sexta-feira, 10 de abril de 2026

"Há sempre alguém que diz não". Recordando o massacre de My Lai no Vietname em 1968

 


No início de 1968, a Guerra do Vietnã estava em seu ponto mais intenso e sanguinário. A Ofensiva do Tet havia acabado de abalar as forças americanas, deixando as tropas em um estado de paranoia e exaustão extrema.

A Companhia Charlie, sob o comando do tenente William Calley, havia sofrido perdas por minas terrestres e atiradores invisíveis. Eles queriam vingança. A inteligência militar havia informado que a aldeia de My Lai era um reduto da guerrilha do Viet Cong.
Na manhã de 16 de março, a Companhia Charlie entrou na aldeia com ordens claras de “limpar a área”.
Sobre eles, voava um pequeno helicóptero de observação Hiller OH-23 Raven. Nos controles estava o suboficial Hugh Thompson Jr., um jovem de 24 anos nascido na Geórgia, criado com fortes valores religiosos e filho de um veterano da Marinha.
Junto com ele estavam seu chefe de tripulação, Glenn Andreotta, e o artilheiro Lawrence Colburn, de apenas 18 anos. A missão deles era sobrevoar a aldeia para identificar fogo inimigo e marcar posições com granadas de fumaça para que a infantaria atacasse.
Do céu, Thompson esperava ver um intenso tiroteio. Mas a vila estava em um silêncio absoluto e perturbador.
Ao sobrevoar My Lai em baixa altitude, a tripulação começou a notar algo estranho, algo que não condizia com um combate. Viram corpos sem vida de idosos, mulheres grávidas e crianças espalhados pelos caminhos de terra e pelos arrozais.
Não havia sequer um homem em idade militar. Não havia armas inimigas no chão.
Thompson inicialmente pensou que os civis haviam sido pegos no meio de um fogo cruzado de artilharia. Ele viu uma jovem vietnamita ferida no chão, se contorcendo de dor.
Desceu o helicóptero e lançou uma granada de fumaça verde, o sinal padrão que significava: “Aqui há um civil ferido, precisa de atendimento médico imediato”.
Thompson então subiu alguns metros com o helicóptero e observou, aliviado, um grupo de soldados americanos, liderados por um oficial, se aproximando da jovem.
Mas o que aconteceu nos segundos seguintes destruiu completamente sua mente.
O oficial americano não pegou um kit médico.
Ele pegou seu fuzil M16, apontou para a mulher ferida no chão e atirou à queima-roupa.
A realidade atingiu Thompson como um golpe no peito. Não havia fogo cruzado. Não havia Viet Cong.
As tropas americanas, aquelas com quem ele compartilhava bandeira e uniforme, estavam executando civis inocentes a sangue frio.
O exército ao qual ele havia jurado servir havia se transformado em um esquadrão da morte.
Tomado por uma fúria incontrolável, Thompson começou a sobrevoar a área em busca de sobreviventes.
Ele encontrou uma enorme vala de irrigação, literalmente transbordando com dezenas de corpos mutilados e ensanguentados.
Ao se aproximar, percebeu que havia movimento sob os cadáveres.
Algumas pessoas ainda estavam vivas, escondidas debaixo dos corpos de seus próprios familiares.
Ao mesmo tempo, ele viu um grupo de cerca de dez civis — mulheres aterrorizadas, crianças chorando e idosos tremendo — correndo em direção a um abrigo improvisado de terra.
Atrás deles, um pelotão de soldados americanos avançava de forma implacável, recarregando suas armas e preparando granadas de fragmentação para lançar dentro do abrigo.
Foi nesse momento de tensão extrema que Hugh Thompson tomou uma decisão moral que desafiava todas as regras da guerra e da hierarquia militar.
Ele pousou o helicóptero exatamente entre os civis e os soldados armados.
Retirou os fones de ouvido, olhou para seu jovem artilheiro Lawrence Colburn e para Glenn Andreotta, e deu a ordem mais difícil, assustadora e ilegal que um militar pode dar em combate:
“Apontem suas metralhadoras para os soldados americanos. Se eles tentarem atirar ou machucar essas pessoas, abram fogo contínuo contra eles”.
Colburn e Andreotta, mesmo sabendo que aquilo poderia ser considerado traição e motim, assentiram.
Apontaram suas metralhadoras pesadas M60 diretamente para seus próprios compatriotas.
Thompson então saiu do helicóptero e caminhou, furioso, até o comandante do pelotão, o tenente Stephen Brooks.
— O que vocês estão fazendo? Essas pessoas estão desarmadas — gritou Thompson.
— Estamos apenas cumprindo ordens de limpar a área — respondeu o tenente.
— Tire essas pessoas do abrigo. Eu vou evacuá-las — ordenou o piloto.
— A única forma de tirá-las é com uma granada — respondeu o oficial, com um sorriso cruel.
Thompson, com a mão em sua arma, encarou-o friamente e disse:
— Apenas mantenha seus homens aqui. Eu mesmo vou tirar essas pessoas.
Os soldados americanos, confusos com a presença do helicóptero e das metralhadoras apontadas contra eles, recuaram.
Thompson, sem falar vietnamita, usou gestos desesperados para convencer as mães e crianças a saírem do abrigo.
Ele então chamou pelo rádio dois helicópteros armados que voavam nas proximidades e implorou que pousassem imediatamente.
Utilizou essas aeronaves para evacuar os dez civis, retirando-os da zona de massacre.
Mas a missão ainda não havia terminado.
Andreotta lembrou da vala cheia de corpos.
Thompson pousou o helicóptero ao lado da vala.
Andreotta desceu, caminhando com água e sangue até os joelhos entre dezenas de corpos destruídos.
Então ouviu um gemido.
Debaixo do corpo de uma mulher, encontrou um menino de três anos, coberto de lama e sangue, mas milagrosamente vivo.
Eles o resgataram, colocaram no helicóptero e voaram até o hospital militar mais próximo.
Esse menino, chamado Do Hoa, foi o último sobrevivente resgatado de My Lai.
Naquele dia, a Companhia Charlie matou 504 civis inocentes.
Quando Thompson retornou à base, denunciou o massacre com indignação.
Seu relato levou à ordem de cessar imediatamente as operações na área, salvando inúmeras vidas em aldeias vizinhas.
Mas o alto comando militar dos Estados Unidos não queria um escândalo que abalasse a moral nacional.
O evento foi imediatamente encoberto.
Quando a verdade finalmente veio à tona em 1969, chocando o mundo, o governo e parte da sociedade viraram as costas para o homem que havia defendido a honra do uniforme.
Em vez de ser reconhecido como herói, Hugh Thompson foi tratado como traidor.
Congressistas tentaram levá-lo a um tribunal militar.
Ele recebeu milhares de cartas com ameaças de morte.
Animais mortos e mutilados eram deixados na porta de sua casa.
Sua carreira militar foi destruída.
Ele desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático severo, depressão profunda e alcoolismo.
Durante 30 anos, Hugh Thompson carregou o peso de ser visto como vilão por uma nação que não queria encarar seus próprios erros.
Mas a história sempre encontra uma forma de trazer a verdade à tona.
Décadas depois, com a pressão de jornalistas, acadêmicos e veteranos honestos, o Pentágono foi obrigado a reavaliar o caso.
Em 1998, exatamente 30 anos após o massacre, o Exército dos Estados Unidos concedeu a Hugh Thompson, Glenn Andreotta (postumamente) e Lawrence Colburn a Medalha do Soldado, a maior honraria por heroísmo fora de combate direto com o inimigo.
Anos mais tarde, Hugh Thompson voltou à aldeia de My Lai.
Já era um homem idoso e cansado.
Lá, encontrou-se com as mulheres que havia salvado e com Do Hoa, o menino da vala, agora adulto.
Eles se abraçaram chorando.
As mulheres lhe disseram:
“Por que os americanos não enviaram mais homens como você?”
Hugh Thompson morreu de câncer em 2006.
Até o fim, nunca se arrependeu de ter pousado aquele helicóptero.
Ele provou que, mesmo no lugar mais sombrio do inferno, um único homem pode traçar uma linha no chão e dizer: Aqui não.

