domingo, 19 de abril de 2026

Página UM e Joana Amaral Dias denunciam a promiscuidade entre o poder politico e o poder partidário versus Maçonaria

 

ANIVERSÁRIO DE FERNANDO SEARA MOSTRA CONVÍVIOS 'INDIGESTOS'

Ministro da Administração Interna de mão no ombro do procurador-geral da República em almoço com maçons

Quarta-feira, primeiro de Abril — dia consagrado às mentiras —, mas nada ali tem de ficção. Pelo contrário: é a mais completa verdade, talvez triste, de intimidades privadas pouco convenientes para quem exerce elevados cargos públicos, tudo registado em fotografias públicas, partilhadas sem pudor há já quatro dias

Tratou-se ‘apenas’ de um almoço, mas um repasto especial, no restaurante do EPIC SANA Lisboa Hotel, junto ao Marquês de Pombal, que reuniu dezenas de convidados para celebrar os 70 anos de Fernando Seara, antigo presidente da autarquia de Sintra e homem ligado ao PSD, ao futebol e a outras agremiações. O conhecido músico Fernando Pereira, anfitrião musical da tarde, não mediu palavras: “um almoço divinal e superdivertido”, com direito a canções entre pratos e um ambiente de franca convivialidade.
Amadeu Guerra, procurador-geral da República, ao centro (sentado), com Luís Neves, ministro da Administração Interna, ao seu lado direito. À esquerda identifica-se também Fernando Seara e Fernando Pereira. Foto: D.R.
Mas o que distinguiu este almoço não foi propriamente o tom festivo — foi a composição da mesa. E, sobretudo, aquilo que dela se pode inferir pelas fotografias da praxe. ↓Amadeu Guerra foi a ‘estrela’ do almoço de aniversário dos 70 anos de Fernando Seara.
 Foto: D.R.

Numa das principais fotografias, vê-se Fernando Pereira e o aniversariante Fernando Seara — também ‘irmãos’ em lides maçónicas — do lado esquerdo de um sorridente homem sentado à mesa, telemóvel à frente, atrás de quem está um terceiro homem, também sorridente, que coloca a mão direita sobre o seu ombro direito. Um gesto de proximidade — semelhante ao de Fernando Seara — que não é meramente protocolar. Na verdade, é um gesto íntimo, quase fraternal.

Na verdade, não são apenas dois amigos a celebrar o aniversário do terceiro. São, cumulativamente, dois dos mais relevantes centros de poder do sistema judicial e de segurança: o topo do Ministério Público, Amadeu Guerra, procurador-geral da República, é o homem sentado, com duas mãos sobre o ombro direito; e aquele que está de pé à sua direita é Luís Neves, actual titular da Administração Interna, até há cerca de dois meses director da Polícia Judiciária. Ambos foram responsáveis por um polémico arquivamento de uma averiguação preventiva, considerada secreta — até decisão do Supremo Tribunal Administrativo — ao primeiro-ministro Luís Montenegro, por causa da empresa familiar Spinumviva.Esta imagem, por si só, não prova nada — mas mostra tudo, porque, em política e em justiça, a percepção pública é matéria sensível. E aqui a percepção é inevitável: PGR, PJ e Governo podem não andar de mãos dadas, mas metem mãos nos ombros uns dos outros.

Mas não é apenas esta fotografia que desmonta uma certa promiscuidade entre figuras públicas e outras mais ou menos discretas. Entre os convidados presentes, já identificados nas diversas fotografias, encontra-se Pestana Dias, que, em parceria com Fernando Pereira, criou em 2018 o polémico corpo maçónico Grande Loja Soberana de Portugal, associado a um ‘inner circle’ chamado “The Klub”.

Neste momento, Fernando Pereira é o grão-mestre desta obediência maçónica; Pestana Dias foi o seu antecessor. Esse universo não é uma mera curiosidade social — foi objecto de escrutínio criminal, sem que se conheça ainda um desfecho conclusivo. Numa das fotografias do dia 1 de Abril, os dois destacados membros da Grande Loja Soberana ladeiam Amadeu Guerra, o procurador-geral da República.


Amadeu Guerra, ao centro, ladeado por dois maçóns (Fernando Pereira e Fernando Seara). Foto: D.R.

 Como foi revelado em Outubro de 2022, pela CNN Portugal, o Ministério Público abriu um inquérito à Soberana, cujos líderes criaram um clube de negócios que prometia acesso privilegiado a “líderes governamentais e empresariais proeminentes”. Esse acesso não era apenas implícito — era explicitamente comercializado como valor acrescentado do clube, com níveis de adesão que podiam atingir quotas elevadas para integrar o núcleo restrito.

