segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O Socialista oportunista congratula-se com a vitória do Seguro e dá graxa no Víctor Freitas a fim de conseguir um futuro tachinho de deputado

 


Durante a longa travessia do deserto, António José Seguro muitas vezes pareceu estar só. Mas em todo o tempo, alguém permaneceu como se fora o único segurista em Portugal, e porfiou. Agora que é a hora da vitória, este homem sentado a seu lado merece que se lhe dê congratulações. Parabéns, Victor Sérgio Spínola de Freitas! A victória é mais saborosa quando já parecia impossível!


O CASO BALLET ROSE (*) (O caso tornou-se conhecido através da imprensa estrangeira)

 



« Em dezembro de 1967, o inglês “Telegraph” noticiou que altas figuras do governo de Salazar e da alta sociedade portuguesa estavam envolvidos num escândalo de abuso sexual de menores. Mário Soares, acusado de ser a fonte da notícia, foi preso e deportado para São Tomé. Três meses antes da notícia vir a público, Antunes Varela, o ministro da Justiça que não quis abafar o processo, é exonerado por Salazar. Havia menores com nove anos envolvidas nas orgias.
O ano de 1967 aproximava-se do fim. Barry O’Brien, jornalista do britânico “Telegraph”, subiu até ao 2º andar do número 87 da rua do Ouro, Lisboa, onde ficava o escritório que Mário Soares partilhava com os amigos advogados Gustavo Soromenho e Pimentel Saraiva. Tinha ouvido falar de um escândalo de prostituição de menores, que envolvia altas figuras do regime de Salazar.
Soares também tinha ouvido falar do mesmo assunto, através de um escrivão do tribunal da Boa-Hora, segundo contou numa entrevista ao i em 2009. “Um belo dia estava na Boa-Hora e apareceu-me um escrivão que me disse: ‘Ó sr. doutor, tenho uma coisa para lhe dizer. Há aqui um processo que é uma escandaleira contra estes malandros do regime! É este, aquele, aqueloutro’. Fiquei a saber. Um dia ou dois depois, apareceu-me um jornalista inglês, que eu não conhecia, mas veio ter ao meu escritório porque colegas portugueses lhe disseram que eu era da Oposição (...) Disse-me que queria saber o que era isso do escândalo dos Ballet Rose (...) Disse-lhe que só tinha uns zunzuns, mas que podia apresentá-lo a um escrivão que poderia dar-lhe mais informação”. Soares também terá sabido do caso através de Joaquim Pires de Lima, advogado de uma das vítimas, com quem jantou em casa de Sophia de Mello Breyner e Francisco Sousa Tavares, que também acabará por ser preso na sequência do escândalo internacional.
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Ainda que Soares tenha sempre negado ter sido a fonte da notícia que depois é publicada no “Sunday Telegraph” a 10 de dezembro – o próprio jornal escreverá outra notícia a negar que Soares tenha sido a fonte das informações sobre o escândalo – , é preso pela PIDE três dias depois acusado de “divulgação de notícias falsas, no estrangeiro, suscetíveis de prejudicar o bom nome de Portugal”. Passa o Natal e o fim do ano de 1967 numa cela de isolamento em Caxias “com um frio atroz. Não tinha livros nem, muito menos, jornais”.
Apesar de ter conseguido ser libertado cerca de dois meses e meio depois, através de um habeas corpus apresentado pelo advogado José Magalhães Godinho, Soares é enviado para o exílio quase imediatamente. O Conselho de Ministros decide a deportação para São Tomé. Na sede da PIDE, o subdiretor Sachetti explica a Soares a ordem de expulsão, falando de si próprio na terceira pessoa: “Julga que José Sachetti é burro? Mandá-lo a tribunal, com a montagem sempre possível de um grande espectáculo e observadores estrangeiros, para o senhor, ainda por cima, vir de lá absolvido? Não! José Sachetti não é burro: assim fica definitivamente neutralizado. O senhor Mário Soares como opositor acabou-se. Até nós querermos!”.
Segundo Mário Soares, o subdiretor Sachetti deu-lhe ainda outra explicação para a deportação, como contou Mário Soares a Joaquim Vieira, autor da biografia “Mário Soares, Uma Vida”: “Ele disse-me: ‘o doutor Salazar está farto que ande a brincar com ele (...) Injuriou-o na sua moral, isso é que ele não admite”.
Joaquim Pires de Lima, advogado, conta a sua intervenção no processo em entrevista a Anabela da Mota Ribeiro: “Tudo começou quando uma moça dos seus 16 anos me procurou, com a mãe e o namorado, porque estava a ser apertada na Polícia Judiciária para prestar declarações. Acerca das razões que a levavam a casa de uma senhora modista, que era tida como uma desencaminhadora de menores. E para identificar os indivíduos que estavam relacionados com essa senhora. Tinha receio que a levassem presa.”
Joaquim Pires de Lima telefona “ao director da Polícia Judiciária, com quem tinha boa relação, bem com ao Antunes Varela. Provoquei um grande escândalo dizendo que com a minha cliente, à PJ, ia eu! Não conhecia o instrutor do processo. Mais tarde detectei quem ele era; era um que estava ligado ao assassinato do [Humberto] Delgado, o agente Parente. Quando soube, denunciei-o. Obriguei a miúda a dizer os nomes de toda a gente. Ficou a saber-se que desde os nove anos andava a ser aproveitada por indivíduos como o Conde Monte Real, o Conde Caria, o Conde da Covilhã, uma data de gente da alta sociedade”.
Ainda Joaquim Pires de Lima: “Quando se soube a idade das meninas envolvidas, percebeu-se que isto não era um processo de Ballet Rose à maneira do caso Profumo [Inglaterra], cuja mais nova tinha 17 anos, mas um processo de corrupção de menores, com impúberes de nove anos. E miseráveis. Filhas de mulheres-a-dias. Eu queria que a PJ instaurasse um processo-crime contra os corruptores de menores”.
Não conseguiu. Salazar manda parar a investigação quando percebe que o abuso sexual de menores envolve grandes figuras do regime. Três meses antes do escândalo ser denunciado na imprensa estrangeira, o ministro da Justiça da época, Antunes Varela, que queria que a investigação fosse até ao fim, é exonerado por Salazar.
Os violadores de crianças nunca serão condenados. O processo acaba com a condenação de duas prostitutas e absolvição de dois dos abusadores levados a tribunal. Em 1975, o escritor Amadeu Lopes Sabino escreve, sob o pseudónimo ”Marta Castro Alves”, o livro “O processo das virgens – aventuras, venturas e desventuras sexuais em Lisboa nos últimos anos do fascismo”. Mesmo depois do 25 de abril, Portugal nunca lidou bem com o escândalo – ver entrevista de Francisco Moita Flores nas páginas seguintes. Perante a quantidade de pessoas envolvidas – e vivas – manteve-se algum “estado de negação”.

