“A esquerda, esquerda já acabou, o PS se calhar qualquer dia acaba...”

“A esquerda, esquerda já acabou, o PS se calhar qualquer dia acaba...”

Ele quer o PSD a ganhar na secretaria e desvirtuar o resultado das eleições na Madeira afim de se eternizar no poder.
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Nada mais a propósito, estamos com um belo exemplo fora da nossa terra que vai gerar ditadura. espero que o exemplo alerte as pessoas para algum tipo de gente que quer continuar a prosperas com os pés em cima dos outros.
O mesmo fenómeno de engenharia política com paralelo nas intenções de alguns na Madeira reside na tentativa de alterar as regras do jogo para garantir que o resultado seja sempre o mesmo, independentemente da vontade real dos eleitores.
Atentem ao que se está a passar com o ditador da América...
Nos EUA, este processo chama-se Gerrymandering. Recentemente, estados como o Tennessee e a Virgínia (e outros como a Carolina do Sul e o Alabama) têm estado no centro de batalhas judiciais por causa do redesenho dos círculos eleitorais.
No fundo é usar a técnica de "drill drill" para o petróleo defendida pelo ditador da América nas eleições. A estratégia de "cracking" (Fragmentação), no Tennessee, por exemplo, onde o Partido Republicano redesenhou o mapa de modo a dividir cidades tradicionalmente Democratas e com grandes populações de eleitores negros (como Memphis e Nashville) em três ou quatro círculos diferentes é um exemplo claro do que pretendiam e pretendem para a Madeira.
Ao espalhar esses eleitores por distritos rurais esmagadoramente Republicanos, o seu voto deixa de ter peso. Eles deixam de conseguir eleger um representante que defenda os seus interesses. Isto é tão importante que os Democratas que estão com sondagens para vencer perderiam a larga maioria dos representantes.
Quando um eleitor negro percebe que o seu círculo foi "desenhado" para ele perder sempre, a motivação para votar desaparece. É uma forma de supressão indireta de voto, não te proíbem de votar, mas fazem com que o teu voto não conte para nada. O entusiasmo com a trapaça gera divisões sociais e raciais, pelo menos na América. Acredito que na Madeira o madeirense mole como é se deixaria ficar.
Na Madeira, vivemos atualmente num sistema de Círculo Eleitoral Único. Isto significa que todos os votos de todos os concelhos vão para o mesmo "cesto", e os 47 deputados são distribuídos proporcionalmente. É o sistema que melhor protege os pequenos partidos e a pluralidade.
A proposta dos "Lemos" desta terra que confere com as necessidades do seu PSD, tem por base criar círculos por concelho (11 círculos ou mais), defendida por vozes como João Lemos para "estabilizar" o sistema, tem o mesmo objetivo mecânico do que estamos a ver nos EUA. A morte da proporcionalidade. Se a Madeira passasse para 11 círculos (um por concelho), o PSD (que ganha na maioria dos concelhos individualmente) poderia eleger quase todos os deputados, mesmo que a sua votação global baixasse.
Num círculo pequeno (como o Porto Moniz ou São Vicente), ou como no concelho do senhor João Lemos, os votos no IL, PAN, BE ou seriam "lixo". Só os dois maiores partidos (PSD e PS) teriam hipóteses de eleger. Eventualmente o JPP, mas toda a oposição seria insignificante. Isto é o regresso à Maioria Absoluta "Artificial". Tal como os Republicanos no Tennessee querem garantir 9-0 em mandatos com apenas 60% dos votos, onde os Democratas têm sondagens para ganhar, o objetivo na Madeira seria permitir que o PSD voltasse às maiorias absolutas sem precisar de ter 50% dos votos dos madeirenses.
O que une o caso americano ao caso madeirense é a tentativa de substituir a democracia de pessoas pela democracia de territórios. Nos EUA, usam a raça e a geografia para diluir o poder dos Democratas. Na Madeira, usam a divisão por concelhos para diluir a pluralidade que surgiu nas últimas eleições e devolver o controlo total ao partido dominante.
Em ambos os casos, o resultado é o mesmo, o eleitor sente que o sistema está "viciado" e afasta-se das urnas, o que apenas ajuda quem já está no poder.
Atente-se à guerra civil que se vai gerar na América, por cá eles sabem que o madeirense é mole e não se mexe. Pobrezinho e remediado é suficiente.
Obrigado por não seres mais um que se vendeu!
