sábado, 7 de novembro de 2026

Um crime que é pouco conhecido, mas aconteceu. Mostra como funciona a justiça de classe ao serviço da alta burguesia

 

Na madrugada de 20 de abril de 1997, cinco jovens de famílias ricas de Brasília encontraram um homem dormindo em um ponto de ônibus. O que fizeram com ele foi uma das maiores brutalidades da história recente do país.

A vítima era Galdino Jesus dos Santos, indígena do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, de 44 anos, agricultor, marido e pai de três filhas. Ele estava na capital federal participando de reuniões com representantes do governo para defender as terras de seu povo, no sul da Bahia.
Depois das atividades do Dia do Índio, Galdino voltou à pensão onde estava hospedado, mas encontrou a entrada fechada. Sem conseguir entrar, deitou-se em um ponto de ônibus próximo e adormeceu.
Enquanto isso, cinco rapazes circulavam pela cidade em um Chevrolet Monza: Max Rogério Alves, Eron Chaves de Oliveira, Antônio Novély Cardoso Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Gutemberg Nader de Almeida Júnior, que tinha apenas 16 anos.
O grupo vinha de famílias de classe alta. Um deles era filho de um juiz federal; outro, enteado de um ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Pouco antes do crime, os jovens compraram dois litros de álcool em um posto de combustível. Depois, encontraram Galdino dormindo, despejaram o líquido inflamável sobre seu corpo e atearam fogo. Enquanto o indígena era consumido pelas chamas, os cinco fugiram de carro.
Galdino foi socorrido por um advogado que passava pelo local e levado ao hospital ainda consciente. Mas 95% de seu corpo havia sido queimado. Ele sofreu falência respiratória e renal e morreu poucas horas depois.
Quando foram presos, os jovens disseram que tudo não passava de uma brincadeira. Alegaram que queriam apenas assustar o homem, imaginando que ele acordaria e sairia correndo. Um deles chegou a afirmar que o grupo pensou em voltar para ajudá-lo, mas ficou apavorado e foi embora.
Em 2001, os quatro maiores de idade foram condenados a 14 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Gutemberg, por ser adolescente, recebeu medida socioeducativa e deixou a internação ainda em 1997.
Mas a condenação não significou que os quatro permaneceriam presos durante os 14 anos. Em 2002, conseguiram autorização para trabalhar e estudar fora da prisão, retornando à noite. O benefício gerou revolta quando vieram à tona registros de que alguns deles aproveitavam momentos de lazer enquanto deveriam cumprir as condições impostas.
Em 2004, os quatro conseguiram liberdade condicional e deixaram a prisão antes de cumprir toda a pena em regime fechado.
Anos depois, a história ganhou outro capítulo: os cinco construíram carreiras no serviço público.
Gutemberg ingressou na Polícia Rodoviária Federal e chegou a ocupar uma função de chefia. Tomás tornou-se técnico do Senado Federal; Eron, agente de trânsito do Detran-DF; Antônio, fisioterapeuta da Secretaria de Saúde; e Max, analista do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
Em 2014, Gutemberg chegou a ser barrado em uma seleção para a Polícia Civil por causa de sua participação no assassinato, mas contestou a decisão na Justiça. Em 2016, conseguiu ingressar na PRF por decisão judicial.
O contraste é difícil de ignorar: Galdino estava em Brasília tentando defender as terras de seu povo. Era um agricultor que tinha esposa, três filhas e uma comunidade. Naquela madrugada, só queria dormir.
Os cinco jovens, por outro lado, decidiram transformar um homem indefeso em alvo. Depois da condenação e dos benefícios judiciais, conseguiram construir carreiras estáveis em instituições públicas.
Galdino morreu com 95% do corpo queimado. Sua família nunca mais o teve de volta. E os responsáveis pelo ataque seguiram suas vidas, conquistando cargos e salários no serviço público.


quinta-feira, 5 de novembro de 2026

No Dossier de Imprensa de hoje a menina das historietas esteve bem defendeu o nosso Cristiano Ronaldo como deve ser

 



Alberto Pita esteve melhor quando disse que o Jorge Jesus entrou na Selecção com o objectivo de despachar Ronaldo

Miguel Fernandes Luís falou do caso do autarca António Gomes alegando que ele era inexperiente no uso de dinheiro públicos. O Albuquerque derreteu meio milhão eles não falaram. 

Liliana Rodrigues depois de ter surripiado 35 mil euros ao Nelson Veríssimo concede uma entrevista ao Beto do Naval jornalista do Diário

 

https://pravdailheu.blogspot.com/2026/09/nelson-verissimo-acusa-liliana.html


João Filipe Pestana o "Beto do Naval" é amigo pessoal da professora doutora Liliana Rodrigues. mas no essencial é um jornalista vendido ao regime dos mamadeiras
https://www.jm-madeira.pt/not%C3%ADcias/regi-o/30005787/nelson-verissimo-e-alice-mendonca-condenados-a-penas-de-multa-em-processo-contra-liliana-rodrigues.html
Alice Mendonça ao centro na foto também foi condenada  a pagar 5 mil € por difamação. Terá de pagar dinheiro à senhora professora Liliana. Quanto ao Nelson Veríssimo foram 35 mil€ (uma pipa de massa!

O Subintendente da PSP Adelino Camacho, através da senhora Claúdia Berenguer enviou-nos este vídeo para publicarmos aqui no Pravda

O Comissário Adelino Camacho disse-nos que este agente da PSP vai ser expulso do sindicato



 Agente da PSP/Madeira no vídeo acima, exibe a sua actuação na cidade do Funchal, mostrado os  conhecimentos adquiridos recentemente num estágio nos EUA na famosa ICE.

O António Gomes antigo presidente da junta de Fregueia de S. Pedro acusado de se apropriar ilegitimamente de 3.217€ no jornal do Sousa


 Mas esqueceu-se o jornalista de serviço de dizer que o seu patrão Sousa é um homem honesto que não precisa roubar nada a ninguém como o tal presidente da junta de freguesia de S. Pedro (esse sim é um bandido) pois o governo do Miguel Albuquerque vai lhe oferecer 40 milhões de euros para comprar gruas novas para usar no porto do Caniçal sem pagar nada à Região pelo seu uso. 

  Assim também eu! ... ...como dizia o outro!

Aqui temos a velha história fariseu contada por Jesus Cristo há 2000 anos atrás: "Coais um mosquito e engolis um camelo"-S. Mat.20:24


Evento "Toast to America" (junho de 2026):
  • Segundo documentos divulgados pelo JPP e baseados em dados apurados após intervenção do tribunal, a participação do Governo Regional no evento comemorativo nos EUA (incluindo jantar e provas de vinhos) custou 548.292,4 euros