quinta-feira, 7 de maio de 2026

Olha o Nininho Vaz Maia o bandidão do polícia da esquadra do Rato

 

Irmão de Nininho Vaz Maia brilhou na televisão antes de se tornar polícia

Mário Vaz Maia foi detido no âmbito de um caso relacionado com alegadas agressões ocorridas na esquadra do Rato.

Mário e NininhoVaz Maia

Nininho Vaz Maia viu mais uma vez o nome da sua família envolvido em polémica após o irmão Mário Vaz Maia ser detido no âmbito de um caso relacionado com alegadas agressões ocorridas na esquadra do Rato, onde o agente da PSP se encontrava presente no momento do incidente.

No entanto, poucos se lembram de que Mário Vaz Maia, já foi uma figura conhecida do público muito antes de envergar a farda da polícia. Com nove anos participou no programa 'Uma Canção Para Ti', da TVI, apresentado por Manuel Luís Goucha e Júlia Pinheiro, onde deu nas vistas pelo seu talento musical.Na altura, os pais de Nininho e Mário Vaz Maia, Avelino e Ana Paula, destacavam o dom natural da família para a música. "Ele faz tudo isto sem qualquer formação musical. A família canta toda muito bem", referiu a mãe em declarações à revista 'TV Guia'. Ana Paula acrescentou também que o filho sonhava com duas carreiras possíveis: "Ele já diz que gostaria de ser cantor ou então futebolista", disse na altura, mas acabou por seguir outro caminho.

Anos mais tarde, foi o próprio Nininho Vaz Maia que, em 2021, no programa 'Goucha', revelou que o irmão acabou por deixar a música por opção própria.

https://www.cmjornal.pt/vidas/detalhe/irmao-de-nininho-vaz-maia-brilhou-na-televisao-antes-de-se-tornar-policia

JPPês para serem bonzinhos e democratas dão tiros nos pés e o ouro ao bandido

 

Esta abordagem do Juntos Pelo Povo (JPP), ao convidar figuras históricas e de relevo ligadas ao PSD para os seus fóruns de debate "Pensar o Território", é um movimento político sofisticado que pode ser interpretado sob várias perspetivas, algumas das quais confirmam os meus receios, enquanto outras sugerem uma estratégia de afirmação de poder.

A pergunta instantânea é como interpretam os votantes do JPP estas iniciativas? E se vão em consonância com aquilo que o partido lhes atraiu para acabarem votando no JPP. Por outro lado, sem dúvida que se bebe experiência, mas a população que outras políticas, outro modelo económico, outras abordagens em benefício dos madeirenses, para procriar com condições de vida antes que desapareçam e para garantir um futuro para os estudos dos mais novos fora deste modelo esclerosado e perante os desafios da Inteligência Artificial. O que ideias do passado vão contribuir para o futuro, mais do mesmo, um modelo hibrido, o JPP está a colecionar informação para contrapor ou está a destacar o regime e o sistema?

O JPP com esta sucessão de eventos confirma uma tendência, porque ainda não trouxe outra, como convidar gente da oposição limpa de relações e dependências com o PSD. Não sei se é para parecer plural ou recolher toda a informação, mas o simples facto de projetar figuras dos outros e inibir ou omitir as suas, quando chegar na hora das eleições, não tem pessoas reconhecidas e credíveis para justificar o voto e ser mais do que oposição, com um projeto diferente e alternativo. É que parece que o JPP depois de um antagonismo feroz às políticas do PSD, parece estar a serenar e a querer ser credível aos votantes do PSD. Mas, algum dia o PSD vai partilhar poder com quem quer que seja? Algum dia o PSD vai convidar gente do JPP para dar opinião num evento seu? Algum dia os votantes que salivam contra o JPP vão votar JPP. Há uma expressão dentro do PSD que não sei se o JPP conhece, "antes nós do que eles". 

