quarta-feira, 4 de novembro de 2026

"Me cago em sua excelência" canção de sátira ao ditador Franco e seu regime fascista sanguinário apoiado pelo clero reacionário em Espanha

 






A padralhada sempre apoiando o  fascismo


O Calado vai ganhar. O exemplo de Albuquerque alumia.

 


 

A

 estratégia é evidente e repetitiva, o DN está a pintar um cenário de deserto político e vazio absoluto tanto no PSD como na oposição, só existe Pedro Calado. Tenta-se criar artificialmente a figura do salvador, o messias ... senhor, e a Igreja acompanhará como sempre acompanha. Ao normalizar a presença de Paulo Calado, a narrativa mediática serve velhas conveniências e necessidades de negócio de grupos económicos que cruzam os interesses da comunicação social, sua propriedade, com os megaprojetos de obras e monopólio dos portos. Em vez de pluralismo, fabrica-se o mito do regresso inevitável.

Quero fazer notar que isto tem tudo para ter sucesso, até porque o madeirense não tem a fibra do ucraniano ou a resposta desta noite do povo americano a um "Estado de Corrupção" como na Madeira. O madeirense deixa-se vender, colabora por medo, inércia ou porque querer a sua parte. Falta valores e ética. Pedro Calado tem um grau de certeza no que está a fazer, diz o que o povo quer para cair no goto, como o Albuquerque de 2015. Depois viu como Albuquerque não foi castigado em eleições nas últimas Regionais. Também devemos contar com os muitos eleitores novos que foram comprados pelo sistema, o que não existe para muitos madeirenses, existiu para eles. Basta ver nas casas, nos empregos e na quantidade que abafa os lugares públicos com um falatório que não é madeirense. Julgo que o ponto de não retorno foi ultrapassado. Foi o madeirense que permitiu agora ficou sem a ilha, Acredite que é assim mesmo como estou a dizer. Abra os olhos.

Os funcionários do DN, sempre solícitos, ignorando que a sua profissão é diferente e protegida, estão a destruir a credibilidade do órgão de informação. É já o "Jornal da Madeira" de Pedro Calado. Jardim deve estar a rir deliciado com a cena.

Quanto ao madeirense, o que está a acontecer é demonstração da segurança que sentem sobre o povo. Outra tristeza, uma democracia monárquica... e aceitam que são todos burros de ouro.



Do Bentley directamente para o calabouço.

31 de Março de 1821– Fim da Inquisição em Portugal

 

 O Tribunal do Santo Ofício, comummente designado por Inquisição, foi instituído em Portugal em 1536, no reinado de D. João III. Visto como uma «nova arma de centralização régia», que permitiu perseguir e liquidar o crescente poder dos cristãos-novos considerados pela coroa portuguesa como uma ameaça, o tribunal eclesiástico tinha oficialmente como missão inquirir dos desvios da fé católica, das heresias e práticas pagãs, mas estendeu-se a muitas outras áreas, incluindo a censura de livros. Os processos, geralmente secretos, baseavam-se em denúncias, mesmo anónimas, boatos e suspeições de todo o tipo. Os inquisidores podiam prender, julgar, castigar, torturar e condenar à morte sem que aos acusados fosse dada possibilidade de defesa. Durante os seus 285 anos de vigência em Portugal, o Tribunal, considerado santo nos meios e nos fins, processou dezenas de milhares de pessoas e condenou milhares à fogueira; muitas outras morreram na prisão à espera de julgamento. O Tribunal do Santo Ofício foi extinto um ano depois da vitória de revolução liberal (1620) por decisão das cortes gerais do reino.

Resquícios da Inquisição no actual Código Penal da democracia portuguesa:
Artigo 180.º

Difamação

1- Quem, dirigindo-se a terceiro, imputar a outra pessoa, mesmo sob a forma de suspeita, um facto, ou formular sobre ela um juízo, ofensivos da sua honra ou consideração, ou reproduzir uma tal imputação ou juízo, é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 240 dias.

Artigo 185.º

Ofensa à memória de pessoa falecida

1 – Quem, por qualquer forma, ofender gravemente a memória de pessoa falecida é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 240 dias.

Artigo187.º

Ofensa a pessoa colectiva, organismo ou serviço

1 – Quem, sem ter fundamento para, em boa fé, os reputar verdadeiros, afirmar ou propalar factos inverídicos, capazes de ofenderem a credibilidade, o prestígio ou a confiança que sejam devidos a pessoa colectiva, instituição, corporação, organismo ou serviço que exerça autoridade pública, é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 240 dias.

