domingo, 27 de dezembro de 2020

Corrupção na câmara de Abrantes: 60 mil euros por 30 oliveiras. Maria do Céu Albuquerque a corrupta que destruiu o empresário Jorge Ferreira Dias

 


Trinta oliveiras custaram 60 mil euros

Autarquia liderada pela socialista Maria do Céu Albuquerque comprou árvores por ajuste direto a empresa do pai e irmã do seu homólogo de Proença.A Câmara de Abrantes gastou mais de 60 mil euros em 30 oliveiras para colocar no recinto do centro escolar da freguesia de Alferrarede. A autarquia, liderada por Maria do Céu Albuquerque (PS), que se candidata a novo mandato, adquiriu as árvores por ajuste direto a uma empresa da família do presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino (PS).

A informação é pública e pode ser consultada no portal ‘BASE.gov’. A 16 de abril de 2013, a Câmara de Abrantes adquiriu por ajuste direto "trinta oliveiras centenárias" por 50 950 euros, mais IVA, à empresa Aeroflora. O assunto despertou a curiosidade dos vereadores do PSD, que questionaram a presidente da autarquia sobre as razões que levaram a câmara a pagar mais de dois mil euros por cada árvore, quando a própria é dona de diversos olivais no concelho.

Segundo o vereador Santana-Maia Leonardo, Maria do Céu Albuquerque explicou que "se tratava de oliveiras seculares e que estavam abrangidas pelo projeto inicial" do centro escolar. O facto de estarem orçamentadas no projeto não explica por que razão a autarquia procedeu a um ajuste direto há três meses, e quase um ano depois de o equipamento ter sido inaugurado.

A Aeroflora tem como sócios-gerentes Acácio Catarino e Célia Cristina Catarino, o pai e a irmã do presidente da Câmara de Proença-a--Nova, João Paulo Catarino. A Câmara de Abrantes diz que a compra "é uma opção conscientemente estratégica. O concelho pretende afirmar a sua importância na produção de azeite"(Correio da Madeira)

A senhorita corrupta aqui de óculos de sol


Ministra da Agricultura fez, em 2013, adjudicação de 60 mil euros a empresa da família do secretário de Estado das Florestas? (ver SIC)



 Guilherme Leite não confia na Justiça portuguesa. Nós também não! Os juízes e magistrados do MP, estão feitos com os dois grandes partidos corruptos do sistema: PS e PSD. 
 Depois enganam o povo com aquela tanga de independentes.

 Veja toda a história neste link da TVI https://tvi24.iol.pt/sociedade/agressao/presidente-da-autarquia-de-abrantes-agredido-por-homem-com-pau-com-gancho-de-ferro

sábado, 26 de dezembro de 2020

O Banif foi veículo da circulação de dinheiro em luvas da construtora brasileira Odebrecht para pagar a campanha de Passos Coelho e resto era para o "PRÍNCIPE" pensa-se em José Sócrates


 Alta Roda da corrupção: Passos Coelho também recebeu 800 mil € para a sua campanha eleitoral em 2015.









Alberto João pertence àquele lote de pessoas dispensáveis que no passado combateram o futuro como disse Mário Castrim

 



TRIBALISMOS

Alberto João, afirmou há dias, não sentir qualquer tipo de afecto por gente de outras latitudes. Ninguém lhe pediu, e qualquer pessoa de bom senso, que conheça bem a figura em questão; não só dispensa os seus afectos como os rejeita. Ontem, rejeitou-os Sócrates e hoje rejeita-os Passos Coelho. Nesta latitude, o seu partido não o quer para nada e a oposição detesta-o. Conclusão: conversa fiada para consumo interno.
Sendo o Homem um animal de afectos, grande é a limitação de um homem que não sente, nem têm afectos, fora da sua tribo.
Enfim, produto da escola do "orgulhosamente sós", que "são aqueles que no passado combateram o futuro", como disse um dia Mário Castrim.
http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/547948.html (blog extinto pelo tribunal fascista da república portuguesa foi publicado há 9 anos em 26 de Dezembro de 2011)
 

Mário Castrim

Roberto Ferreira o vice-director do diário do Sousa vem dar graxa no Cafofo e na sua falsa oposição xucha

 


