segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Os profetas fartos dos negócios do Albuquerque com o golfe já se começam a se mexerem e a fazer destruíções
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A revolta subjacente ao vandalismo das máquinas da Socicorreia no golfe do Porto Santo reflete o profundo choque entre as prioridades do investimento público e as necessidades básicas da população. Enquanto se canalizam cerca de 10 milhões de euros para a ampliação de um campo de golfe em nome do turismo para o negócio imobiliário, infraestrutura para gerar negócios a privados, outras infraestruturas essenciais como o centro de saúde da ilha continuam por concluir, deixando os cidadãos desamparados no que toca aos seus direitos mais fundamentais. Depois dos transportes, a saúde.
Esta disparidade gera um sentimento crescente de injustiça social e marginalização, o Porto Santo é mais do que a cobertura jornalística do Presidente da CMPS. Para a população local, a mensagem transmitida pelas decisões políticas é clara, o conforto, o lazer e os interesses económicos das elites e dos visitantes sobrepõem-se à dignidade e à saúde de quem ali vive e trabalha diariamente.
A passagem a atos de vandalismo e destruição, embora ilegal e violenta, surge como a manifestação duma sociedade extremada e sufocada pela frustração. Quando os canais democráticos e o diálogo parecem falhar na resposta às carências essenciais, a tensão acumulada acaba por rebentar na forma de revolta contra os símbolos visíveis do investimento milionário.
É preciso "ler" a situação, onde, quem, porque, aquelas perguntas que os jornalistas deixaram de fazer. Cuidado com a certeza de que o povo será sempre sereno e o regime fará sempre as obras para a elite esquecendo-se da população. Pode acabar o ambiente de serenidade para governantes e seus negócios. Está de caras.
Este aviso foi no campo de golfe que existe e está para nascer outro. Algum povo pode ser iludido no Curral e na Ponta do Pargo, ou pelo menos caracterizado por populares escolhidos a dedo, mas de repente o controlo foge da mão.
Afirma a investigadora Teresa Consuelo Cardona:
Os dois possíveis pais da criança assassinada na ilha de Santa Maria (Açores) voltam a ser denunciados por Rafael Macedo
A verdadeira missão da PSP é reprimir pela força as manifestações de protesto do povo
A Polícia Municipal do Porto, apoiada pela PSP, retirou, esta segunda-feira de manhã, as tendas onde manifestantes pernoitaram nas últimas duas noites na Praça D. João I.
A Polícia chegou ao local às 6.30 horas e informou que era preciso desmontar as tendas porque estavam a obstruir a via pública. O JN sabe que os manifestantes começaram a cumprir a ordem, ainda que em protesto. Entretanto, chegou um camião da Câmara do Porto para levar as tendas que ainda não estavam desmontadas. Pessoas juntaram-se a bloquear o camião para que conseguissem continuar a desmontar, sendo empurradas pelas forças policiais que intervieram e retiraram as tendas. Durante a operação, ouviam-se cânticos como: (jornal de notícias)