 A origem do inquérito remonta a uma denúncia recebida pela Polícia Judiciária — quando Luís Neves era já seu director —, que apontava para um alegado esquema envolvendo maçons, um clube de elite e até um projecto de templo virtual com investimento em criptomoedas.

 Os factos descritos terão sido considerados susceptíveis de enquadramento em crimes como fraude fiscal, branqueamento de capitais e tráfico de influências. Não se conhece publicamente o desfecho deste inquérito, sendo certo que Amadeu Guerra — que se jubilou como procurador-geral regional de Lisboa em Agosto de 2020, antes de ser nomeado Procurador-Geral da República em Setembro de 2024 — conhecerá o caso.


Luís Neves com Fernando Pereira. Foto: D.R.

Nesse mesmo universo, conforme noticiou então a CNN Portugal, surgiam ligações directas da Soberana também a Fernando Seara, que integrou a associação que estruturava o clube, ao lado de Pestana Dias e Abílio Alagoa.


Em suma, aquilo que o almoço de 1 de Abril revelou é a persistência — e até a naturalização — dessas redes de relacionamento, e não apenas uma ligação demasiado convivial e estreita entre um procurador-geral da República e um ministro do Governo. E já nem se fazem em estruturas discretas ou reservadas, mas em espaços de sociabilidade aberta onde convivem, sem constrangimento, actores do sistema judicial, governativo e empresarial.

Nas imagens divulgadas nos últimos dias, vê-se ainda Luís Neves a sorrir, a dançar, a circular entre convidados. Nada disso é ilegal. Mas tudo isso é politicamente relevante. Porque o problema não está no almoço, mas no aperitivo e naquilo que se segue.


Das cinco fotografias conhecidas do almoço, Fernando Pereira aparece em todas e Amadeu Guerra em quatro. Foto: D.R.

 Num Estado de direito, a independência das instituições não depende apenas da sua existência formal. Depende também da distância — efectiva, afectiva e perceptível — entre quem decide e quem beneficia. Quando essa distância se esbate, mesmo que apenas em aparência, instala-se um ruído que nenhum comunicado oficial consegue dissipar.

 O almoço foi, como disse Fernando Pereira, “divinal”. Mas a política raramente se mede pela leveza dos adjectivos, mas sim pela gravidade dos contextos. E esse, neste caso, é tudo menos ligeiro.

https://paginaum.pt/2026/04/17/mai-dee-mao-no-ombro-do-pgr

sábado, 18 de abril de 2026

Apresentação do livro "Por dentro do Chega" do jornalista Miguel Carvalho no Forum de Machico


 A apresentação do livro e do debate que se seguiu mostrou um PS/mamadeiras muito dividido nas suas várias facções internas. PS/Mamadeiras é constituidos por um grupo de cavalheiros e madames que se odeiam Cordialmente


Miguel Carvalho "o grande repórter" revelou que durante dois anos não foi à festa do Avante por recear insultos dos "camaradas". Por ter escrito na VISÃO umas coisas criticando o partido Comunista. Por esta afirmação verificamos logo que era um socialista encartado. 

 
 Henrique Sampaio todo cagão (mas bastante caquético), usou da palavra na apresentação do livro. Actualmente é também um socialista disfarçado depois de ter sido no passado  colaborador do COMÉRCIO do FUNCHAL e depois do 25 de Abril no jornal satírico «O Garajau».  Escrevia lá uns artigalhos esquerdistas. Actualmente é mais um socialista caviar, mas teso!
 Rodrigo Trancoso e Cristiana sua esposa assistiram ao debate. Rodrigo Trancoso usou da palavra para criticar o PS por nas presidenciais anteriores não ter apoiado oficialmente a candidata socialista ANA GOMES
Rubina Berardo deixou o PSD/Mamadeiras depois de se casar com o deputado Gonçalo Leite Velho a nova revelação do PS/mamadeiras
Aqui temos o Telmo cheio de subserviência ao presidente da câmara. Os tipos têm os mesmos tiques do PSD. Está abonado com um bom tachinho na Autarquia, como é costume na esquerda caviar.

Aqui temos o Victor Freitas mais conhecido pelo primeiro Damo. É o principal cacique manipulador do PS/Mamadeiras. Os actuais deputados do partido são todos amigos dele e indicados por ele nas listas eleitorais


Leite Gonçalo Velho a nova *coqueluche dos socialistas madeirenses
*Pessoacoisa ou hábito que goza de preferência ou atenção popular.