A palavra não existe na natureza foi criada pelo Homem para se comunicar, para criar- diz Pedro Abrunhosa na grande entrevista

 









A grande camarada Renata aqui ao lado do camarada Garcia Pereira

 Internacionalista, Trotsky queria a continuação do processo revolucionário, no interior da Rússia e em toda parte do Mundo, até se aproximar do comunismo imaginado por Marx: um Mundo sem classes sociais e sem fronteiras nacionais. Ao contrário de Stalin que defendia o socialismo apenas num só país.


«A Renata Cambra, defende o modelo trotskista de organização de uma sociedade Socialista, que consiste na Democracia directa ou seja a defesa da democracia operária: Os trotskistas defendem a auto-organização da classe trabalhadora por meio de conselhos (sovietes) e a oposição à ditadura de uma burocracia estatal. Tal modelo foi experimentado na antiga União Soviética e na China de Mao Tsé Tung.
Apesar deste ideário ser bom, e bem teorizado não funcionou na prática levando estes países à estagnação económica e infelizmente teve de ser suspenso ou abandonado uma vez que o Homem ainda não atingiu a tal perfeição socialista e a consciência de classe e a evolução política necessárias para que isso funcione!»

Leon Trótski

O assassino amigo do Cavaco Silva vai se safar. A canalha do PPDê já preparou tudo para o ilibar

 O advogado que assassinou a sua cliente e nem sequer foi expulso pela Ordem dos Advogados


Este artigo de opinião de Alexandra Lucas Coelho no "Público" era impossivel ser publicado na imprensa dos "mamadeiras"