  Vem tecer os maiores elogios à oposição Xucha dizendo que:
... "É óbvia a diferença desta oposição parlamentar. Mais produtiva e repleta de propostas maduras".
 E apresenta-os como os verdadeiros paladinos dos interesses do povo da Madeira. Vem elogiar o  flop Cafofo e o seu braço direito, o forasteiro continental Miguel Iglésias, como sendo uns grandes políticos de oposição ao PSD. 
 Não fala nem uma palavra nos verdadeiros opositores ao jardinismo que estiveram na linha da frente desse combate e que foram aqueles democratas que estiveram na luta à volta dos jornais "Garajau" e "Quebra Costas" enfrentando corajosamente os tribunais cheios  de juízes esbirros do  jardinismo que outra coisa não faziam senão perseguir os democratas e  condena-los a pagar pesadas indemnizações aos corruptos afim de destruírem o jornal. 
 Esses democratas que enfrentaram cadastrados e criminosos arregimentados pelo célebre "Mijinhas" que a mando de AJJ agrediram Gil Canha e António Fontes e queimaram carros da família do primeiro.  
 Quem fez verdadeira oposição ao regime corrupto do PSD, foram os democratas do "Garajau  e  do PND: 
 Baltazar  Aguiar, Gil Canha, Eduardo Welsh, António Fontes, Dionísio Andrade, José Manuel Coelho, José Luís Rocha, Raquel Coelho, Quintino Costa, Rubina Sequeira e muitos outros que poderíamos aqui citar. 

  Socialistas xuchas destruíram vinte anos de luta e combate ao jardinismo corrupto.

 Cafôfo e Iglésias foram uma criação do Víctor Freitas para destruir e deitar abaixo o longo trabalho de  20 anos de verdadeira oposição ao PSD na ilha da Madeira. 
 Este Iglésias que veio para a Madeira fazer  acordos e negócios com o DDT, veio salvar a sua falida empresa de contentores na Figueira da Foz. 
 Falam em monopólios na construção do novo Hospital, mas nem uma palavra falam acerca do monopólio dos Portos por parte do Sousa e da família Pedra.
  E que dizer do Paulo Cafôfo ao apoiar a reeleição de Marcelo para presidente e a se predispor também, para custear a impressão do livro do fascista Jardim "o meu combate". 
 E que pensar acerca do comportamento do tachista Víctor Freitas que à frente do seu grupo parlamentar do PS/ Madeira, votou favoravelmente a atribuição da medalha  de Mérito da Região ao AJJ. 
 Não esquecendo a corrida ao tachismo na CMF e na empresa municipal Frente Mar, quando os "opositores" xuchas ganharam a Câmara com o apoio dos democratas do PND e do Jornal "Garajau". O tachismo e a roubalheira que se seguiu, atingiu tais proporções que acabaram por falir a  própria empresa municipal.
 Aquilo depois descambou e foi uma corrida  louca aos tachos por parte dos boys socialistas que ainda ultrapassaram o PSD pela direita. 
 Até a lebre do Norte arranjou tacho para um filho  na CMF (via primeiro, no Museu do Acúçar e depois na Frente Mar) e um tacho para o outro filho em deputado na Assembleia da República (afastando o arquiteto Luís Vilhena o amigo do Pereirinha).
  Este Roberto Ferreira é  mais um artista bom para tocar na banda dos "guerrilhas" e que pensa que estamos todos aqui dormindo e não estamos observando o jogo e as manobras dele.
 Com estes "opositores de meia-tijela" elogiados por Roberto Ferreira no seu "CORREIO da MADEIRA" , estamos conversados.

  Quem é Roberto Ferreira?

