sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Celso Gomes analisa com clareza o monopólio dos portos da Madeira pelo Luís Miguel de Sousa o armador que se tornou grande à custa do poder político corrupto
Quando o bispo do Funchal afirmou que os cristãos não deviam votar em padres políticos
Quando o bispo do Funchal afirmou que os cristãos não deviam votar em padres políticos
Foi neste contexto que na edição de 24 de Setembro de 1996, o DIÁRIO apresentou uma longa reportagem, assinada pela jornalista Rosário Martins, sobre o tema da entrada dos padres no mundo da política. Uma das opiniões registadas foi a do bispo do Funchal. As questões foram remetidas via fax para o Paço Episcopal e as respostas de Teodoro de Faria foram dadas na mesma folha. Foram respostas telegráficas e algumas reduziam-se a máximas bíblicas. Reproduzimos agora na íntegra, tal como há 30 anos, essa curta entrevista por escrito:
DIÁRIO - Como vê a participação dos sacerdotes na política actual?
Teodoro de Faria - Com pena! Padres na política? Obrigado, não.
DIÁRIO - Considera que a credibilidade da Igreja poderá estar em causa com o envolvimento dos sacerdotes na política?
Teodoro de Faria - A Igreja não, os padres sim; O sal perdeu a força! Um cristão consciente não vota neles.
DIÁRIO - O que estipula o Direito Canónico nesta matéria?
Teodoro de Faria - O que todos sabem: abster-se.
DIÁRIO - Negar o envolvimento dos padres na política é ir contra o "Princípio da Laicidade"?
Teodoro de Faria - Leia o que escreveram os padres maçónicos do século passado!
DIÁRIO - Qual será a posição da Diocese do Funchal face ao envolvimento dos sacerdotes já conhecidos na política?
Teodoro de Faria - A Deus o que é de Deus, a César o que é de César.
Estas declarações não caíram bem na candidatura da CDU. No próprio dia 24 de Setembro, numa acção de campanha, o cabeça-de-lista da coligação pelo círculo do Funchal, Edgar Silva, acusou o bispo do Funchal de "fazer campanha eleitoral pelo PSD". Em declarações aos jornalistas após um encontro com trabalhadores da construção civil, o candidato foi sarcástico: "Nestas eleições, nesta campanha, o PS e o PSD apostaram em duas atracções. O PS apostou no Quim Barreiros, o PSD apostou no Circo Cardinalli e no bispo do Funchal. Lamentamos que o bispo do Funchal aceite ser atracção do PSD ao jeito do Quim Barreiros para o PS".
As eleições de 13 de Outubro de 1996 voltariam a ser ganhas pelo PSD com maioria absoluta, mas a CDU veio a eleger pela primeira vez dois deputados. Edgar Silva e Leonel Nunes foram eleitos no círculo do Funchal. Já Mário Tavares falhou a eleição pelo círculo de Câmara de Lobos.
Juiza fascista Fernanda Sequeira condena os professores Nelson Veríssimo e Alice Mendonça por dizerem verdades que a Liliana Rodrigues não gostou de ouvir
Esta é igual à juiza dos 7maridos
a pardalona aplica bem o art.º184 do Codigo Penal fascista.Professores da Universidade da Madeira condenados por denúncia caluniosa
Dois professores da Universidade da Madeira (UMa), Nelson Veríssimo e Alice Mendonça, foram condenados, esta manhã, no tribunal do Funchal (Palácio da Justiça), ao pagamento de multas, ambos pela prática do crime de denúncia caluniosa e ele também pelo crime de difamação, tendo como lesada a docente universitária Liliana Rodrigues. O arguido foi ainda condenado a pagar à ofendida indemnizações de 35 mil euros e, em conjunto com a arguida, de 5 mil euros.
A juíza Fernanda Sequeira procedeu à leitura do resumo da sentença, que já tinha sido adiada por várias vezes. Esta decisão pode ainda ser objecto de recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa.
