Mercenários ligados ao CDS contratados para matar padre Max há 50 anos
O 2 de abril de 1976 não fica só marcado na História de Portugal como o dia em que foi aprovada a Constituição da República Portuguesa. Naquela noite, há 50 anos, acontecia o duplo homicídio que mudou a forma como a igreja e o país olhavam para os atentados bombistas da época. As mortes do padre Maximino Sousa e Maria de Lurdes Correia, às mãos das bombas da extrema-direita, nunca tiveram culpados na justiça. Porém, uma confissão de 2014 feita por um dos bombistas revela como tudo aconteceu e que foi um segurança do deputado Galvão de Melo, do CDS, a contratar dois dos cinco mercenários que executaram o crime.
A incrível história do mercenário bombista que confessou a morte do Padre Max
O JN tentou contactar Manuel Gaspar, mas sem sucesso. Já depois da tentativa de contacto, o ex-mercenário bloqueou as redes sociais onde era recorrente a comentar a política portuguesa
Foto: Direitos reservados
A história de vida de Manuel Vicente da Cruz Gaspar, conhecido como "o Puto" ou "comandante Paulo", é uma das mais incríveis que alguma vez passaram por Portugal. Guerrilheiro de elite, este mercenário contratado para matar o padre Max confessou vários atentados realizados em Portugal entre fevereiro e agosto de 1976, altura em que foi preso. Mas a prisão de Manuel Gaspar era só o início. Planeou e executou a maior fuga da cadeia alguma vez vista em Portugal e, já depois de ter voltado à guerra em Angola, estabeleceu-se em África do Sul. Mais recentemente, saltou para a ribalta por alegadamente ter enganado o antigo Governo angolano de José Eduardo dos Santos em 350 mil dólares.
Max, terceiro a contar da esquerda, na segunda fila, num baptizado de família
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