Revelou o antigo sacerdote madeirense Edgar Silva em conferência realizada ontem na sala "Anjos Teixeira"no Funchal:
Informou o público presente na reunião que nessa altura em 1936 houve um juiz na Ponta do Sol, corajoso que exigiu que os corpos fossem exumados afim de ser feita uma autópsia aos cadáveres para determinar as causas da morte dos camponeses assassinados pela polícia.
O dr. Agostinho Cardoso foi chamado pelo juiz para fazer a autópsia aos cadáveres que estavam sepultados no antigo cemitério das angústias no Funchal numa vala comum. Quando os corpos foram exumados por ordem do juiz já estavam em adiantado estado de decomposição.
Os documentos militares da época estão inacessíveis à investigação histórica na Torre do Tombo em Lisboa. As entidades militares consideram este assunto um tema tabu.
O arquivo Militar da Madeira também está inacessível. As chefias militares consideram este assunto muito delicado para ser investigado e tornado público, por isso não permite a consulta de qualquer documento relativo aos acontecimentos dessa época.
O ex-padre Edgar Silva ao consultar documentos existentes nas paróquias do concelho da Ribeira Brava descobriu a verdade sobre estes assassinatos da Polícia de Segurança Pública do Funchal.