(*) Ana Sá Lopes, no Jornal I, 23. 12. 2017

domingo, 8 de fevereiro de 2026

A proximidade entre o Estado Novo e a Igreja Católica foi um dos pilares do regime


 
A Moral na ideologia e na prática do Estado Novo

A moral imposta pelo Estado Novo, sustentada pelo apoio ativo da Igreja Católica, funcionou como pilar ideológico fundamental do regime. Através da regulação da vida familiar, da educação, dos comportamentos sociais e da cultura, o Estado procurou moldar uma sociedade dócil, homogénea e obediente.
Salazar tinha uma concepção de sociedade coincidente com a visão católica conservadora da época, baseada na ordem, na disciplina, na austeridade, na hierarquia e da secundarização da mulher. O regime apresentava-se como defensor da “civilização cristã”, contra as ameaças do socialismo, do liberalismo e da modernização acelerada da sociedade. Esta visão foi concretizada com a Concordata, assinada entre o Estado português e a Santa Sé, em 1940, o que potenciou a influência da Igreja Católica na educação, na família e na moral pública, ao mesmo tempo que assegurava ao Estado um aliado essencial no controlo social. A proximidade entre o Estado Novo e a Igreja Católica foi um dos pilares do regime, garantindo-lhe não só apoio ideológico, mas também uma ferramenta eficaz para moldar comportamentos, mentalidades e relações sociais.
Salazar concebia a sociedade como um conjunto de “corporações” organizadas e submissas ao Estado e à Igreja, rejeitando o liberalismo, o socialismo e a modernidade moral. Nesta concepção o regime construiu a sua legitimidade não apenas através do controlo político e repressivo, mas também por meio da criação e imposição de um modelo rígido de moral social. Assim, a moral oficial tinha como eixo central a defesa de valores considerados “tradicionais”, profundamente influenciados pela Igreja Católica. Defendia uma moral conservadora, tradicional e autoritária, baseada em três grandes pilares: Deus, através da religião católica como base da moral e da educação; Pátria, visando o nacionalismo, o culto da obediência e da autoridade; Família, vista como uma estrutura hierárquica e patriarcal, com papéis rígidos para homens e mulheres.
Na ideologia do Estado Novo, a família era vista como a unidade fundamental da nação, estruturada segundo o modelo patriarcal, no qual o homem é o chefe de família e o responsável pelo seu sustento, cabendo à mulher, dedicada ao lar, a maternidade e a educação moral dos filhos. A atividade da mulher fora do lar não era bem vista e frequentemente limitada por lei. Tinha dificuldade em aceder a certas profissões, além de que necessitava de autorização do marido para trabalhar, viajar ou gerir bens. A exaltação da maternidade, promovida tanto pelo Estado como pela Igreja, reforçava a ideia de que o papel principal da mulher era em casa, a servir a família e, por extensão, a Pátria.
No domínio educativo, a influência da Igreja foi igualmente determinante. O controlo apertado dos currículos, a obrigatoriedade do ensino religioso e a censura de conteúdos considerados imorais ou subversivos visavam formar indivíduos obedientes, disciplinados e avessos ao pensamento crítico. A educação moral e cívica promovida pelo regime pretendia inculcar virtudes como o dever, a obediência e a resignação, moldando cidadãos compatíveis com a ordem autoritária. A censura desempenhou, aqui, um papel essencial ao impedir a circulação de ideias que pudessem desafiar os valores estabelecidos. A disciplina de Educação Moral e Cívica, no ensino secundário, durante o Estado Novo, foi uma ferramenta fundamental de doutrinação ideológica, utilizada para formar cidadãos obedientes ao regime e alinhados com os valores conservadores, nacionalistas e autoritários promovidos pela ditadura.
