sábado, 2 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
O Diário do sr. "padre das esmolinhas" tira a barriga da miséria
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A ERC abriu um processo contra o JPP devido à publicação "A Voz do Povo", lançada a 18 de abril, por esta não se encontrar registada como publicação periódica doutrinária, conforme exige a Lei de Imprensa. Tudo muito certo, só há um pormenor, não é a JPP que não tem ideologia e por isso reúne votos de vários partidos? Doutrina do quê? No meu entender é uma contradição ser alvo de um processo por falta de registo de uma "publicação doutrinária" quando a própria natureza política do JPP é frequentemente descrita como transversal e desprovida de uma ideologia rígida de esquerda ou direita.
O regulador, provocado por uma consulta do DIÁRIO (claro, amor com amor se paga), verificou que a publicação carece de elementos obrigatórios como o número de registo, estatuto editorial, ficha técnica completa e a direção por um jornalista profissional, violando os requisitos formais que garantem a transparência e a responsabilidade editorial. LOL! E onde vão arranjar um jornalista livre que não seja do PSD nesta terra?!
Mas isto tem muita piada, o DN aponta um exemplo clássico da linha ténue entre a propaganda política e a informação jornalística, servindo de lembrete que, no ecossistema mediático da Região, nem mesmo as publicações de partidos estão acima do escrutínio regular. Parece o humor do Rei na América. Se o JPP se tivesse candidatado ao MediaRam nada disto acontecia.
O JPP foca o seu "editorial" no combate à "desinformação" e na crítica à gestão do Governo PSD/CDS sobre fundos do PRR e custos de vida, mas acaba por "tropeçar" precisamente na burocracia que valida a legitimidade de um órgão de comunicação, provando que, para se ter voz no debate público sem censura, é fundamental cumprir primeiro as regras do jogo democrático.
No próximo plenário acredito que o Albuquerque vai mudar o disco riscado e o Brício vai lhe saltar a placa.
Mas, nestas coisas de usurpação de funções por um partido ao jornalismo há algo que me aguça o apetite, porque estiveram a usar o nome do DN, durante meses numa página do Facebook, claramente para colher likes indevidos, e o DN nunca prestou a mesma atenção? Tudo se resolveu pela calada. Será gente do partido certo a sugar seguidores para fins partidários? Quem sabe? Tantos mistérios!
Quanto ao JPP, depois de convidarem o Alberto João para dar lições de como devem fazer para acabar o círculo da "máfia no bom sentido", agora era de convidar o Jaime Ramos para ensinar como se faz um jornal político. Decorria o ano de 2012 e estava legal!
https://www.madeiraopina.com/2026/04/o-diario-tira-barriga-da-miseria.html
Helena Sacadura Cabral, recorda com saudade o seu querido filho Miguel Portas (grande Senhora!)
"Mulheres e o 25 de Abril" (escreve a grande deputada madeirense SARA MADALENA)
Mulheres e o 25 de Abril
Comemoramos há pouco o 25 de abril.
Sendo mulher, permitam-me dar conta do que seria a vida de uma mulher antes do 25 de abril. A mulher perfeita seria aquela que, de preferência sem conhecimento de letras e de números, se resignaria ao trabalho do lar, ao cuidado dos filhos que Deus deparasse, sem planeamento familiar, com netos de igual ou superior idade dos filhos, filhos criados, para aos 12 anos seguirem para um ofício que aprenderiam e executariam até ao fim dos seus dias, de almoço na cesta, feito pela madrugada pela mulher submissa, nas brasas do lar, na panela de fero, de lenço à cabeça e avental manchado no colo.A família que cantava “Arraial, oh lusa gente!” e levava os filhos para a Mocidade Portuguesa para aprenderem a idolatrar o líder, a Pátria.
A família que inexoravelmente, aos domingos, de banho tomado e roupa especial, se dirigiam à missa para mais uma dose de autoritarismo assustador, um Deus que temiam, porque assim o ensinavam. Um Deus que castigava. Um Deus que não amava.
Um Deus, uma Pátria, uma Família completamente enviesados. Uma mentira, uma ilusão, um logro, como são todas as ditaduras.
Por isso, não queiram ressuscitar figuras sinistras do nosso passado coletivo.
Uma mulher, por exemplo, nos anos 60, não podia viajar, trabalhar ou sequer abrir correspondência sem a autorização do marido. Se fossem casadas ou se pretendessem casar, bem podiam esquecer serem enfermeiras ou hospedeiras de bordo.
Votar? Ide, mas é para junto do fogão.
É certo que, ainda hoje, as mulheres têm a vida mais difícil, basta atentar nas redes sociais e nos comentários a elas dirigidos: misoginia e inveja ou misoginia ou inveja, a escolha é livre. Mas, ainda assim, lutando pela liberdade de ser quem somos, sem pedir licença, damos graças a Deus por ser filha de Abril e filha de Novembro, pelas mulheres que estudaram o quiseram, cantaram e escreveram o que quiseram, quer dizer, dentro dos limites do código penal e das boas maneiras, claro está, de terem casado com quem quiseram e as que quiseram terem tidos os filhos que quiseram, de poderem conduzir, de usar sapatos de salto, só porque sim, de usar decotes, sem pedir desculpa, sem achar que qualquer mulher, dentro dos limites do decoro, pode usar o que quiser, sem ser um convite ou uma insinuação.
Não temos um país perfeito, longe disso, continuamos em construção social e cultural. Quando se permite e defende quem tenta justificar, na televisão, em horário nobre, atos de violência sobre as mulheres. Quando se menospreza um ser humano pelo seu género, cor, orientação ou escolhas. O caminho faz-se caminhando. De saltos, se for preciso.
O quinquagésimo segundo aniversário da Revolução dos Cravos coincide com os 50 anos da nossa autonomia e se como mulheres tivemos tempos difíceis durante a ditadura, também, como mulheres ilhéus a dificuldade foi a dobrar.
Menina das historietas entrevista o coordenador da USAM na festa de hoje do 1º de Maio hoje no Funchal
O GENOCÍDIO DE QUE NÃO SE FALA:
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