sábado, 5 de setembro de 2015

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Vídeos das últimas intervenções do deputado José Manuel Coelho do Partido Trabalhista


Entrevista a José Manuel Coelho no Telejornal da RTP Madeira


Foto do grande deputado da APU Mário de Aguiar

Nos anos 80, a Assembleia Regional, funcionava instalada no salão nobre da ex-Junta Geral. No intervalo dos trabalhos, Rui Fontes, secretário regional da Agricultura e Pescas, e Miguel de Sousa, Vice-Presidente, em amena cavaqueira, numa sala anexa ao Parlamento.Na foto é também possível registar a presença do deputado comunista, Mário Aguiar, no intervalo após os acalorados debates de então. (funchal Notícias)

Solidariedade com o povo Palestiniano

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Entrevista de José Manuel Coelho, cabeça de lista do PTP/Madeira, no telejornal de hoje

Entrevista a José Manuel Coelho cabeça de lista do PTP (a entrevista inicia-se a partir do minuto16.10)

Telejornal Madeira de 03 Set 2015 - RTP Play - RTP

Joana Amaral Dias nua na revista Cristina

 | Hoje às 20:27
A líder do movimento Agir, Joana Amaral Dias, é a protagonista da capa da edição n.º 7 da revista Cristina. Sem roupa e abraçada pelo namorado, a candidata a deputada mostra a gravidez.
DR

Joana Amaral Dias assumiu, recentemente, estar a enfrentar uma gravidez de risco, que terá consequências na campanha eleitoral para as legislativas de 4 de outubro.
A líder do movimento cidadão Agir anunciou que, caso seja eleita e se torne mãe, gozará a respetiva licença de parto, sendo substituída por um elemento da mesma plataforma.
Agora, Joana Amaral Dias surpreende com esta produção fotográfica em que se mostra, pela primeira vez, sem roupa. "Pela primeira vez uma política, grávida, despe-se e corre o risco. Apresenta o namorado e é também capa do número 7 da revista CRISTINA", lê-se no Facebook de Cristina Ferreira.
"Quer saber se é menino ou menina? Quer saber quem é o pai da criança? As respostas estão amanhã nas bancas", escreveu a responsável pela revista no seu site oficial.
Ricardo Quaresma e Rita Pereira foram outras das estrelas que figuraram na capa da revista mensal. (Jornal de Notícias)
Coelho esta noite na RTP/Madeira, entrevistado por Tânia Spínola


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O "Homem do Presidente" não é eleito, mas tem poder para dissolver um órgão eleito, como é o caso da Assembleia Legislativa da Região

PTP aponta "contradições" da Democracia


Alvo da candidatura de José Manuel Coelho foi o 


cargo do Representante da República na Madeira

Portugal e a Madeira tem uma "Democracia cheia de contradições", disse esta tarde o candidato do PTP-Madeira às eleições para a Assembleia da República, numa acção de pré-campanha em frente ao Palácio de São Lourenço, residência oficial do Representante da República na Madeira.O foco de José Manuel Coelho foi precisamente o cargo que, sendo nomeado pelo Presidente da República, tem o poder de dissolver a Assembleia Legislativa da Madeira, frisou o candidato do Partido Trabalhista Português, prometendo que, quando for eleito, fará por acabar com esta contradição.E explicou: "Se me perguntar, então a Democracia não presta? A minha resposta será como a que deu Winston Churchill (primeiro-ministro entre 1940-45 e 1951-55), o velho leão britânico que dizia que a Democracia é o pior dos sistemas, excluindo todos os outros. E é bem verdade. Temos na nossa Região Autónoma uma situação caricata e contraditória. Temos um representante de um órgão de Soberania, que é o Representante da República, o homem do Presidente, que o nomeia. Quais são os seus poderes? Apesar de não ser eleito, de não ser sufragado pela população local, ele tem o poder de dissolver um órgão eleito, a Assembleia Legislativa da Madeira. É uma contradição que encontramos na Democracia e no sistema autonómico que tem de ser corrigido."O PTP-Madeira, garante José Manuel Coelho, "é o único partido dos que concorrem às eleições, que não aceita o colonialismo do Governo central de Lisboa. Nós queremos uma verdadeira Autonomia para a Madeira, não estamos agachados a Lisboa como a candidata do PSD, que diz que não gosta de pagar impostos mas que é necessário. Para quê? Para enriquecer os banqueiros", concluiu. (dnotícias.pt)