A imprensa na Madeira é toda controlada pelo Governo, tal como se faz na Hungria de Orban

 Na Madeira ainda existe o agravante das condenações por difamação feitas pelas juizas corruptas feitas com o regime albuquerquista. Vejam o que elas fizeram ao quinzenário humorístico  "O Garajau". que foi obrigado a encerrar portas por causa da perseguição judicial.

 Convidamos a verem o vídeo da CNN Portugal:


As eleições na Hungria parecem-se tanto com o contexto da Madeira! Mas como é dos outros é mais fácil de ver a verdade, a comparação e o jornalismo estrangeiro cobre, tal como os jornais do continente fazem os melhores trabalhos sobre a corrupção na Madeira.

Se viu primeiro o vídeo estamos sintonizados.

O Magyar Hang na Hungria é um espelho inquietante de realidades que, embora distantes geograficamente, partilham um ADN político comum, a asfixia da pluralidade através do controlo económico e da propaganda: Madeira! O problema é que fora existe sempre um grupo de jornalistas que se afastam e continuam a ser jornalistas. Na Madeira, por mais censura que haja, não há jornalistas capazes de fazer artigos do que veem, não concordam, mas não podem escrever a sair no Madeira Opina.

Na Hungria, o regime de Órban controla as gráficas e a distribuição. Na Madeira, não precisas de controlar a gráfica se controlares o oxigénio financeiro (publicidade institucional e apoios governamentais). Certo? Quem é o maior cliente? E quem são os maiores empresários?

Enquanto o jornal húngaro foge para a Eslováquia para ser impresso, na Madeira a "fronteira" é invisível. Nem há um ferry para a coisa se fazer sorrateiramente. Um órgão que não se alinhe com o regime regional enfrenta um deserto de publicidade. Se escrever um artigo polémico o maço de jornais ficam na rua e acaba a publicidade. Lembram-se do Tribuna da Madeira com Pedro Calado, presidente da CMF? Não há uma Eslováquia onde se possa ir buscar financiamento, a ilha é, por natureza, um ecossistema fechado onde o Governo é o principal cliente.