 Este cavalheiro era assessor de imprensa do antigo ministro dos negócios estrangeiros de José Sócrates que se chamava Luís Amado.
[ Luís Amado além de ministro dos Négócios Estrangeiros, foi nomeado chairman do falido banco BANIF que desgraçou centenas de madeirenses levando-os à falência .
Luís Amado saiu desse cargo com mais uma reforma dourada. Ele, quando foi ministro dos negócios estrangeiros, fez com que a República da Guiné Equatorial fizesse parte da CPLP (comunidade da Países da Língua Oficial Portuguesa) com o célebre ditador corrupto Teodoro Obiang conhecido nos meios internacionais como um carrasco opressor do seu próprio povo. Na altura isto foi considerado um escândalo nacional].
 O PS Madeira através da LPM obrigou o Blandy a colocá-lo em vice director do Diário em troca do financiamento `da CMF ao matutino madeirense, afim de fazer a propaganda do Paulo Cafôfo (agora é o Miguel Gouveia) para as próximas eleições autárquicas.
De forma que Roberto Ferreira é um escriba ao serviço de António Costa de Lisboa o "sabe-a toda".
 Agora Roberto Ferreira é o acólito do "padre" oliveirinha" do Diário do Blandy/Sousa.
Ajuda à "missa" ao ex-sacerdote que traiu a igreja e beneficiou das esmolinhas das velhinhas piedosas que deram as suas moedinhas para que ele fosse para Paris estudar Comunicação Social afim de servir a diocese do Funchal em director do Jornal da Madeira. 
Era isso que o D.Teodoro então bispo do Funchal, pretendia. 
O "Padre" Ricardo Oliveira, roeu a corda como sabemos e foi trabalhar para o diário de notícias do Blandy, por influência do ex-governante Cunha e Silva, (vice presidente de AJJ no governo Regional da Madeira) e seu padrinho de casamento como todos nós também já sabemos. (ver pravda ilhéu Aqui)


José Pacheco Pereira com dificuldades para escrever a história de Álvaro Cunhal. O PCP tem sonegado informação. Afirma


 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

D. António Cavaco bispo emérito da diocese do Funchal e o jornal da Madeira

 

Recuperado do antigo blog Pravda da SAPO apagado por um colectivo fascista de um Tribunal de Lisboa

25 de dezembro de 2012 
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D.António Cavaco bispo diocesano do Funchal é um dos braços direitos do jardinismo!

http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/756062.html



Saiba como Salazar perdeu a Índia em17 de Dezembro de 1961

 
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 Um certo portugal começava a ruir há 50 anos. A 22 de Janeiro de 1961, um comando liderado por Henrique Galvão tomava o paquete português Santa Maria.
 A 4 de Fevereiro, o MPLA atacava a cadeia de Luanda e ateava o rastilho para a guerra de libertação de Angola – onze dias depois, a UPA matava e esquartejava mais de 800 pessoas no Norte. Entre Março e Abril, o ministro da Defesa Botelho Moniz tentava e falhava um golpe palaciano para afastar António de Oliveira Salazar do poder.

 As eleições legislativas de 10 de Novembro, manipuladas, são precedidas de intensa agitação. Dois dias antes, um voo da TAP que ligava Casablanca a Lisboa era tomado por opositores do regime que lançaram milhares de panfletos sobre a capital e o Sul do país. Na véspera da votação, um grupo de militantes comunistas foge de Caxias num carro de Salazar. Seguir-se-ia o assalto ao quartel de Beja.

 Mas era longe da metrópole e de África que o Portugal colonial iria sofrer, ainda em 1961, a sua primeira amputação. A história da queda do Estado Português da Índia tornar-se-ia paradigmática do autismo do regime perante pressões internas e alterações externas. E tornar-se-ia uma história sobre como se conta uma história: como se quiser contar.

Índia pouco portuguesa

 Goa, Damão e Diu. Gerações memorizaram estas três palavras como pedaços de um Portugal que ia do Minho a Timor. Capítulo inquestionável da história lusa no Oriente, a portugalidade do Estado da Índia era no entanto dúbia.

 Segundo o censo de 1940, dos seus 624.177 habitantes, apenas 1.371 eram descendentes de portugueses. Um terço professava a fé católica, mas apenas 1,1% da população falava português. «Goa não é uma província portuguesa», concluía à data o diplomata espanhol Juan Carlos Jiménez, citado em Xeque-Mate a Goa, o livro da investigadora Maria Manuel Stocker que conta a verdadeira história do fim da presença portuguesa na Índia. «Goa tem todo o aspecto de uma colónia.

 Uma minoria portuguesa ocupa os postos fundamentais, secundados por uns poucos goeses. Existe uma pequena classe média comercial, geralmente hindu ou muçulmana, e o resto da população é simplesmente a típica massa amorfa da Índia, apática, faminta, doente, totalmente indiferente e ignorante de problemas que não sejam os de resolver o milagre diário da alimentação», sentenciava.