Winston Churchill (primeiro-ministro entre 1940-45 e 1951-55)

Comentário de um leitor do DN tem uma expressão curiosa assinalada no têxto:

Sabemos que o "berço ideológico" de JMC é um partido que utiliza o sufrágio universal de forma instrumental, apenas para atingir um fim, pelo que a priori não acredita na "Democracia".Para além disto, ficamos a saber que Coelho acredita viver num regime democrático, afirmação da qual tenho sérias dúvidas. Informo JMC que o sufrágio universal, embora condição essencial para um sistema democrático, não o garante.

A minha opinião é que a validação das listas apresentadas pelos partidos políticos não garante um sistema democrático. Num país em que a Justiça


 é cega para a maioria, mas decide com "olho de falcão" para as suas elites, em que o cumprimento dos programas apresentados a sufrágio é uma fantasia para "sonhadores" e que a sua classe política colocou o país na falência e empenhou a sua soberania para os próximos 30 anos, custa-me afirmar que vivo em "democracia".

Mas isto sou eu, que não recebo muito acima da média salarial nacional, não emprego familiares em "funções públicas" e embora trabalhe e não deva nada a ninguém, sou tratado como um simples meliante por essa entidade fascista a que chamam "autoridade tributária".

Para José Manuel Coelho, acredito que a "democracia" seja o "pior dos sistemas, à excepção de todos os outros... piamente!

PTP defende que juízes e representante da república devem ser eleitos pelo povo


Amigos que querem combater a corrupção com as ferramentas da burguesia (hoje no Telejornal)

Camarada Zita Afonseca da CDU fecha os olhos a pensar na venda ao desbarato da sede do partido na Água de Mel em S. Roque. Esta sede depois de ser "expurgada do telhado de amianto" e posta à venda por um preço muito inferior ao seu custo. O prédio foi oferecido há 15 anos pelo camarada António Lopes ao PCP/Madeira. 

(António Lopes era o dono da Tecnorocha e sócio de Jaime Ramos nas obras feitas pelo regime jardinista).

Fotos que correram o mundo:

AFP PHOTO / DOGAN NEWS AGENCY 02/09/15Guerra na Síria
Nesta quarta feira, 2, um grupo de pelo menos 12 imigrantes sírios morreram na tentativa de cruzar o Mar Egeu e chegar à Grécia. Eles fugiam do Estado Islâmico e da guerra civil no país. Entre os mortos, esta criança, que foi encontrada na praia de Bodrum, no sudeste da Turquia. A crise migratória, causada por conflitos e pela extrema pobreza no Orinte Médio e na África, é a maior desde a Segunda Guerra Mundial. Mais de 50 milhões de pessoas deixaram seus países
REPRODUÇÃO 02/09/15
Guerra ao terror
Muath al-Kasaesbeh é um piloto jordaniano que bombardeava alvos do Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Ele voava a serviço de uma coalizão liderada pelos EUA contra o grupo extremista. Durante uma operação, Muath al-Kasaesbeh foi capturado pelos militantes depois que seu avião caiu, no leste da Síria. O grupo, então, resolveu queimá-lo vivo, invocando a Lei de Talião (olho por olho, dente por dente) já que o piloto depejava bombas sobre os militantes
OSMAN SAGIRLI 02/09/15Guerra na Síria
Hudea, uma criança síria de apenas 4 anos, fugiu de Hama junto com a mãe e os dois irmãos. A cidade foi palco de intensos conflitos entre o governo de Bashar Al Assad e a oposição durante a guerra civil síria, que se arrasta há mais de quatro anos. Ela chegou com a família a um campo de refugiados próximo à fronteira com a Turquia. Em dezembro do ano passado, o fotógrafo turco Osman Sağırlı visitou o campo e tirou uma foto da garota. "Eu usei uma lente de telefoto e ela pensou que fosse uma arma!
HUYNH CONG UT/AP 02/09/15Guerra do Vietnã
Phan Thi Kim Phuc aparece nua, no centro da foto, fugindo de um bombardeio no vilarejo de Trang Bang, no sul do Vietnã. Uma bomba, que continha um agente químico, o napalm, também chamado de 'agente laranja', foi lançada por soldados do Vietnã do Sul contra tropas norte-vietnamitas. A operação foi coordenada por militares americanos, ainda que Washington jamais tenha admitido seu envolvimento. Phan sobreviveu, mas teve 65% do corpo queimado
KEVIN CARTER 02/09/15Segunda Guerra Civil Sudanesa
Vencedora do Pêmio Pulitzer em 1994, a foto tirada pelo fotógrafo Kevin Carter é uma das mais famosas da história. Retrata da fome e a subnutrição a que estavam expostas a população do Sudão, durante a Segunda Guerra Civil Sudanesa (1983-2005). O registro é de 1993 e mostra um abutre esperando a morte de uma criança debilitada pela fome. Carter sucumbiu ao julgamento público, que o condenou por não ter ajudado a criança. Ele se suicidou no ano seguinte, aos 33 anos

