segunda-feira, 1 de junho de 2026

José Nascimento participa no debarte da RTP/África sobre o racismo pós Apartheid na África do Sul

José Nascimento é de origem madeirense. É um advogado que conhece bem a realidade da África do Sul. É um homem de causas. Foi dos primeiros a defender nos areópagos internacionais a questão da independência de Timor Leste. 
 Também tem sido um grande defensor do povo Saraui na sua luta pela independência e o fim da agressão do reino de Marrocos contra aquele povo.
 


A mordaça Judicial é um perigo para a Democracia

 

A mordaça judicial: como a diretiva europeia anti-SLAPP defende a democracia
Luis Neto Galvão escreve no jornal Público

 Multiplicam-se, também em Portugal, os processos milionários de indemnização usados como ferramentas de pressão e retaliação por parte de poderes económicos e políticos

 Num tempo de ameaças múltiplas e convergentes à democracia, Portugal deve manter-se especialmente vigilante. O espaço público está cada vez mais polarizado,
a comunicação social enfrenta uma asfixia económica sem precedentes e as liberdades de expressão e de imprensa veem-se cercadas por restrições de natureza diversa.
As SLAPPs (Strategic Lawsuits Against
Public Participation) são uma das manifestações mais insidiosas deste fenómeno. Não se trata de processos judiciais movidos em nome da justiça; trata-se de ações intentadas com o propósito deliberado de asfixiar financeiramente, desgastar psicologicamente e silenciar quem ousa investigar, criticar ou denunciar abusos de poder, ou defender causas cívicas que colidam com poderosos interesses económicos.
A União Europeia assumiu um compromisso firme de dar uma resposta robusta a este fenómeno, compromisso profundamente marcado pela tragédia. Em  outubro de 2017, a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia foi assassinada num atentado à bomba, quando investigava redes de corrupção que ligavam o governo de Malta a paraísos fiscais revelados nos Panama Papers.
A data da sua morte, enfrentava uma mordaça judicial sem precedentes: mais de quarenta processos indemnizatórios e criminais, movidos por políticos e empresários locais, com pedidos de indemnização de valores astronómicos destinados a conduzi-la à insolvência e à exaustão. A sua morte violenta expôs a vulnerabilidade extrema de quem investiga e prossegue causas cívicas no espaço europeu, tornando dolorosamente evidente que o assédio judicial pode constituir o prelúdio da eliminação física ou profissional dessas pessoas.
O caso de Caruana Galizia tornou-se o símbolo maior das SLAPPs na Europa, mas o fenómeno não se circunscreveu a Malta, tendo-se alastrado rapidamente por todo o continente. Em França, empresas do gigante industrial Bolloré recorreram sistematicamente a mais de vinte processos por difamação contra jornalistas e duas Organizações Não Governamentais (ONG) que noticiavam as suas atividades em África.
Em Itália, as SLAPPs foram usadas contra jornalistas, como Roberto Saviano e Antonio Tricarico e, na Croácia, são consideradas uma praga.
Perante este cenário alarmante, a Comissão Europeia lançou um processo legislativo destinado a assegurar um patamar mínimo de proteção para jornalistas e ativistas em toda a União Europeia. O grande impulso político para esta causa veio de Vera Jourová, vice-presidente da Comissão Europeia entre 2019 e 2024. Profundamente tocada pela história de Daphne Caruana Galizia, Jourová assumiu como missão pessoal travar o uso abusivo do sistema judicial e liderou os trabalhos que culminaram na aprovação da Diretiva Anti-SLAPP (Diretiva UE 2024/1069), apelidada nos corredores de Bruxelas como a "Lei Daphne"
A Diretiva (UE) 2024/1069 representa uma mudança de paradigma no direito europeu, introduzindo inovações significativas em matérias civis com incidência transfronteiriça. A sua medida mais emblemática é o mecanismo de indeferimento liminar, que confere aos juízes o poder de arquivar, logo na fase inicial do processo, as ações que se revelem revelem manifestamente infundadas ou abusivas, poupando aos réus anos de desgaste. 
  A Diretiva consagra ainda um conjunto de garantias processuais adicionais, como a possibilidade de os tribunais exigirem aos autores a prestação de uma caução destin: a cobrir as custas estimadas do processo - incluindo eventuais indemnizações e honorários de advogados -, bem como uma Recomendação que insta os Estados-membros a implementarem mecanismos idênticos aos da Diretiva em SLAPPs puramente nacionais e em domínios por ela não abrangidos, uma vez que esta se aplica exclusivamente a matérias de natureza civil ou comercial com incidência transfronteiriça. A Recomendação propõe, nomeadamente, o reforço dos mecanismos de triagem e rejeição liminar no âmbito do Direito Penal, com vista a inibir queixas-crime por difamação de cariz retaliatório. Prevê ainda a formação especializada de magistrados para a identificação precoce de indícios de uma SLAPP, bem como a criação de redes de apoio e balcões únicos nacionais que assegurem assistência jurídica e psicológica gratuita aos visados por este abuso de direito.
  Apesar deste avanço histórico em Bruxelas, Portugal ainda não transpôs a Diretiva para o seu ordenamento jurídico interno. O país começa, lentamente, a aperceber-se de que a liberdade de imprensa e de opinião está sob um fogo cruzado silencioso. Multiplicam-se, também neste burgo, os processos milionários de indemnização cível e as queixas-crime desprovidas de fundamento substancial, instrumentalizados como ferramentas de pressão e retaliação por parte de poderes económicos e políticos.
 No PÚBLICO, Francisco Teixeira da Mota uma das vozes mais lúcidas na defesa da liberdade de expressão em Portugal, tem alertado nos seus textos para este perigo, recordando que os tribunais não podem sei convertidos em arenas de intimidação.   Num país culturalmente pomposo, burocrático e tantas vezes ofendidinho com a crítica acutilante, seria urgente aproveitar este momento para descriminalizar a difamaçãc O recurso à via penal para julgar crimes contra a honra é, no panorama atual, instrumentalizado para sufocar quem escreve, forçando os órgãos de comunicaçã social a despenderem recursos avultados na sua defesa.
 Para além da Diretiva e da Recomendação da Comissão, as diretrizes emanadas pelo Conselho da Europa em matéria de SLAPPs apontam caminhos cruciais que Portugal deveria trilhar sem demora, nomeadamente o arquivamento célere e liminar de processos infundados a nível interno e a criação de um registo público de "predadores judiciais" que recorram sistematicamente a estas táticas.
 Devemos prezar, acima de tudo, a liberdade de expressão e o escrutínio dos poderes políticos e económicos por uma imprensa e um ativismo que não podem ter medo. O jornalismo livre não é um privilégio dos profissionais da escrita, é o oxigénio de qualquer sociedade verdadeiramente democrática.

