"Eu sou eu e minha circunstância" é a parte mais famosa da frase "Eu sou eu e minha circunstância, e se não a salvo a ela, não me salvo a mim", de autoria do filósofo espanhol José Ortega y Gasset e publicada originalmente no introito de sua obra inicial, Meditaciones del Quijote, de 1914.
A primeira parte dessa frase, "Eu sou eu e minha circunstância", encerra uma concepção do homem como um "eu-circunstância", indissociável do seu meio. Dito de outro modo, o "eu" é distinto da realidade à sua volta, mas inseparável desta.Já a segunda parte da frase, "se não salvo a ela, não me salvo a mim", exprime a ideia de que o homem que "quiser salvar-se deverá também salvar sua própria circunstância", isso é, a realidade à sua volta. Implicitamente, ela subordina a melhoria da condição do homem à sua ação, em contraposição à ideia de melhoria por meio da omissão.
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