quinta-feira, 2 de abril de 2026

Jornais ingleses denunciaram o caso do Balet Rose no tempo do Estado Novo

Ballet Rose, o caso que pintou de negro a ditadura salazarista

Em 1967 rebentou um escândalo sexual que afetou profundamente a ditadura salazarista. Uma rede de prostituição infantil incluía marqueses, condes, empresários, um ministro e até um alto membro da Igreja. Filhas de prostitutas com 9, 10, 11…anos eram entregues pelas mães em troca de dinheiro. Apesar de a rede ter começado a atuar há anos, só em 1967 o escândalo foi conhecido, graças a jornais estrangeiros, já que a comunicação social portuguesa estava sujeita à censura.

Um jornal italiano publicou a notícia com o título: «Caça à lolita no jardim do ministro.». «A caçada» é descrita com alguns pormenores. Dez crianças nuas, calçando apenas sapatos e usando uma fita colorida na cabeleira postiça, eram «largadas» no jardim do ministro. Os predadores, nus e também com uma fita colorida, perseguiam as presas até apanharem a que tinha a fita da mesma cor da usada pelo «caçador». De seguida consumava-se o ato sexual. Outro divertimento dos predadores sexuais consistia numa dança executada pelas meninas à luz cor de rosa vinda de holofotes. Daí o nome de Ballet Rose atribuído ao escândalo. Como os abusadores de crianças pagavam muito bem o desfloramento das meninas, pelo menos uma mãe vendeu várias vezes o da sua filha, usando sangue de galinha ou de coelho para simular a virgindade.
Embora o caso fosse falado pelos corredores do poder, apenas foi devidamente investigado quando a policia judiciária prendeu a modista Genoveva, tida como «desencaminhadora de menores», já que encontrou na sua casa a lista dos clientes das meninas feitas prostitutas pelas próprias mães. Salazar, ao tomar conhecimento do caso, acabou com as práticas pedófilas dos seus correligionários e mandou a PIDE seguir a investigação, embora com precaução.
A divulgação do escândalo na comunicação social estrangeira irritou profundamente o Presidente do Conselho de Ministros. O seu ministro da Justiça ao exigir a investigação total do caso, escreveu a sua própria demissão, pois o chefe do Governo, homem católico, pretendia a todo o custo defender «a moral e os bons costumes» do regime. Mário Soares, Francisco Sousa Tavares e Urbano Tavares Rodrigues, acusados de passarem a informação a jornalistas estrangeiros, foram presos, tendo permanecido atrás das grades cerca de três meses. Mário Soares, por ser «demasiado irritante» para o regime, viveu pouco tempo em liberdade, pois foi exilado para S. Tomé e Príncipe, de onde só voltou nos tempos da «primavera marcelista».
Quando o caso foi a julgamento, duas prostitutas foram condenadas, a um dos homens foi aplicada uma multa, os restantes foram absolvidos.
Mais de vinte anos após o 25 de abril, Moita Flores, autor da série televisiva Ballet Rose e de um livro sobre o mesmo tema, afirmou que houve muita pressão para que a série não fosse exibida. Só após a morte de um alto membro da Igreja portuguesa, a mesma foi autorizada, embora em horário a partir da meia noite. Interrogado se essa alta personalidade era o Cardeal Patriarca, Moita Flores não confirmou nem desmentiu, apenas esclareceu que esse indivíduo foi ator participativo e não apenas encobridor. Acrescentou que, aquando da visita do Papa Paulo VI a Portugal, sua Santidade teve uma dura conversa com o prelado português, o qual, posteriormente, foi sujeito a uma certa «clausura».-(Francisco Cantanhede)

O caso Ballet Rose envolveu a prostituição de crianças de baixa idade (8 a 12 anos
[5]), crimes encobertos por um regime político com uma moralidade católica muito forte. Havia pagamentos para "desflorar" crianças (tirar a sua virgindade) a professoras e responsáveis pelas crianças oriundas de meios pobres.

O caso começou no início dos anos 1960. Uma das raparigas de 16 anos, abusada desde os 9, decide denunciar o caso à Polícia Judiciária, acompanhada por um advogado

No dia 10 de dezembro de 1967 Portugal é abalado por notícias na imprensa britânica sobre um hediondo esquema de pedofilia, prostituição e abuso de menores envolvendo altas figuras do Estado Novo: o caso “Ballet Rose”.