 Acampadas: a coisa mais bonita desde o 25 de Abril

  1. Segunda-feira à noite, sentada nas ondas do mar do Rossio, a olhar aquelas centenas de jovens também sentados, e as centenas de pé atrás deles, uns e outros a votarem de braço no ar, pensei há quanto tempo não reparava nas ondas do mar do Rossio. Porque há muito tempo que não me sentava nelas, e porque entre a Assembleia Popular e o microfone várias ondas brilhavam, descobertas. Eram a parte da calçada onde se podia passar, falar, cantar, dançar. Tudo isso aconteceu. Íamos a caminho das 23h de um dia de semana em que grande parte daquelas pessoas já tinha trabalhado ou tido aulas. E por um segundo, ali aos pés de D. Pedro IV de Portugal/I do Brasil, vi as ondas do calçadão carioca, que são cem Rossios no oceano. Mas agora o futuro estava ali também. O Rossio tinha voltado a nós. Como a praça de D. João I voltou ao Porto, o pioneiro destas acampadas. Há quanto tempo não me sentava na cidade onde nasci sem querer fugir? Sem sentir que não a reconheço, que nos foi tirada, expropriada dela mesma? Sem a toda a volta ouvir inglês, não o da língua franca, mas o de quem está em Lisboa ou no Porto como se os nativos fossem invisíveis. E serão até não serem. Mas a causa não são os turistas nem os expatriados. Tal como a causa das três cargas policiais que fizeram mais de cem feridos não são os polícias. À frente da alienação das nossas cidades estão presidentes de câmara, neste momento Carlos Moedas em Lisboa, Pedro Duarte no Porto. E por trás dos bastões, dos cães, dos infiltrados com armas de fogo, com petardos, está um governo cobarde chefiado por Luís Montenegro, a fazer-se fascista julgando que assim não é engolido pelos fascistas. Mais um Presidente da República, António José Seguro, que primeiro não abriu a boca, traindo milhões de votos úteis antifascistas, e depois quando falou foi tão remendado, remediado como um Portugal que a ditadura gerou. E onde estiveram nas últimas semanas 226 eleitos com os nossos votos? Porque dos 230 deputados que compõem a Assembleia da República só vi notícia de quatro a tentarem travar a última carga policial, Isabel Mendes Lopes, Jorge Pinto, Paulo Muacho e Fabien Figueiredo (que na carga anterior tentara mediar sozinho e desta vez foi acompanhado pela ex-deputada Joana Mortágua). Descontando os deputados que insultam a democracia, sobram muitas dezenas ainda. Já estiveram nas acampadas? Observaram estas centenas, por vezes milhares de pessoas em assembleias populares a interpelarem, contraporem, votarem  propostas, dia a dia articuladas por núcleos tão ágeis na palavra como no vídeo, tanto nas redes como ao vivo? Eles organizam grupos de trabalho, rodam lugares de representação, asseguram que homens brancos cis não prevalecem, aliam-se a gente ameaçada de despejo nas periferias, fazem a sopa de graça para quem vier, animam as crianças que podem ser bastantes, cantam e dançam a decisão do tribunal anunciada na segunda-feira, têm graça, pinta, carisma. E todos os dias — todos os dias — enchem a praça de música, começando pela Primavera dos Coros. Segunda-feira, antes das 19h, éramos um círculo em coro, e no meio a maestrina Inês Proença (27 anos, do Coro Regador), tamanho de menina com não sei quantos braços, para a esquerda para a direita, a toda a roda, montando um cânone de gente que nunca se tinha visto, telemóvel com as letras manuscritas, canções populares, canções de luta, do Rossio ao Barroso. Um coro: que força. Mais pena tenho de não ter estado na véspera, apenas partilhado o vídeo de quando Tomás Frazer (31 anos) dirigiu uma orquestra de 300 intérpretes organizados por WhatsApp em canções como Traz outro amigo também, de Zeca Afonso, com arranjos feitos agora por Francisco Máximo (23 anos). Na mesma calçada onde de madrugada a polícia voltara a espancar pessoas pacíÆcas, já com capacetes para se protegerem, já com mães/pais a tentarem proteger os filhos (como já acontecia nas periferias, tem lembrado Brito Guterres). Nestas três semanas, toda a violência foi do Estado português. E o tribunal veio dizer que a ilegalidade também. Violência e ilegalidade de um governo que até hoje não conseguiu arrancar violência aos acampados. 2. A destruição da Palestina estará no historial de Moedas e Montenegro. Em 2024, no pico do genocídio (e contra a vontade de trabalhadores da câmara), Moedas cedeu o Cinema São Jorge para Israel celebrar o seu 76.º aniversário. Os diplomatas do extermínio & seus convidados vieram de copo na mão à varanda zombar dos lisboetas que protestavam lá em baixo. Um cinema da cidade ocupado por Israel, pregado na lapela do embaixador, em recompensa. No Porto, entretanto, os novos israelo-portugueses compravam bairros inteiros. E Montenegro acabava de se tornar primeiro-ministro de um novo governo facilitador do genocídio. Neste país onde, em Outubro de 2026, pivôs de TV mencionam símbolos da Palestina como potencial argumento para a carga da polícia, até uma Helena Roseta se insurgir. Mas o Rossio agora é também essa praça que em qualquer direcção tem lenços da Palestina misturados com cravos vermelhos. Nunca esteve tão perto do 25 de Abril. O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Ed Milliband, disse há semanas: vocês tinham razão. Dirigia-se a quem há muito se opõe ao genocídio na Palestina. Em parte por convicção, em parte para conquistar votos muçulmanos (remeto para a leitura do veterano Tariq Ali). Mas mesmo esta fasquia, nem por isso alta, é difícil de imaginar entre responsáveis portugueses. Para começo de conversa, faltam essas palavras: vocês tinham razão. Os palestinianos tinham razão. Os aliados deles tinham razão. Tal como a acampada tinha razão antes da decisão do tribunal. Uma das decisões de segunda-feira no Rossio foi não sair do Rossio para o mercado de Natal de Moedas. Que Moedas o monte noutro lugar. Qualquer cristão a sério saberá que mercado e Natal são duas palavras incompatíveis. A praça do Rossio não é um mercado, será “do povo como o céu é do condor”, algo escrito há 150 anos pelo poeta brasileiro Castro Alves. Hoje, no tempo do extermínio em directo, acabamos de ter a vitória de Lula, conquistada por milhões que foram à luta, voto a voto. Coincide com a acampada, que se define também por isto: uma das suas vozes ser a imigrante brasileira Priscila Valadão. Ouvir o sotaque dela no Rossio, aos pés daquela estátua, atava a história. E o momento em que as centenas de pessoas sentadas se levantaram para aplaudir foi quando falou uma jovem afrodescendente. Eu tinha 6 anos no 25 de Abril. Ter 58 agora serve para saber que desde então nada foi tão bonito em Portugal como estas acampadas, organizadas por quem podia ser meu filho. São eles que estão a dormir lá, a apanhar da polícia, não eu, que só de vez em quando vou a Lisboa. E calha que tenho levado na sacola, porque estou a lê-lo, Caminhos da Insubmissão, de Jorge Valadas, um português com idade para ser meu pai, desertor da guerra colonial, depois exilado em Paris. Esta segunda-feira, sentada na cidade de onde saí há nove anos, capital do país de onde sempre quis sair, a acampada era uma espécie de fim de exílio. Como disse uma das “acampadas”, já nem nos lembrávamos dos turistas.