O controlo moral imposto pelo Estado Novo não se limitava ao interior das famílias ou das escolas; estendia-se à própria vida pública e privada. Um exemplo desta intervenção visava o uso dos fatos de banho feminino, obrigatoriamente “com decote pouco generoso e saia não muito curta”. A sexualidade era rigidamente regulada, não só no viver das gentes, como na imprensa, na literatura, no teatro e no cinema, cabendo à Comissão de Censura todo o controlo e defesa dos valores morais estabelecidos. A cultura, o lazer e até a moda eram regulados para garantir que não contrariassem a moral católica dominante. O Estado procurava transmitir uma imagem de Portugal como uma sociedade pura, ordeira e imutável, enraizada na tradição e resistente às mudanças que estavam a marcar o século XX. Esta moral, sustentada pelo binómio Estado-Igreja, funcionou como uma poderosa ferramenta de estabilidade para o regime. Ao condicionar comportamentos e limitar o pensamento crítico, reforçava-se a obediência, a passividade e a ideia de que a ordem moral estabelecida era natural e inevitável.
No entanto, com o avanço da modernização económica e social nas décadas de 1960 e 1970, este modelo começou a desmoronar-se, face ao surgimento de com novos valores, ao crescimento da escolarização e à aparição de movimentos de oposição que abalaram os alicerces dessa moral autoritária. O regime procurou responder reforçando o controlo moral, mas já não possuía a mesma eficácia sobre uma população em transformação.
Em síntese, a moral imposta pelo Estado Novo, sustentada pelo apoio ativo da Igreja Católica, funcionou como pilar ideológico fundamental do regime. Através da regulação da vida familiar, da educação, dos comportamentos sociais e da cultura, o Estado procurou moldar uma sociedade dócil, homogénea e obediente.
O Estado Novo de Salazar e a Igreja Católica
A relação entre o Estado Novo português e a Igreja Católica constituiu um dos pilares ideológicos e institucionais do regime. Desde o início, Salazar procurou construir um Estado autoritário, corporativo e moralmente conservador, no qual a Igreja desempenharia um papel fundamental na legitimação social e cultural. Esta aproximação não foi apenas circunstancial: resultou de afinidades profundas entre a visão moral de Salazar e a doutrina católica dominante no período, bem como de interesses políticos convergentes.
A Concordata e o Acordo Missionário que a complementou assinados entre Portugal e a Santa Sé, a 7 de Maio de 1940, formalizaram esta aproximação. Estes documentos garantiram à Igreja um estatuto privilegiado, restaurando parte da influência perdida durante a implantação da República (1910-1926), que havia introduzido medidas fortemente laicizantes.
Depois de duas décadas de confronto com o liberalismo e o republicanismo, a chamada pax salazarista proporcionou à Igreja (grandemente afectada durante a Primeira República) um terreno propício à sua reimplantação e reestruturação interna. Nestes propósitos, assumiu papel fundamental o então Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira (1888-1977), dirigindo a Igreja Católica Portuguesa durante o Estado Novo. Elevado ao cardinalato, em 1929, pelo Papa Pio XI, foi amigo íntimo e companheiro de Salazar (militante católico nos tempos da Primeira República), no Centro Académico da Democracia Cristã, em Coimbra.
Com a subida de Salazar ao poder, o cardeal Cerejeira pôde garantir, à Igreja, potecção, respeito e liberdade de acção. Estava na sua mente recuperar e salvaguardar os privilégios do catolicismo, como Igreja do Estado, afastados pela Primeira República, tendo tido papel fundamental na assinatura da Concordata com a Santa Sé, em 1940, na criação da Acção Católica Portuguesa, visando a “recristianização” da sociedade, na obrigatoriedade do ensino religioso, na abertura de novos seminários e casas religiosas, bem como no desenvolvimento da imprensa católica.
Na Região Autónoma da Madeira a Igreja é um poderoso aliado do governo PPDê de Miguel Albuquerque