A Polícia Judiciária, vigiada de perto pela PIDE, investiga uma rede de prostituição que operava desde o início dos anos 60 e sobre a qual vinham circulando rumores, envolvendo menores, nomeadamente crianças de nove e dez anos, por norma, provenientes das zonas mais pobres do país. O regime, desde o próprio Salazar ao diretor da PIDE, Silva Pais, tudo farão para abafar o caso ao mais alto nível de modo a evitar um escândalo envolvendo altas individualidades da sociedade e do regime. O ministro da Justiça Antunes Varela demitir-se-á em protesto contra o encobrimento do escândalo de corrupção de menores que Salazar silenciou, expulsando e proibindo de entrar no país advogados e jornalistas estrangeiros.

Já os portugueses Mário Soares, Francisco Sousa Tavares e Urbano Tavares Rodrigues são presos durante três meses pelo seu envolvimento na denúncia deste escândalo, saindo em liberdade em março de 1968. Mário Soares, acusado de espalhar notícias falsas sobre Portugal no estrangeiro e de ser a fonte da notícia dos periódicos internacionais, é preso em dezembro de 1967, passando o Natal em isolamento na cadeia de Caxias, seguindo-se a deportação para São Tomé.

Entre os envolvidos no escândalo sexual estão ministros do governo de Salazar, militares, grandes empresários ligados à indústria, banca e alta finança, membros da aristocracia ou da Igreja. A investigação em poucos resultados práticos se traduz e o caso acaba sem a condenação dos principais e mais notórios perpetradores, deixando incólumes as altas figuras do Estado Novo.

📷 "Sunday Telegraph e outros", dezembro de 1967

quarta-feira, 1 de abril de 2026

A jornalista Ana Leal denuncia mais um atentado judicial à liberdade de expressão por parte da juizada fascista de Portugal

 

«É um claro ataque à liberdade de imprensa», diz Ana Leal após providência cautelar que proibiu transmissão de reportagem»

A Medialivre, grupo que detém o NOW, apresentou recurso ao Tribunal da Relação de Lisboa, que levantou a proibição.

A jornalista Ana Leal denunciou o que classifica como "um claro ataque à liberdade de imprensa", após a Justiça ter proibido a transmissão de uma investigação sobre um alegado burlão em Palmela. O trabalho do Repórter Sábado, transmitido no NOW, revelava um esquema de vendas falsas de moradias que reunia inúmeras queixas.

A imobiliária Remax Portugal interpôs uma providência cautelar e o tribunal, sem ouvir o NOW, ordenou a retirada de todos os conteúdos das plataformas digitais, sob pena de multa diária de mil euros.

Ana Leal critica a decisão unilateral, tomada sem direito ao contraditório, considerando-a uma forma de censura prévia que viola a liberdade de informação sobre assunto de interesse público.

A Medialivre, grupo que detém o NOW, apresentou recurso ao Tribunal da Relação de Lisboa, que levantou a proibição.

«Iremos lutar em sede própria até às últimas consequências e nada nem ninguém nos fará parar esta ou qualquer outra investigação. Não temos medo, não cedemos a pressões ou tentativas de silenciamento, venham elas de onde vierem. Voltaria a fazer tudo da mesma forma, com orgulho de quem não verga a nenhum tipo de pressão. Este é o ADN do Repórter Sábado e dos jornalistas que todos os fins de semana levam até si investigações que incomodam poderes instalados e pessoas que se julgam intocáveis», disse a jornalista.

https://www.nowcanal.pt/ultimas/detalhe/e-um-claro-ataque-a-liberdade-de-imprensa-diz-ana-leal-apos-providencia-cautelar-que-proibiu-transmissao-de-reportagem


terça-feira, 31 de março de 2026

Miguel Sousa Tavares analisa Donald Trump

 


Publicação de Cuca Roseta

 Que maravilha. Era mesmo isto que eu precisava. Alentejo mais lindo!



Sophia de Mello Breyner e Francisco Sousa Tavares criaram um enigma que a PIDE nunca descobriu

 

Sophia de Mello Breyner e Francisco Sousa Tavares criaram um enigma que a PIDE nunca descobriu


Sophia de Mello Breyner e Francisco Sousa Tavares criaram um enigma que a PIDE nunca descobriu

Sophia de Mello Breyner e Francisco Sousa Tavares criaram um enigma que a PIDE nunca descobriu


Sophia de Mello Breyner e Francisco Sousa Tavares criaram um código que a PIDE nunca descobriu, na correspondência que trocaram durante as detenções do advogado, por oposição ao Estado Novo, contou à Lusa o filho Miguel Sousa Tavares.


Além de acompanhar a mãe nas visitas à prisão de Caxias, Miguel Sousa Tavares tinha a missão de a ajudar na redação das cartas e na "tradução" das mensagens enviadas pelo pai.
"Eles comunicavam e tinham segredos políticos a partilhar e a transmitir à volta do círculo de resistência contra o Estado Novo de que faziam parte. Tinham inventado um código genial", recordou o filho.

