Estes dois vereadores traidores são igualzinhos ao padre das esmolinhas que traiu o bispo D. Teodoro que Deus o tenha!
𝐀 𝐌𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐂𝐚𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐂𝐮 𝐐𝐮𝐞 𝐒ã𝐨 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐉á 𝐕𝐢𝐮: 𝐄𝐥𝐞𝐬 é 𝐐𝐮𝐞 𝐃𝐞𝐯𝐢𝐚𝐦 𝐑𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐫, 𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐞 𝐉á!
A notícia chegou esta tarde: os vereadores Helena Freitas e Fábio Costa vêm a público, de peito feito, exigir a renúncia do presidente da Câmara, José Carlos Gonçalves . Só lhes falta um espelho para verem 𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐜𝐚𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐜𝐮 que esta terra já conheceu. É preciso ter lata, muita lata.
Estes dois, que foram colocados na lista pela mão do presidente, que só lá estão porque ele confiou neles, agora querem dar lições? Querem moral? Querem ensinar o que é gerir um concelho? Francamente.
𝐄𝐥𝐞𝐬 𝐒ã𝐨 𝐨𝐬 𝐓𝐫𝐚𝐢𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬. 𝐄 𝐨𝐬 𝐍ú𝐦𝐞𝐫𝐨𝐬 𝐍ã𝐨 𝐌𝐞𝐧𝐭𝐞𝐦.
Vamos recapitular, para quem já se esqueceu:
1. A Helena Freitas, a advogada que sabe sempre como virar o bico ao prego, 𝐮𝐬𝐨𝐮 𝐯𝐢𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐞 𝐦𝐨𝐭𝐨𝐫𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐚 𝐂â𝐦𝐚𝐫𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐥𝐞𝐯𝐚𝐫 𝐚 𝐦ã𝐞 𝐚 𝐮𝐦 𝐜𝐫𝐮𝐳𝐞𝐢𝐫𝐨. Para o Funchal, ida e volta. À nossa custa. 𝐈𝐬𝐭𝐨 é 𝐚𝐛𝐮𝐬𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫, 𝐩𝐨𝐧𝐭𝐨 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥. 𝐔𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐚𝐳 𝐢𝐬𝐭𝐨 𝐧ã𝐨 𝐭𝐞𝐦 𝐦𝐨𝐫𝐚𝐥 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐞𝐱𝐢𝐠𝐢𝐫 𝐧𝐚𝐝𝐚 𝐚 𝐧𝐢𝐧𝐠𝐮é𝐦.
2. Enquanto andava a navegar, deixou uma procuração para votar 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚 𝐚𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐆𝐫𝐮𝐭𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐒ã𝐨 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 . 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨. 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐨 𝐩𝐨𝐯𝐨. Para ir de férias. É a prioridade dela: o umbigo e a mama, 𝐧ã𝐨 𝐒ã𝐨 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞.
3. O Fábio Costa, sabendo de tudo, nunca disse nada. Nunca pegou no telefone. Nunca pediu para conversar. Depois, 𝐯𝐨𝐭𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐬𝐭𝐚𝐬. 𝐈𝐬𝐭𝐨 𝐧ã𝐨 é 𝐨𝐩𝐨𝐬𝐢çã𝐨, é 𝐭𝐫𝐚𝐢çã𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐥𝐞𝐭𝐫𝐚𝐬.
4. Ambos vêm do 𝐏𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚. Esse partido que há 50 anos na Madeira é 𝐬ó 𝐝𝐢𝐯𝐢𝐬ã𝐨, 𝐠𝐮𝐞𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐬 𝐞 𝐟𝐚𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐧𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐬𝐭𝐚𝐬. Saíram de lá, mas trouxeram o vírus.
𝐄𝐥𝐞𝐬 𝐁𝐥𝐨𝐪𝐮𝐞𝐚𝐫𝐚𝐦 𝐚𝐬 𝐆𝐫𝐮𝐭𝐚𝐬 𝐞 𝐐𝐮𝐞𝐫𝐞𝐦 𝐄𝐧𝐭𝐮𝐩𝐢𝐫 𝐚 𝐂â𝐦𝐚𝐫𝐚
Vamos à verdade que eles escondem: votaram contra o presidente porque a proposta dele era sensata. A verdade seja dita, a Câmara já tem funcionários a mais. Reinternar gente das grutas dentro dos serviços municipais sem necessidade? Isso é que era irresponsabilidade. Isso é que era mau uso do dinheiro público.