 

 Aqui temos em primeiro plano o professor João Carlos de Gouveia de S. Vicente, antigo presidente do PS/Mamadeiras. Foi afastado da direção partidária através de um golpe palaciano do primeiro Damo Víctor Freitas. Atrás do professor Gouveia temos o Artur Andrade da CDU ex-quadro da antiga UDP e apoiante do padre Martins Júnior em Machico. Depois caiu em desgraça e foi afastado da UDP pela falsa bordadeira Guida Vieira e pelo marido dela (Paulo Martins).
 Ele interveio para dizer mal dos pastores evangélicos e das igrejas evangélicas.  Acusou as mesmas de serem apoiantes do partido CHEGA. Até meteu no mesmo pacote os Adventistas e tudo. Está ficando bastante caquético este Artur Andrade. A idade não perdoa!
Paulo Cafofo também interveio no debate onde ´só disse banalidades e elogiou a sua atual esposa a "venezuelana" De pé temos o jovem Telmo (com camisa rosa) o mestre sala da assembleia. Fiel seguidor do padre Martins. Ele escolhia as pessoas que podiam usar da palavra. Tomava notas dos pedidos e só dava a palavra às pessoas que o deputado Gonçalo Leite Velho achava oportuno e conveniente.
 Os que pensava serem mais criticos, não podiam falar. Eram deliberadamente ignorados.

Professor Gouveia intervindo no debate




A única voz dissonante no debate denunciou rque o PS fora de Machico está em queda livre no eleitorado madeirense. Exige um saneamento nos actuais dirigentes que estão agarrados ao tacho e a prejudicar o partido. Ela pelas suas afirmações não gosta do manipulador Vítor Freitas.





Coelho de Gaula também assistiu atenciosamente ao desenrolar do debate.






Artur Andrade está ficando um pedaço caquético. Já sem o fulgor do outrora no seu passado esquerdista
Emgrande plano temos a menina ex-PSD/mamadeiras Rubina Berardo , ouvindo atentamente o seu marido Gonçalo Leite Velho






sexta-feira, 17 de abril de 2026

Viva Machico terra de Abril !

 


  No âmbito das comemorações do 25 de Abril, o Município de Machico promove até ao dia 26 de abril um conjunto alargado de iniciativas integradas no programa “Terra de Abril”, assinalando os 52 anos da Revolução dos Cravos com uma programação diversificada.

  Neste sentido, esta noite acedeu-se o letreiro luminoso “25 de Abril”. (JM)


VENTURA SABE QUE MENTIU? (escreve Pedro Tadeu jornalista do DN/Lisboa)

 


VENTURA SABE QUE MENTIU?

