domingo, 4 de outubro de 2026

José Manuel Barroso o madeirense que junto com Vicente Jorge Silva ressuscitaram o Comércio do Funchal nos últimos anos do Estado Novo

 

 «O Vicente e eu fizemos o Comércio do Funchal. Multiplicámos jornalistas com os nossos pseudónimos. O Vicente era uma força da natureza! Explosivo, temperamental e criativo. Um trabalhador nato. É um nome muito grande do jornalismo no pós 25 de Abril.
Com o CF refizemos, antes do 25 Abril, as forças democráticas na Madeira. Ele foi um dos impulsionadores da candidatura de oposição, nas eleições de 1969, da qual fui candidato.
E mais não digo.»
Morreu(me) o Vicente Jorge Silva
1.
Um dia, numa madrugada nascida em sua casa, acabámos a noite a falar da vida. E ele disse-me uma coisa que nunca mais esqueci: “Sabes, Luís… já tive os meus divórcios de mulheres, de projetos, de amigos. E sei que se não cuidarmos de amar (em todas as suas formas), se não tentarmos ter com a vida uma relação de avassaladora paixão, de curiosidade, de vontade de ser mais, haverá sempre alguém capaz de amar melhor as coisas que achamos nos pertencem por direito”.
2.
O Vicente Jorge Silva morreu fez agora seis anos.
E não foi apenas um jornalista.
Ou um grande jornalista.
Ele era o jornalista.
A sua criatividade distinguiu-o num tempo de cinzentismo.
A sua coragem provocou muitos incómodos e garantiu-lhe muitos inimigos.
A sua megalomania levou-o a conseguir ir mais longe do que todos os jornalistas da sua geração.
A sua heterodoxia permitiu-lhe ser o que em cada momento lhe apeteceu ser – no jornalismo, como realizador de documentários ou filmes, como crítico de cinema, como político.
3.
Vicente foi único.
No Comércio do Funchal enfrentou na juventude os anos finais do Estado Novo.
No Expresso inventou a revista que revolucionou no jornalismo português a maneira de contar histórias.
No Público fundou um jornal diário que durante toda sua direção foi o projeto que mais se aproximou em qualidade e ambição aos grandes jornais internacionais.
4.
Como madeirense afrontou sempre que pôde o poder de Alberto João Jardim.
Como deputado, o que dizer? O Vicente era tudo demasiado. Demasiadamente livre, demasiadamente malcomportado, demasiadamente surdo para ouvir as verdades que chocavam com as suas.
5.
Vicente morreu-me numa madrugada de setembro de 2020..
E alguns jornais não lhe deram a primeira página.
A maioria dos jornais publicados naquele dia decidiram nem sequer lhe dar chamada de capa.
Mesmo o Público não ofereceu ao seu criador o que verdadeiramente se impunha e que (aliás) é prática no jornal quando editorialmente se impõe: dedicar a Vicente a totalidade da sua primeira página.
Teria sido justo.
Teria sido bonito.
Mas não.
O jornalismo realmente já não me interessa muito.
E eu também já não interesso muito ao jornalismo que existe hoje.
Não tem mal, não é uma crítica ou um lamento. É apenas o que é.
6.
Vicente Jorge Silva foi um dos poucos génios que conheci.
Falava alto.
Dizia coisas desagradáveis, coisas que muitos não gostavam de ouvir.
Mas era terno. Um amigo. E um espírito livre e absolutamente radical na sua capacidade de inventar flores onde a maioria apenas via pedras.
Até já meu querido Vicente [Por LUÍS OSÓRIO]


Será que Jesus Cristo se identifica com os ideais do Bispo das forças armadas? Jesus apoiaria as guerras e aqueles que pagam em armas para matar outros?

 O Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, D. Sérgio Dinis, presidiu à Eucaristia na Catedral do Funchal, por ocasião das comemorações do Estado-Maior-General das Forças Armadas Portuguesas.


Ricardo Lume lenta e tardiamente está descobrindo que a Justiça em Portugal é só para ricos

 

Até o dr. "papadas" apesar de caquético reconhece que Diário de Notícias e o JM do "meia-saca" são sorvedores de dinheiro dos contribuintes que não publicam senão futilidades


 A decadência dos panfletos da Região.

 «Recebem milhares de euros dos impostos pagos por todos nós, mas não passam de meras caixas de ressonância e informadores de comunicados onde a mentira impera,  da autoria de gente e organizações sem  qualquer representatividade política seja parlamentar autárquica ou de outra natureza.Temas como um cágado encontrado numa ribeira, um carro mal estacionado, a base dos concursos públicos (está sempre errada) a lâmpada de uma estrada, rua, travessa ou caminho, está fundida desde a noite anterior, tudo é assunto para encher as páginas impressas que têm cada vez menos leitores interessados na leitura destas baboseiras. 

  Pobreza de espírito, incompetência e diretores e editores engajados merecem o desprezo da nossa comunidade!» (RENOVADINHOS)

 "Meia-saca" e o traidor do bispo D. Teodoro, são ambos falsos jornalistas à frente dos dois jornais regionais que publicam futilidades sem qualquer proveito para os leitores.

Então as crónicas desta menina das historietas são um fartote de baboseiradas sem interesse algum!

O jovem Pedro Poeta recita versos ao glorioso Lula

 

sábado, 3 de outubro de 2026

Paulo Martins merecia a medalha da Autonomia a título Póstumo. Não lha deram!

 


Filha de João Goulart vai votar no nosso camarada Lula da Silva

 «Meu pai. Pra ele, todo o amor que houver neste mundo. Sorte minha ter vindo sua filha.»

«Hoje, mais do que nunca, sei por que voto em Lula.
Não é apenas por ele, nem pelo PT. É pela democracia, pela liberdade e pela soberania do meu país.
Quem nos conhece sabe que minha família e eu tivemos que deixar o Brasil durante a ditadura. Meu pai, João Goulart, presidente constitucional do Brasil, morreu no exílio, impedido pela ditadura de voltar à sua pátria.
Por isso, meu voto é também memória, resistência e compromisso. Quem viveu o exílio, a perseguição, sabe o preço da falta de liberdade.
Não quero que o Brasil volte a viver aquilo que já vivemos, o terror, a insanidade da ditadura.
Meu voto é por Lula, sim.
Mas principalmente, meu voto é pela democracia. Meu voto é pelo Brasil.»
Denize Goulart