domingo, 1 de novembro de 2026

Francisco Assis o socialista caviar de Direita

 

«Francisco Assis, meu distinto colega na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, ao tempo, pouco falador e reservado nas conversas entre colegas, com o traquejo da política, “soltou-se” e tem tomado posições de acordo com os ditames da sua consciência política, social e cívica ao longo da sua carreira de político profissional. Agora, decidiu criticar a participação de dois deputados do seu partido na manifestação realizada em frente à Assembleia da República na pretérita terça-feira, considerando um “absurdo” que se juntassem aos manifestantes. Os deputados não devem estar próximos do povo? Não são eleitos pelo povo? Assis referia-se a Pedro Nuno Santos (P.N.S.) e Mariana Gonçalves (M.G.), considerando que a atitude dos seus correligionários “é um sinal negativo para o partido”. Será de recordar a Assis que António Costa foi empossado primeiro-ministro em 2015 e, em 2018, prometeu, num discurso, que cada português teria uma habitação adequada até ao fim de 2024, precisamente na passagem dos 50 anos de Abril. Estamos quase no final de 2026 e verificamos que Costa não cumpriu a promessa. Mentiu (parece que o acto de mentir já é recorrente e está plasmado e incrustado no cérebro da maioria dos políticos). Assis acha que pertence a uma casta privilegiada, distante do povo quando é questionada e confrontada, e o facto de P.N.S. e M.G. se juntarem à “escumalha” que se vê forçada a realizar manifestações porque não tem dinheiro, clama por habitações dignas e está contra a carestia de vida é um “absurdo” e provavelmente até será um “sacrilégio”. O PS não é um partido aberto, plural, que convive bem com as dissidências que possam surgir nos mais variados temas? Ou o seguidismo táctico e o pensamento único prevalecem? Foi assim tão “absurdo” vermos P. N.S. e M.G. na manifestação? »

António Cândido Miguéis, Vila Real



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