Rafael Macedo ao ver o negócio que os médicos corruptos e ganaciosos fazem com a saúde dos pobres. Começou a denunciar suas práticas ao grande público e também ao vasto auditório do blog Pravda ilhéu! Nós aqui não fazemos o culto da personalidade, mas o trabalho cívico do dr. Rafael Macedo deve ser elogiado e reconhecido por todos os democratas. Ele não olhou só para o dinheiro não baixou a cabeça ao Director!
Dr. Rafael o respeito é para quem luta! Lá canta o nosso DJ.
João de Abreu, antigo leitor do jornal "O Garajau" conversa com o presidente Albuquerque na rua dos murças no Funchal. É dono de uma loja de bordados Madeira!
Mário Vaz Maia foi detido no âmbito de um caso relacionado com alegadas agressões ocorridas na esquadra do Rato.
Mário e NininhoVaz MaiaNininho Vaz Maia viu mais uma vez o nome da sua família envolvido em polémica após o irmão Mário Vaz Maia ser detido no âmbito de um caso relacionado com alegadas agressões ocorridas na esquadra do Rato, onde o agente da PSP se encontrava presente no momento do incidente.
No entanto, poucos se lembram de que Mário Vaz Maia, já foi uma figura conhecida do público muito antes de envergar a farda da polícia. Com nove anos participou no programa 'Uma Canção Para Ti', da TVI, apresentado por Manuel Luís Goucha e Júlia Pinheiro, onde deu nas vistas pelo seu talento musical.Na altura, os pais de Nininho e Mário Vaz Maia, Avelino e Ana Paula, destacavam o dom natural da família para a música. "Ele faz tudo isto sem qualquer formação musical. A família canta toda muito bem", referiu a mãe em declarações à revista 'TV Guia'. Ana Paula acrescentou também que o filho sonhava com duas carreiras possíveis: "Ele já diz que gostaria de ser cantor ou então futebolista", disse na altura, mas acabou por seguir outro caminho.
Anos mais tarde, foi o próprio Nininho Vaz Maia que, em 2021, no programa 'Goucha', revelou que o irmão acabou por deixar a música por opção própria.
https://www.cmjornal.pt/vidas/detalhe/irmao-de-nininho-vaz-maia-brilhou-na-televisao-antes-de-se-tornar-policia
A pergunta instantânea é como interpretam os votantes do JPP estas iniciativas? E se vão em consonância com aquilo que o partido lhes atraiu para acabarem votando no JPP. Por outro lado, sem dúvida que se bebe experiência, mas a população que outras políticas, outro modelo económico, outras abordagens em benefício dos madeirenses, para procriar com condições de vida antes que desapareçam e para garantir um futuro para os estudos dos mais novos fora deste modelo esclerosado e perante os desafios da Inteligência Artificial. O que ideias do passado vão contribuir para o futuro, mais do mesmo, um modelo hibrido, o JPP está a colecionar informação para contrapor ou está a destacar o regime e o sistema?
O JPP com esta sucessão de eventos confirma uma tendência, porque ainda não trouxe outra, como convidar gente da oposição limpa de relações e dependências com o PSD. Não sei se é para parecer plural ou recolher toda a informação, mas o simples facto de projetar figuras dos outros e inibir ou omitir as suas, quando chegar na hora das eleições, não tem pessoas reconhecidas e credíveis para justificar o voto e ser mais do que oposição, com um projeto diferente e alternativo. É que parece que o JPP depois de um antagonismo feroz às políticas do PSD, parece estar a serenar e a querer ser credível aos votantes do PSD. Mas, algum dia o PSD vai partilhar poder com quem quer que seja? Algum dia o PSD vai convidar gente do JPP para dar opinião num evento seu? Algum dia os votantes que salivam contra o JPP vão votar JPP. Há uma expressão dentro do PSD que não sei se o JPP conhece, "antes nós do que eles".
Mas também há momentos com piada dentro do PSD, aqueles que criticaram Jardim, agora, depois de explicado no Madeira Opina, também querem estar presentes a mentalizar os militantes e simpatizantes do JPP. Vejo nisto uma oportunidade para o PS crescer, mas saberá aproveitar a brecha?
Estou a tentar ser racional e explorar tudo isto. O JPP parece estar a tentar descolar da imagem de "partido de protesto" ou de "oposição feroz de base municipal" para se projetar como uma alternativa de governo. Ao colocar oradores, desta feita como Miguel de Sousa ou João Carlos Abreu, nomes com peso institucional e histórico, o partido está a enviar uma mensagem ao eleitorado moderado: "Nós conseguimos sentar à mesa quem conhece o sistema por dentro". É uma tentativa de ganhar respeitabilidade institucional junto de um eleitorado que teme o vazio de poder. Mas a pergunta é esta, o JPP vai perder o seu eleitorado com aventuras ou apostas em eleitores que não mudam presos a interesses com o PSD? Não creio que votem num sucedâneo preterindo o original, portanto, só podemos ficar com a vitória clara em eleições do JPP ou uma coligação.
