segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Gratidão do cordelista (poeta popular) ao presidente LULA
O Alberto João foi traído e afastado do poder pelos seus próprios seguidores bajuladores. Entre eles temos José Prada e Miguel de Sousa
O rei deposto da Tabanca
Na velha Tabanca viveu, durante muitos anos, um homem chamado Alberto. Autoproclamava-se o maior génio político que aquelas paragens alguma vez tinham conhecido. Se alguém ousasse discordar, era logo catalogado como ignorante, invejoso ou conspirador. Para Alberto, o único erro possível era o dos outros.
Enquanto reinou, distribuiu favores pelos amigos e benesses pelos companheiros mais obedientes. A corte prosperava e os seus fiéis garantiam-lhe aplausos permanentes. Convencido de que era insubstituível, nunca percebeu que eram precisamente esses aduladores que lhe iam cavando a sepultura política.
Com o passar dos anos, Alberto começou a perder o norte. Via conspirações em toda a parte, imaginava perseguições constantes e desconfiava até da própria sombra. Na Tabanca comentava-se que o velho rei já confundia a realidade com os delírios que lhe enchiam a cabeça. Ainda assim, continuava a proclamar que era o único capaz de salvar o reino.
O mais cómico era que o alegado génio nunca percebeu quem realmente lhe fez a folha. Enquanto discursava sobre a sua inteligência incomparável, os seus próprios correligionários tratavam de lhe retirar o trono. Quando finalmente abriu os olhos, já era tarde. Foi corrido pelos mesmos que durante anos lhe chamaram líder, mestre e visionário.
Antes de abandonar o poder, decidiu deixar a Tabanca num caos absoluto. Se ele já não podia mandar, então ninguém governaria em paz. Deixou problemas por resolver, confusão instalada e um reino abandonado à própria sorte. Pouco lhe importava. Afinal, os seus comparsas já tinham lucrado o suficiente para nunca mais se preocuparem com o futuro da Tabanca.
Hoje, Alberto vive refugiado na Rua do Rebenta Costas, onde passa os dias mergulhado nas recordações de uma grandeza que só existe na sua imaginação. Continua convencido de que foi vítima da maior injustiça da história e repete, vezes sem conta, que todos lhe roubaram o lugar que lhe pertencia por direito divino.
Mas é na velhice que se revela a sua maior transformação. Durante décadas insultou jornalistas, atacou televisões e acusou os comentadores de serem o pior mal da Tabanca. Agora faz precisamente o contrário. Anda de porta em porta a oferecer-se para entrevistas, aceita qualquer convite para televisão e comenta tudo o que mexe, mesmo quando nada sabe sobre o assunto.
Tornou-se o mais fervoroso defensor daquilo que antes combatia com fúria. Cada aparição pública é uma nova cambalhota. Cada declaração desmente a anterior. Cada intervenção confirma que a coerência abandonou a Rua do Quebra Costas muito antes dele.
Na reta final da vida, já à beira de bater as botas, Alberto acabou por deixar a única herança verdadeiramente incontestável. Não foi a de um estadista nem a de um génio político. Foi a de um homem consumido pela vaidade, derrotado pela própria arrogância e recordado como o maior hipócrita que a Tabanca alguma vez conheceu. No fim, o antigo rei não passava de um velho em delírio.
Meia Saca anuncia concurso para recrutar quatro jornalistas para o seu pasquim JM
É mais um concurso feito à medida, tal como a presidenta Élia Ascenção faz na Câmara Municipal de Santa Cruz. Acreditem nele que estão bem servidos.
O perigo fascista
Os EUA desenvolvem descaradas acções de promoção e apoio às forças mais reaccionárias
O imperialismo “trás a guerra como a nuvem trás a tempestade”. Fascismo e guerra caminham de mãos dadas, e a deriva antidemocrática e militarista intrínseca ao neoliberalismo, se não for derrotada, tem o fascismo como desenvolvimento lógico. O revisionismo histórico, a promoção do racismo, do ódio e da violência; a propaganda da inevitabilidade da guerra para “defesa dos valores e do modo de vida do Ocidente”, a construção acelerada de “economias de guerra”, aí estão a apontar para uma brutal intensificação da exploração e da opressão dos trabalhadores e dos povos que salve o capitalismo da crise estrutural em que se debate. É muito significativo que o fantasma do “comunismo” esteja a ser agitado pela administração norte-americana não só para justificar a sua cruzada reaccionária no plano interno (onde até os opositores “democratas” são taxados de comunistas, lembrando a “caça às bruxas” dos tempos do “macartismo”) mas também para justificar a agressão a países soberanos e a promoção e apoio às forças mais reaccionárias e fascizantes por esse mundo fora. Como no caso da América Latina (desde El Salvador à Argentina passando pela Venezuela e Cuba) ou na Europa onde os EUA têm desenvolvido descaradas acções de promoção e apoio às forças mais reaccionárias. É neste quadro que a reunião do passado dia 16 de Julho em Washington sob a bandeira do “combate ao terrorismo internacional de extrema-esquerda” não deve ser subestimada. Apesar de entre os representantes de 67 países se encontrar o embaixador de Portugal nos EUA, ela esteve praticamente ausente nos comentários dos ditos “especialistas” em relações internacionais que enxameiam o espaço público. Mas o tema da reunião, as gravíssimas afirmações nela produzidas por Marco Rubio (nada mais nada menos que o Secretário de Estado da maior potência capitalista do mundo) e a proclamação de “liderança” pelos EUA do combate à “ameaça comunista” representam um perigoso passo adiante das forças mais negras da reacção norte-americana na promoção do fascismo a partir do próprio poder. Haverá quem assobie para o lado ou atribua tudo isto às “maluqueiras” e à megalomania de Trump, a um acidente de percurso da “potência imprescindível” e “farol do mundo livre” que próximas eleições corrigirão. Mas é uma evidência que a questão é bem mais séria, tem raízes na própria essência reaccionária e criminosa do imperialismo. Atente-se na apresentação de Israel (genocídio do povo palestiniano) e da Ucrânia (com a aberta reabilitação de nazis ao ponto de provocar o protesto da Polónia) como postos avançados da “democracia” e da “civilização ocidental”. Atente-se no poder das chamadas Big Tech” norte-americanas e no activismo fascizante de Elon Musk e outros bilionários seus proprietários. Atente-se na consideração da República Popular da China com a sua orientação socialista como “ameaça existencial” aos EUA. Atente-se num infame relatório do Departamento de Estado de 20 de Julho significativamente intitulado “Cuba: a capital do comunismo do século XXI” que o Governo cubano prontamente desmascarou como propaganda visando dar cobertura a uma agressão militar à Ilha da Liberdade.
-Albano Nunes
RATOS de SACRISTIA: O segredo do sucesso eleitoral dos verdinhos de Gaula reside na beatice para conquistar a simpatia dos senhores padres e dos fiéis eleitores católicos
Assim acaba o outrora grande Paulo Cafofo... na irrelevância política.
Os eleitores aos poucos foram-se desiludindo e deixaram de acreditar nele... o que mostra que o apoio dos eleitores foi baixando levando o PS para trás dos falsos beatos do JPP.
Da grande expectativa de ser o novo presidente do governo Regional da Madeira ao político vulgar que agora é, sem quaisquer hipóteses de voltar às luzes da ribalta. Só lhe resta tirar fotografias com a sua nova "mais que tudo" venezuelana.