Outras fotos do "Estadão":

terça-feira, 1 de setembro de 2015

«Ela escreveu o que as pessoas gostam que lhes digam.» Razão principal para o êxito da escritora britânica Agatha Christie

Agatha Christie - O segredo do seu êxito



por Miguel Urbano Rodrigues


Agatha Christie (1890/1978) foi uma escritora importante?

Sim, muito importante. Dos seus livros, traduzidos em 100 idiomas, foram vendidos mais de 4 mil milhões de exemplares. Um total de vendas assombroso, somente superado pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare.

Mas porventura foi uma grande figura da literatura mundial? Não.

Sobre ela foram escritos dezenas de livros, quase todos elogiosos. Uma das suas peças de teatro, A Ratoeira, permaneceu no cartaz no Reino Unido durante mais de uma década. A Rainha Elisabeth, sua grande admiradora, atribuiu-lhe o título de Lady do Império.

Mas nunca obteve o apreço da crítica literária séria.

Como explicar o seu êxito comercial que ultrapassa o de qualquer outro autor de romances policiais, de Conan Doyle a Georges Simenon?

A leitura da sua autobiografia [1] ajudou-me no esforço para encontrar uma resposta.

Agatha nasceu numa mansão da estância balnear de Torquay. O pai era um americano britanizado. Não trabalhava, como era habitual na época vitoriana para quem vivia dos rendimentos.

Nas memórias a escritora recorda uma infância feliz numa família abastada da alta classe média. Quando no final do século XIX diminuíram os dinheiros que chegavam dos EUA, os pais alugaram a casa de Torquay e foram passar um ano no sul de França e depois na Bretanha, onde o custo de vida era menor.

"Uma das coisas que, penso, sentiria mais – escreveu na velhice – se fosse criança nos dias de hoje, seria a ausência de criados".

As referências à criadagem da época, que ela admirava pelo "orgulho profissional", são abundantes.

Agatha nunca frequentou uma escola. Estudou em casa e em pensionatos franceses, sobretudo música e canto.

Casou aos 22 anos, em 1912, com Archibald Christie, um oficial da Força Aérea, que, finda a I Guerra Mundial, se tornou corretor da City londrina. Amou intensamente o companheiro, viajou pelo mundo com ele, mas após 14 anos de um casamento harmonioso (nasceu uma filha em 1919), o marido apaixonou-se por uma amiga e pediu o divórcio. A escritora conta que olhou para ele e percebeu que afinal era "um desconhecido". Agatha, angustiada, desapareceu durante dias, sofreu horrores, teve uma crise de amnésia.

O seu primeiro livro, um policial, foi escrito durante a guerra mas, recusado por seis editoras, somente foi publicado em 1920. Passou praticamente despercebido.

Durante anos Agatha resistiu a assumir-se como escritora, embora publicasse romances com alguma frequência. O êxito tardou. Para ele contribuiu a personagem que criou, Hercule Poirot, um excêntrico detetive belga muito vaidoso.

A publicação em folhetins dos primeiros livros e a adaptação ao teatro de outros foi para ela uma importante fonte de recursos. No início da II Guerra Mundial já era a escritora mais lida da Inglaterra e nos EUA a sua popularidade era enorme.

Muito inteligente, sensível, com uma imaginação prodigiosa, sentiu sempre dificuldade em se expressar em público, mas cativava as pessoas, era uma comunicadora superdotada.