Advogado, membro do grupo de peritos da Comissão Europeia Anti-Slapp
(2021-2026)



Palma Ramalho a ministra com mais património em Portugal uma mulher má e muito fascista. Denuncia muito bem a grande Joana Amaral Dias

 Horrorosa esta mulher!


A ministra Palma Ramalho

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As forças revolucionárias de Fidel Castro capturam forças da Polícia ao serviço do ditador Baptista em 1959

 





domingo, 31 de maio de 2026

As mordomias do advogado e ex-deputado do PPDê Guilherme Silva. Vejam só as sinecuras deste pardalão



HISTÓRICO DO PSD: AVENÇA MENSAL DE 2.750 EUROS DE GUILHERME SILVA DURA ATÉ AOS 85 ANOS


19 milhões em cinco anos: contratos de ‘mão beijada’ a advogados dão rendas de favor a políticos e amigos

Histórico do PSD Guilherme Silva garante avença mensal da Universidade da Madeira até 2028, em vésperas de fazer 85 anos.

Não são apenas as grandes sociedades de advogados que vivem das generosas torneiras da contratação pública sem o incómodo da concorrência. Existe um universo muito menos visível, mas igualmente lucrativo: o dos advogados contratados a título individual ao abrigo de uma norma excepcional do Código dos Contratos Públicos. E estes têm como melhor argumento para a obtenção de ajustes directos, em geral, um de dois atributos: contactos de amizade ou ligações partidárias.

Uma análise do PÁGINA UM a 508 contratos de serviços jurídicos celebrados nos últimos cinco anos com base em ajustes directos revela adjudicações superiores a 19 milhões de euros. Em todos os casos, os profissionais foram escolhidos sem concurso público, sem consulta ao mercado e sem qualquer concorrência efectiva, porque, alegadamente, a entidade pública contratante assumir ser incapaz de definir critérios para o lançamento de um concurso público.Concebida para situações excepcionais, o uso do artigo 27.º do Código dos Contratos Públicos tem sido uma norma para adjudicar serviços jurídicos num regime paralelo em que políticos e gestores públicos escolhem advogados por razões de confiança, amizade ou compadrio político. leia mais no Página UM

sábado, 30 de maio de 2026

Madrinha de Pedro Calado pedia ao afilhado empregos para pessoas amigas dela

 


 Nessa altura o Pedro Calado era presidente da Câmara Municipal do Funchal. As escutas e investigações do MP descrevem na perfeição. O factor cunha a funcionar tal como se fazia no tempo do Salazar com governanta Maria de Jesus Caetano Freire que pedia ao ditador empregos na função pública para pessoas suas amigas.
A governanta de António de Oliveira Salazar chamava-se Maria de Jesus Caetano Freire, amplamente conhecida como "Dona Maria". Nascida em Penela em 1894 e falecida em 1981, acompanhou o ditador durante mais de quatro décadas, desde os seus tempos de professor em Coimbra até à sua morte em 1970. 

Trecho extraído do processo do MP onde Pedro Calado e Miguel Albuquerque são acusados de corrupção e tráfico de influência.

«Na secretária, entre vários documentos ali depositados relativos a assuntos pendentes da

Câmara Municipal:

Carta manuscrita, com a menção inicial "Querido Afilhado", solicitando a intervenção do destinatário no âmbito de vários procedimentos concursais para preenchimento de vagas para a categoria de enfermeiro, em diferentes locais de prestação de cuidados de saúde, assinada por Tânia Castro da Costa. A carta surge acompanhada por 4 conjuntos de documentos que identificam os procedimentos em causa e um CV da candidata que solicita a "influência" do destinatário, num total de 40 folhas.»


Tânia Castro Costa


Vilão do Estreito de Câmara de Lobos agride mulher por causa de um caminho. Usa linguagem muito grosseira e ofensiva

O tipo é mesmo boçal e ordinário. Vejam só!
«Relato de uma testemunha ocular..No Estreito Câmara de Lobos, na Marinheira. Ontem, um homem deu um tapa em uma moça e, como eu disse, a polícia não apareceu. Esta não é a primeira vez que algo assim acontece, então, por favor, preciso que alguém ligue ou faça alguma coisa, porque as autoridades locais simplesmente não estão fazendo nada.» (fonte: MADEIRA NOTÍCIAS)