quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Contributo do antigo jornal «os democratas de Gaula» para a história da Revolta do Leite de 1936

 



Conheça a história da"Revolução do Leite"" em Santa Cruz :
Importante luta de Frederico Vieira Coelho o"
Frederiquinho " na revolução do leite em 1936.
 No mês de julho convém dar a conhecer esta breve história, para que os mais novos saibam o que fizeram homens importantes da sua freguesia, cujos os feitos não podem ser esquecidos mas antes exemplos a seguir na insubmissão ao Poder quando os direitos do povo não são respeitados.
Aqui falamos dum homem desconhecido por toda a presente geração de
Santacruzenses, mas que foi um homem notável. Trata-se de Frederico Vieira
Coelho "o Frederiquinho", nascido na Lombada em 11 de Julho de 1912 e falecido aos 50 anos em 20 de Fevereiro de 1962.
Quando o povo da Madeira começou a Revolta do Leite em 1936 em Santana e
Faial, acompanhados pelo Padre César Teixeira da Ponte, "Frederiquinho" lutador anti-fascista da Lombada de Santa Cruz organizou (como lhe competia) a
"revolta" aqui na freguesia começando com reuniões preparatórias na velha mercearia pertecente a Manuel Vieira Coelho "o Neto", (seu cunhado).
Partiram numa noite de fins de Julho (dias 29 ou 30) de 1936 e foram para João Frino, onde destruíram completamente um posto de desnatar leite, que laborava para o "Manipólio"(2) da empresa Burnay; o mesmo fizeram em Gaula á desnatadeira do "Meca" e a de João Leandro na Lombada.
Participaram nesta importante acção política, capitaneada pelo "Frederiquinho" o seu irmão Joaquim Vieira Coelho e outros Lombadeiros por si politizados e ganhos para a luta; que mais tarde viriam a ser todos presos pelo regime de Salazar em Caxias, nos Açôres e no forte da Graça em Elvas.
Foram eles:

Agostinho do "Meiro"
João Baptista, o " Quechicha" José de Gouveia o "'José Grilo" Joaquim Baptista o "Joaquim do Meisque" Januário Vieira Cardoso (falecido nos EUA)
João Alves Rego o "João Cabedal" (ainda vivo)
João Pereira o " Gibóia" João de Freitas o "Fona"
Manuel Ferreira o "Manuel Carneiro" Manuel do "Arrais"
Manuel Freitas o "'Pedrada" (irmão do "Fona") falecido na Rep. Dominicana
Manuel Rodrigues Ferrinho o "Batatinha" de Gaula
Eduardo de Gouveia o" Eduardo do Mouco" Francisco Alves o "Francisco do Malhado" Luís Mendonça o "Luís do Arrais"
Marcial de Freitas Pantaleão o "Marcial"

Estes forão os "revolucionários" conhecidos, porque á excepção de Manuel "Carneiro", foram todos presos pelo regime de Salazar na tenebrosa prisão do Lazareto e depois enviados para o continente e para os Açôres.
Houve muitos mais Lombadeiros e Gauleses que participaram, mas como não foram conhecidos e delatados pelos os informadores da PIDE (de então) e por isso não foram presos não figuram nesta lista.
Frederico Vieira Coelho era solteiro e jovem. Na altura não possuía gado, mas abnegadamente organizou a luta dos camponeses na Lombada. Era um elemento da Oposição ao regime fascista de Salazar. Recebia secretamente a imprensa clandestina do Partido Comunista Português o "AVANTE"e estava politicamnte preparado para dirigir a sublevação popular dos Lombadeiros .
Passou dois anos preso no forte da Graça em Elvas. Outros seus companheiros foram para os Açôres.

 Porque se revoltaram os camponeses em fins de Julho de 1936 ?