O José Carlos Gonçalves é um homem de negócios, um empresário. Ele sabe o que é gerir dinheiro, gerir recursos, fazer contas à vida. 𝐒𝐚𝐛𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐧ã𝐨 𝐬𝐞 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐠𝐚𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧ã𝐨 𝐬𝐞 𝐭𝐞𝐦. Sabe que uma Câmara não é uma família, é uma empresa que tem de servir o povo com eficiência.
Estes dois, pelo contrário, não sabem o que é isso. Nunca geriram nada.
𝐀 𝐑𝐞𝐧ú𝐧𝐜𝐢𝐚 É 𝐃𝐞𝐥𝐞𝐬. 𝐏𝐨𝐧𝐭𝐨 𝐅𝐢𝐧𝐚𝐥.
Agora, depois de terem os 𝐩𝐞𝐥𝐨𝐮𝐫𝐨𝐬 𝐫𝐞𝐭𝐢𝐫𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐚 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐢ç𝐚 , vêm para a comunicação social pedir a renúncia do presidente. É a maior cara de pau que esta terra já viu. É o 𝐜ú𝐦𝐮𝐥𝐨 𝐝𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐚𝐫𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨.
𝐐𝐮𝐞𝐦 𝐭𝐞𝐦 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐫 𝐬ã𝐨 𝐞𝐥𝐞𝐬. 𝐑𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐫 𝐣á. 𝐑𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐫 𝐩𝐨𝐫 𝐭𝐞𝐫𝐞𝐦 𝐮𝐬𝐚𝐝𝐨 𝐛𝐞𝐧𝐬 𝐩ú𝐛𝐥𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐟𝐢𝐧𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐯𝐚𝐝𝐨𝐬. 𝐑𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐫 𝐩𝐨𝐫 𝐭𝐞𝐫𝐞𝐦 𝐭𝐫𝐚í𝐝𝐨 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐟𝐢𝐚𝐧ç𝐚 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐥𝐨𝐜𝐨𝐮 𝐧𝐚 𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚. 𝐑𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐫 𝐩𝐨𝐫 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫𝐞𝐦 𝐚 𝐛𝐥𝐨𝐪𝐮𝐞𝐚𝐫 𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐚𝐨 𝐬𝐞𝐫𝐯𝐢ç𝐨 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐞𝐱𝐭𝐞𝐫𝐧𝐨𝐬. 𝐑𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐫 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐩𝐨𝐯𝐨 𝐝𝐞 𝐒ã𝐨 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧ã𝐨 𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞𝐫.
Dentro da Câmara, os funcionários desviam o olhar. Nas ruas, nos cafés, o povo já tomou partido. E o partido não é o vosso. 𝐎 𝐩𝐨𝐯𝐨 𝐞𝐬𝐭á 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐨𝐢𝐬 𝐩𝐨𝐬𝐭𝐮𝐥𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬.
𝐎 𝐀𝐯𝐢𝐬𝐨 𝐅𝐢𝐧𝐚𝐥
Podem continuar a fazer comunicados. Podem continuar a dar entrevistas. Podem continuar a jogar 𝐨 𝐣𝐨𝐠𝐨 𝐬𝐮𝐣𝐨. Mas uma coisa é certa: o povo de São Vicente não anda a dormir.
𝐄𝐬𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚𝐭𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬. 𝐕𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐭𝐮𝐝𝐨. 𝐋𝐞𝐦𝐛𝐫𝐚𝐦𝐨-𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐭𝐮𝐝𝐨.
