinhos no PS Mamadeiras!

 A  distribuição de banha da cobra decorreu a bom ritmo esta manhã na cidade do Funchal. 

 O nosso fotógrafo estava lá!