Não concordavam com um decreto de Salazar (26-655 de 4 de Junho de 1936) que criando a Junta de Laticínios da Madeira (apelidada pelo "Renhaunhau" junta dos Latrocinios), mandava fechar todos os postos de recolha de leite que laborassem para outras "Fábricas" de manteiga que não fossem a Burnay ou o Martins e Rebelo .
Só estes industriais é que passavam a ter o monopólio das natas para o fabrico da manteiga. Com esta medida monopolista do governo corporativo e fascista de Salazar, acabava concorrência na compra das natas do leite e isso prejudicava os camponeses nos preços praticados até então. Sem a livre concorrência, o preço desceu e o prejuízo dos camponeses era muito. Pois os novos senhores do
"Manipólio" (como era na época referido pelos camponeses) pagavam quando queriam e ao preço que queriam. Depois da revolta chegavam a receber o dinheiro até no fim dum trimeste.
Salazar já tinha feito um monopólio semelhante á farinha em 1931, dando origem á Revolta militar da Madeira de 1931. Em 1934 criou o monopólio do açúcar para a firma inglesa Hinton acabando com todos os engenhos de moagem de cana-de-açúcar que havia dispersos pela ilha.
Mas o monopólio do leite, foi mais anti-popular que os outros, porque em 1936 a pecuária era a única fonte de receita de milhares e milhares de famílias camponesas da nossa Ilha. Quem não tinha um"palheiro" com a sua vaquinha, estava condenado a uma pobreza quase total nessa época.
Havia nesta altura cerca de 30 mil vacas leiteiras na Ilha. No Funchal diáriamente consumiam-se 12 mil litros de leite, distribuídos por 320 "leiteiros".
Por ano eram gastos 17 milhões de litros de leite para fabrico de manteiga em várias fábricas (industriais e artesanais) espalhdas por toda a ilha
Em 1934-35 fabricaram-se 840 toneladas de manteiga,das quais 660 foram exportadas. Havia 64 Fábricas cujas vinte maiores produziam 79% do total da manteiga. Havia em 1936, 1108 postos de desnatação. Com o famigerado decreto de Salazar, (assinado pelo então ministro da Agricultura Dr. Rafael Duque) foram encerrados 788. O decrrto só deixou em laboração 320 postos. Isso provocou a ira de todos os camponeses rurais.

Nessa altura a Madeira não tinha a Autonomia que tem hoje. Era governada por um militar de Lisboa (Governador do distrito) comandante Goulart de Medeiros ; tinha um vice-governador Madeirense Dr. Juvenal de Carvalho (advogado dos leiteiros revoltosos, que não concordavam com o decreto 26-665). O presidente da então denominada Junta Geral (espécie de governo admistrativo) era o Dr. João Abel de Freitas .O Presidente da Câmara do Funchal era o Dr. Fernão de Ornelas era um cargo de confiança politica. Era nomeado porque o fascismo não fazia eleições para as Câmaras nesse tempo).O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz era o «Dr Joaquim» o tal que tinha mais de 200 afilhados; o seu nome completo era Dr. Joaquim Vasconcelos de Gouveia.
(2) *Manipólio
Junta de Laticínios que o governo de Salazar tinha criado afim de servir os monopolistas das fábricas de manteiga Burnay e Martins e Rebelo.  
 Os cargos políticos nessa altura eram dados só os fiéis servidores do regime fascista acantonados num partido chamado União Nacional. Eram excluídos todos os que simpatizassem ou apoiassem a Oposição a Salazar, em suma : Só os fascistas é que mandavam na Madeira. E de certa forma como actualmente se verifica com os "fascistas de hoje" disfarçados dentro do PPD/PSD que dominam com outros truques, todas as 11 Câmaras da Região
  Há eleições mas o povo é habilmente manipulado com festas e discursos demagogicos para votar sempre Neles. Exercem um fascismo de novo-tipo cujo o objectivo é o mesmo: priveligiar as elites do poder e os senhores do dinheiro.

