sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Me cansei de Portugal !

 

"Cansei de Portugal”
A história de Imran e o grito de quem sustenta o país invisível
Explorado durante anos na construção civil e na agricultura, vítima de racismo e xenofobia quotidiana, Imran, um trabalhador migrante há nove anos em Portugal, decide partir. Vai para a Alemanha com contrato, visto e um salário digno. Deixa um país que diz ser europeu, mas onde, afirma, “o analfabetismo político e a hipocrisia são regra”.
Imran (nome verdadeiro), cidadão muçulmano de origem asiática, viveu nove anos em Portugal. Trabalhou sem descanso. Nunca teve direito a ficar em casa. Começou pelas obras, depois passou pela agricultura e mais tarde por mudanças e transporte de móveis. Esteve presente nos bastidores de tudo aquilo que a economia portuguesa exige mas não valoriza.
“Desde que cheguei a Portugal, nunca fiquei um dia parado. Trabalhei 11, 12 horas por dia, mas só recebia o salário mínimo. As horas a mais, o patrão dizia que seriam para quando eu estivesse doente. Só mais tarde percebi que aquilo era uma mentira — que sem descontos para a Segurança Social, eu não teria qualquer apoio.”
Durante quatro anos, Imran trabalhou ilegalmente. Sem contratos formais, sem segurança social, sem qualquer proteção. Quando percebeu que estava a ser explorado, revoltou-se. Foi despedido.
Vieram outras empresas, outros patrões. Mas a fórmula repetia-se: trabalho duro, salário mínimo, horas extra não pagas e condições de alojamento “horríveis”.
“Cheguei a dormir com ratos a passar em cima da cama”, conta.
“Nas obras, tínhamos de ficar durante a semana em localidades longe de casa. Os quartos que nos davam não serviam nem para animais.”
Mas o que mais o marcou não foram apenas as condições materiais. Foi o preconceito. O racismo estrutural. A desumanização.
“Cansei de Portugal. Cansei da xenofobia. Cansei de ver mulheres a atacar outras mulheres muçulmanas por usarem o véu. Dizem que estão a defender a liberdade, mas estão é a impor a sua visão ocidental e intolerante.”
Imran denuncia também aquilo que considera ser uma profunda hipocrisia do discurso dominante sobre o Islão, os direitos das mulheres e a democracia.
“O Ocidente apoia ditaduras e regimes conservadores nos nossos países. Derruba governos progressistas com ajuda da CIA e da NATO, e depois vem dizer que o problema somos nós. Promovem a repressão e depois culpam-nos pela falta de liberdade.”
Portugal, para Imran, não é apenas ingrato — é politicamente ignorante.
“Sempre me disseram que Portugal era um país europeu, culto, com sabedoria. Hoje vejo que há cultura, sim, mas numa minoria. A maioria vive de chavões, repete o que ouve dos políticos racistas, apoia influenciadores que tratam as mulheres como lixo — e ainda os aplaudem.”
Ele faz questão de frisar: o problema não é a diferença de culturas, é a pobreza. “Quando alguém rico obtém nacionalidade portuguesa, ninguém fala em invasão. Mas nós, que trabalhamos nas obras, na agricultura, somos tratados como uma ameaça. O que incomoda não é a nossa religião, é a nossa condição social.”
Partida para a Alemanha: “Vou ganhar quase três vezes mais”
Cansado, mas não vencido, Imran decidiu partir. Conseguiu um contrato legal na Alemanha, num armazém. Vai receber 14,5 euros por hora — um total de cerca de 1800 euros mensais. Legalmente. Com direitos. Com dignidade.
“Espero encontrar paz. Não peço luxos. Peço apenas respeito e justiça. E agradeço, sim, pelo que vivi em Portugal, mas também digo: cansei.”
Uma história individual? Não. Um retrato coletivo.
O que Imran viveu não é exceção — é regra. Milhares de imigrantes em Portugal enfrentam condições de trabalho indignas, racismo velado (ou descarado), e invisibilidade política. Sem estas pessoas, muitos setores colapsariam. Mas com elas, o país fecha os olhos à exploração.
Imran está de partida. Mas deixa uma pergunta que Portugal terá de responder, mais cedo ou mais tarde:

Quanto tempo mais conseguiremos viver à custa do silêncio daqueles que sustentam este país?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Padre José Luís Rodrigues lamenta a atual situação dos madeirenses nestas eleições das Presidenciais




