Albuquerque destaca Pedro Calado como “quadro importantíssimo” na apresentação da moção 'Madeira Livre'
Foto obtida através dos nossos técnicos de IA
A elite da Madeira parece acreditar que vive numa bolha de impunidade eterna. Talvez o contexto internacional, europeu e nacional estejam já a trocar as voltas. Pessoalmente estou tão farto deste disco riscado que já desejo qualquer coisa que acabe com a horda da Madeira.
Isto não tem nada novo, o que dá pena é sermos uma terra pequena onde poderíamos viver todos bem, por ser fácil de gerir, e o que estamos a fazer é ter um grupo de bandidos que não largam o poder e estão a incorporar na nossa sociedade o descalabro a vários níveis. Muitos cientistas políticos chamam a isto o "Estado Capturado" ou "Capitalismo de Compadrio" (Crony Capitalism).
O regresso de Pedro Calado à primeira linha da Comissão Política do PSD-Madeira, pela mão de Miguel Albuquerque, não é apenas uma movimentação partidária, é um símbolo de resistência e desrespeito de um sistema que se recusa a auto-reformar, mesmo sob o peso de investigações judiciais.
Ao classificar Pedro Calado como um "quadro importantíssimo", Albuquerque está a fazer mais do que elogiar a competência técnica, está a validar politicamente alguém que esteve no centro de processos judiciais que abalaram a confiança nas instituições, a quem não se reconhece visão política nem lisura no dinheiro público, antes é um quadro que deveria ficar de fora, mas regressa para, tacitamente, chamar muitos de estúpidos.
Para o sistema, não importa a suspeição ética, mas sim a lealdade e a "prova dada" na manutenção da estrutura. Ao trazer Calado de volta, o PSD sinaliza que não abandona os seus, criando uma frente unida que confunde a defesa jurídica individual com a defesa da própria Autonomia, criam uma classe de profissionais da sobrevivência partidária. Quando a política deixa de ser uma missão temporária e passa a ser o único meio de subsistência, o eleito deixa de servir o cidadão para servir quem lhe garante o lugar na lista.
É irónico que a moção se intitule "Madeira Livre"! Livre, de quem? Na narrativa de Albuquerque, é livre do "centralismo de Lisboa", mais um inimigo externo com esta horda cá dentro? Para o cidadão comum, a pergunta é se a Madeira é livre de um sistema clientelar que utiliza o erário público para alimentar contas bancárias e favores. A "liberdade" apregoada parece ser a liberdade de agir sem o escrutínio da Justiça ou da oposição.
Foto histórica: Do Bentley para o calabouço!

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