segunda-feira, 16 de março de 2026

Recordando o saudoso jornal "Garajau" quando criticava a ignorância crassa do filho do Jaime Ramos em 2008

 


Santa Ignorância

«No passado mês de Novembro, Jaime F'ilipe Ramos escreveu um artigo de opinião no Diário de Notícias intitulado "A mentira repetida", onde refere, logo no primeiro parágrafo, que uma das afirmações mais utilizadas por Mao Tse Tung, era: "Uma mentira repetida muitas vezes passa a ser verdade"

 Se não nos é possível acabar de todo com este escândalo terceiro-mundista de termos uma família (pai e filho) de accionistas e sócios de empresas com negócios privilegiados com o governo regional, devemos, contudo, impedir que o sr. Filipe Ramo"assassine" ou estraçalhe a verdade histórica com afirmações disparatadas e atrevidas.

 Caro sr. Filipe, o autor desta célebre frase, "Uma mentira tantas vezes repetida, torna-se uma verdade, verdadeira" não foi o sr. Mao. O criador desta citação foi o mago da propaganda moderna e ministro de Hitler, o fascinante e talentoso Doutor Joseph Goebbels.

 A primeira referência sobre esta citação aparece nos Diários de Goebbels, no período compreendido entre 1925 e 1939, microfilmados pelo Hoover Institution on War, Revolution and Peace, documentos que tive o privilégio de ver na Universidade de Standford, Califórnia.     Quanto aos diários posteriores de Goebbels, os soviéticos, depois da queda de Berlim em 1945, levaram-nos para Moscovo e nunca mais ninguém lhes pôs a vista em cima.

 Mas, onde a citação surgiu em todo o seu esplendor, foi no filme de propaganda nazi "Ohm Kruger", realizado por Vei Harlan, em que o guião da personagem principal, interpretado pelo actor Emil Jannings, foi escrito pelo punho do próprio Goebbels, e onde é reproduzida a célebre frase que o senhor Filipe Ramos tratou de malbaratar, por pura e indesculpável ignorância.»

GIL CANHA

Os juizes fascistas dos tribunais da Madeira extinguiram este jornal satírico. (agora só existem na Madeira jornais a dizerem bem do PPD. Em termos de liberdade de imprensa estamos como no tempo do Salazar!)

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