sexta-feira, 17 de abril de 2026

Viva Machico terra de Abril !

 


  No âmbito das comemorações do 25 de Abril, o Município de Machico promove até ao dia 26 de abril um conjunto alargado de iniciativas integradas no programa “Terra de Abril”, assinalando os 52 anos da Revolução dos Cravos com uma programação diversificada.

  Neste sentido, esta noite acedeu-se o letreiro luminoso “25 de Abril”. (JM)


VENTURA SABE QUE MENTIU? (escreve Pedro Tadeu jornalista do DN/Lisboa)

 


VENTURA SABE QUE MENTIU?

▪️Por Pedro Tadeu - Jornalista
No debate, segunda-feira na CNN, com Pacheco Pereira, André Ventura disse que os políticos “do sistema” não admitem os crimes políticos do pós-25 de Abril e citou conclusões do Relatório da Comissão de Averiguação de violências sobre presos sujeitos às autoridades militares”, o chamado “Relatório das Sevícias” – mas ao fazê-lo desmentiu-se a si próprio.
Esse relatório, publicado em julho de 1976, foi elaborado por indicação do Conselho da Revolução no rescaldo do 25 de Novembro de 1975. Este facto foi omitido por Ventura.
O documento foi um instrumento político dos vitoriosos desse último golpe e muito do que lá se diz não está devidamente sustentado, nem inclui a defesa das pessoas e instituições acusadas de serem autoras das ditas sevícias. É parcial e duvidoso, mas, sem dúvida, também conterá verdades.
O ponto central para esta discussão não é esse. O ponto é que, ao contrário do argumento de Ventura, o regime democrático que o 25 de Abril criou em 1974 já discutia abertamente, a nível oficial e menos de dois anos depois, os abusos que o próprio regime teria cometido, coisa que durante 48 anos de fascismo português nunca aconteceu – de resto, o dito relatório está disponível, para toda a gente, no site da Presidência da República, não está escondido.
Portanto, quando André Ventura afirma que em 50 anos de democracia a classe política dominante não admitiu a existência de abusos de Direitos Humanos no pós-25 de Abril está a mentir e contradiz-se quando apresenta como prova um relatório que até foi elaborado por alguns atores do dia 25 de Abril de 1974, como, por exemplo, o jornalista Francisco Sousa Tavares.
Outra manipulação de André Ventura é a de dizer que nunca Salazar e Caetano assinaram ordens de prisão, o que só teria acontecido no pós-25 de Abril.
Nem Salazar, nem Caetano precisavam de escrever ordens de prisões políticas porque as davam verbalmente. Por exemplo, Silva Pais, que foi diretor da PIDE a partir de 1962, aparece mencionado 119 vezes nas agendas de audiências individuais de Salazar, que saiu do poder seis anos depois. Dá quase 20 vezes por ano.
Ventura queixou-se de que houve três mil presos políticos a seguir ao 25 de Abril e que 30 mil pessoas fugiram do país.
Em 1974, segundo a Comissão de Extinção da PIDE/DGS, havia 3000 agentes da polícia política e mais de 20 mil informadores (os chamados “bufos”). Se a isto somarmos vários militares, polícias, membros da Legião Portuguesa, muitas outras autoridades como governadores civis, ministros, secretários de Estado, altos funcionários públicos, quadros das comissões de censura, juízes dos tribunais plenários e alguns outros milhares de pessoas que participavam ativamente, mesmo de forma indireta, nas estruturas de repressão política do regime fascista, teremos de perguntar: “Poderia uma revolução que deita abaixo um regime repressor manter as pessoas que exerciam essa repressão em liberdade?”
Na verdade, até seria de esperar que houvesse mais prisões e mais fugas, mas, apenas 17 meses depois, tal como André Ventura acabou por dizer, quase todos estavam livres ou começavam a voltar. E isso demonstra a tolerância do 25 de Abril.
Mais de 30 mil resistentes e patriotas não tiveram essa sorte durante o fascismo. Álvaro Cunhal, por exemplo, amargou mais de 11 anos na cadeia e só se libertou porque fugiu do Forte de Peniche. Esteve 14 anos fora do seu país... até ao 25 de Abril.
Como é que se pode comparar uma coisa com a outra?!
▪️Opinião DN

quinta-feira, 16 de abril de 2026

A nomeação de Paulo Barreto é uma asneira do António José Seguro

 

PTP lamenta: “Estamos bem arranjados” com Paulo Barreto

 O Partido Trabalhista Português (PTP) manifestou ontem “a sua profunda estupefacção e total desacordo” perante a nomeação de Paulo Barreto para o cargo de Representante da República para a Região Autónoma da Madeira.
  Para o PTP, esta escolha é um sinal alarmante para as instituições democráticas da Região. Se Paulo Barreto for um Representante da República tão “bom” como foi enquanto Presidente da Comarca da Madeira ou como delegado da Comissão Nacional de Eleições (CNE), os madeirenses e os porto-santenses estão, no entender do partido, “bem arranjados”.
  José Manuel Coelho faz questão de avivar a memória colectiva, recordando que foi durante o mandato de Paulo Barreto que se assistiu a episódios negros na justiça e na liberdade de expressão na Madeira: O partido recorda o cerco movido contra o jornal Garajau e contra diversos democratas que ousaram desafiar o regime jardinista.
  “Durante o seu tempo na Comarca da Madeira, a grande corrupção política floresceu sem que a justiça fizesse o seu devido trabalho de fiscalização e punição, permitindo que esquemas de compadrio se enraizassem na Região”, afirmam os trabalhistas, citando como exemplo, o caso da dívida oculta da Madeira (processo Cuba Livre) e da agente de execução Maria João Marques que “burlou muitos madeirenses”.