Mas também há momentos com piada dentro do PSD, aqueles que criticaram Jardim, agora, depois de explicado no Madeira Opina, também querem estar presentes a mentalizar os militantes e simpatizantes do JPP. Vejo nisto uma oportunidade para o PS crescer, mas saberá aproveitar a brecha?

Estou a tentar ser racional e explorar tudo isto. O JPP parece estar a tentar descolar da imagem de "partido de protesto" ou de "oposição feroz de base municipal" para se projetar como uma alternativa de governo. Ao colocar oradores, desta feita como Miguel de Sousa ou João Carlos Abreu, nomes com peso institucional e histórico, o partido está a enviar uma mensagem ao eleitorado moderado: "Nós conseguimos sentar à mesa quem conhece o sistema por dentro". É uma tentativa de ganhar respeitabilidade institucional junto de um eleitorado que teme o vazio de poder. Mas a pergunta é esta, o JPP vai perder o seu eleitorado com aventuras ou apostas em eleitores que não mudam presos a interesses com o PSD? Não creio que votem num sucedâneo preterindo o original, portanto, só podemos ficar com a vitória clara em eleições do JPP ou uma coligação.

Assim sendo, quem fica a defender os madeirense do sistema que os esquece e está cada vez mais claro. Ao debater temas técnicos (como o investimento público no golfe e a taxa de utilização das infraestruturas) com especialistas e ex-governantes, o JPP tenta esvaziar o argumento do PSD de que a oposição não tem propostas ou não percebe de gestão. O perigo é a invisibilidade dos quadros próprios. Onde andam os quadros do JPP e para que servem escondidos? O JPP apresenta os mesmos convidados de sempre da comunicação social e, dá-lhes razão. Se o partido não apresenta rostos novos e credíveis ao lado destes "dinossauros" da política regional, corre o risco de parecer apenas um anfitrião de luxo para vozes críticas internas do próprio PSD.

Há um verdadeiro enigma. Dizem que muita gente que foi do PSD votou no JPP, por não concordar com o partido (o PSD), não era suposto dar a palavra aos que tentaram mudar isso no interior do PSD, que foram destratados e banidos, e até forneceram um ou outro quadro ao JPP? A simpatia e pluralidade é com o poder e interesses duros do modelo? Convidar figuras que foram influentes no passado (e que hoje podem estar mais distantes ou não da atual liderança do PSD) é uma forma de expor as divisões no partido do governo? O JPP utiliza estas figuras como "validadores" das suas críticas? Se um antigo Vice-Presidente do Governo Regional critica uma política atual num evento do JPP, essa crítica tem, para o eleitorado, um peso muito maior do que se fosse dita por um deputado da oposição. Mas a incongruência é o tema ser golfe! Pelo tema e pelo interessado. O Golfe ocupa espaço de debate no JPP? Qual o interesse dos madeirenses? É aqui que o JPP deveria ser oposto, antagónico, destacar onde investir os milhões do golfe para chegar à alternância.

O JPP está a perder a clareza da mensagem depois de lhe sabotarem a comunicação. Não é bom caminho. Depois de lhes terem decidido um candidato autárquico, começa a haver influência a mais no pensamento partidário.

Esta estratégia é um fio da navalha, se o JPP serenar demais para atrair o voto do PSD, pode perder o eleitorado que gosta do antagonismo direto e da combatividade que os caracteriza na autarquia e parlamento, abre um flanco. Se o JPP se foca em converter eleitores do PSD através da moderação, o PS pode tentar recuperar o espaço da oposição ideológica mais clara. No entanto, o PS da Madeira tem tido dificuldade em encontrar esse tom sem parecer estar apenas a reagir aos acontecimentos. Mas o PS pode ganhar votos imediatos porque neste JPP o votante não quer estar. Basta a suspeita, se o PSD não se aproxima do PS então...