𝐎 𝐥𝐮𝐠𝐚𝐫 𝐝𝐞𝐥𝐞𝐬 𝐧ã𝐨 é 𝐧𝐚 𝐂â𝐦𝐚𝐫𝐚. 𝐎 𝐥𝐮𝐠𝐚𝐫 𝐝𝐞𝐥𝐞𝐬 é 𝐧𝐚 𝐨𝐩𝐨𝐬𝐢çã𝐨 𝐝𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚, 𝐚 𝐯𝐞𝐫 𝐝𝐞 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐞 𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚𝐫𝐚𝐦 𝐭𝐫𝐚𝐯𝐚𝐫.
𝐑𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐞𝐦 𝐣á, 𝐬𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐯𝐞𝐫𝐞𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬. 𝐏𝐨𝐫 𝐒ã𝐨 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞. 𝐏𝐞𝐥𝐨 𝐩𝐨𝐯𝐨. 𝐏𝐞𝐥𝐚 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.
Jornal São Vicente
𝐍𝐨𝐭𝐚: Acompanharemos cada passo destes 𝐝𝐨𝐢𝐬 𝐩𝐨𝐬𝐭𝐮𝐥𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬. E cada 𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐯𝐚𝐫 𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨 será exposta, com a dureza que São Vicente merece.
Gonçalves amigo! O povo está contigo!
Este (na foto acima) é o pai do deputado mamão de S. Vicente o Guido Gonçalves. Também é desmascarado pelo grande combatente e Democrata Alexandro Dario Pestana.
“𝐋𝐨𝐮𝐜𝐨𝐬 𝐞 𝐈𝐧𝐠𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬”: 𝐎 Ó𝐝𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐕𝐞𝐥𝐡𝐚 𝐄𝐥𝐢𝐭𝐞 𝐚𝐨𝐬 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐭𝐢𝐧𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐎𝐮𝐬𝐚𝐫𝐚𝐦 𝐌𝐮𝐝𝐚𝐫
A máscara caiu. A raiva pura e arrogante da velha elite do PSD de São Vicente, derrotada e desesperada, expôs-se ao país numa entrevista à RTP. Many, um homem que fazia parte da elite do antigo sistema e pai de Guido Gonçalves, ex-presidente da Concelhia de São Vicente do PSD, não se conteve. Perante a histórica vitória da mudança, a sua análise foi esta: os vicentinos estão “𝐥𝐨𝐮𝐜𝐨𝐬” e o que fizeram foi uma “𝐯𝐞𝐫𝐠𝐨𝐧𝐡𝐚”. E porquê? Porque são “𝐢𝐧𝐠𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬”.
Este não é um comentário de um cidadão desiludido. É 𝐨 𝐠𝐫𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞 ó𝐝𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐩𝐞𝐫𝐝𝐞𝐮 𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐮𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐯𝐢𝐥é𝐠𝐢𝐨𝐬. É a voz da velha rede, da máquina que durante anos tratou São Vicente como sua quinta pessoal, a ter de ouvir um “não” retumbante do povo.
Dizer que é uma “vergonha” o povo escolher mudança é a definição de arrogância. É cuspir na democracia. Este senhor, que integrou o círculo dourado que se servia dos 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐬 𝐚𝐧𝐨𝐧𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 e das 𝐩𝐚𝐭𝐮𝐬𝐜𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐩𝐚𝐥𝐡𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐥𝐮𝐱𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐚 𝐂𝐨𝐯𝐚, acha uma vergonha que o povo queira água na torneira, estradas dignas e contas transparentes.
Chamar “𝐥𝐨𝐮𝐜𝐨𝐬” aos vicentinos é o cúmulo do desprezo. A única loucura foi a do povo em ter aguentado, durante tanto tempo, uma gestão que deixou o concelho sem mapas da rede de água, com estradas degradadas e com uma dívida monstruosa. A lucidez chegou a 12 de outubro. A “loucura” foi querer algo melhor.
E a “ingratidão”? Esta é a mais reveladora. Para esta gente, os vicentinos deviam estar gratos pelos favores e migalhas distribuídas pelo ex-governo da Câmara municipal de São Vicente . Deviam ser gratos pelos negócios disfarçados de apoio rural, pelas festas privadas com dinheiro público, e 𝐝𝐞 𝐞𝐥𝐞𝐬 𝐞𝐧𝐜𝐡𝐞𝐫𝐞𝐦 𝐨𝐬 𝐛𝐨𝐥𝐬𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐥𝐞s 𝐞 𝐝𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐮𝐬 𝐚𝐦𝐢𝐠𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐞𝐥𝐢𝐭𝐞! A gratidão que eles exigem é a da submissão.