(1) O termo revolução aqui é mais no sentido de manifestação e levantamento popular.
Pois ao contrário da Revolução de 1931 em que o Exército da Madeira aderiu esta foi expontaneamente da população camponesa.
(2) "Manipólio": designação que os camponeses madeirenses ( na sua maioria analfabetos ) davam á Junta de Laticínios que o governo de Salazar tinha criado afim de servir os monopolistas das fábricas de manteiga Burnay e Martins e Rebelo .



Claro que João Cabedal acabou por ser preso e não levou "porrada" no calabouço porque era (afilhado do
Dr. Joaquim). Esteve 52 dias na imunda prisão do Lazareto que era o pior que podia haver com falta de higiéne e cuidados sanitários (fazia as necessidades em Latas de folha e não tinham sequer direito a tomar banho). Depois João Cabedal foi levado preso para o Continente onde depois de julgado em Tribunal Militar foi companheiro de "Frederiquinho" durante quase dois anos. João
Cabedal informa-nos que todos os presos políticos da Lombada tinham uma enorme admiração por"Frederiquinho" de quem bebiam a doutrinação política e ao qual obedeciam e respeitavam. João Cabedal não era criador de Gado era apenas um aventureiro polítizado e influênciado por "Frederiquinho"

"João Cabedal" João Alves Rego
( Herói vivo)

JOÃO ALVES REGO o único herói vivo da Revolução do Leite.
Nasceu a 9 de Novembro 1914 actualmente com 89 anos ainda com bastante lucidez recorda-nos a sua participação nos aconteci-mentos.Em 1936 tinha 22 anos e
"não tinha medo de nada nem da polícia' (chegando junto com um grupo de Lombadeiros a deter e a desarmar um grupo de polícias que vinham a Santa Cruz prender os revoltosos. Conta que nessa altura mandaram parar um "carro de horário" junto a S. João em Gaula, e que trazia dentro uma força polícial João Cabedal não perdeu tempo intimou-os a sair e a entregar as armas.Cortaram-lhes o cinturão com um navalhão e prenderam-lhe as armas que foram escondidas, obrigando-os a caminhar descalços até ao sítio onde funcionou a "Venda do Sancho". Cabedal chegou a ficar com uma pistola dum polícia que escondeu durante muito tempo numa gruta existente na rocha de São Pedro• como a polícia não levou a melhor Mais tarde o Salazar mandou uma força de Infantaria de Lisboa afim de vir à Madeira prender os camponeses amotinados. Vieram a bordo dos
"Avisos Gonçalves Zarco" e Bartolomeu Dias" (em 12 de agosto de 1936).


Claro que João Cabedal acabou por ser preso e não levou "porrada" no calabouço porque era (afilhado do Dr. Joaquim).
 Esteve 52 dias na imunda prisão do Lazareto que era o pior que podia haver com falta de higiéne e cuidados sanitários (fazia as necessidades em Latas de folha e não tinham sequer direito a tomar banho). Depois João Cabedal foi levado preso para o Continente onde depois de julgado em Tribunal Militar foi companheiro de "Frederiquinho" durante quase dois anos. João
Cabedal informa-nos que todos os presos políticos da Lombada tinham uma enorme admiração por"Frederi-quinho" de quem bebiam a doutrinação política e ao qual obedeciam e respei-tavam. João Cabedal não era criador de Gado era apenas um aventureiro polítizado e influênciado por "Frederiquinho".