O PSD alguma vez convidaria alguém do JPP é a chave para entender a assimetria. O PSD não precisa de convidar a oposição para legitimar os seus eventos, porque detém a máquina do poder. O JPP, ao fazer o contrário, admite implicitamente que a "chancela de credibilidade" ainda reside, na mente de muitos madeirenses, em figuras ligadas à história do regime autonómico.

Quando o PSD-M está a fragilizar com casos de justiça, com dívidas, com falta de quadros e know how porque só premeia seguidistas cegos por uma benesse, parece que o JPP quer ser o plano B da velha guarda do PSD-M, que ainda não conseguiu recentrar o PSD-M, e que sabe muito bem que da maneira como vamos há divisão entre os madeirenses por conta do modelo económico que os esqueceu... por onde quer navegar o JPP nesta realidade?

O JPP está a jogar o "jogo longo". Estão a tentar demonstrar que não são o "papão" que vai destruir a autonomia, mas sim os seus novos curadores. Quer moderar o ódio visceral que se vê nalguns fanáticos do PSD ao JPP e retirar o medo dos funcionários públicos em votar JPP porque herdaria a máquina. O perigo reside em saber se estão a construir uma alternativa própria ou se estão apenas a servir de palco para um PSD descontente que, no dia das eleições, acabará sempre por votar no "original" e não na "cópia moderada". O que foi que aconteceu nas últimas regionais com o candidato com a pior imagem de sempre do PSD? Ganhou!

A malta não vai com sucedâneos, o caminho são novas políticas antes que novos "eleitores importados" voltem a fortalecer o PSD. Vai a bom ritmo.

Não poderia deixar de lançar esta farpa, qualquer dia, o DN Madeira tem que tratar o JPP não como adversário mas como concorrência, que algum dia pode ter mão no Mediaram, mas a atitude vai dar na mesma, como na hora da verdade do PSD, eleições, puro e duro para a vitória.

(Emanuel Bento)

As derrotas no Irão que os fascistas apoiantes do Donald Trump escondem

 

Imagens de satélite mostram mais destruição do que era esperado nas bases dos EUA no Médio Oriente
Mais de duas centenas de estruturas militares dos EUA no Médio Oriente terão sido atingidas por ataques iranianos.

Ainda o conflito entre EUA, Israel e o Irão não tinha chegado às duas semanas e as duas principais empresas de venda de imagens de satélite baseadas nos EUA começavam a restringir o serviço que prestavam aos clientes, no que diz respeito àquela região do Médio Oriente, alegadamente por vontade própria.

Segundo vários meios de comunicação norte-americanos, a decisão foi, na verdade, tomada por pressão do Pentágono, um dos principais clientes de empresas como a Vantor e Planet Labs. Com esta medida em vigor, tornou-se mais difícil perceber ao certo o que acontecia no terreno e chega a agora a informação, veiculada pelo "The Washington Post", que o nível de destruição em bases norte-americanas na região é muito maior do que era público até ao momento.

No total, terão sido atingidas 228 estruturas ou peças de equipamento em recintos militares dos EUA. Sete militares dos EUA morreram e mais de 400 ficaram feridos. As informações agora divulgadas corroboram as anteriormente veiculadas pela CNN internacional, que havia dado conta de um rasto de destruição não divulgado pelo Pentágono, que se recusou a comentar as descobertas.

Com recurso a análise de imagens de satélite divulgadas por meios de comunicação iranianos e comparadas com outras imagens para aferir da sua veracidade, a investigação do jornal norte-americano concluiu que mais de metade dos danos ocorreram no quartel-general da 5.ª Frota, no Bahrein, e em três bases no Kuweit. Estes pontos terão sido escolhidos porque permitiam ataques a partir do território iraniano, revelou uma fonte ao jornal norte-americano.