  Coelho lembrou que não foi por acaso que operação “Zarco” e a operação “Ab Initio” teve de partir de fora da região com o DCIAP, colocando a nu, a inoperância de anos e anos da justiça na Madeira, que esteve sobe a liderança e supervisão de Paulo Barreto.

  O PTP afirma que Paulo Barreto estava mais preocupado com questões da sua classe e corporativistas do que propriamente com interesse dos madeirenses e porto-santensses, que mereciam uma justiça decente.
 O Partido Trabalhista Português diz portanto que não é de admirar que Miguel Albuquerque e Paulo Cafofo estejam satisfeitos com a sua nomeação, porque está nomeação servirá uma vez mais como instrumento de protecção das elites que há décadas dominam o arquipélago.
  Coelho sentencia: esta nomeação de Paulo Barreto para Representante da República “é o primeiro tiro nos pés” de António José Seguro.

Pedro Calado está fazendo a sua travessia no deserto para regressar aos tachos politicos do seu PPDê

 


Eis a foto que o  imortalizou: Do Bentley em Londres directamente para o calabouço, em Lisboa!

As opções dos fascistas da justiça em Portugal

 


"Engolir sapos vivos sem fazer caretas" diz com toda a razão Raquel Coelho ex-deputada do PTP

 

«Definitivamente, a política é a arte de engolir sapos vivos sem fazer caretas. E eu já engoli a minha quota-parte...
Não foi preciso muito tempo para me arrepender do meu voto em Seguro nas últimas presidenciais. Bastou ver a nomeação de Paulo Barreto para Representante da República na Madeira para perceber o erro grave que cometi.
O primeiro sinal de alarme? Ver o PSD congratular-se com a decisão.
Mas é ainda mais perturbador foi ver o apoio do PS e do JPP.
Esqueceram-se que foi sob a alçada de Paulo Barreto que vivemos episódios negros na justiça e na liberdade de expressão na Madeira?
Não falo "apenas" do cerco ao jornal Garajau ou da perseguição aos democratas que ousavam desafiar o jardinismo. Falo de algo muito mais alargado: foi nesse período que a grande corrupção floresceu e o compadrio se enraizou nas instituições.
• Onde parou o processo da Dívida Oculta (Cuba Livre)? Em águas de bacalhau.
• As operações "Zarco" e "Ab Initio" investigam crimes cometidos precisamente nesse tempo. Querem maior atestado de incompetência do que a justiça ter de vir de Lisboa para investigar o que a Comarca da Madeira não viu (ou não quis ver) durante anos?
• E o caso da agente de execução Maria João Marques? Um escândalo que "marinou" tanto tempo nos corredores do tribunal que agora corre o risco de prescrever, deixando as vítimas sem resposta.
Premiar este percurso com a Representação da República é o fim da macacada.»

Victor Freitas e o Paulo Barreto

 

 Víctor Freitas cozinhou com o seu amigo de partido Tó Zé Seguro a nomeação do Paulo Barreto para seu representante da República para a Madeira. Eles são amigos e são ambos de Santana. O Paulo Barreto era filho do sr. Ferreira chefe da Guarda Florestal em Santana e fervoroso apoiante do PSD.
 Paulo Barreto, já foi presidente da Assembleia geral do Clube desportivo Nacional já no tempo do corrupto Rui Alves o "quinhentos". O Miguel Albuquerque também é doente pelo Nacional, e são todos amigos.
  Victor Freitas, não quer que o PS seja alternativa de poder ao PSD na Madeira, apenas luta para manter as suas mordomias de deputado.  Quer é segurar o tacho dele e o tacho da Mullher (Célia Pessegueiro) assim como o tachinho dos seus fiéis mais próximos, que o apoiam no parlamento Regional, incluindo o Paulo Cafôfo, agora com o seu novo loock da barbicha imitando um cabrito. 
 Quer é segurar o tacho da mulher que ao ser eleita presidente do PS Madeira ganha 3 mil euros por mês, pagos pelo partido. Ficou desempregada ao ser corrida da Câmara da Ponta do Sol pelo povo daquele concelho, mas já tem o seu emprego resolvido e garantido.
 Quem esperar que este PS dirigido pelo  tachista-mor, Víctor Freitas, algum dia derrubará o PSD bem pode esperar sentado para não se cansar!
 Ainda nos lembramos que o Paulo Barreto quando estava na CNE, chegou a telefonar ao Gil Canha dizendo para não furar as inaugurações do fascista Jardim, alegando que poderia ter implicações a nível de segurança e que podia haver problemas. O pardalão achava que o Gil Canha e o PND deveriam abrandar a luta e não se meterem com as inaugurações eleitoralistas do fascista Alberto João.
[Vejam as ideias do pardalão arrogante Paulo Barreto. Agora temos que comer com ele uma vez que já foi nomeado pelo Tó Zé Seguro amigo do tachista de Santana, Víctor Freitas. Assim se cozinha um novo Representante da República para a ilha dos "mamadeiras".]