Assim sendo, quem fica a defender os madeirense do sistema que os esquece e está cada vez mais claro. Ao debater temas técnicos (como o investimento público no golfe e a taxa de utilização das infraestruturas) com especialistas e ex-governantes, o JPP tenta esvaziar o argumento do PSD de que a oposição não tem propostas ou não percebe de gestão. O perigo é a invisibilidade dos quadros próprios. Onde andam os quadros do JPP e para que servem escondidos? O JPP apresenta os mesmos convidados de sempre da comunicação social e, dá-lhes razão. Se o partido não apresenta rostos novos e credíveis ao lado destes "dinossauros" da política regional, corre o risco de parecer apenas um anfitrião de luxo para vozes críticas internas do próprio PSD.
Há um verdadeiro enigma. Dizem que muita gente que foi do PSD votou no JPP, por não concordar com o partido (o PSD), não era suposto dar a palavra aos que tentaram mudar isso no interior do PSD, que foram destratados e banidos, e até forneceram um ou outro quadro ao JPP? A simpatia e pluralidade é com o poder e interesses duros do modelo? Convidar figuras que foram influentes no passado (e que hoje podem estar mais distantes ou não da atual liderança do PSD) é uma forma de expor as divisões no partido do governo? O JPP utiliza estas figuras como "validadores" das suas críticas? Se um antigo Vice-Presidente do Governo Regional critica uma política atual num evento do JPP, essa crítica tem, para o eleitorado, um peso muito maior do que se fosse dita por um deputado da oposição. Mas a incongruência é o tema ser golfe! Pelo tema e pelo interessado. O Golfe ocupa espaço de debate no JPP? Qual o interesse dos madeirenses? É aqui que o JPP deveria ser oposto, antagónico, destacar onde investir os milhões do golfe para chegar à alternância.
O JPP está a perder a clareza da mensagem depois de lhe sabotarem a comunicação. Não é bom caminho. Depois de lhes terem decidido um candidato autárquico, começa a haver influência a mais no pensamento partidário.
Esta estratégia é um fio da navalha, se o JPP serenar demais para atrair o voto do PSD, pode perder o eleitorado que gosta do antagonismo direto e da combatividade que os caracteriza na autarquia e parlamento, abre um flanco. Se o JPP se foca em converter eleitores do PSD através da moderação, o PS pode tentar recuperar o espaço da oposição ideológica mais clara. No entanto, o PS da Madeira tem tido dificuldade em encontrar esse tom sem parecer estar apenas a reagir aos acontecimentos. Mas o PS pode ganhar votos imediatos porque neste JPP o votante não quer estar. Basta a suspeita, se o PSD não se aproxima do PS então...
O PSD alguma vez convidaria alguém do JPP é a chave para entender a assimetria. O PSD não precisa de convidar a oposição para legitimar os seus eventos, porque detém a máquina do poder. O JPP, ao fazer o contrário, admite implicitamente que a "chancela de credibilidade" ainda reside, na mente de muitos madeirenses, em figuras ligadas à história do regime autonómico.
O JPP está a jogar o "jogo longo". Estão a tentar demonstrar que não são o "papão" que vai destruir a autonomia, mas sim os seus novos curadores. Quer moderar o ódio visceral que se vê nalguns fanáticos do PSD ao JPP e retirar o medo dos funcionários públicos em votar JPP porque herdaria a máquina. O perigo reside em saber se estão a construir uma alternativa própria ou se estão apenas a servir de palco para um PSD descontente que, no dia das eleições, acabará sempre por votar no "original" e não na "cópia moderada". O que foi que aconteceu nas últimas regionais com o candidato com a pior imagem de sempre do PSD? Ganhou!
A malta não vai com sucedâneos, o caminho são novas políticas antes que novos "eleitores importados" voltem a fortalecer o PSD. Vai a bom ritmo.
Não poderia deixar de lançar esta farpa, qualquer dia, o DN Madeira tem que tratar o JPP não como adversário mas como concorrência, que algum dia pode ter mão no Mediaram, mas a atitude vai dar na mesma, como na hora da verdade do PSD, eleições, puro e duro para a vitória.
(Emanuel Bento)