domingo, 25 de outubro de 2026
Padre José Luís Rodrigues analisa a carga policial fascista contra o povo ontem no Rossio
A Extração de "Mais-Valia Secundária" segundo Karl Marx: Os empréstimos bancários para acorrentar os trabalhadores
Karl Marx caracterizava os bancos como “o produto mais artificial e refinado” do capitalismo.
O Objetivo dos Banqueiros ao Endividar as Pessoas
- O trabalhador já é explorado no local de trabalho (onde recebe apenas uma parte do valor que produz).
- Ao pagar juros ao banco, o trabalhador entrega uma parte do seu salário líquido (o valor necessário para a sua subsistência). Marx chamava a isto formas secundárias de exploração.
- Onde ocorre: Fora do local de trabalho (no mercado, com bancos, senhorios e comerciantes).
- O mecanismo: Quando o trabalhador precisa de aceder a bens essenciais que não consegue pagar a pronto — como a habitação —, é obrigado a recorrer ao capital financeiro (os bancos).
- O resultado: Ao pagar juros, o trabalhador devolve uma parte do seu salário líquido (que já era o mínimo para subsistir) a outra fação da classe burguesa (o capital financeiro).
Karl Marx cita James William Gilbart, em seu livro História e princípios dos bancos: “O objetivo dos bancos é facilitar os negócios, e tudo que facilita os negócios facilita também a especulação. Negócios e especulação estão, em muitos casos, tão intimamente unidos que é impossível dizer onde de fato acabam os negócios e onde começa a especulação […]”. Assim, eram feitos adiantamentos fáceis sobre mercadorias não vendidas, crédito para a febre acionária em ferrovias em 1846 e 1847 etc.
Mais-valor (Mehrwert) é o termo com que o pensador alemão Karl Marx (1818-1883) designa a quantidade de trabalho humano não remunerada. Transformada em mercadoria, a força de trabalho é comprada pelo empregador por um valor – o salário – suficiente apenas para a manutenção e reprodução do empregado. Esse valor equivale a uma parte – por exemplo, quatro horas – de uma jornada de trabalho de oito horas ou mais. A outra parte constitui o trabalho excedente, além do necessário para a subsistência do trabalhador, que fica com o empregador e resulta em lucro. Já alienação (Entfremdung) – outro conceito concebido pelo pensador alemão – se refere ao fato de que, destituído da propriedade dos meios de produção, o trabalhador não se reconhece mais no produto do seu trabalho, a que terá acesso somente através do mercado, ao comprar aquilo que ele mesmo produziu. Nela, “a própria ação do homem se torna um poder que lhe é estranho, um poder que subjuga o homem em vez de por este ser dominado”, como Marx escreve em A Ideologia Alemã.1. O Crédito como Nova Forma de Subordinação
- Antes do crédito: O trabalhador dependia do patrão para receber o salário e sobreviver mês a mês.
- Com o crédito: O trabalhador passa a depender também do banqueiro (o capitalista financeiro). Ele já não vende a sua força de trabalho apenas para pagar a comida de hoje, mas para pagar o dinheiro que já gastou ontem.
- Risco da Greve: Fazer uma greve, protestar ou exigir melhores condições laborais acarreta o risco de demissão ou de redução de salário.
- A Prestação do Banco: Se um trabalhador solteiro e sem dívidas for despedido, ele enfrenta dificuldades, mas tem maior flexibilidade para resistir ou mudar de rumo. Se um trabalhador tiver a prestação da casa, do carro e das despesas básicas indexadas ao banco, o despedimento significa a falência pessoal e a perda de bens.
- Consequência: A necessidade absoluta de honrar a dívida mensal abafa o ímpeto revolucionário e a disposição para o conflito laboral. O medo do desemprego é amplificado pelo fantasma da dívida.
Diz com toda a propriedade João Paulo Batalha:
«Como escrevi esta semana, isto não tem nada a ver com ordem pública. Não tem nada a ver com "uma conversa parva sobre horários de funcionamento de direitos constitucionais." Tem tudo a ver com um poder político que morre de medo dos seus cidadãos. É por isso que o primeiro-ministro e o Presidente da República, dois Dupont e Dupond da cobardia política, não são vistos em público desde que isto começou. Porque Portugal, uma democracia de 50 anos, tem pânico de que os cidadãos se manifestem sem ser na placidez controlada da cabina de voto. É por isso que a Polícia Segurança Pública não é um corpo policial ao serviço da lei, mas uma milícia privada do poder. Um bando de jagunços às ordens. "Um poder medroso com bastões na mão" que, repetidamente, em manifestações onde não há violência, é a "ordem pública" que a introduz. É esta a democracia que nos sobra.»
sábado, 24 de outubro de 2026
O pardalão ganha 6 mil por mês como presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU)
"Os meus avós emigraram para poderem ter uma casa": presidente do IHRU não sabe "se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício" da anterior
Presidente do IHRU questiona capacidade de sacrifício dos jovens
Benjamim Pereira, o social-democrata que já foi presidente da Câmara de Esposende e que é o atual presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), diz não saber "se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício" da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram "para poderem ter uma casa".