 Vizinha da União Indiana, que conquistara a independência do Reino Unido em 1947, a Índia Portuguesa, pouco industrializada e de parca capacidade agrícola, dependia economicamente do outro lado de uma fronteira porosa. Goa, Damão e Diu, argumenta Stocker, faziam geográfica, social, cultural, linguística e religiosamente parte da vizinha Índia, não tinham valor nem na economia nem na demografia portuguesas e eram sobretudo fonte de encargos.

 Mas, na metrópole, a narrativa era outra – a de que Goa era e queria continuar a ser portuguesa. Contava o Século Ilustrado de 29 de Março de 1947 que, contra «vozes vindas da Índia inglesa» que clamavam o fim da presença lusa, «a população em espectaculosas manifestações pediu que Goa permanecesse portuguesa». O ajuntamento era organizado pelo regime.

Fracasso diplomático


 Desde a independência que a Nova Deli de Jawaharlal Nehru reclamava a integração da Índia Portuguesa na União Indiana. Era um imperativo ideológico e nacional. Lisboa, por seu turno, queria preservar a integridade da república unitária e evitar um precedente em relação às restantes colónias. Para o efeito, Portugal alterou em 1946 a designação de ‘colónia’ para ‘província ultramarina’, estreando a Índia Portuguesa o novo estatuto.

 O conflito era inevitável e o contexto seria favorável à Índia. A Inglaterra, tradicional aliada de Portugal, deixara de ser o fiel da balança internacional. Londres, interessada em manter boas relações com Nova Deli, não mais poderia mediar conflitos num mundo polarizado entre Estados Unidos e União Soviética. Washington e Moscovo eram anticolonialistas e o mesmo carácter tinha a recém-criada Organização das Nações Unidas.

 Todos cortejavam a Índia.

 A contenda foi inicialmente diplomática. Como para romper relações seria necessário estabelecê-las primeiro, portugueses e indianos encetaram laços formais em 1949 – Nova Deli quebrou-os em 1953, perante a ausência de diálogo sobre Goa. A questão internacionaliza-se depois, com intervenções de Nehru na ONU e nas conferências dos países não-alinhados. Salazar mobiliza a diplomacia lusa para uma ofensiva mediática junto dos países aliados. O argumentário centrava-se em três pontos: que a Índia Portuguesa fazia parte da nação há 450 anos, que o regime não discriminava raças ou credos e, por fim, que Goa era um posto avançado na luta contra o comunismo.

 Mas os argumentos não colhem. Ignorado por Londres, Washington e a Santa Sé, condenado pela ONU, o regime explorou soluções alternativas para a questão de Goa, alvo de um bloqueio económico e de acções de desobediência civil. Muitas ponderadas à porta fechada, porque questionavam princípios sagrados do Estado Novo. Francisco da Costa Gomes, subsecretário de Estado do Exército, propõe a Salazar em 1960 a realização de um referendo. Questionado sobre um possível veredicto, responde ao Presidente do Conselho: «Se tivermos entre 7 e 10% dos votos a favor podemos considerar que a nossa acção na Índia foi uma soma muito positiva. Porque a Índia não é portuguesa». Exploraram-se contactos secretos com o Paquistão e mesmo com a China comunista, a quem seria oferecida uma base naval.
General Vassalo e Silva

Maria Lamas era irmã do general Ver AQUI

Batalha ficcionada

 Nos anos de 1960 e 1961, a ameaça da guerra em África leva o regime a desinvestir na Índia. Os 12.000 militares que nos anos 50 defendiam o território passam a 3.500. Para Nova Deli, é o momento de agir. Lisboa conhecia os planos de invasão desde o Verão de 1961, mas em vez de um reforço militar optou por nova ofensiva mediática centrada na vitimização de uma pequena nação perante um inimigo pró-soviético. Salazar previa uma «heróica defesa» de portugueses e goeses. Mais do que prever, exigiu-a por telegrama ao governador Manuel António Vassalo e Silva, recomendando um «sacrifício total» e declarando que «pode haver apenas soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos». Lisboa transportou para Goa jornalistas portugueses e estrangeiros. Seriam observadores independentes do sacrifício português, mas acabaram por testemunhar algo totalmente diferente.

