A HISTÓRIA É PARA SER CONTADA E NÃO GUARDADA 

Memória e Verdade – 27 de Maio de 1977
Hoje recordamos duas jovens angolanas que perderam a vida num dos momentos mais sombrios da nossa história: Euvira da Conceição e Fernanda Anandi.
Quando foram mortas?
Ambas foram mortas no contexto da repressão que se seguiu aos acontecimentos de 27 de Maio de 1977.
O que aconteceu?
Após a alegada tentativa de golpe liderada por Nito Alves, o governo da época, sob liderança de Agostinho Neto, iniciou uma forte repressão contra pessoas suspeitas de envolvimento com o chamado “fraccionismo”.
Euvira da Conceição e Fernanda Anandi foram:
Presas
Acusadas de ligação ao movimento nitista
E acabaram por ser executadas sem julgamento público conhecido
Porquê foram mortas?
Foram consideradas, pelas autoridades da época, como parte ou simpatizantes do grupo que ameaçava o poder político vigente. No entanto, até hoje:
Muitos casos continuam sem provas públicas claras
Famílias nunca tiveram respostas completas
E há relatos de execuções injustas
Por quem foram mortas?
As mortes ocorreram no contexto da repressão levada a cabo pelas forças de segurança do Estado angolano, durante aquele período.
Para não esquecer:
O 27 de Maio não é apenas uma data — é uma memória de dor, silêncio e muitas vidas perdidas. Falar sobre isso é também uma forma de honrar quem partiu e exigir verdade histórica.
Que a memória dessas jovens nunca seja apagada.
SEXTA-FEIRA SANGRENTA – UM DIA QUE ANGOLA NÃO ESQUECE 






A chamada “Sexta-feira Sangrenta” aconteceu nos dias que se seguiram ao 27 de Maio de 1977, em Luanda. Foi um momento marcado por prisões em massa, execuções e desaparecimentos, deixando milhares de famílias angolanas em luto até hoje.
Mas porquê aconteceu?
Tudo começou com uma tentativa de golpe dentro do próprio MPLA, liderada por Nito Alves e os seus apoiantes. O objetivo era contestar a liderança de Agostinho Neto.
Após o fracasso da tentativa, o governo reagiu com uma forte repressão, alegando que estava a defender o Estado contra uma ameaça interna.
O que aconteceu na Sexta-feira Sangrenta?
Forças de segurança iniciaram uma onda de perseguições:
Pessoas foram retiradas de casa sem explicação
Muitos foram executados sem julgamento
Outros desapareceram até hoje sem qualquer informação
Quem fez isso?
As ações foram conduzidas por estruturas do Estado ligadas ao governo do MPLA na época, incluindo forças de segurança e órgãos de defesa. Tudo aconteceu sob a liderança do então Presidente Agostinho Neto.
Consequências
Estima-se que milhares de angolanos perderam a vida, embora os números exatos ainda sejam desconhecidos. Foi um período de medo, silêncio e dor profunda.
Memória e reflexão
Hoje, a “Sexta-feira Sangrenta” é lembrada como um símbolo de repressão e sofrimento, mas também como um alerta para a importância da verdade, justiça e reconciliação em Angola.
Que nunca se apague a memória dos que partiram.
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