quinta-feira, 5 de março de 2026

Gil Canha volta de novo ao ataque aos corruptos do governo Albuquerquista. (não tem medo da nova juiza presidente que persegue os opositores do regime)

 

Lá se foi…
Infelizmente, a capela da Nossa Senhora da Vida, na orla costeira do Arco da Calheta, desabou esta noite, apesar de mais de 10 anos de aflitivos apelos para salvá-la.
Isto é mais uma prova que os sucessivos governos do PSD nada fazem para preservar o nosso património edificado e o único interesse deles é proteger o “património edificado” do sr. Sousa, o dono da Madeira, o sr. Avelino, o construtor do regime, e o sr. Pestana, o protegido do Sr. Albuquerque, (aliás, para salvar os hotéis dele do avanço do mar na Praia Formosa, foram a correr fazer uma “promenade”, que no fundo é uma defesa costeira dos hotéis dele, e que como já referi nesta página, vem acelerar o desaparecimento desta mesma praia).
Dizia, o tal governo fandango e altamente corrupto do sr. Albuquerque que não havia dinheiro para proteger a capela (!) Mas, enquanto a faixa costeira de Ponta Delgada sofre neste momento o avanço destrutivo e avassalador do mar, os labregos cavalheiros despejaram rios de dinheiro pelo mar-dentro, numa construção alaranjada no Calhau de São Vicente.
Acreditem, se a Capela fosse o Lojão do sr. Sousa junto da Assembleia Regional, o sr. beato José Manuel Rodrigues e o sr. Albuquerque arranjavam malas de dinheiro para encher o bandulho ao dono da Madeira; se a Capela fosse o monopólio do Sousa, um campo de golfe, um estádio de futebol, um hotel falido no Arco, ou um hotel na zona velha, o regime arranjaria tapetes de dinheiro, filigrana fina em ouro, platina reluzente para empanturrar o insaciável e infinito estômago patrimonial destes artistas. Mas como é uma simples capela do início do sec. XIX, erigida por um grupo de náufragos que se salvara de uma tormenta em finais do séc. XVIII, e que não vota nem é património dos nossos habituais labregos, a sua condenação foi irrevogável, e lá finou na mesma senda desmazelada e velhaca que desapareceu a lindíssima capela de Nossa Senhora do Rosário (Capela da Fundoa) do séc. XVII.

Nota de interesses: tenho nesta Fajã terrenos, mas ficam a mais de 100 metros da linha costeira. Por isso a erosão costeira não põe em causa o meu património nem ando a aqui a escrevinhar para salvar coisa minha.

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