"Sou muitas coisas - assim se retratou na Autobiografia - bem-disposta, exuberante, distraída, esquecida, tímida, afetuosa, completamente desprovida de autoconfiança, moderadamente altruísta (…) Gosto de sol, de maçãs, de quase todo o tipo de música, de comboios, de quebra-cabeças numéricos, e de tudo o que tenha a ver com números, de nadar no mar, de silêncio, de dormir, de sonhar, de comer, do cheiro de café, de lírios, da maioria dos cães e de ir ao teatro".

Essa confidência não ajuda muito a avaliar a sua personalidade complexa, contraditória, desconcertante.

Nas suas viagens por todos os continentes acumulou uma soma impressionante de conhecimentos. Mas não os transformou numa cultura extensiva, integral. Não tentou sequer esse desafio.

Nos seus livros o leitor não encontra um pensamento estruturado, uma meditação profunda sobre a existência e a História dos países do Médio Oriente onde viveu largos anos.

Ciente das suas limitações, é uma escritora de espumas. Criou um estilo, mas cultiva o superficial, a banalidade.

O tratamento da temática do quotidiano é em alguns escritores de uma grande riqueza. Em Georges Simenon, por exemplo. Nos seus romances, ele retrata admiravelmente les petits gens, as porteiras de Paris, os taberneiros, as prostitutas, as velhas solteironas, os clochards do Sena. O comissário Maigret é a antítese do Poirot de Agatha.

Perguntaram um dia a André Gide quem era na sua opinião o maior escritor da França. A sua resposta desconcertou o entrevistador: Georges Simenon. Exagerou, mas o criador de Maigret atravessou as portas da grande literatura; a mãe de Poirot não.

A gente de baixo não merece atenção especial de Agatha. Não é por snobismo que a esquece. Concentra a sua atenção na sua gente. Com a exceção dos romances de Miss Marple, a velha senhora de uma aldeia inglesa, e de Tommy e Tupence, escolhe as personagens na aristocracia, na gentry britânica, na alta burguesia, no mundo das artes.

Diz ter sido inspirada por Conan Doyle. Mas um abismo intransponível separa Poirot de Sherlock Holmes.

Os seus livros estão infestados de estereótipos e de lugares comuns, de disparates. É categórica na afirmação de que a amizade entre homens e mulheres lhe aparece como um absurdo. Sofreu muito durante as duas guerras. Mas concluiu que "vencer uma guerra é tão desastroso como perdê-la". Não hesitou em confessar que "o melhor de escrever naquele tempo é que eu relacionava o trabalho diretamente com dinheiro".

Cultiva com requinte o suspense. Mas a sua técnica faz dela, para alguns críticos, uma "escritora batoteira". Porquê?

Agatha lembra que gostou sempre de abrir "pistas falsas", para enganar o leitor. Mas oculta até às últimas páginas informações indispensáveis para a identificação do criminoso. Em alguns casos, depois de matar várias pessoas, este só aparece quase no final.

happy end, talvez para atenuar o choque inerente à violência do tema, é frequente nos seus livros, sobretudo a relação amorosa entre personagens secundárias.

As viagens da juventude e as prolongadas estadas com o segundo marido no Iraque contribuíram para o êxito de alguns dos seus romances.

A pedido de um amigo, escreveu aliás um romance policial cuja ação se situa no Egipto faraónico.

Mas os leitores não encontram nesses livros algo que possa revelar um interesse profundo da autora – sequer interesse - pelas culturas da Assíria, da Suméria, ou do vale do Nilo no tempo do último Ramsés.

Na Autobiografia, iniciada em 1950 e concluída em 1965, três quartos são dedicados à infância, à adolescência, à juventude, ao convívio com o primeiro marido. Os 48 anos vividos com Max Mallowan, o segundo marido, um eminente arqueólogo, merecem-lhe menos atenção. A desproporção choca o leitor.



Agatha Christie somente é concebível na Inglaterra do seu tempo. Como mulher e escritora foi totalmente inglesa, inimaginável noutro país, noutro século.

Mas escreveu para milhões de não ingleses, foi por eles admirada como pelos seus compatriotas.

Como compreender, como explicar o seu imenso, surpreendente êxito literário?

Creio que para ele foi determinante ir ao encontro do que é comum no "gosto" da esmagadora maioria dos leitores de qualquer nacionalidade.