 Escrever na água

Dois pesos, duas medidas e dois caminhos
Veremos onde se situa a maioria do povo português, e o madeirense também.
Já é mais que um dado comum dizermos que vivemos tempos conturbados quando olhamos a realidade mundial.
Pensava eu ingenuamente que entre nós as coisas estivessem um pouco mais normais. Mas nada disso.
Provavelmente entre nós as coisas ainda estejam mais esquisitas ainda.
As eleições presidenciais provaram isso mesmo, uma larga maioria do povo da Madeira, não sabe e não quer saber para onde vai. Não dá para entender as opções que estão a ser feitas. Ou talvez entenda alguma coisa e de todo não me surpreenda assim tanto.
Mais uma vez se provou que a nossa terra não distingue as coisas, porque no preciso dia das eleições vi galinhas, cães e ratos de estimação a receberem bênçãos eclesiásticas como se aquilo fosse muito importante.
Ora isto revela que não se distingue o bom senso do ridículo, como se vai distinguir valores fundamentais de decência, democracia e amor pela liberdade? – Estou para descobrir agora que canja de galinha benzida deve ser mesmo muito saborosa e milagrosa. Este filme é tenebroso.
A pobreza de espírito é demais e a falta de racionalidade é confrangedora.
Dá igual viver com a coluna na vertical ou vergada ao senhorio que promete endireitar, combater os vadios subsídio dependentes, os malandros dos emigrantes e tudo o que nos incomoda, se nos rouba o comodismo e malandragem que está mais em nós do que nos outros.
É intolerável saber que se escolhe ao sabor do vento, só porque o vento que passa, mesmo que à vista de todos traga a mentira como sagrado sacramento, autoritarismo contra os valores democráticos conquistados e salazarismo bafiento que nos põe a regredir, quando o que importa é progredir. E explicar isto dá um cabo dos trabalhos que ninguém imagina.
Vejo com pouca esperança, a partir da minha terra, infelizmente, o futuro, porque, por mais que se diga, por mais que se fale, continua o obscurantismo, a teimosia da ignorância, uma hierarquia das igrejas ridícula que não esclarece e mantem a coisita de povo que ainda influencia na triste subjugação do analfabetismo religioso e andamos entretidos em pão e circo o tempo inteiro, e na hora da verdade revelamos sem vergonha de que substância é feita a nossa frágil e manipulável alma que nos foi dada.
Mas para o dia 8 de fevereiro as coisas são mais que claras, a decência e a indecência estarão juntas, a democracia e as saudades da ditadura não faltarão, o obscurantismo religioso e a abertura à clareza de espírito aberto também estarão nos pratos da balança, a verdade contra a mentira vai falar alto, o respeito pelas diferenças e a igualdade de género também serão medidos, a vida livre contra a vida subjugada a senhorios vai ser uma luz intermitente, a liberdade contra o ódio e a opressão é a assinatura final…
Não preciso de campanha nenhuma. A minha escolha está feita há muito tempo. JLR
«A minha análise das eleições presidenciais na Madeira reduz-se a isto:
- depois de mudarem o nome da «aguardente» para «rum», tem sido sempre de cabeça abaixo a Madeira.»

Câmara de Lobos e seus autarcas tontos do PPDê destroiem aquilo que ainda resta do vinho Madeira . A paisagem é só gruas e betão

 

Gil Canha critica hipocrisia a propósito da realização de uma conferência sobre viticultura em Câmara de Lobos

 “No meio da desgraça venceu a estupidez!
Tive conhecimento que a Câmara Municipal de Câmara de Lobos vai organizar no início de fevereiro um pomoso debate sobre o futuro da viticultura, intitulado, “A Videira e as Alterações Climáticas”.
Esta iniciativa trágico-cómica é muito mais absurda e hilariante que a famosa proposta de fornecer aos portugueses vinho canalizado. Imaginem na Faixa de Gaza, no meio de tanta desgraça, os palestinianos organizarem o Seminário sobre “Erosão Costeira”, ou os Ucranianos, no meio de um destrutivo ataque de drones, em Kherson, discutirem “A Subida da Temperatura Global no comportamento das lontras do Rio Dnieper”. Sinceramente, quando se olha para o Estreito de Câmara de Lobos, e se vê aquela floresta de gruas no meio das videiras, prédios com vários andares plantados anarquicamente na paisagem vinícola, onde não se vê nenhum plano, nenhuma preocupação paisagística, nem nenhuma alma autárquica ou governamental que defenda a “Reserva Agrícola” para se salvar o que resta do nosso famoso “Vinho Madeira”.
E no meio desta desgraça, desta selvajaria promovida pelos nossos inteligentíssimos autarcas e governantes, a CMCL organiza candidamente um singelo seminário sobre a influência dos orvalhos da manhã nos cachos de uvas. Não é de uma alma perder o tino e começar por aí à chapada?!
A Madeira tornou-se famosa pelo seu vinho, desde nobres que se fizeram afogar em Malvasia, Piratas, como o famoso Barba Negra que em 1717 saqueou o navio Betty, que fazia a ligação da nossa ilha à Carolina do Sul, e que invés dos piratas pegarem nos valiosos bens do navio, levaram somente o vinho Madeira, para não falar do velho gosto inglês e americano pelo nosso precioso néctar. E depois de todo este prestígio e fama, bastou quatro presidente de Câmara e dois governantes meio atontalhados para dar cabo de uma das paisagens vinícolas mais bonitas da ilha. Como castigo, deveriam ser amarrados numa parreira de vinha na região protegida do Douro ou na região vinícola francesa de Languedoc, e durante vinte anos seriam obrigados a assistir todos os dias a uma conferencia sobre “A influência das Alterações Climáticas na Estupidez Humana”