Em tempos de perseguição política, Miguel Sousa Tavares jurou à mãe que nunca divulgaria o enigma, contido nas cartas.

"Era preciso que a redação das cartas contivesse lá dentro a chave do código e o meu pai, que estava preso, não tinha nada para fazer, nem sequer o deixavam ler - o único livro que lhe permitiram ter foi a Bíblia -, tinha todo o tempo do mundo para escrever aquelas cartas, a minha mãe é que não tinha. Tinha outras coisas para fazer, coitada, estava sozinha em casa e tinha cinco filhos", lembrou Miguel Sousa Tavares.
PIDE não podia desconfiar do código "escondido"

A mãe pedia-lhe ajuda para "traduzir" as cartas do pai e extrair o código que permitiria encontrar a mensagem escondida na correspondência conjugal, respondendo depois da mesma forma.

"Não era nada fácil, em termos de criatividade escrita, de modo a que a PIDE não desconfiasse que lá dentro havia uma chave", revelou Miguel Sousa Tavares, em entrevista à agência Lusa, no âmbito dos 50 anos da aprovação da Constituição da República, que se cumprem na quinta-feira.

Além de um dos maiores nomes da poesia portuguesa, com honras de Panteão Nacional, Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 - 2004) foi deputada constituinte (1975-1976) e integrou, com o marido, a resistência antifascista antes da revolução de 25 de Abril de 1974.

Sophia e Francisco durante um passeio no rio Tejo ao largo de Lisboa, anos 50
Sophia de Mello Breyner Andresen / Biblioteca Nacional de PortugaO código funcionou sempre que Francisco Sousa Tavares esteve preso e conseguiu comunicar com a mulher, garantiu o filho.

"Guardei sempre para mim isto - Nunca hei de contar a ninguém qual era aquele enigma particular. Já não sei qual dos dois é que o inventou, mas foi simplesmente brilhante", referiu.
"Era preciso que alguém soubesse ler a coisa e dos cinco filhos, eu não era o mais velho, mas a minha mãe escolheu-me para ser o único que estava dentro do segredo. As minhas irmãs ficavam muito admiradas, porque me viam com a minha mãe, sentados a uma mesa, e durante horas - ninguém podia entrar - a escrever ou a ler as cartas do meu pai", descreveu o jornalista, ao recuar ao período antes do 25 de Abril, durante o qual o pai esteve preso e a mãe foi interrogada pela polícia política.

A última detenção de Francisco Sousa Tavares está associada à divulgação do caso "Ballet Rose", um escândalo de pedofilia, envolvendo altas figuras do Estado que acabou noticiado na imprensa estrangeira, no final de 1967, conforme pode constatar-se no Museu do Aljube (Lisboa).

Juntamente com o jurista, foram presos o escritor Urbano Tavares Rodrigues e o histórico líder socialista Mário Soares.
"A PIDE convenceu-se de que o meu pai tinha sido um dos divulgadores. Não foi. Nem ele, nem o Mário Soares", garantiu Miguel Sousa Tavares, que viu o pai ser libertado em 1968.

Mário Soares foi deportado para São Tomé. "Discutia-se muito lá em casa se o meu pai também corria o risco de ser deportado e se devia antecipar-se e pedir asilo político numa embaixada em Lisboa. O consenso e a vontade dele acabou por ser "Não" e ficar em casa a ver o que acontecia. Felizmente, nesse caso, não lhe aconteceu nada!", desabafou.Miguel Sousa Tavares recorda Francisco

A imagem de Francisco Sousa Tavares no dia 25 de Abril de 1974, quando de megafone em punho subiu a uma guarita no Largo do Carmo para incentivar a população a organizar-se, em pleno golpe militar, tornou-se uma das fotografias icónicas da revolução, registadas pelos repórteres fotográficos que cobriram os acontecimentos, em Lisboa.

Francisco Sousa Tavares, a 25 de Abril de 1974
E-Chiado/Centro Nacional de Cultura


durante a ditadura, como "vemos, ouvimos e lemos/ não podemos ignorar" (Cantata da Paz) ou posteriormente, "esta é a madrugada que eu esperava / o dia inicial inteiro e limpo" (sobre o 25 de abril) continuam a sair à rua em cartazes improvisados, em diversas manifestações de cariz social e político, incluindo o desfile que todos os anos assinala o aniversário da revolução, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
A cultura, dizia a poeta numa das intervenções na Assembleia Constituinte, "não existe para enfeitar a vida, mas sim para a transformar".