 A guerra estala na manhã de 17 de Dezembro de 1961 com a morte de dois soldados portugueses em Maulinguém. É decretada a mobilização de todos os militares no activo residentes em Goa, mas apenas um tenente miliciano se apresenta às autoridades. Era o prenúncio do desaire. À meia-noite do dia 18, a Marinha e a aviação indianas iniciam o bombardeamento de posições estratégicas e dão cobertura à entrada de 45.000 soldados em território português. A aviação lusa era ali inexistente e as forças navais incapazes de responder ao fogo inimigo. Um pelotão de artilharia anti-aérea português chegara na noite anterior, no último voo para Goa, disfarçado de equipa de futebol, para tomar posições no aeroporto de Dambolim. Encontram armamento do início do século e munições inutilizadas pela humidade.

 As forças portuguesas em Goa antevêem o avanço rápido dos indianos e chegam a ponderar um golpe para decretar a rendição do território. Os oficiais acabam por optar por uma resistência mínima com o disparo de «uns tiros simbólicos». Assim sucede, com a excepção de episódios isolados como o do segundo-tenente Oliveira e Carmo, que em Diu dirige a lancha Vega contra um cruzador indiano e repele vários ataques aéreos. Morreria ao lado de dois outros militares. Ao final da noite de 18 de Dezembro, a bandeira branca esvoaçava em Pangim. A invasão salda-se na morte de 20 portugueses e 21 indianos.

Militares castigados

 O sangue derramado não seria suficiente para Salazar escrever a sua narrativa. Recorre à mentira. Em Lisboa, os jornais dão conta da morte de mais de mil portugueses. Os títulos galvanizam a opinião pública em torno do regime mas deixam milhares de famílias de coração nas mãos. Estas só saberiam do destino dos seus filhos meses depois. Os militares portugueses foram aprisionados em campos de concentração indianos. No outro lado do Índico, Portugal retaliava com a detenção de 12.000 indianos em Moçambique. A troca dos reféns acontece a partir de Maio de 1962. O regresso a Lisboa é discreto e inglório. Desembarcam sob a mira das armas da Polícia Militar, são colocados em comboios e encaminhados para as respectivas unidades mobilizadoras. Só depois voltam a casa, cinco meses após a notícia de uma possível morte em terra distante. Dez oficiais do Exército seriam demitidos, cinco reformados compulsivamente e nove suspensos por seis meses.

Goa seria rapidamente esquecida perante o agravamento do conflito em África. Os 463 anos de domínio português na Índia terminariam como uma nota menor da história do Estado Novo, cumpre-se este domingo 50 anos. http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/545413.html

Artur Agostinho o repórter fascista da RTP entrevista um tenente coronel que comandava as tropas portuguesas na Índia (portuguesa) junto com as tropas coloniais de Salazar . (a equipada RTP também foi aprisionada)
https://ensina.rtp.pt/artigo/a-invasao-de-goa-vista-pelo-reporter/

 

«Chegámos de avião a Portugal, começou logo a correr mal. Uma carrinha da Pide, aguardava-nos no aeroporto para nos levar ao ministério da Marinha, nem tive tempo de me fardar. "Então o que é que se passou no dia 19 em Goa?" Corrigi: "Dia 18, senhor almirante." Ele reafirmou: "A invasão foi a 19, toda a gente sabe."... "Desculpe mas quem lá estava era eu". Era péssima maneira de começar um diálogo com o chefe de Estado Maior da Armada. Passei ao gabinete do ministro, que imediatamente viu que eu estava muito. cansado. Era sexta-feira dia 31 de dezembro. Mandou-me ir ter com a minha família. ...»
https://expresso.pt/sociedade/2015-12-19-O-padre-o-oficial-e-o-politico.-Traumas-de-Goa-54-anos-depois

Na madrugada de 18 de Dezembro de 1961 a União Indiana invadiu as possessões portuguesas na India. Em poucas horas Goa, Damão e Diu caíram e o Império português sofreu um primeiro golpe que iria ter repercussões nos anos seguintes.https://ensina.rtp.pt/artigo/invasao-goa/