Socialistas da Madeira rejubilam com a vtória de Seguro. Os tachinhos estão mais garantidos

 


O humor sarcástico de Laura Flores




@laurajoflores

É do stress 🥲

♬ A comical comedy orchestra(1610450) - LeonardoFujimura
@laurajoflores

Qual destas já conheceste? Eu, todas 😆

♬ El Torero (Main) - Intermede Music

Roubalheira do amigo do Albuquerque: 68.501 horas de trabalho contratualizadas mas nunca prestadas entre 2020 e 2021 no Atalaia Living Care

 

 Nos tribunais os réus têm direito ao silêncio. A menos que o tribunal seja um enviesado custa muito a crer que tantos factos ainda tenham uma resposta, curta para não gerar mais "sarna". O problema do Atalaia Living Care ou até o Bela Vista é visto pelos parentes dos que lá estão. As pessoas falam-se. Depois um ou outro partido assume como bandeira.

A opinião pública madeirense acordou com um soco no estômago. O relatório do Tribunal de Contas sobre a Rede Regional de Cuidados Continuados não é apenas uma auditoria, para mim é uma autópsia a um sistema que faliu moral e financeiramente. A Associação Atalaia Living Care, é uma entidade que, segundo o Tribunal, operou com uma "negligência grave" que ultrapassa a má gestão e entra no domínio do inaceitável. Um caso de negligência que se disfarça de "Serviço Público". Os políticos que decidem nesta matéria, alguns subiram de posição no Governo, deveriam ser chamados e ter a mesma culpa por compactuarem.