Ela escreveu o que as pessoas gostam que lhes digam.

Agatha faz-me pensar nas audiências enormes das telenovelas, na abertura à mediocridade. Penso também no êxito dos comentadores políticos da televisão cujas opiniões ofendem a inteligência.

Obviamente que Aristóteles ou Einstein não poderiam inspirar ao homo sapiens contemporâneo o interesse despertado pelos livros de Agatha Christie. 
29/Agosto/2015

[1] Agatha Christie, Autobiografia , Editora ASA, Lisboa, 2011, 704 p., ISBN 9789892316413 

O original encontra-se em www.odiario.info/?p=3753 


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .


Autarca de Bom Jardim, no Maranhão, ostenta vida de luxo no Facebook mas não paga a professores nem fornece merendas escolares aos alunos. Na mira das autoridades, Lidiane Leite, de 25 anos, está foragida.
"Eu compro sim é o que eu quiser, gasto sim com o que eu quero, "tô" nem aí para o que achem, beijinho no ombro para os recalcados", escreveu nas redes sociais Lidiane Leite, prefeita de Bom Jardim, cidade de 50 mil habitantes no Maranhão, um dos estados mais pobres do Brasil. A autarca respondia assim, via Facebook, aos munícipes que se queixavam da precariedade das escolas da região, onde os professores estão sem receber salários e os alunos sem acesso à merenda municipal. Na sequência de reportagens sobre o comportamento de Lidiane, a Polícia Federal lançou um mandato de prisão no dia 20 de agosto. Desde então, a prefeita, é considerada foragida.
Lidiane Leite, que não pertence a nenhum partido político, é prefeita por acaso. Namorada de Beto Rocha, milionário criador de gado da região, com uma fortuna avaliada em cerca de quatro milhões de euros, ela concorreu à última hora às eleições no lugar dele. Por ter casos a correr na justiça, Beto Rocha, do Par-tido da Mobilização Nacional, temeu candidatar-se e fez avançar Lidiane. Uma vez conquistada a eleição, a prefeita colocou Rocha na pasta dos Assuntos Políticos.
De origem humilde, Lidiane, que tem 25 anos e um filho desde os 14, vendia leite à porta de casa de manhã e ajudava a mãe a vender roupas numa pequena boutique durante a tarde. Depois de passar a viver com Beto Rocha e de chegar à prefeitura de Bom Jardim, passou a ostentar uma vida de luxo ilustrada diariamente nas redes sociais.
Para começar, Lidiane morava a 275 quilómetros de Bom Jardim, na capital estadual, São Luís, administrando a cidade apenas com a ajuda dos polegares e do teclado: despachava ao telemóvel com os seus secretários através de um grupo na aplicação WhatsApp chamado "Força Tarefa", a versão em português da expressão em inglês task force.
No mesmo telemóvel, mas em diferentes grupos da mesma aplicação, respondia por "Leide Day", uma tentativa de se aproximar do nome da falecida princesa de Gales Diana Spencer.
Ainda nesse mesmo telemóvel, Lidiane divulgava as festas, os eventos sociais e a correria nos ginásios da moda de São Luís que ocupavam o seu dia-a-dia através de uma sucessão interminável de selfies. Numa tarde, anunciou ela, investiu 40 mil reais numa boutique da capital maranhense, a Donna Moça, antes de terminar a noite na exclusiva discoteca Pink Elephant. Através das redes sociais, divulgou ainda a realização de duas operações plásticas - uma lipoaspiração e uma para colocar uma prótese de silicone.
Operação Eden
O seu nível de vida, o facto de morar longe e o caos na cidade pela qual foi eleita levou alguns munícipes a confrontar Lidiane Leite nas redes sociais. Mais tarde, o caso ganhou expressão no programa Bom Dia Brasil, espaço informativo da TV Globo de âmbito nacional, o que alertou as autoridades.
A Polícia Federal montou então a Operação Eden, que apurou um desvio estimado em 23 milhões de reais (cerca de sete milhões de euros) nas verbas públicas destinadas à educação - além de os professores não receberem salário e de as crianças não terem aulas por falta de merenda, o material escolar nunca chegou e as escolas da cidade estão sem casas de banho.
Desde então, Lidiane Leite é considerada como foragida para as autoridades locais. E nas últimas horas, a Interpol incluiu o seu nome na lista vermelha dos mais procurados.
Em reportagem sobre o caso, a revista Veja alertou que está longe de ser único. A Controladoria-Geral da União encontra indícios de corrupção em uma de cada cinco prefeituras que investiga. A fiscalização precária e todos os estados além do de São Paulo e do Rio de Janeiro, os desvios de volume financeiro discreto à escala nacional e a corrupção comum nas pequenas cidades onde fiscalizados e fiscalizadores se conhecem bem, estão entre as principais causas deste fenómeno.
Abandonada por todos
Ao longo da sua gestão, Lidiane Leite chegou a ser afastada do cargo por três vezes mas voltou sempre por decisões judiciais. Desta vez, porém, a vice-prefeita Malrinete Gralhada (do Partido do Movimento da Democracia Brasileira) tomou mesmo posse provisória, ontem à tarde, apoiada pela justiça, na câmara municipal de Bom Jardim porque a prefeita não se pode ausentar durante mais de dez dias sem consultar os vereadores. Ainda ontem, o advogado de Lidiane, Carlos Barros, enviou uma nota às redações a anunciar que se desligava do caso.
Até Beto Rocha rompeu com a namorada e, por consequência, com a prefeita, deixando o cargo.
O DN tentou contactar tanto o ex-advogado da prefeita como a prefeitura de Bom Jardim mas não obteve respostas.
Na última atualização do seu Facebook, Lidiane insistia na ostentação. "Antes de ser prefeita eu era pobre, né? Devia era comprar um carro mais luxuoso porque, graças a Deus, o dinheiro "tá" sobrando." (ver DN/Lisboa)