Na origem do caso está um concurso aberto em 2020 na UMa para uma vaga de professor associado no Departamento de Ciências da Educação. Liliana Rodrigues candidatou-se e ganhou o lugar. No entanto, Nelson Veríssimo e Alice Mendonça, que também tinham concorrido, reclamaram da decisão do júri e alegaram que a concorrente vencedora entregou um currículo com supostas “declarações falsas”. Por exemplo, a concorrente dizia ter leccionado ou coordenado disciplinas como ‘Políticas Curriculares e Inovação’ e ‘Ética e Deontologia’ no ano lectivo 2018-2019 e orientado uma dissertação em 2011-2012, quando no portal dos docentes da UMa tais disciplinas estavam atribuídas à docente Jesus Maria. Os queixosos alegaram que Liliana Rodrigues não poderia ter leccionado tais cadeiras, pois encontrava-se a cumprir o mandato de deputada no Parlamento Europeu (2014-2019). Também diziam que, ao contrário do que constava do currículo, era falso que tivesse estado envolvida na criação de um curso de mestrado em Ciências da Educação e Desenvolvimento Comunitário.
Os dois docentes apresentaram queixa no Ministério Público contra Liliana Rodrigues, que acabaria por ser arquivada. Por sua vez, em 2021 a visada na denúncia também apresentou queixa na justiça por difamação contra os colegas, o que deu origem a este processo. Este julgamento teve início em Janeiro de 2025.
A lei fascista da difamação continua a fazer vítimas na Madeira
Nelson Veríssimo, Alice Mendonça e Liliana Rodrigues.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Regressamos à Idade Média (artigo de opinião de Gil Canha)
O médico João Rocha Neves acusado falsamente de assédio sexual por alunas betinhas da Universidade do Porto
Baruch Spinoza o filosofo nascido em Amesterdan
Spinoza realizou uma interpretação crítica da Bíblia. Sua teoria sobre Deus identifica-o com as leis da natureza científicas fundamentais, que explicam todos os fenômenos que ocorrem na natureza. A concepção de Deus de Spinoza exclui qualquer possibilidade de milagres ou interferência divina na ordem das coisas, o que Spinoza considerava superstição.
A crítica da superstição levou Spinoza a escrever a Ética, em que demonstra como Deus é a causa racional produtora e conservadora de todas as coisas. Por causa dessas críticas, Spinoza foi considerado um ateu, o que, naquela época, referia-se ao pior dos subversivos, aquele homem que concebia Deus contra a concepção tradicional e, portanto, abalava a aliança entre religião e Estado que sustentava o poder.
- Deus e Natureza como uma única realidade: Não existe separação entre o Criador e a criatura. Deus é a imanência absoluta, a força motriz e a ordem racional por trás de todas as leis naturais. Como aponta A metafísica moderna de Baruch Espinosa, o homem e o cosmos "navegam" na Substância Divina. [1, 2, 3, 4]
- Monismo: Existe apenas uma única substância universal dotada de infinitos atributos, dos quais conhecemos apenas dois: o pensamento (a mente) e a extensão (a matéria). O dualismo entre corpo e alma, defendido por René Descartes, é superado, pois mente e corpo são a mesma coisa vista sob atributos diferentes. [1, 2]
- Necessidade e Liberdade: O livre-arbítrio, no sentido de uma vontade totalmente acausal, é uma ilusão. Tudo no universo decorre de uma necessidade geométrica e causal divina. Para Espinosa, a verdadeira liberdade humana não é agir sem causa, mas compreender essa necessidade e agir de acordo com a razão, superando as paixões tristes. [1]
- Crítica Política e Religiosa: Defensor vigoroso da liberdade de expressão, da tolerância religiosa e da supremacia do poder civil sobre o eclesiástico, Espinosa argumentava que o objetivo legítimo do Estado é a liberdade e a segurança dos cidadãos, não a imposição de dogmas de fé. [1]








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