Lukas Csaba, o herói, refere que os húngaros têm medo de ser assinantes para não serem castigados pelos líderes locais do Fidesz. É como dar likes nas redes sociais na Madeira. É como querer ser oposição e dar projeção à comunicação que os vai lixar em eleições. Pacóvios! Idiotas! Vaidosos! Sistema! A oposição é sistema! Na Madeira!

 Na Madeira, o fenómeno do "medo da assinatura" traduz-se no receio de ser visto a apoiar ou a escrever em plataformas de opinião crítica. O rótulo de "inimigo da Madeira" é usado como arma de arremesso contra quem ousa questionar a narrativa oficial. Tal como na Hungria, a compra ou o apoio a órgãos independentes é muitas vezes feita de forma discreta para evitar represálias profissionais ou sociais. E quando não é possível destruir aparecem os sujos para criar ambientes, a censurar redes, a perseguir tudo e todos. Eles são tão valentes a desafiar quem faz frete, com as costas quentes do poder. Parece o bafo no pescoço...

O diretor do Magyar Hang lamenta que nem as multinacionais têm coragem de pôr publicidade no jornal por medo de represálias. Na Madeira nem o LIDL vinga.

Na Madeira, os grandes grupos económicos estão frequentemente ligados a obras públicas e concessões governamentais. Publicitar num meio "anti-regime" é visto como um risco para os negócios. Isto cria uma comunicação social dependente quase exclusivamente de fundos públicos ou de investidores com interesses diretos na governação, eliminando a verdadeira independência. Aliás, como os empresários são comuns nos ajustes diretos e nas notícias, eu diria que são senhoras da má vida desde que pingue tudo para eles. É um hardcore com vários bafos no pescoço.

O vídeo menciona que 80% da imprensa húngara é controlada por oligarcas ligados ao poder. ATRASADOS! Venham aprender à Madeira!

Na Região Autónoma, a concentração de meios em poucos grupos e a forte presença de gabinetes de comunicação governamentais criam uma "bolha" de informação. A narrativa é uniforme: o progresso é mérito exclusivo do Governo, e qualquer problema é culpa de "Lisboa" ou de "agentes externos". A voz dissidente é abafada pela repetição incessante da propaganda oficial. TODOS OS DIAS. E o povinho na poncha.

O jornal húngaro sobrevive apenas com o dinheiro dos leitores.

Este é o maior desafio na Madeira. Num mercado pequeno, a sustentabilidade através de subscrições é uma missão quase impossível. Quando o "sistema" tenta levar o cidadão à implosão, a sobrevivência de projetos independentes torna-se um ato de resistência heróico, mas extremamente frágil. Só possível desde fora e sem dependência. Mas e alguém permite isso na Madeira?!

A grande diferença é que a Hungria tem a Eslováquia ao lado. A Madeira, sendo uma ilha, tem a sua "Eslováquia" no mundo digital, onde a informação pode circular livremente sem passar pelo controlo físico das gráficas. No entanto, enquanto a economia da atenção e do dinheiro continuar nas mãos de quem governa há décadas, o paralelismo com os regimes iliberais continuará a ser uma realidade sombria para o jornalismo livre na região.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

A água dos “pobres” e a água dos “ricos”!

 




Faleceu Avelino Rodrigues de Meneses

 


O SC Santacruzense está de luto pela morte de um dos seus símbolos.

Avelino Menezes, nosso sócio nº 21, foi muito mais do que um nome na história do clube.
Foi atleta, honrando a camisola dentro das quatro linhas; foi dirigente, sempre disponível para servir o Santacruzense com dedicação e sentido de responsabilidade; e foi, acima de tudo, um adepto fervoroso, daqueles que vivem o clube com o coração, nos bons e nos maus momentos, nas vitórias e nas derrotas.
A sua paixão pelo SC Santacruzense, a sua presença constante e o seu amor incondicional pelo clube marcaram gerações e deixaram uma marca profunda em todos nós. Avelino Menezes fez do Santacruzense uma parte da sua vida — e a vida do Santacruzense não será a mesma sem o "senhor Avelino".
Partiu um homem bom, um verdadeiro santacruzense, mas ficam as memórias, o exemplo e o legado que nos inspira a continuar a amar e a defender este clube como ele sempre fez.
À família e amigos, endereçamos as nossas mais sentidas condolências.
Até sempre senhor Avelino. Estará para sempre ligado à nossa história e no coração de todos os santacruzenses.



Rafael Macedo é vitima da desinformação do Açoreano Oriental e do Diario de Noticias do Funchal dirigido pelo famoso padre Ricardo das esmolinhas

 







Rafael Macedo a partir dos Açores defende-se dos seus dectratores do Governo PPDê do sr. Bolieiro



Grande Ana Abrunhosa tem o nosso apoio sim senhora!