Classificação dos clubes da 1ª liga após a 3ª jornada do campeonato (clique para Ampliar)

Figurões do sistema Albuquerquista jardinista hoje em destaque no Telejornal da RTP/Madeira

Paulo Barreto o juíz colonial ao serviço de um órgão de soberania não eleito, botou faladura hoje no Telejornal do regime dissertando sobre as obras do Palácio da justiça no Funchal


Cristina Pedra da ACIF mudou os estatutos da câmara de comércio da Madeira afim de se eternizar no poder e servir o grupo Sousa onde é parte interessada no negócio junto com seu pai David Pedra. Ambos eles protegidos pela justiça colonial fascista que oprime o povo da Madeira e do Porto Santo.

Sara Madruga, cabeça de lista pelo PSD às eleições Legislativas Regionais pela Madeira está agachada a Lisboa. Disse que apesar de não gostar de pagar impostos, acha que eles são necessários nesta crise actual. Está com pena dos banqueiros e  agachada a Lisboa.
O cabeça de lista do grupo Sousa também passou pelo Telejornal/mamadeira arengando o paleio do costume. Este freguês ainda tem chance de voltar a enganar muita gente.
Marsílio Aguiar o novo director do Jornal da Madeira recauchutado. Pela cara dele e pelo servilhismo que sempre demonstrou ao defunto regime jardinista, não esperamos que dali saia grande coisa.
Análises Políticas do nosso colaborador Dírio Ramos directamente de Palmela (Setúbal)
"...Como disse na passada semana, não acredito que Dilma termine este ano, depois de uma investigação profunda ao PT. Os que pensam que a partir do neoliberalismo se pode avançar para o socialismo estão enganados. Creio que o PT é um tema ultrapassado, tem um presente degradado e não tem futuro. Há que pensar noutra coisa para os próximos dez anos no Brasil.(diário-info)
O primeiro tem a ver com o México, onde os governos mexicanos, o actual e o anterior, em colaboração com os narcotraficantes assassinaram mais de cem mil pessoas nos últimos dez anos. E nesse mesmo período mataram mais de cem jornalistas.


É a capital mundial do assassínio político. E ninguém fala disso, fala-se dos mortos da Síria, dos mortos da Líbia, mas é o México que encabeça a lista. Todos os dias são encontrados cadáveres de vítimas civis, todos os dias vemos no jornal como o governo que está a militarizar Oaxaca, como não soluciona nenhum assassínio. Ultimamente foi assassinado um fotojornalista – Ruben Espinosa – e quatro mulheres que estavam em tertúlia com ele, a quatro quarteirões da Casa Presidencial. (idem)