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O JPP ainda vai ser poder na Câmara Municipal de Machico destronando de lá o PS Madeira

 



 Filipe Sousa marcou pontos com esta aquisição. Ricardo Franco para seu assessor na Assembleia da Républica. Muito bem! Apoiado!
 Hoje Filipe Sousa marcou muitos pontos ao confrontar o primeiro ministro sobre o subsídio de mobilidade. O Luís Montenegro falou com arrogância para com a Madeira, reiterou que a ausência de dívidas às Finanças e à Segurança Social é uma condição sem marcha atrás para beneficiar do subsídio de mobilidade.
  Perante esta arrogância do Primeiro Ministro o povo Madeirense não tem outro caminho senão colocar no poder o partido CHEGA; vai eleger com toda a certeza André Ventura para presidente da República.
Nuno Maciel é o novo coveiro da agricultura madeirense. João Ferreira diz que a superfície agrícola na ilha reduziu 17%. Os PPDês ao longo do seu reinado na ilha dos mamadeiras já conseguiram destruir as actividades tradicionais da ilha. Acabaram com a manufactura dos Bordados Madeira. Destruiram a indústria dos vimes e agora preparam-se para destruir as actividades agrícolas.
João Ferreira há uns anos atrás era um leitor fiel do saudoso e já histórico quinzenário "O Garajau.
"

Momento de bom humor a cargo do vate Emanuel Bento

As novas tecnologias fazem escola nos nossos pedintes de esmola

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Até sempre Valentino! O Rei da Moda italiano deixou-nos

 


Senhora Fátima Jardim de Santana queixa-se de abusos por parte do presidente da Câmara local Dinarte Fernandes

 

Fátima Jardim e o presidente da Câmara de Santana, Dinarte Fernandes.


 O Edil autorizou um construtor amigo dele a fazer uma construção ilegal em cima dos terrenos da reclamante dona Fátima Jardim. 

 É um dos muitos casos tipicos de caciquismo praticado nas Autarquias do norte da ilha da Madeira, onde os amigos do presidente podem fazer tudo e os outros cidadãos não podem fazer nada.



A CONSTRUÇÃO NÃO RESPEITA OS AFASTAMENTOS DA ESTRADA
Carro Pick-up, do amigo do presidente da Câmara, que se apoderou abusivamente dos terrenos da senhora Fátima Jardim
A senhora Fátima Jardim é proprietária de um pequeno negócio de produtos agrícolas também chamada entre os  agricultores de"grémio"agrícola.
O prédio construído pelo amigo do presidente está construído em cima dos terrenos da senhora Fátima a reclamante.
Senhora Fátima diz da sua justiça:

 «Começaram a construir 2015 ou 16. Em 2018 ou 19 , o secretário do peixe de S. Jorge  outro mais... ... deu licenciamento como habitação. Todo o tipo de negócio. Pior já destruíram-me tudo até telhado de casa, eu nunca pude construir nada no meu terreno porque a Câmara dizia que considerada, zona verde .  Até a empresa de alumínios Góis , acima do hospital tem lá ao fundo um miradouro. 
 Foram fazendo obras pra vizinhos, sem regras  encurtando o que era de meus pais. A partir daí nunca mais pararam e então este presidente que ia a noitadas ao pé da minha casa, das 12h da noite até às 5h da manhã. (Ando a ver se encontro a foto que até varandas  me partiram). Portas e água furtada toda partida . E até armação do telhado que entra-me água até ao lado da cama. Perante isto faço o quê ? Luto, mal contra a minha vida para resistir às agressões que me fizeram.»
 doente Mastectomizada
 A senhora Fátima é uma doente oncológica. Recentemente fez uma mastectomia a um peito afim de remover um carcinoma. Isto é como diz o povo: Uma desgraça nunca vem só!

Ladrões do regime PPDê na EEM perdem mais de 32 milhões na fábrica das algas no Porto Santo

 Ninguém vai preso nem ninguém é responsabilizado. Entretanto os gatunos do regime continuam a cobrar aos madeirenses as tarifas de luz mais caras do país.