Imagens divulgadas por meios iranianos das instalaçóes da 5.ª Frota

Os bombardeamentos destruíram sistemas de defesa antimísseis Patriot no Bahrein e no Kuweit, uma antena parabólica na Base de Apoio Naval do Bahrein e sistemas de radar THAAD, na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. Uma aeronave de comando e controlo E-3 Sentry foi destruída numa base, na Arábia Saudita, após ter sido estacionada de forma repetida, segundo o "Post", numa zona de circulação desprotegida. Um avião-tanque de reabastecimento também foi atingido.

Os danos na Base Naval de Apoio são "extensos", disse um responsável norte-americano, obrigando o quartel-general da 5.ª Frota a mudar-se para a Base Aérea de MacDill, na Florida, e dois outros responsáveis afirmaram que as forças podem nunca mais regressar às bases regionais nos mesmos moldes.

Analistas contactados pelo jornal afirmam que os EUA podem ainda não ter preparado as suas instalações e modo de operar, em caso, como o do Irão, em que pequenos drones de utilização única podem ser lançados contra um edifício. Mesmo com cargas explosivas de baixa intensidade, a capacidade de ultrapassar defesas tradicionais é grande.

Um dos exemplos é o centro de comando no Kuweit, onde seis militares morreram vítimas de um ataque, que parece ter pouca proteção para uma investida inimiga por via aérea. Foi colocada também a hipótese de os EUA terem subestimado a capacidade de resistência do Irão, as informações já recolhidas sobre os alvos na região e o desgaste dos sistemas de defesa área causado pela guerra de 12 dias do ano passado.

Ainda assim, o jornal coloca a hipótese de alguns dos edifícios destruídos terem sido abandonados previamente e deixados como alvos, para evitar ataques em estruturas mais importantes.

Avião ultrapassado causou estragos

Nos meios militares, um dos destaques nas intervenções que causaram danos em instalações dos EUA é a utilização do "velhinho" caça Northtrop F-5, uma aeronave de ataque completamente obsoleta, mas que se mostrou extremamente eficaz, num tempo de guerra moderna, em que computadores, sensores e inteligência artificial fazem parte do conflito.

Os aviões foram comprados aos EUA ainda antes da revolução islâmica de 1979 e durante a campanha militar atual conseguiram penetrar as defesas aéreas inimigas e realizar bombardeamentos. "Nos primeiros dias da guerra, um F-5 iraniano conseguiu bombardear Camp Buehring, no Kuweit, apesar de terem defesas aéreas", uma incursão rara contra uma base militar dos EUA, sublinha uma reportagem da NBC.

Segundo especialistas, a utilização de táticas "da velha escola", como voos em altitudes muito baixas, para escapar à deteção por radar, funcionou em alguns casos.

https://www.jn.pt/mundo/artigo/imagens-de-satelite-mostram-destruicao-maior-do-que-esperado-nas-bases-dos-eua-no-medio-oriente/18080958?utm_source=egoi&utm_medium=push&utm_term=18080958

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Miguel Sousa congratula-se como sucesso dos novos capitães donatários da ilha da Madeira

 Os ilhéus sempre estiveram subservientes aos SENHORIOS nunca se  libertataram da canga e da vassalagem aos grandes senhores do dinheiro que mandam nisto tudo:  No governo e Tribunais e todos os organismos públicos na Região Autónoma trabalham sómente para o interesse deles e para o sucesso dos seus negócios. 
 A Autonomia praticamente só beneficia na Madeira  meia dúzia de grandes oligarcas. Toda a governação do PPDê trabalha e só está orientada  para esse fim ou seja: 
 Enriquecer cada vez mais estes três grandes senhores, nascidos e alimentados pela nossa AUTONOMIA! Viva a Autonomia dos senhores muito ricos!







Empresários da Autonomia

Pestana, Sousa e Farinha são de outra galáxia. Mais rápido vem um novo CR7 que três ícones desta dimensão

É comum destacar líderes políticos nesta caminhada cinquentenária da nossa autodeterminação política dentro do estado português. Todos os dias relemos os seus nomes na imprensa e ouvimos os seus comentários na rádio e televisão. 50 anos de dose diária de política que nos é dada pela diferente comunicação social.

