Henrique Sampaio tem vergonha de referir na sua crónica que foi também colunista do jornal Garajau, extinto derivado à juizada fascista existente nos tribunais da COMARCA da MADEIRA.
Dr. "Papadas" não esquece as famosas inaugurações com a presença do Coelho e do partido PND
Como tinha portes efeminados, os colegas faziam-lhe bullying e chamavam-lhe "Maria Ofélia". Claro que ele ficava muito furioso.
Como ele ontem não tomou os comprimidos para a sua velhice; isso levou-o a escrever barbaridades contra o Coelho.
Vejam só os disparates:
«Anda por aí um Nunes que não sabe de onde veio que dá sinais de querer assumir o estilo rasca de um conhecido pintor doente (anda desaparecido)
Ninguém entende a disponibilidade dos panfletos locais para dar palco à pobre filhota do dito cujo, um ser cuja representatividade se esgota no seio familiar ainda controlado pelo doido. Pai e filha quando passaram pelo nosso parlamento abusavam das portas abertas pela democracia para difamar toda a gente.
Para sermos suaves na crítica diremos que são pessoas sem qualquer credibilidade. Há muitas razões para questionar a abertura dos “ donos disto tudo” à propaganda destes esquerdistas reacionários. »
https://renovadinhos.blogspot.com/2026/06/anda-por-ai-um-nunes-que-nao-sabe-de.html#comment-form
Entre as vozes críticas está o advogado Ricardo Vieira, que considera que o debate em torno da habitação corre o risco de assentar num diagnóstico errado. Para o jurista, a ideia de que a limitação do alojamento local permitirá resolver os problemas habitacionais do concelho não encontra sustentação na realidade dos últimos meses e ignora problemas muito mais profundos que afectam o mercado de arrendamento.
"Eu gostava de saber qual toi o contributo que a suspensão do alojamento local deu para a habitação durante estes seis meses", questio-na, numa referência ao período em que a emissão de novos registos esteve suspensa no Funchal.
Na sua opinião, essa é uma questão que deveria estar no centro do debate público antes da aprovação de novas restrições.
«Era um número útil para trazer para a praça pública. Estar a condenar o alojamento local por causa das carências habitacionais e uma perfeita ilusão." Para Ricardo Vieira, a principal razão pela qual muitos proprietários continuam a evitar o arrendamento habitacional não está relacionada com a actividade turística, mas sim com o próprio enquadramento legal do arrendamento urbano."Quando se definem áreas de contenção
"As pessoas hoje não arrendam para habitação porque têm receio do que acontece se houver incumprimento. Não é por causa do alojamento local. É por causa da lei do arrendamento", aponta.
Segundo o advogado, enquanto persistirem dificuldades na recuperação dos imóveis em situações de incumprimento e enquanto os processos de despejo continuarem condicionados pela escassez de respostas habitacionais públicas, muitos proprietários continuarão a considerar o arrendamento uma opção excessivamente arriscada.
"O problema não é apenas fiscal.
O problema é a segurança jurídica.
Na sua perspectiva, a crise habiição apenas com base nos limites administração habitacional não pode ser analisada isoladamente da realidade do mercado de arrendamento. "É ilusório pensar que vamos resolver o problema da habitação apenas através do alojamento local."
Concelho inteiro em contenção
Outra das críticas mais contundentes dirige-se à forma como o regulamento municipal divide o cerritório do Funchal. Embora a proposta estabeleça duas zonas de contenção distintas, Ricardo Vieira considera que, na prática, ambas conduzem a um resultado semelhante: a aplicação de fortes limitações ao desenvolvimento futuro da actividade em praticamente todo o concelho. "É uma solução que me parece profundamente desajustada da realidade territorial do Funchal."
O advogado considera que não existe fundamento evidente para nistrativos das freguesias, alguma coisa est a tratar todas as freguesias segundo a mesma lógica regulatória, independentemente das diferenças existentes entre elas. "O problema
da Sé não é o mesmo de São Roque.