 

https://sapo.pt/artigo/sophia-de-mello-breyner-e-francisco-sousa-tavares-criaram-um-enigma-que-a-pide-nunca-descobriu-69cb750a37985312304f3597

Francisco de Sousa Tavares

O ex-padre Ricardo Oliveira actual director do Diário de Notícias do Funchal é um tipo sem vergonha

 

  Então não é que o sem vergonha, Ricardo Oliveira, também conhecido pelo "padre das esmolinhas" ainda tem a grande lata de se sentar ao lado do fascista Alberto João Jardim, que enquanto foi governo,  foi um grande inimigo do Diário de Notícias do Funchal, perseguindo e insultando os seus jornalistas através do seu pasquim "O jornal da Madeira". 
 O fascista Alberto quande esteve nos seus 35 anos na presidência do governo na Madeira, tudo fez para perseguir o Diário de Notícias e os seus jornalistas. Cortou as  assinaturas e a publicidade institucional nas páginas do Diário e tudo fez para axfixiar o matutino a nível financeiro. 
  Perante todas estes atentados à liberdade de imprensa e ao regime democrático na Madeira, o actual director do Diário ainda tem a lata de se sentar ao lado de um fascista daqueles.   Ricardo Oliveira é canalha sem moral e não tem vergonha na cara! 
 Ao sentar-se ao lado deste ditador, insulta os jornalistas madeirenses e  os jornalistas do próprio Diário, que sofreram na pele os vexames e insultos daquele cavalheiro fascista e reacionário.
 Não esqueçamos: Alberto João era sobrinho do dr. Agostinho Cardoso deputado do partido fascista de Salazar. Escrevia antes do 25 de Abril no semanário da União Nacional chamado "A voz da Madeira" que era um periódico fascista dirigido pelo seu tio que era o chamado deputado da Nação pelo mesmo regime fascista. 
 Alberto João sempre foi um fascista encartado e formado na escola do seu tio e nunca se converteu à Democracia. Depois da Revolução de Abril travestiu-se de Democrata e pela mão do bispo fascista D. Francisco Santana meteu-se no PPD e foi conduzido à presidência do Governo Regional depois de ter dado o golpe palaciano no primeiro presidente do Governo regional eleito, o eng.º Ornelas Camacho.
  Este actual director do Diário de Notícias é um homem sem condições morais nenhumas para estar á frente deste jornal centenário. É um insulto aos verdadeiros democratas desta ilha e aos jornalistas decentes que nunca se venderam a este regime corrupto e que sofreram na pele juntamente com suas famílias as perseguições deste fascista do antigo regime. 
  Ricardo Oliveira, é um ex-padre sem vergonha, que teve a distinta lata de ir estudar para Paris num curso de comunicação Social com o dinheiro das esmolas das piedosas velhinhas católicas que davam as suas esmolinhas nas caixas de ofertas das nossas igrejas para que este padre hereje fosse para Paris tirar um curso superior e depois vir para a Madeira trair o bispo D. Teodoro e a Santa Madre Igreja afim se vender aos fascistas do PPD e ao monopolista Sousa, seu actual patrão.
  Vade retro Satanás oh falso padre das esmolinhas!


Dr. Agostinho Cardoso tio do fascista Alberto
Dr. Agostinho Cardoso, tio do fascista Alberto era o deputado da União Nacional no parlamento fascista do antigo regime.
https://pravdailheu.blogspot.com/2023/02/a-capitao-cardoso-em-1970-livrou-o.html


segunda-feira, 30 de março de 2026

“PARA ELES, EU ERA UM NADA"

 O israelita de 28 anos conta como manteve viva a esperança e conseguiu aguentar os horrores nos túneis de Gaza

CONVERSA ELIYA COHEN

Como era a rotina nos labirintos do Hamas? 

 Quase não dormia. Era sempre acordado por gritos e holofotes instalados 50 metros abaixo da terra. Só vi o sol uma única vez, quando me levaram de um túnel para outro, disfarçado com um hijab. Ficava acorrentado pelos pés, à base de um pedaço de pão pita por dia. Perdi a conta dos espancamentos. Em dado momento, fiquei sem forças até para andar. 

Mas você se obriga a seguir adiante. Achou que fosse morrer?

 Uma vez, apareceram com um rifle e deram a ordem: “Diga suas últimas palavras”. Obedeci, tendo certeza de que seria executado. Mas eles apenas riram. Quando vinham falar comigo, não sabia se era para dar comida, me insultar, me bater ou me matar. Para eles, eu era um nada.

 Qual estratégia adotou para suportar o cativeiro? 