A vida empresarial é menos conhecida. Tomamos conhecimento dos grandes sucessos e dos eventos publicitados, na maioria inaugurações, com a presença do governo.

Aqui, tanto na Madeira como, no geral, em Portugal, existe pudor, eu chamaria de estupidez aguda, má educação, falta de preparação e elevação profissional, para o jornalista elogiar e parabenizar qualquer sucesso de empresa ou empresário. Apenas noticia. Parece ser vergonha ou “pecado” proibido reconhecer e elogiar algo bem feito, acertado e positivo se realizado por privado. Cumprimentar e felicitar o acontecido não faz parte das regras “deontológicas” do nosso jornalismo. Não conhecem a palavra “parabéns”.

RESERVADO PARA SI

Em muitos anos de vida pública e privada nunca ouvi um qualquer jornalista felicitar um governante ou um empresário ou gestor por algo reconhecidamente bem feito, que tenha repercussão positiva na vida pública ou numa empresa.

Nem mesmo o jornal, rádio ou televisão sendo do governo ou de empresário privado. Nem elogiam o próprio patrão. Há um complexo intransponível.

O Jornal da Madeira foi do governo, o Diário sempre foi e ainda é de empresário mas não há um cumprimento ou brinde aos sucessos de quem investiu nesses jornais, lhes garantindo emprego e satisfação profissional, e em muitas outras actividades. Estão todos sob suspeita.

Há televisões privadas que nunca tiveram essas justas cortesias com os seus responsáveis.

Em muitas dezenas de conferências de imprensa ou encontros com jornalistas, para dar a conhecer dossiers ou dar entrevistas, nunca ouvi felicitar um acontecimento. Até no dia seguinte, na notícia, podem escrever ou dizer maravilhas do facto em causa mas, na véspera, não foram capazes de dar parabéns pelo conseguido.

Já que não fazem, faço eu! Não me importo de felicitar seja quem for, desde que por mérito. É o mínimo de educação.

Os 50 Anos da Autonomia não o foram apenas da política. Chegados aqui, muito mesmo só foi possível ter pelo contributo decisivo das muitas empresas privadas. Dos seus líderes, quadros dirigentes, técnicos especializados e trabalhadores em geral.

Antes da Autonomia, eram raros os grandes empresários. Alguns estrangeiros dominavam vários sectores económicos da Madeira e eram possuidores de grandes fortunas, acumuladas ao longo de muitos anos de exploração empresarial. Do lado madeirense alguns grupos familiares faziam negócios relevantes, geralmente num único sector da economia. Tinham elevado estatuto económico e social. Acumularam bons proveitos. Era o tempo da frágil concorrência. Os fortes grupos familiares imponham-se com destaque e facilidade.

A Autonomia trouxe uma nova realidade. Com ela chegou o fim dos monopólios, dos regimes de alvará para a maioria das actividades económicas e a liberdade de iniciativa, antes dependente de licença de Lisboa. O que dependia dos municípios era possível obter, mas tudo o mais só ficou acessível quando o despacho passou a ser obtido no Funchal.

Fui Secretário Regional do Comércio e Transportes, a partir de 1980, e sei bem do que falo. A própria designação de “Comércio” traduz bem ser este o único sector económico activo. Não havia mais: para além do comércio só agricultura em regime de colonia. As poucas indústrias eram no regime de alvará monopolista.

Passámos a importar o que queríamos e a exportar alguma coisa para além da banana. Os transportes multiplicam-se, são introduzidos os contentores, os telefones para fora da Madeira automatizam-se e, em simultâneo, entra o telex.

Já não temos só o que produzimos mas, também, o que importamos.

Com a Autonomia vem o poder legislativo, o governo de proximidade e o apoio a tudo o que mexe e pode ser decisivo para o crescimento económico e social.