"João Cabedal"
MANUEL VIEIRA COELHO "Neto" outro protagonista vivo da Revolução do Leite aqui em Santa Cruz. Nasceu em 20 de Agosto em 1915 actualmente tem 89 anos.
Nessa altura estava na tropa no BII-19 em 1936. Era nessa altura também proprietário de uma pequena mercearia existente na casa do sôgro no Sítio da Levada da Roda. Era por isso cunhado do Frederiquinho. Na "sua venda" é que tinham lugar as reuniões políticas contra a ditadura de Salazar. 
 Foi também no seu estabelecimento que Frederiquinho e o seu grupo prepararam secretamente o assalto ás máquinas desnatadeiras que estavam ao serviço dos monopolistas da Junta de Lacticínios. Essa acção decidida politicamente afim de Reforçar a Revolta que já se tinha iniciado no Faial e nas Cruzinhas. Depois da acção de Frederiquinho a revolta alastrou-se para o Funchal onde foram saqueados estabelecimentos e finalmente eclodiu na Ribeira Brava, Ponta do Sol e Canhas. Era objectivo do Frederiquinho ampliar o máximo a luta que felizmente foi conseguida. 
Conta-nos Manuel Vieira Coelho "Neto" que também nutria uma grande admiração pelo cunhado e só não alinhou na acção política dessa época pelo facto de estar na tropa e temer a repressão militar de que seria alvo.
 Conta-nos ainda que Salazar não confiava na tropa madeirense, para prender os revoltosos enviou tropas do Continente que enquadraram as nossas.
 Manuel "Neto" conta que os soldados madeirenses apenas auxíliavam como guias no terreno a acção de captura os camponeses sublevados.
 Manuel "Neto' ainda hoje recorda esses acontecimentos e acha que a razão estaria do lado dos camponeses e do seu líder o Frederiquinho
Manuel Neto sempre estranhou que este governo do Alberto João nunca se interessasse pela a história destes camponeses, está convencido que também enfermam duma Costela fascista, sendo como é sabido avessos ao 25 de Abril e á liberdade do povo português.

Edição do departamento cultural do :
Comité Político dos Democratas de Gaula
Gaula, 5 de Agosto de 2003

Aparte do Jornal atacou Savino Correia (na altura era presidente da CMSC):
 O DR. JOAQUIM DO SÉC.XXI :
 Enquanto no passado o antigo presidente da Câmara de Santa Cruz, era nomeado pelo Governador Civil; tendo em atenção a sua fidelidade ao partido fascista de Salazar (União Nacional). Hoje, graças ao 25 de Abril os presidentes das Câmaras são eleitos .
 No tempo da velha senhora o Dr. Joaquim, tinha mais de 200 afilhados e compadres. Hoje o actual presidente da Câmara (Savino Correia) tem o dobro: Basta vermos o grande grupo de pessoas que recebe materiais de construção civil da Câmara em troca de votos no PSD. Os empregos dados sem concurso, o favoritismo e as "luvas" dos empreiteiros e especuladores imobiliários, em suma a corrupção.


terça-feira, 22 de setembro de 2026

Francisco Teixeira da Mota fala da sua luta pela liberdade de expressão no jornal Público onde é colunista e advogado do próprio jornal

 


A 10 de Junho de 1993, um editorial do PÚBLICO assinado por Vicente Jorge Silva respondia a Silva Resende, advogado, jornalista e candidato às autárquicas de Lisboa, chamando-lhe "alarve, boçal e grotesco". Os tribunais portugueses condenaram o então director do PÚBLICO por crime de expressão.

No novo podcast "Devida Vénia", de Leonor Caldeira, advogada, e de Francisco Teixeira da Mota, advogado do PÚBLICO desde o primeiro dia, vai conhecer os casos que levaram o PÚBLICO a sentar-se no banco dos réus.

Morreu Silva Resende, antigo presidente da FPF
Morreu Silva Resende, antigo presidente da FPF
O antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e advogado Antero da Silva Resende morreu aos 96 anos, informou nesta quinta-feira o organismo através do sítio oficial na Internet.

https://www.publico.pt/2022/02/24/desporto/noticia/morreu-silva-resende-antigo-presidente-fpf-1996692

O caso tem quase sete anos, mas não podia ser mais actual. Vicente Jorge Silva e Antero Silva Resende trocaram insultos, que andaram pelos tribunais portugueses e que tiveram decisões contraditórias. Em Março, o caso chega ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. E agora o réu é Portugal.

