sábado, 23 de abril de 2022

O Perigo da Ilusão Democrática

 

 Numa entrevista de 26 de março de 2007 ao jornal italiano Corriere della Sera, José Saramago, do qual se comemora este ano o centenário do nascimento, afirmou que acreditava na possibilidade de que o fascismo, ou qualquer outra forma de totalitarismo, estivesse à espera para regressar à Europa. Não viria com as camisas negras, nem castanhas, nem com algo semelhante, mas percebia-se que o fascismo já não se escondia. Estava ali, tinha saído para a estrada, alimentava alguns partidos políticos, tinha chegado até aos media. E poderia suceder que até já estivéssemos a viver numa situação pré-fascista sem nos darmos conta disso. E que improvisamente o fascismo chegasse para governar. E nós sem perceber. Porque a fachada mantém-se. E a fachada, para Saramago, é a ilusão democrática.

No livro de Walter Laqueur, historiador judeu, referência no estudo da História Política e Social Contemporânea, Fascism, Past, Present and Future, de 1996, o autor pergunta: o que pode suceder se os regimes democratas ocidentais se demonstrarem incapazes de enfrentar os desafios que nos colocam à prova? A questão é se estamos preparados para lidar com o chamado fascismo histórico ou com os movimentos populistas e nacionalistas (alguns deles, há 20 anos até podiam ser marginais, mas hoje são relevantes) ligados ao ultranacionalismo e também ao fundamentalismo religioso –  do islâmico  ao clérico-fascismo, como existe, por exemplo, nos Estados Unidos. Estamos preparados para os neos – neofascismo, neototalitarismo,  neoexpansionismo?

 A sociedade duvida dos partidos, há medos de perda de soberania face às migrações, vive-se a agitação de uma sociedade maníaco-depressiva que não se compadece com o ritmo dos homens, e as obrigações escolares e profissionais são uma competição que faz do companheiro o antagonista a vencer. A juntar a isto a aceleração da comunicação social que muitas vezes confunde, outras, dirige.  E o homem vê-se preso num ciclo dominado pelo impulso de destruir e começar, sendo cada partida apenas a precarização, porque nega o que vem antes, a história. A razão passa a ser cega, porque não sabe de onde vem, nem planeia o futuro.A guerra da Rússia contra a Ucrânia tem vindo a revelar uma conjuntura que já se sabia existir: um panorama de desconfiança, duvida-se do que se vê, não porque se ache que o homem não tem a capacidade de ser desumano, mas porque se embarca em teorias conspiratórias que fazem com que justo e injusto percam as fronteiras. E nesta conjuntura há quem acene a soluções fáceis e a paraísos de bem estar, ignorando que estes podem, como ensina a história,  por falta de reflexão, tornar-se distopias. Obtido o poder, a primeira preocupação é criar mecanismos para mantê-lo, apoiando-se em forças económicas e controlando a comunicação. Um governo eleito pode transformar-se, assim, em início de ditadura perante a indiferença, a falta de participação e a comunicação social dominada e assoldada.

 Contra as vocações autoritárias, só se pode responder com autonomia e com um estado de comunidades, com estruturas públicas que garantam a imparcialidade, com uma ética de construção. No fundo, fazer vivo um novo humanismo, unindo a questão moral à responsabilidade e justiça. Só isso poderá distanciar-nos de uma ilusão democrática, em que se vive perigosamente na fronteira do autoritarismo puro, pensando estar a viver numa comunidade de  igualdade de oportunidades. A única forma, assim, será sempre estar atento, não acreditar em toques de flauta e libertar-se da esclerose da vontade, porque o estado do mundo é sempre a imagem de quem somos. Senão, resta-nos “ir para a rua, gritar”.

Luísa Paolinelli
Docente Universitária

sexta-feira, 22 de abril de 2022

A direita e a igreja sempre foram saudosistas do fascismo

 


Cristina Pedra ao lado do presidente Calado parece uma raínha

 O Telejornal de hoje eram só noticias dos oligarcas que chulam o povo  desta ilha, que explorado sem dar por nada continua sempre votando nos mesmos mamões de sempre. A Cristina Pedra depois das falcatruas das facturas falsas na empresa de  trabalho portuário (ETP) em 2003 agora é vice presidente da CMF. Aqui nesta terra os verdadeiros democratas são perseguidos pelos juízes fascistas dos tribunais da Madeira os vigaristas e trapezistas são eleitos pelo povo imbecil para grandes cargos e estão  sempre em alta. A democracia torna-se ineficaz quando o povo escolhe mal!



quinta-feira, 21 de abril de 2022

JUÍZES DO SUPREMO FORAM CORROMPIDOS POR GRUPOS HOTELEIROS QUE QUEREM EXTERMINAR O ALOJAMENTO LOCAL EM PORTUGAL.

