Nascido em Bula, na Guiné-Bissau, Marcelino da Mata, um guineense que virou costas ao seu país e juntou-se ao Estado colonial português. Foi co-fundador do regimento militar português conhecido como "Comandos africanos", um exército colonial português que mais cometeu barbaridades na Guiné-Bissau, durante a luta colonial.
Marcelino era um dos mais temidos, pois as suas barbaridades eram desumanas, matava até grávidas e depois abria suas barrigas; cortava cabeças de tropas revolucionários guineenses do PAIGC, enfiava suas cabeças numa vara e percorria toda aldeia para que todos habitantes possam ver. Amarava pessoas com uma corda nos pés e contra uma viatura, arrastava enquanto a viatura circula em toda aldeia. Era uma forma de tortura e intimidação mais desumana.
Uma irmã de Marcelino da Mata, de nome Quinta da Mata foi também assassinada grávida, em ajuste de contas.
Após o partido Africano para Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) ter conquistado a independência da Guiné-Bissau a 24 de Setembro de 1973, Marcelino fugiu para Portugal juntamente com outros tropas portugueses e nunca mais voltou a Guiné-Bissau.
Em Portugal, Marcelino recebeu diversas condecorações militares pelo serviço que pestou ao Estado português. Em 2021, morreu aos 80 anos vítima de covid-19.
Os restantes membros do "Comandos africanos" (ex-combatentes guineenses que lutaram para Portugal), que após a luta foram abandonados pelo Portugal na Guiné, sofreram ajustes de contas, muitos foram presos, acusados de traição a Pátria e fuzilados.
Ontem, 11 de Abril de 2026, Assembleia Municipal de Lisboa rejeitou uma recomendação do partido PSD para atribuir o nome do militar Marcelino da Mata a um espaço da cidade, com os votos contra da esquerda, da IL e da deputada do CDS-PP Helena Ferro Gouveia, considerando que a atribuição do nome do militar Marcelino da Mata a um espaço da cidade normaliza "atrocidades cometidas" na Guerra Colonial, é uma "tentativa de reescrever a história" e um "insulto" a quem lutou pela liberdade.

Grande combatente.
ResponderEliminarDevia ter o seu nome numa rua em cada cidade portuguesa.
O maior exterminador de terroristas