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem aceitou o requerimento apresentado pelo ex-director do PÚBLICO, Vicente Jorge Silva, contra o Estado português, na sequência de um caso que envolve o ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Antero da Silva Resende. Em causa está a liberdade de opinião e um outro tema bem actual: declarações de extrema-direita.O caso remonta a Junho de 1993. No dia 10 desse mês o PÚBLICO trazia uma notícia em que se dava conta da possibilidade de Silva Resende ser o candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa. De um dos lados da notícia, uma dezena de citações de Silva Resende, retiradas do "Jornal do Dia", do outro, um editorial de Vicente Jorge Silva, que, baseado nessas citações, afirmava que o CDS, liderado então por Manuel Monteiro, tinha recorrido "a uma figura que representa o que há de mais beato, bolorento e ridículo na direita portuguesa".Essa não terá sido, no entanto, a afirmação mais forte do então director do PÚBLICO. "Nem nas arcas mais arqueológicas e bafientas do salazarismo seria possível desencantar um candidato ideologicamente mais grotesto e boçal, uma mistura tão inacreditável de reaccionarismo alarve, sacristanismo fascista e anti-semitismo ordinário", escreveu também Vicente, escudado nas citações de Silva Resende, em que este tratava o ex-primeiro-ministro francês Laurent Fabius por "judeu calvo", dizia que "Portugal começou a morrer" com o 25 de Abril, e elogiava a Frente Nacional de Jean-Marie Le Pen.Logo no dia em que saiu o editorial, Silva Resende anunciou a sua intenção de processar Vicente Jorge Silva. E processou-o, acusando-o de abuso de liberdade de imprensa, crime de que, em Maio de 1995, Vicente Jorge Silva foi ilibado pelo Tribunal Criminal de Lisboa. Contudo, Silva Resende recorreu para o Tribunal da Relação, que, seis meses depois, teve uma decisão contrária à da primeira instância. O Tribunal da Relação considerou que o arguido ultrapassou os limites "para afectar desnecessária e inadequadamente a honra e consideração" do requerente, que ao usar expressões como "alarve", "grotesco", "boçal", "ridículo" e "beato" Vicente Jorge Silva não estava só a adjectivar as ideias de Silva Resende, mas também a sua imagem pessoal. Por isso, condenou-o a pagar uma multa de 150 contos e uma indemnização por danos não patrimoniais - "desgosto e tristeza" - de 250 contos. Silva Resende pedia cem mil contos.Perante tal decisão, Vicente Jorge Silva apelou para o Tribunal Constitucional, solicitando a declaração de inconstitucionalidade da decisão do Tribunal da Relação. Contudo, o acordão do TC concluiu que a punição criminal não violava a Constituição e rejeitou o recurso.Passadas todas estas fases, o ex-director do PÚBLICO não se deu por vencido e decidiu levar o caso, agora contra Portugal, ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que aceitou o seu requerimento e irá em breve pronunciar-se. Aqui pesou o facto de, nas suas citações que acompanhavam o editorial em causa, Silva Resende não fazer só referência a personalidades e acontecimentos portugueses, mas também pronunciar-se sobre a Frente Nacional, partido francês de extrema-direita, e sobre o ex-primeiro-ministro francês, Laurent Fabius, chamando-lhe "calvo judeu".Até ao próximo dia 10 de Março as duas partes, Vicente Jorge Silva e o governo português, podem ainda enviar para o Tribunal Europeu mais provas e observações complementares. Depois, o tribunal deverá pronunciar-se sem recurso a audiência pública, ou seja, dará uma sentença sem julgamento. Isto porque, devido ao atraso nos seus trabalhos, este tribunal tem procurado restringir ao máximo as audiências públicas, havendo já uma decisão provisória nesse sentido em relação ao processo de Vicente Jorge Silva, por entender que uma audiência pública não iria alterar de forma significativa os dados que já têm para tomar uma decisão.No seu requerimento ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, Vicente Jorge Silva argumenta que "o editorial ora em causa tem um carácter meramente político" e que a decisão do Tribunal da Relação é "incompatível com a letra e o espírito do artigo 10º" da Convenção dos Direitos do Homem, que é o que regula a liberdade de expressão e de opinião. Na sua contestação, o Governo português basicamente repete os argumentos do Tribunal da Relação.