 


JUÍZES DO SUPREMO FORAM CORROMPIDOS POR GRUPOS HOTELEIROS QUE QUEREM EXTERMINAR O ALOJAMENTO LOCAL.

 Medida é inconstitucional e viola o direito europeu. Só mesmo com os bandidos do Partido Socialista no Governo que colocaram aquela cachorrada toda escolhida a dedo no Supremo Tribunal de Justiça é que é possível agora o estado mandar no que as pessoas fazem com a sua propriedade privada!! Primeiro acabaram com mais licenciamento em Lisboa e agora mais esta! Isto é um atentado às liberdades e garantias dos cidadãos e ao livre funcionamento da Economia. Um dia destes também os taxistas compram o António Costa e o Supremo e acabam com a Uber e Bolt!!?? 

Supremo Tribunal uniformiza acórdão que passa a proibir alojamento local em prédios de habitação

A medida vai abranger todas as explorações atuais de alojamento local

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decretou que passa a ser proibida a coexistência de focos de habitação permanente e temporária (para fins turísticos) no mesmo edifício“No regime da propriedade horizontal, a indicação no título constitutivo de que certa fração se destina a habitação deve ser interpretada no sentido de nela não ser permitida a realização de alojamento local”, lê-se no acórdão unificador a que o jornal “Público” teve acesso.A medida vai abranger todas as explorações atuais de alojamento local, independentemente da data de autorização. Por isso, a decisão do Supremo vai gerar uma “avalanche” de processos a pedir o seu encerramento.

O acórdão do Pleno das Secções Cíveis do STJ foi assinado a 22 de março e surge após decisões judiciais díspares. O Tribunal da Relação do Porto acolhe os argumentos de quem se sente prejudicado pelo acesso de estranhos a garagens e prédios, de barulho fora de horas ou de sujidade e desgaste de partes comuns. Já o de Lisboa, valida a perspetiva dos que consideram ter o direito de afetar as frações de que são proprietários a outra finalidade que não a habitação permanente. (Expresso)



quarta-feira, 20 de abril de 2022

Operação de branqueamento do neo-nazismo Ucraniano

 «Ideologia de Estado O Batalhão Azov é seguramente a mais hedionda expressão do fascismo ucraniano, mas não é a única. São muitas as forças, partidos e grupos armados a perfilhar a ideologia nazi-fascista no país, contando-se entre os mais expressivos o partido Svoboda e o Sector Direito, ambos com forte influência no golpe de Estado de 2014. A partir desse momento, o panorama político da Ucrânia sofre uma drástica viragem à direita: o nacionalismo e a xenofobia de recorte fascista e neonazi passam a ideologia de Estado, cavando divisões étnicas, linguísticas e religiosas e colocando seriamente em causa o carácter multinacional do país. Na sequência do golpe, Bandera é glorificado, o passado soviético diabolizado e o Partido Comunista perseguido. As línguas minoritárias (como o russo, o húngaro e o romeno) foram fortemente limitadas logo em 2014, seguindo-se o encerramento de meios de comunicação em língua russa. Já em 2021, com Zelenzky na presidência, entra em vigor a chamada «lei dos povos autóctones», que apenas reconhece direitos plenos aos ucranianos de origem escandinava. A russofobia torna-se pretexto para todo o tipo de ataques às liberdades e direitos democráticos. Dos partidos políticos proibidos após 24 de Fevereiro deste ano, sob a acusação de serem pró-russos, estão forças que condenaram a intervenção militar de Moscovo e que até se organizaram para defender o território nacional. «Escaparam» à proibição apenas as forças de direita e extrema-direita.»

 

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Viva a pirataria que nos põe a ler os jornais de borla. O "padre" Ricardo do DN não está de acordo!

 

O «padre» Ricardo mandou blindar o seu Diário de Notícias e ninguém o consegue piratear. O pardalão lá conseguiu bloquear o jornal dele contra a pirataria do Telegram e o WhatsApp. Também quase ninguém lê aquele matutino do sousa.