Desmentindo uma reportagem do DN-M.
«Não é necessário um doutoramento para perceber o óbvio! Se a população residente diminui ou empobrece, e o lixo aumenta, o fator externo é a única variável lógica! Imputar essa culpa ao madeirense não é ciência, é uma estratégia de branqueamento político que ignora a realidade das ruas e dos bolsos de quem cá vive todo o ano.»
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Às vezes acho que algumas figurinhas carentes de protagonismo são usadas como propaganda do regime e branquear as asneiras que fazem. É o primeiro servicinho da candidatura a emprego?
A senhora atendeu à diferença entre a população residente e a população flutuante? Quando uma reportagem atribui o aumento de resíduos ao "madeirense", sem ponderar a pressão demográfica do turismo de massa, está a cometer um erro de diagnóstico que tem implicações políticas e sociais profundas! A mim irritou-me e fez-me escrever!
A recente abordagem de 19 de abril do DN Madeira, sobre o aumento da produção de resíduos na Madeira, enferma de uma falácia perigosa, a de que o consumo interno do residente é o culpado pela pegada ecológica da região. É um discurso que ignora a matemática básica da sobrevivência e a realidade do terreno. É preciso desmontar esta narrativa com factos que as "figuras de cartaz" parecem omitir. O DN Madeira que faz tantos fact-checks não lhe provocou meter a verdade no seu eixo. Pois, serve os propósitos pagos.
Afirmar que o madeirense comum está a produzir mais lixo é ignorar o esmagamento do seu poder de compra. Num cenário de inflação galopante, onde os ordenados estagnaram e o custo de vida disparou (viram os 50% de aumento do cabaz em 3 anos? ARAE onde andas? Nos ovos?), o consumo das famílias diminuiu. Quem consome menos, descarta menos. O madeirense está a "mingar", tanto em número como em capacidade económica, tornando-se logicamente impossível que seja ele o motor desse crescimento de resíduos.
No hotel, o resíduo é gerido e contabilizado de forma empresarial. No AL, o turista vai ao supermercado, compra embalagens e utiliza os contentores públicos da vizinhança. Outra faceta da insustentabilidade do turismo trazido por Eduardo Jesus para esta ilha, repito, ilha.
Ao contabilizar este lixo como "resíduos urbanos", a responsabilidade é injustamente imputada a quem cá vive, quando, na verdade, é o resultado de uma política de portas abertas que privilegiou a quantidade sobre a qualidade e o impacto ambiental sobre o bem-estar da população.
É preocupante observar como títulos académicos e "gerações do futuro" são usados para branquear asneiras de gestão. Usar a ciência para validar uma perceção errada, a de que o problema é o comportamento do local e não a pressão da massificação turística, é uma forma de propaganda que visa desviar o foco da dupla governativa.
Não é necessário um doutoramento para perceber o óbvio! Se a população residente diminui ou empobrece, e o lixo aumenta, o fator externo é a única variável lógica! Imputar essa culpa ao madeirense não é ciência, é uma estratégia de branqueamento político que ignora a realidade das ruas e dos bolsos de quem cá vive todo o ano.
O título interno, "Atitude Sustentável" deve ser encaminhado para Eduardo Jesus e não aos madeirenses! Só no lixo não temos "inimigo externo"?
https://www.madeiraopina.com/2026/04/desmentindo-uma-reportagem-do-dn-m.html