 Você ajusta o cérebro. Um pedaço maior de pão, duas horas de cochilo sem ser acordado pelos terroristas — essas pequenas coisas traziam alívio. Meu pensamento estava sempre na família. Toda vez que perdia a esperança, me apegava à ideia, mesmo remota, de revê-la. Também escrevia cartas mentais a Ziv, minha noiva, que estava comigo naquele 7 de outubro e não foi capturada por ter se passado por morta em meio a uma pilha de corpos. Pedia a ela: “Me mande forças. Vou sair daqui”.

 Dentro dos túneis, o que sabia sobre o mundo lá fora?

 Enquanto estive preso, não recebi nenhuma informação. Jamais imaginei, por exemplo, que o movimento para a libertação dos reféns fosse tão grande e que tantas pessoas planeta afora soubessem da minha história. A maior alegria ao sair daquele inferno foi descobrir que Ziv estava viva e nunca desistiu de mim. 

Acha que o governo israelense poderia ter lidado melhor com a situação?

 Difícil dizer. É muito importante tirar o Hamas de Gaza. Ao mesmo tempo, perdi companheiros que estavam comigo nos túneis e que tanto me ajudaram a manter a humanidade. Meses após ser solto, ainda sentia culpa pelos que haviam ficado para trás. Me recusei a fazer uma cirurgia para retirar estilhaços de bala alojados em minha perna até que todos fossem resgatados. Com a trégua de outubro passado, pude voltar a respirar.

 O quanto essas memórias ainda o assombram?

 Tenho gatilhos com as coisas mais banais. Quando levo um garfo de comida à boca, por exemplo, lembro da fome, das provocações dos terroristas. Faço acompanhamento psicológico e tento encarar meus traumas. Sobreviver foi uma vitória.

 Por que decidiu usar o termo mufawadat, que significa negociação em árabe, como título de seu livro? 

O livro fala tanto dos meses de tratativas que levaram à minha libertação como da barganha diária por alimento, água, luz, banho e uso do banheiro. Mais difícil foi negociar com Deus, a quem pedia algum sinal que me guiasse, e comigo mesmo. Me questionava o tempo todo se deveria lutar pela vida. Que bom que não desisti dela. (Revista VEJA)


GNR nazista continua a fazer das suas

 


O FASCISTA Alberto e o Padre das esmolinhas no lançamento do livro do advogado "sacristão"

 

O bispo  Nuno Brás também está presente. A beatice é um dos grandes sustentáculos deste regime de mamões. Todos eles com reformas douradas.

Tudo gentinha da direita e inimiga das conquistas do 25de Abril.
Dois apoiantes fervorosos do regime autonómico ao serviço dos mamões.
Dr."Vespeira" e Sara Madalena a deputadinha do CDS.
Este é o primeiro livro de Ricardo Vieira e aborda as causas naturais e históricas que estão na origem do regime autonómico da Madeira, que foi consagrado na Constituição da República Portuguesa aprovada há precisamente 50 anos. A escolha desta data para o lançamento da obra teve a ver com o facto de coincidir com o dia em que o engenheiro Rui Vieira, pai do autor, completaria 100 anos de vida.
https://www.dnoticias.pt/2026/3/29/486588-lancamento-de-livro-de-ricardo-vieira-levou-dezenas-de-pessoas-ao-jardim-botanico/


 O cervejeiro do Golfe aqui todo manhoso 

O fascista Alberto está cada vez mais caquético, mas sempre reacionário.
O discurso final do Advogado "sacristão" agradecendo às entidades do regime que foram à apresentação do seu livro sobre a Autonomia dos mamões.

O advogado "sacristão" publica livro e é ovacionado por todos os fascistas do regime.(que vivem regaladamente com as suas reformas principescas!)

 Os fascistas quando ficam velhos e senis tendem sempre a escrever os seus livros de memórias. Então publicam aqueles livros que ninguém lê ou vai comprar. Fazem dos seus lançamentos editoriais grandes eventos culturais dão palmadinhas nas costas uns dos outros e trocam entre si elogios fingidos.
.

domingo, 29 de março de 2026

Grande verdade de Paulo Morais acerca do ritual dos congressos dos partidos

 


 o sadomasoquismo nos congressos
(na foto: Leonor Beleza, do PSD, no 25.º Congresso do PS, em Viseu)
«Os partidos, em Portugal, convidam os partidos adversários para o encerramento dos seus congressos. No discurso de encerramento, os convidados são (naturalmente) criticados, por vezes até mal tratados. E vingam-se, depois, falando às televisões, criticando quem os convidou.

  É o sadomasoquismo nos congressos, uma originalidade portuguesa!»