Acontece o milagre, então disfarçado de monstro, com a integração na União Europeia.

É a região de Portugal que mais se desenvolve e, com isso, uma nova economia e um novo tecido empresarial com mais de trinta mil empresas. Um novo mundo económico onde se afirmam e destacam muitas empresas e alguns empresários.

Uma nova geração de empresários com talento, assumindo o risco inerente a uma ambição ilimitada, antes inexistente no Arquipélago.

Três são exemplo de acerto, competência, risco e coragem: Dionísio Pestana, Luís Miguel Sousa e Avelino Farinha. São de outra galáxia! Diferentes entre si. Não são só os maiores empresários da Madeira. São os líderes nacionais nas actividades que respectivamente desenvolvem: hotelaria, marinha mercante e obras públicas.

São empreendedores. Investidores que pensam no longo prazo. Que avaliam a sua sucessão familiar nas empresas. Esta é matriz comum. Não são especuladores.

É um orgulho ver o seu exemplo, até pela forma discreta como afirmam o seu poder e fortuna investida, como deve ser amplificado o seu sucesso pessoal e empresarial para que constitua semente para muitos outros jovens que ficam a saber que também, a partir da Ilha, se pode ser grande em Portugal e fora dele. Sem saber jogar futebol mas sendo igualmente “reis” na actividade que realizam.

Eu diria que estes Três Mosqueteiros, a que se junta o quarto mosqueteiro mais jovem de Alexandre Dumas que é Cristiano Ronaldo, formam o quarteto avançado da nossa dimensão para além-mar.

Naturalmente que outros ensaiaram capacidades e resultados mas a diferença para os nossos três líderes destacados é não serem especuladores de mercados que não dominam mas construtores de empresas sólidas, sem passo maior que a perna, com avaliação de riscos, crescimento sustentável e capazes de resistir às crises cíclicas de mercado que ocorrem, nomeadamente o “covid” e as guerras.

É corrente dizer-se que não é tão cedo que voltamos a ter um novo Cristiano Ronaldo. É provável que assim seja. Mas do que estou certo é ser muito difícil, nos próximos cinquenta anos, a partir da Madeira, voltarmos a criar três líderes nacionais de actividades económicas relevantes em Portugal. Mais rápido vem um CR7 que três ícones desta dimensão.

Pestana, Sousa e Farinha aproveitaram, como ninguém mais, um ambiente que tinha tanto de adverso como de estimulante. Foi sabedoria, bom senso, muita coragem e acerto nos negócios que visualizaram e para os quais reuniram as equipas profissionais necessárias. Conseguiram internacionalizar a sua actividade empresarial colocando, as suas marcas registadas, em todo o mundo. As suas empresas empregam milhares de colaboradores em todo o planeta.

É um orgulho constatar os hotéis espalhados pelo mundo, os navios mercantes nos mais longínquos portos comerciais e as obras em diversos países estrangeiros, com registo de empresas e empresários “born in Madeira”.

Esta é uma matriz de sucesso que precisa ser amplificada pois o crescimento económico precisa de protagonistas privados bem sucedidos. São as empresas os pilares de um futuro colectivo que se pretende gradualmente mais robusto e compensador para a população madeirense.

Devo destacar, nestas cinco décadas, muitos novos gestores provenientes de uma onda universitária anteriormente inexistente. O ensino superior, de mais fácil acesso a partir da década de oitenta, aproveitou enorme talento distribuído pelas diversas actividades económicas, financeiras e culturais. Uma geração melhor preparada tornou viável e bem sucedido um vasto conjunto de novas ideias traduzido em projectos e empresas de referência.

É no turismo que grupos familiares e de investidores aplicam o saber e experiência de uma actividade de longa tradição. A Madeira impõe-se como líder nacional da actividade turística. Aqui estão fixados os maiores e mais qualificados protagonistas do turismo português.