▪️Por Pedro Tadeu - Jornalista
No debate, segunda-feira na CNN, com Pacheco Pereira, André Ventura disse que os políticos “do sistema” não admitem os crimes políticos do pós-25 de Abril e citou conclusões do Relatório da Comissão de Averiguação de violências sobre presos sujeitos às autoridades militares”, o chamado “Relatório das Sevícias” – mas ao fazê-lo desmentiu-se a si próprio.
Esse relatório, publicado em julho de 1976, foi elaborado por indicação do Conselho da Revolução no rescaldo do 25 de Novembro de 1975. Este facto foi omitido por Ventura.
O documento foi um instrumento político dos vitoriosos desse último golpe e muito do que lá se diz não está devidamente sustentado, nem inclui a defesa das pessoas e instituições acusadas de serem autoras das ditas sevícias. É parcial e duvidoso, mas, sem dúvida, também conterá verdades.
O ponto central para esta discussão não é esse. O ponto é que, ao contrário do argumento de Ventura, o regime democrático que o 25 de Abril criou em 1974 já discutia abertamente, a nível oficial e menos de dois anos depois, os abusos que o próprio regime teria cometido, coisa que durante 48 anos de fascismo português nunca aconteceu – de resto, o dito relatório está disponível, para toda a gente, no site da Presidência da República, não está escondido.
Portanto, quando André Ventura afirma que em 50 anos de democracia a classe política dominante não admitiu a existência de abusos de Direitos Humanos no pós-25 de Abril está a mentir e contradiz-se quando apresenta como prova um relatório que até foi elaborado por alguns atores do dia 25 de Abril de 1974, como, por exemplo, o jornalista Francisco Sousa Tavares.
Outra manipulação de André Ventura é a de dizer que nunca Salazar e Caetano assinaram ordens de prisão, o que só teria acontecido no pós-25 de Abril.
Nem Salazar, nem Caetano precisavam de escrever ordens de prisões políticas porque as davam verbalmente. Por exemplo, Silva Pais, que foi diretor da PIDE a partir de 1962, aparece mencionado 119 vezes nas agendas de audiências individuais de Salazar, que saiu do poder seis anos depois. Dá quase 20 vezes por ano.
Ventura queixou-se de que houve três mil presos políticos a seguir ao 25 de Abril e que 30 mil pessoas fugiram do país.
Em 1974, segundo a Comissão de Extinção da PIDE/DGS, havia 3000 agentes da polícia política e mais de 20 mil informadores (os chamados “bufos”). Se a isto somarmos vários militares, polícias, membros da Legião Portuguesa, muitas outras autoridades como governadores civis, ministros, secretários de Estado, altos funcionários públicos, quadros das comissões de censura, juízes dos tribunais plenários e alguns outros milhares de pessoas que participavam ativamente, mesmo de forma indireta, nas estruturas de repressão política do regime fascista, teremos de perguntar: “Poderia uma revolução que deita abaixo um regime repressor manter as pessoas que exerciam essa repressão em liberdade?”
Na verdade, até seria de esperar que houvesse mais prisões e mais fugas, mas, apenas 17 meses depois, tal como André Ventura acabou por dizer, quase todos estavam livres ou começavam a voltar. E isso demonstra a tolerância do 25 de Abril.
Mais de 30 mil resistentes e patriotas não tiveram essa sorte durante o fascismo. Álvaro Cunhal, por exemplo, amargou mais de 11 anos na cadeia e só se libertou porque fugiu do Forte de Peniche. Esteve 14 anos fora do seu país... até ao 25 de Abril.
Como é que se pode comparar uma coisa com a outra?!
▪️Opinião DN

quinta-feira, 16 de abril de 2026

A nomeação de Paulo Barreto é uma asneira do António José Seguro

 

PTP lamenta: “Estamos bem arranjados” com Paulo Barreto

 O Partido Trabalhista Português (PTP) manifestou ontem “a sua profunda estupefacção e total desacordo” perante a nomeação de Paulo Barreto para o cargo de Representante da República para a Região Autónoma da Madeira.
  Para o PTP, esta escolha é um sinal alarmante para as instituições democráticas da Região. Se Paulo Barreto for um Representante da República tão “bom” como foi enquanto Presidente da Comarca da Madeira ou como delegado da Comissão Nacional de Eleições (CNE), os madeirenses e os porto-santenses estão, no entender do partido, “bem arranjados”.
  José Manuel Coelho faz questão de avivar a memória colectiva, recordando que foi durante o mandato de Paulo Barreto que se assistiu a episódios negros na justiça e na liberdade de expressão na Madeira: O partido recorda o cerco movido contra o jornal Garajau e contra diversos democratas que ousaram desafiar o regime jardinista.
  “Durante o seu tempo na Comarca da Madeira, a grande corrupção política floresceu sem que a justiça fizesse o seu devido trabalho de fiscalização e punição, permitindo que esquemas de compadrio se enraizassem na Região”, afirmam os trabalhistas, citando como exemplo, o caso da dívida oculta da Madeira (processo Cuba Livre) e da agente de execução Maria João Marques que “burlou muitos madeirenses”.

  Coelho lembrou que não foi por acaso que operação “Zarco” e a operação “Ab Initio” teve de partir de fora da região com o DCIAP, colocando a nu, a inoperância de anos e anos da justiça na Madeira, que esteve sobe a liderança e supervisão de Paulo Barreto.

  O PTP afirma que Paulo Barreto estava mais preocupado com questões da sua classe e corporativistas do que propriamente com interesse dos madeirenses e porto-santensses, que mereciam uma justiça decente.
 O Partido Trabalhista Português diz portanto que não é de admirar que Miguel Albuquerque e Paulo Cafofo estejam satisfeitos com a sua nomeação, porque está nomeação servirá uma vez mais como instrumento de protecção das elites que há décadas dominam o arquipélago.
  Coelho sentencia: esta nomeação de Paulo Barreto para Representante da República “é o primeiro tiro nos pés” de António José Seguro.

Pedro Calado está fazendo a sua travessia no deserto para regressar aos tachos politicos do seu PPDê

 


Eis a foto que o  imortalizou: Do Bentley em Londres directamente para o calabouço, em Lisboa!

As opções dos fascistas da justiça em Portugal