terça-feira, 6 de outubro de 2026
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
É uma polícia do 24 de Abril com que sonha o subcomissário Adelino Camacho na sua extensa entrevista ao Diário de Noticias do Funchal
O Adelino Camacho defende os ideais do 25 de Abril na sua extensa entrevista no Diário do SOUSA? Vejam as declarações do pardalão!
As comemorações do 5 de Outubro em 1960...
Eduardo Gageiro, o extraordinário fotógrafo, captou esta imagem no tempo em que comemorar o 5 de Outubro significava poder ser preso e, no mínimo, levar umas coronhadas. Era o regime no seu melhor.
E isto mesmo que a Extrema Direita quer para Portugal acabar com a Liberdade e a Democracia e plantarem a Ditadura.
Paulo Morais faz luz sobre uma parte da história do fim da Monarquia que quase ninguém conhece
A QUEDA DA MONARQUIA, A 5 DE OUTUBRO DE 1910 teve como causa próxima a gestão criminosa do Crédito Predial (um misto de Banco Espírito Santo e Banco Português de Negócios da época). A figura central, a alma negra do Crédito Predial, foi Luciano de Castro. Como deputado, elaborou a Lei que regulou “a criação e o funcionamento das sociedades de crédito predial”, para mais tarde ser ele mesmo o Governador do Crédito. Os empréstimos concedidos eram maioritariamente de favor, a políticos e amigos do poder vigente, ora do Partido Progressista de Luciano, ora do Regenerador de Fontes e Hintze, todos membros da Administração do Banco. Em 1910, detectam-se desfalques sistemáticos desde 1902. Uma auditoria identifica créditos incobráveis de sessenta contos, cai o governo em Junho; uma nova auditoria verifica que os incobráveis não eram de sessenta contos, mas de oitocentos! Vem a bancarrota, esboroa-se a Monarquia e eclode a República, com milhares a clamar “Matem o ladrão do Crédito Predial”, Luciano de Castro (que dá hoje nome a um hospital público e está nas fotos junto ao ladrão do BES e seu cúmplice)Ver leitura histórica sobre adata neste link
domingo, 4 de outubro de 2026
José Manuel Barroso o madeirense que junto com Vicente Jorge Silva ressuscitaram o Comércio do Funchal nos últimos anos do Estado Novo
«O Vicente e eu fizemos o Comércio do Funchal. Multiplicámos jornalistas com os nossos pseudónimos. O Vicente era uma força da natureza! Explosivo, temperamental e criativo. Um trabalhador nato. É um nome muito grande do jornalismo no pós 25 de Abril.
Com o CF refizemos, antes do 25 Abril, as forças democráticas na Madeira. Ele foi um dos impulsionadores da candidatura de oposição, nas eleições de 1969, da qual fui candidato.
E mais não digo.»
Morreu(me) o Vicente Jorge Silva
1.
Um dia, numa madrugada nascida em sua casa, acabámos a noite a falar da vida. E ele disse-me uma coisa que nunca mais esqueci: “Sabes, Luís… já tive os meus divórcios de mulheres, de projetos, de amigos. E sei que se não cuidarmos de amar (em todas as suas formas), se não tentarmos ter com a vida uma relação de avassaladora paixão, de curiosidade, de vontade de ser mais, haverá sempre alguém capaz de amar melhor as coisas que achamos nos pertencem por direito”.
2.
O Vicente Jorge Silva morreu fez agora seis anos.
E não foi apenas um jornalista.
Ou um grande jornalista.
Ele era o jornalista.
A sua criatividade distinguiu-o num tempo de cinzentismo.
A sua coragem provocou muitos incómodos e garantiu-lhe muitos inimigos.
A sua megalomania levou-o a conseguir ir mais longe do que todos os jornalistas da sua geração.
A sua heterodoxia permitiu-lhe ser o que em cada momento lhe apeteceu ser – no jornalismo, como realizador de documentários ou filmes, como crítico de cinema, como político.
3.
Vicente foi único.
No Comércio do Funchal enfrentou na juventude os anos finais do Estado Novo.
No Expresso inventou a revista que revolucionou no jornalismo português a maneira de contar histórias.
No Público fundou um jornal diário que durante toda sua direção foi o projeto que mais se aproximou em qualidade e ambição aos grandes jornais internacionais.
4.
Como madeirense afrontou sempre que pôde o poder de Alberto João Jardim.
Como deputado, o que dizer? O Vicente era tudo demasiado. Demasiadamente livre, demasiadamente malcomportado, demasiadamente surdo para ouvir as verdades que chocavam com as suas.
5.
Vicente morreu-me numa madrugada de setembro de 2020..
E alguns jornais não lhe deram a primeira página.
A maioria dos jornais publicados naquele dia decidiram nem sequer lhe dar chamada de capa.
Mesmo o Público não ofereceu ao seu criador o que verdadeiramente se impunha e que (aliás) é prática no jornal quando editorialmente se impõe: dedicar a Vicente a totalidade da sua primeira página.
Teria sido justo.
Teria sido bonito.
Mas não.
O jornalismo realmente já não me interessa muito.
E eu também já não interesso muito ao jornalismo que existe hoje.
Não tem mal, não é uma crítica ou um lamento. É apenas o que é.
6.
Vicente Jorge Silva foi um dos poucos génios que conheci.
Falava alto.
Dizia coisas desagradáveis, coisas que muitos não gostavam de ouvir.
Mas era terno. Um amigo. E um espírito livre e absolutamente radical na sua capacidade de inventar flores onde a maioria apenas via pedras.
Será que Jesus Cristo se identifica com os ideais do Bispo das forças armadas? Jesus apoiaria as guerras e aqueles que pagam em armas para matar outros?
O Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, D. Sérgio Dinis, presidiu à Eucaristia na Catedral do Funchal, por ocasião das comemorações do Estado-Maior-General das Forças Armadas Portuguesas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