São Martinho não tem a mesma realidade de outras freguesias. O território não é homogéneo."
Na sua opinião, uma política
pública desta natureza deveria
partir de uma análise muito mais detalhada das características
concretas de cada zona, identificando onde existem efectivamente problemas de pressão turística, estacionamento, convivência ou disponibilidade habitacional.
"Há locais onde poderá fazer sentido limitar ou condicionar novos a alojamentos locais. Mas isso exige um trabalho prévio de levantamento, de diagnóstico e de fundamentação."
Ricardo Vieira admite que possam existir áreas onde a contenção é justificável. "Em determinadas zonas com dificuldades de estacionamento, edifícios mais antigos ou limitações físicas específicas, compreendo que possam existir restrições. O que me custa compreender é uma lógica de proibição praticamente generalizada."
Para o jurista, existe o risco de se adoptar uma solução administrativa simples para um problema que é muito mais complexo. "Às vezes as proibições gerais são mais fáceis para os serviços. Não obrigam a um acompanhamento caso a caso. Mas nem sempre são a melhor solução."
Caminhos diferentes
* Entre os aspectos que mais preocupam Ricardo Vieira está a relação entre o regulamento do alojamento local e os instrumentos de ordenamento do território já existentes.
... ... ...
A História chega-nos normalmente contada a partir dos lugares onde o poder se sentou e deixou registos. Foram esses lugares que produziram arquivos, decretos, relatórios, atas e documentos.
Foram esses lugares que tiveram condições para preservar a sua memória.
Mas a vida nunca aconteceu apenas aí.
Enquanto os governantes decidiam, milhões de pessoas trabalhavam, migravam, resistiam, sobreviviam. Camponeses, operários, colonizados, mulheres excluídas dos espaços de decisão, habitantes das ultraperiferias. Gente silenciada pela História, mas que a viveu todos os dias.Talvez por isso uma das tarefas mais fascinantes dos historiadores contemporâneos tenha sido a tentativa de ouvir essas vozes quase apagadas pelo tempo. Não porque fossem moralmente superiores, mas porque a sociedade vista a partir de baixo revela coisas que os centros de poder não captam.
Foi essa inquietação que levou historiadores como E. P. Thompson a recuperar a experiência dos trabalhadores esquecidos e pensadores como Frantz Fanon a dar centralidade aos chamados «condenados da terra». A grande novidade não estava apenas em estudar os excluídos - esses, já apareciam como gente governada, explorada, administrada, evangelizada, civilizada ou mobilizada por outros -, estava em reconhecer que eles também tinham algo a dizer sobre a forma como as sociedades se organizam. Porque uma comunidade não revela a sua história apenas através das vozes dos poderosos, pelos monumentos que ergue aos vencedores, pelos nomes atribuídos às ruas, às escolas e hospitais.
A grande lição de E. P. Thompson continua atual. Ao dignificar a história dos trabalhadores ingleses, mostrou que não eram figuras secundárias nem multidões passivas. Eram sujeitos que pensavam, resistiam, organizavam-se. Em suma, faziam história. Significava reconhecer que eles não sofriam a História, mas a faziam. Os sujeitos populares não eram meros recetores passivos das forças económicas ou políticas. Construíam redes de solidariedade, negociavam, adaptavam-se e, por vezes, transformavam as estruturas que os oprimiam.
Talvez seja essa a principal questão do nosso tempo. Não basta incluir as ultraperiferias nas narrativas históricas como quem acrescenta uma nota de rodapé. É necessário reconhecer que a compreensão dos acontecimentos fica mutilada quando não interpretada a partir daqueles que suportaram o peso das desigualdades.
É por isso que a Galeria Anjos Teixeira programou para os “50 Anos da Autonomia” dar voz a formas de memória social, a rastros e vozes interrompidas, lendas e lutas, costumes e vestígios dispersos, a práticas culturais, que sobrevivem, nos territórios ultraperiféricos.
https://www.dnoticias.pt/2026/6/6/494573-historia-escrita-pelos-vencedores/