O povo de São Vicente não foi ingrato. 𝐅𝐨𝐢 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐨. Acertou contas com um passado de abandono. Este ressentimento podre, expresso em cadeia nacional, só prova uma coisa: a mudança está a doer no sítio certo. E ao Jornal São Vicente, que sempre denunciou esta rede, só nos resta dizer ao sr. Many e à sua elite: a única vergonha aqui foi o seu governo. A “loucura” vai continuar a limpar a casa que sujaram.Alexandro Dario Pestana sempre ao ataque contra os ladrões do PSD de S. Vicente𝐀 𝐅𝐨𝐭𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐚 𝐚 𝐇𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚: 𝐀 𝐒𝐨𝐥𝐢𝐝ã𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐄𝐱-𝐏𝐫𝐞𝐬𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞 A imagem não mente. Circula esta semana uma fotografia que vale mais do que mil discursos: António Garcês, antigo presidente da Câmara de São Vicente, aparece com uma expressão que não engana ninguém. É a cara de quem sabe que já não pertence ao lugar onde está. A pergunta que os vicentinos fazem ao ver a foto é simples: "Quem é aquele com cara de chateado? Não teve presente de Natal!"A verdade, porém, é mais dura do que uma simples cara de descontentamento. Esta imagem é o retrato perfeito do preço político que se paga quando se queimam todas as pontes.𝐎 𝐇𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐀𝐩𝐮𝐧𝐡𝐚𝐥𝐨𝐮 𝐞 𝐂𝐚𝐢𝐮 𝐒𝐨𝐳𝐢𝐧𝐡𝐨A história é conhecida por todos: Garcês destacou-se não pela obra no concelho, mas pela arte da facada nas costas no seu próprio partido. Virou-se contra figuras como Fernando Góis e até contra o próprio líder, Miguel Albuquerque, numa ambição desmedida que só lhe trouxe um resultado: isolamento total.O povo de São Vicente deu-lhe a resposta mais clara possível, retirando-lhe a Câmara Municipal numa derrota histórica para o CHEGA. Agora, colhe o que plantou: é um frete ir àquelas festas. Está presente nos eventos, mas já ninguém realmente o quer por lá. Os sorrisos ao seu lado são forçados, as conversas curtas. É o fantasma do próprio passado, a assombrar os corredores do poder que já não tem.𝐀 𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢ç𝐚 𝐏𝐨é𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥í𝐭𝐢𝐜𝐚Há uma justiça poética nesta solidão. Enquanto a nova equipa da Câmara se concentra em limpar as contas e em obras há muito prometidas, como a Estrada das Ginjas, o arquiteto do velho sistema vagueia à margem. A sua herança é uma dívida de milhões e uma terra cansada de promessas vazias. A sua recompensa é este exílio interior, visível em cada olhar que evita, em cada aperto de mão sem convicção.𝐎 𝐑𝐞𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐄𝐬𝐭á 𝐃𝐚𝐝𝐨, 𝐄𝐦 𝐒ã𝐨 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞 𝐧𝐨 𝐅𝐮𝐧𝐜𝐡𝐚𝐥Esta fotografia é um símbolo poderoso para qualquer político em Portugal. Mostra que, por fim, as contas acabam por se acertar. Pode enganar-se o povo durante algum tempo, pode trair-se os colegas numa jogada de poder, mas o resultado final é este: a solidão de quem já não tem lugar à mesa.Para São Vicente, a imagem serve como um fecho de capítulo. O homem que governou durante anos, e que deixou como legado uma dívida monumental e um concelho estagnado, está agora reduzido a uma expressão melancólica num canto de uma fotografia. Enquanto isso, o concelho, lentamente, tenta seguir em frente.Aqui fica a imagem, e a lição. Em São Vicente, a memória do povo é longa, e a justiça política, ainda que tardia, acaba sempre por chegar.Jornal São Vicente