Policia aborda toxicodependente nas ruas do Funchal

 A cena foi captada ontem pelas 18 horas já no final da tarde pelo nosso repórter Emanuel Bento. Temos de criar instituições capazes de recuperar estas pessoas.


Cónego Manuel Martins de Machico é alvo de uma clamorosa injustiça

 A burocracia fascista deste país trama o cónego Manuel Martins. 

Moral da breve história como dizia o Felipe de la Féria: As pessoas vão dando votos aos fascistas da direita com fartura, depois eles vão fazendo leis e mais leis as cercear as conquistas e direitos já conquistados e depois chegamos às injustiças como estas relatadas aqui pelo sr. Cónego.

«Uma injustiça, que fizeram questão de lembrar mais uma vez
(Nunca entendi e nunca vou entender, nem mesmo explicado em português de Portugal… a razão porque estando de baixa por doença oncológica, não tenho direito a subsídio de doença-baixa)
Hoje recebi uma notificação oficial da Segurança Social (da qual já me haviam dado conhecimento) que me deixou, ao mesmo tempo, perplexo, indignado e profundamente desiludido.
Foi-me comunicado que não tenho direito a subsídio de doença. Não por incumprimento, não por falta de contribuições, não por qualquer falha da minha parte, mas simplesmente por estar enquadrado como membro de uma confissão religiosa. POR SER PADRE.
Ao longo da minha vida, cumpri sempre, com rigor e sentido de responsabilidade, todos os deveres que me foram exigidos. Descontei, contribuí, nunca falhei. Fi-lo na convicção legítima de que, num momento de fragilidade, como aquele que agora atravesso, poderia contar com a proteção do sistema para o qual contribuí.
Nunca me foi explicado, que esse mesmo sistema me excluiria precisamente quando mais precisasse dele.
O que está aqui em causa ultrapassa uma decisão administrativa. Trata-se de uma questão de justiça, de equidade e de respeito pela dignidade de quem cumpre. Não posso deixar de considerar profundamente injusto, e, em termos materiais, discriminatório, um enquadramento que aceita plenamente os meus deveres, mas nega os meus direitos essenciais.
Ser religioso (Padre) não me torna menos cidadão. Não me protege da doença. Não diminui as minhas necessidades. E não deveria, em circunstância alguma, servir de fundamento para a exclusão de um direito básico de proteção social.
Confesso que me custa aceitar esta realidade. Custa-me compreender como é possível contribuir durante anos para um sistema que, no momento em que mais preciso, simplesmente me viram as costas.
Fica, por isso, expresso o meu profundo desencanto, o meu desalento, a minha firme discordância, a minha indignação e até revolta, perante uma decisão que, sendo legalmente fundamentada, não deixa de me parecer profundamente injusta.
Porque um sistema justo não pode pedir tudo e dar nada quando mais é preciso.
(Nota: os colegas padres, vejam qual a sua situação contributiva na Segurança Social, e corrijam, enquanto é tempo)»
Cónego Manuel Martins

Gil Canha denuncia os ladrões do regime que roubam areia na orla maritima da ilha da Madeira


 Quem para esta vergonha?

Como podemos ver na foto, a areeira andou a sugar areia mesmo muito perto da ruína esventrada da Capela de Nossa Senhora da Vida, no Arco da Calheta. Depois de se saber que a linha de costa está a recuar de uma forma alucinante, e que cada ano são metros de “terra” que são engolidos pela erosão crescente do mar, os senhores das areeiras continuam a não cumprir a lei e aproximam-se cada vez mais da orla costeira, descalçando os fundos e agravando a erosão, com a complacência manhosa da autoridade marítima.
Aliás, vemos a Polícia Marítima e a GNR com binóculos e drones a vigiar escrupulosamente os apanhadores ilegais de lapas, mas quanto às areeiras, está quieto, porque com as embarcações dos poderosos ninguém se mete!
Gil Canha