 Hoje, surge a resposta da Atalaia Living Care, é um exercício clássico de sacudir a água do capote. Dizem-se "entidade executora" de decisões públicas, como se fossem meros funcionários sem poder de decisão. São uma entidade privada! Os números do Tribunal de Contas desmentem esta "obediência cega" com uma precisão cirúrgica!

 O TdC detetou um défice de 68.501 horas de trabalho contratualizadas mas nunca prestadas entre 2020 e 2021. A Atalaia recebeu dinheiro público por cuidados que, na prática, nunca chegaram aos nossos idosos.

 Entre 2019 e 2020, a instituição embolsou 1,3 milhões de euros sem qualquer base legal ou contratual adequada. Enquanto a Atalaia fala em "cooperação", o Tribunal fala em pagamentos indevidos e falta de transparência.

Enquanto os comunicados da instituição tentam "clarificar responsabilidades", a realidade biológica impõe-se, com 9 casos de sarna confirmados. Uma infestação de escabiose numa unidade que recebe milhões é o sintoma físico de um abandono que nenhum selo de "IPSS" pode branquear. Mas isto não é por conta do TdC

O ponto mais negro do relatório revela que a Atalaia funcionou como uma "empresa comercial disfarçada de IPSS", drenando recursos públicos para entidades comerciais, algumas delas sediadas no estrangeiro. É aqui que a defesa da instituição colapsa. Não se pode alegar ser uma "vítima do sistema" quando se montam estruturas que visam o lucro à custa de cuidados continuados deficientes e falta de pessoal qualificado.

 Mas e o Governo Regional depois traz o "coar mosquitos para engolir camelos", aquilo que alguém bem designou por "Inquisição digital", aplicando de novo a receita forte contra os fracos... mas cego para devedores, lobistas e amigos?

A Atalaia Living Care afirma que a perceção pública está "desajustada da realidade". Engana-se. A realidade é o que está no relatório enviado para o Ministério Público e para o DCIAP. A realidade são as famílias que confiam os seus idosos a uma unidade que, no papel, é de excelência, mas que, na prática, apresenta níveis críticos de solvabilidade e higiene!

 Não há comunicado que apague 68 mil horas de ausência. Não há "respeito pelo papel constitucional" do Tribunal que substitua a prestação de contas criminal que se avizinha. A Madeira não pode continuar a ser um feudo onde o dinheiro dos impostos serve para alimentar redes de cuidados que, na hora da verdade, deixam os mais vulneráveis à mercê de ácaros e da negligência.

Acreditem que os madeirenses estão a ficar fartos. O PSD e o Governo ainda não entenderam isso, não sabem sair da teia, vão usufruir até cair de podre.


NOTA da REDACÇÃO:

  Estas notícias só podem chegar aos cidadãos através da imprensa anónima ou clandestina. Pela imprensa chamada legal nada disto pode ser tornado público, por causa da acção repressiva dos juízes fascistas dos tribunais.

Governo do PSD/mamadeiras fiscaliza os fracos e faz vista grossa aos ladrões das elites do regime

 

A nova "Inquisição digital": o PSD-Madeira na boca do lobo


Será que vai haver plataforma para deixar de prescrever
dívidas das empresas do regime na Segurança Social?
Esses milhões sim fazem mossa.

A recente propaganda governamental sobre a nova Plataforma Digital de Apoios Sociais é um exercício de hipocrisia política que merece uma análise profunda! Sob o lema do "fim dos apoios às cegas", o Governo Regional da Madeira não está a lançar uma ferramenta de justiça social, mas sim um manifesto de rendição ideológica! O PSD-M imita o radicalismo sem corrigir os seus erros... intocáveis.

