sábado, 31 de outubro de 2026

Recordar é viver... a famosa prisão de Pedro Calado

 

Policia Judiciária veio de avião à Madeira para prender Pedro Calado acusado de grandes falcatruas.
Foi preso após a sua famosa estadia na cidade de Londres onde andou a passear de Bentley

A memória é um ato político. 

E

specialmente na Madeira. Especialmente quando o poder conta com o esquecimento como estratégia de governação. Especialmente quando entre uma detenção por avião militar e a próxima eleição passam meses suficientes para que a maioria das pessoas esteja ocupada com a vida — com a renda, com os filhos, com o trabalho — e não tenha tempo de recordar o que aconteceu. Por isso recordemos.

Pedro Calado era o número dois do governo madeirense. Vice-presidente do Governo Regional e presidente da Câmara Municipal do Funchal simultaneamente. Um dos homens mais poderosos desta ilha. E foi detido por um avião da Força Aérea Portuguesa. O Tribunal da Relação de Lisboa validou as suspeitas de corrupção, concluindo existirem fortes indícios da prática de crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem e fraude fiscal qualificada.

E o que disse Miguel Albuquerque? Desvalorizou o acórdão, afirmando que "não há nenhum agravamento das medidas cautelares." Nada para ver aqui. Passem. Há duas explicações possíveis para esta reação. Ou Miguel Albuquerque genuinamente não sabia o que o seu número dois fazia — o que revela uma incapacidade de gestão de proporções históricas. Ou sabia. E achou normal. Escolham.

A história não fica em Pedro Calado. O Tribunal da Relação de Lisboa concluiu existirem fortes indícios da prática de crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem e fraude fiscal qualificada no processo que envolve a governação de Miguel Albuquerque. Fortes indícios. De corrupção. Palavras do tribunal — não nossas. E o presidente continua a governar. A inaugurar. A recomendar livros.

O Quadro Completo:

Um presidente arguido com fortes indícios de corrupção governa a Madeira. O seu ex-número dois foi detido por avião militar e continua arguido. Contratos públicos fluem para os círculos de sempre. Recordar — quantas vezes for preciso.-

O pardalão está de volta; tem total garantia de impunidade! Ele sabe que as juizas são todas do PSD. Não há o risco de ser condenado e preso!
Jorge Freitas de Sousa, jornalista do regime, entrevistou o Pedro Calado.

«Calado contrapõe as acusações de corrupção à ideia do "obra feita" e do crescimento económico da Região. Ataca a oposição e os partidos pequenos, acusando-os de "bloquear o desenvolvimento" através de queixas e providências cautelares. A vida é um carro de rali na via rápida do poder.

A concessão de um espaço nobre de capa garrafal e três páginas, acompanhadas de fotografias de destaque e chamadas dramáticas em caixa alta, funciona na prática como uma operação de relações públicas e "lavagem de imagem". O jornal atua como caixa de ressonância para que o protagonista imponha a sua narrativa antes de qualquer veredito judicial. Reparem que tudo isto é na mesma casa e interesses»

Claudia Sheinbaum define o que é a direita!

Abuso de poder relata o CM por parte de um agente da GNR em Sines

 


O povo é sereno. O Governo também?

 

Francisco Teixeira da Mota, advogado. (Escreve ao sábado) 