https://www.publico.pt/2000/02/20/jornal/vicente-contra-portugal-140225


Edificações com grande volumetria em espaço rural e sem respeitar afastamentos: São imagem de marca do presidente corrupto da Câmara da Ponta do Sol

 O tipo é parecido nas práticas com o ex-presidente Savino Correia  da Câmara de Santa Cruz de sinistra memória. Trata-se  do Rui Marques um PPDê do pior que há. O tipo tem processos de corrupção em Tribunal paralisados de propósito pelas juízas afectas ao regime albuquerquista.
  Rui Marques, o presidente corrupto da Câmara Municipal da Ponta do Sol favorece amigos do PPDê no seu concelho e prejudica o ambiente promovendo grandes edificações de betão com grande volumetria em terrenos de aptidão agrícola. 
 Qualquer dia já não haverá espaços verdes no concelho daquele pardalão! Mas os miras daquele concelho votam todos nele, não há nada a fazer.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Anthony Clifford Grayling o filósofo britânico que não acredita em nada sobrenatural

 

O académico inglês A. C. Grayling, de 77 anos, é autor de mais de 30 livros de Filosofia

"Não acredito que existam deuses e deusas, exatamente pelas mesmas razões que não acredito que existam fadas, duendes ou gnomos; e estas razões deviam ser óbvias para qualquer pessoa com mais de dez anos de idade."

Mamar no privado sem perder a garantia do serviço público


Crónica de Élvio Passos para o nosso blog:

 «Dá-se o caso ou casos, de médicos ou médicas de família, dos quais constam sempre os nomes nas consultas, mas quem de facto exerce são médicos com vínculo precário ou tarefeiros que querem pertencer aos quadros mas estão barrados a aguardar concursos que nunca surgem. Isto sucede porque estes médicos fantasma dos quadros, estão a exercer no Privado, mas não querem perder o lugar no público. Querem ganhar dinheiro no Privado, mas não perder a garantia no Público, isto chama-se egoísmo, porquinhos do sistema, gente que jurou querer dinheiro, não função remunerada.     Os utentes até criam laços de amizade e de confiança com os médicos precários, julgam-nos de extrema confiança, mas veem-se na iminência de uma hora para outra perdê-los, para outros tarefeiros, isto não tem lógica.»

Grande camarada Hugo Chavez sempre combateu a burguesia do seu país e anda sem mêdo no meio do povo!

 

Obscurantismo à vista na vila do Machico. O presidente da Câmara e o bispo Nuno Brás incentivam a idolatria religiosa dos motards

 

 Não é que o farisaico bispo e o presidente da Câmara apoiam e incentivam o obscurantismo cultural e religioso naquele concelho! 
 Os pardalões recebem a benção da boneca de argila e gesso a quem chamam Nossa Senhora de Fátima. Os motards saem aos milhares numa procissão  com uma imagem de escultura às costas rezam à boneca feita de barro e ainda lhe pedem bençãos! Ah! povo enganado com estas tangas do falso cristianismo. 
 Se Jesus voltasse agora à terra iria condenar seriamente estas práticas e o negócio das missas desta padralhada medieval e gulosa por dinheiro.
 Não tenham quaisquer dúvidas de que seria novamente preso e crucificado por estas turbas acefálas completamente enganadas pelo negócio dos padres!

Prática pagã e anti-bíblica: 

"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 

⁵ Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
⁶ E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos…

Êxodo 20:4-6

Promovendo sempre a idolatria. Parabéns!


Na festa da Nossa Senhora da Piedade no Caniçal quase que partiam o pescoço de Nossa Senhora. Tal o peso do ouro que lhe puseram à roda do pescoço.