O cenário é claro, o PSD-Madeira, acuado pelos resultados em São Vicente e pela dinâmica das últimas eleições (primeira volta das Presidenciais), está a ser capturado pela agenda do Chega. Tal como acontece com Montenegro a nível nacional, o regime regional prefere adotar os "ódios de estimação" da extrema-direita em vez de regenerar a sua própria governação. Em vez de combater a corrupção instalada e o modelo de clientelismo que sustenta o partido há décadas, o Governo foca a sua "metralhadora fiscalizadora" nos mais vulneráveis. Outra vez... nada mais errado, trunfos para o Chega.

O PSD, fornecedor de militantes do Chega, está a tornar-se extremista em busca de votos em vez de corrigir a sua governação, motivo radical pelo qual as pessoas votam no Chega. A pobreza cresce, o social desce, o PSD a se meter na boca do lobo, quando imita os seus ex-colegas de partido, que afinal descobriram a fórmula para Chegar ao poder ou do poder (sistema) se manter, iludindo os eleitores como em muitos lugares já aconteceu.

É um insulto à inteligência dos cidadãos falar em "transparência" e "rigor" nos apoios sociais enquanto se mantém intacto o modelo económico que destrói a qualidade de vida na Região:

  • Obras e betão, continua o investimento cego em infraestruturas que alimentam os mesmos grupos económicos.
  • Turismo massivo, um modelo que incrementa o custo de vida e expulsa os locais dos seus centros urbanos.
  • Pobreza em crescimento, enquanto o RSI cai para mínimos históricos (com uma queda de 70% face a 2010), a pobreza real e a precariedade não param de aumentar.
O PSD tornou-se extremista na busca desesperada por votos, validando a narrativa de que o problema da Região são os "subsídios", quando o verdadeiro cancro são os gastos públicos descontrolados em benefício de elites políticas. Vão cortar o subsídio "social" da comunicação social que infesta a informação em favor do Governo? É que se O Chega é que tem razão, é melhor aumentar o Jackpot na ALRAM.

A plataforma das omissões, será? Onde estão as "Cunhas"? A grande questão que esta plataforma levanta é o que ela não fiscaliza:

  • As cunhas políticas, onde está o algoritmo que deteta as nomeações por favor e as trocas de influência dentro do aparelho partidário?
  • Compras eleitorais, onde está o "rigor" para monitorizar as benesses distribuídas estrategicamente em vésperas de atos eleitorais, muitas vezes sob o disfarce de "ajudas de emergência"?
  • Fiscalização do topo, esta plataforma visa as famílias que recebem o mínimo para sobreviver, mas ignora os contratos de milhões onde a "duplicação" de custos e a falta de transparência são a norma. Quando deixa de haver gabinetes de fiscalização faz-de-conta como nas obras do hospital novo, PRR, etc? Quando deixa de haver indemnizações para compensar vitórias de baixo preço em concursos e os litígios inventados?

A Cópia nunca vence o Original

Ao focar-se na perseguição social para travar o Chega, o PSD-Madeira entra voluntariamente na boca do lobo. Quando um governo tradicional valida o discurso da exclusão, as pessoas acabam por escolher o radicalismo original. O PSD está a abdicar da sua história, social democracia, para tentar sobreviver ao monstro que a sua própria má governação criou. Tem piada que é agora o Chega, de novo populista e ardiloso, que fala em Sá Carneiro. Escusam de ir colocar flores ao homem na rotunda, o Chega pode fazer isso.

A plataforma pode prometer "rigor", mas enquanto não houver coragem para fiscalizar as contas do regime e o modelo económico que asfixia a Madeira, isto não passa de uma cortina de fumo digital para esconder uma decadência ética muito real.

Nota: ninguém se preocupou com o PRR ter falhado no social?

NOTA da REDACÇÃO:

  Estas notícias só podem chegar aos cidadãos através da imprensa anónima. Pela imprensa chamada legal nada disto pode ser publicado por causa da acção repressiva dos juízes fascistas dos tribunais.