«Por vezes, é preciso berrar para ser ouvido. Não é bonito berrar, claro. Como não é bonito desobedecer às autoridades. Mas, por vezes, é preciso. Bem fizeram os manifestantes em não se irem embora do espaço público, seja no Porto, seja em Lisboa. Sofreram violentas cargas governamentais. Tiveram, muito provavelmente, o seu baptismo de fogo no confronto com a vertente repressiva do aparelho de Estado. Mas conseguiram, mediaticamente e aos olhos da opinião pública, derrotar o Governo. E colocar no centro da arena pública as duas questões relevantes: a falta de capacidade de diálogo da parte do Governo e das autarquias, com o absurdo recurso à violência, e a própria questão da habitação no nosso país. Se, em geral, no debate público que se tem seguido às agressões policiais, tem sido censurada a desproporcionada utilização da força, não podemos deixar de registar terem surgido comentadores, não muito habituais no espaço público, que, no meu entender, fazem jus à descrição que Vicente Jorge Silva, em tempos, fez de Silva Resende, então putativo candidato à Câmara Municipal de Lisboa: “Nem nas arcas mais arqueológicas e bafientas do salazarismo seria possível desencantar [comentadores] ideologicamente mais grotescos e boçais…” Maravilhosa liberdade de expressão que nos permite ouvir as mais descerebradas opiniões. O Decreto-Lei n.º 406/74, de 29 de Agosto, um esquecido diploma do período revolucionário que foi referido como fundamento jurídico das cargas policiais (!), tornou-se o centro de uma vibrante polémica. Será este diploma legal inconstitucional ou, pelo contrário, será, como foi referido, uma “Çor da ingénua liberdade”, recém- -conquistada em 1974, ao prever que “os cortejos e desfiles só poderão ter lugar aos domingos e feriados, aos sábados, depois das 12 horas, e nos restantes dias, depois das 19 horas e 30 minutos”? A discussão alargou-se, inevitavelmente, aos limites dos direitos de reunião e de manifestação. Há sempre quem queira — ou não se importe de — restringir os direitos fundamentais dos cidadãos em nome dos mais diversos valores estatais. Desta vez, invocou-se a defesa da ordem pública. Presume-se que a bem da nação. É caso para perguntar: qual nação? A defesa da ordem pública passou por um ataque violento a pacíficos cidadãos, mais ou menos jovens, com mais ou menos razão e mais ou menos radicais. Podiam não ser nada jovens, não ter nenhuma razão e ser absolutamente moderados. Nem por isso deviam ter sido agredidos pelo Estado. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, desde o caso Oya Ataman vs. Turquia, de 2006, exige às autoridades nacionais, nomeadamente quando não há acatamento das ordens de dispersar, tolerância perante as perturbações inerentes aos protestos pacíficos. Em termos judiciais, os manifestantes são alvo de processos criminais, tendo o Ministério Público (MP), em Lisboa, proposto aos arguidos a suspensão provisória dos processos, enquanto no Porto avançou com os processos para julgamento. Parece, claramente, mais sensata a posição do MP em Lisboa, cabendo aos arguidos decidir se querem fazer esse acordo ou ir para julgamento. Por outro lado, uma manifestante, numa atitude proactiva, interpôs uma acção nos tribunais administrativos, pedindo que o tribunal reconheça o seu direito a manifestar-se, silenciosamente, no Rossio até ao dia 25 de Novembro, um dia depois da votação final global do Orçamento do Estado, devendo a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a polícia municipal abster-se de impedir, interromper ou dispersar o protesto, bem como de remover as tendas. Uma importante acção judicial que vai contribuir para a definição dos limites das nossas liberdades de reunião e manifestação. Agora que parece que os ânimos punitivos governamentais já serenaram e que o debate público passou, em parte, para os tribunais e se espera que venha a passar para os gabinetes, seria a hora do diálogo. Espera-se que da moderada e moderadora intervenção do Presidente da República se passe ao diálogo e à discussão pública dos problemas da habitação com a procura de soluções concretas, sendo certo que não há soluções mágicas para resolver um problema que é a natural consequência da forma como se desenvolveu o nosso modelo económico. Não há, naturalmente, partidos inocentes… As seis reivindicações do movimento — reversão da nova lei do arrendamento, fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, aumento da habitação pública, recuperação pública de imóveis devolutos para fins habitacionais e fixação de tectos acessíveis nos valores das rendas — são de menos e de mais, mas serão um ponto de partida para o necessário diálogo. Têm agora de encontrar os seus representantes. O Governo estará mais calmo?»

Oya Ataman

Noticiário nos anos 60 do século passado



O pardalão do Pedro Calado quer regressar à politica activa (para roubar ainda mais) Estes ladrões de gravata têm cá uma lata dos diabos!

 



 Pedro Calado andou de Bentley em Londres com o nosso dinheiro antes de dar entrada no calabouço em Lisboa. Agora depois da intensa camapanha de branqueamento feita pelo Diário de Notícias do Funchal e pelo ex-padre Ricardo Oliveira pretende regressar à política activa na ilha dos mamadeiras.






sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Edgar Silva afirmou que a Polícia de Segurança Pública assassinou na Revolta do Leite (na Madeira) 15 camponeses na Ribeira Brava e sepultou-os numa vala comum

 


Revelou o antigo sacerdote madeirense Edgar Silva em conferência realizada ontem na sala "Anjos Teixeira"no Funchal:

 Informou o público presente na reunião que nessa altura em 1936 houve um juiz na Ponta do Sol, corajoso que exigiu que os corpos fossem exumados afim de ser feita uma autópsia aos cadáveres para determinar as causas da morte dos camponeses assassinados pela polícia. 

 O dr. Agostinho Cardoso foi chamado pelo juiz para fazer a autópsia aos cadáveres que estavam sepultados no antigo cemitério das  angústias no Funchal numa vala comum. Quando os corpos foram exumados por ordem do juiz já estavam em adiantado estado de decomposição.

 Os documentos militares da época estão inacessíveis à investigação histórica na Torre do Tombo em Lisboa. As entidades militares consideram este assunto um tema tabu.

 O arquivo Militar da Madeira também está inacessível. As chefias militares consideram este assunto muito delicado para ser investigado e tornado público, por isso  não permite a consulta de qualquer documento relativo aos acontecimentos dessa época. 

 O ex-padre Edgar Silva ao consultar documentos existentes nas paróquias do concelho da Ribeira Brava descobriu a verdade sobre estes assassinatos da Polícia de Segurança Pública do Funchal.


Fotos do médico Agostinho Cardoso

 Nota da Redação:
 No fecho desta notícia contactamos o subcomissário Adelino Camacho  e falamos com ele sobre o assunto. Ele disse-nos que não sabia deste assassinato dos camponeses madeirenses pela PSP dessa altura.   Prometeu à nossa redação estudar o assunto e publicá-lo seu próximo artigo de opinião no Diário de Notícias do Funchal.