domingo, 15 de março de 2026
O vereador do BMW Fábio Costa onde arranjou dinheiro para este carrão uma vez que anda sempre teso?
sábado, 14 de março de 2026
Temer a inflação e o terrorismo.
No gabinete de Trump reina a ignorância e a soberba, na Madeira, Albuquerque atira para trás das costas. O Irão não é a Venezuela e vai se organizar, entretanto, acorda as células e trata de tirar o sossego aos vizinhos pro-americanos.
Os americanos votaram na sua desgraça, este Trump hostiliza todos na sua máquina de gente que abana cabeças enquanto ele sem pudor nos conflitos de interesses vai enriquecendo. Quem diria que veríamos isto de um país de terceiro mundo na América. Para que memorizemos, para memória futura sobre o que acontece quando se vota sem discernimento.
A guerra mudou de figurino, e o que estamos a ver nas páginas do JM Mundo é o prelúdio de uma era muito mais sombria e imprevisível. A morte do 'ayatollah' Ali Khamenei e a ascensão de Mojtaba Khamenei, num cenário de "desfiguração" e caos, não é apenas um golpe de estado ou uma sucessão dinástica, é o rastilho para a explosão definitiva da guerra assimétrica, algo que a honra da Ucrânia nunca se meteu... mas devia quando vê tantos traidores. E Trump está de novo na jogada...
Quando as superpotências e os exércitos convencionais (como os EUA e Israel) utilizam a sua supremacia tecnológica para decapitar lideranças, como vimos no ataque a Teerão, a resposta nunca vem sob a forma de uma batalha naval clássica ou de uma invasão de tanques. A resposta vem através da assimetria.
Na guerra assimétrica, não há campos de batalha definidos. O inimigo não usa farda nem bandeira visível. Com o Irão ferido no seu orgulho e na sua estrutura de comando, a estratégia passará pelo financiamento e ativação de células adormecidas em todo o mundo. O terrorismo deixa de ser um "efeito colateral" para passar a ser a ferramenta principal de equilíbrio de poder. Entretanto, acentua as intenções de provocar disrupção pela energia. Já conseguiu por Trump a permitir Putin de vender o seu petróleo e isso vai trazer injustiças
A notícia fala em 77 navios que atravessaram o Estreito de Ormuz sob tensão. Este é o ponto de asfixia da economia mundial. Na guerra assimétrica, o "terrorismo económico", o bloqueio de rotas, o ataque a petroleiros com drones baratos e a sabotagem de infraestruturas, é muito mais eficaz do que qualquer míssil balístico. Se o sangue dos "mártires" for vingado, como promete a propaganda iraniana, o preço que pagaremos na bomba de gasolina na Madeira será o menor dos nossos problemas.
Mojtaba Khamenei assume o poder num momento de fragilidade total. Quando regimes autoritários se sentem encurralados e desfigurados (literal e figuradamente), a tendência é a fuga para a frente através do extremismo. O terrorismo vai aparecer em força porque é a única forma de estas organizações manterem a relevância perante uma tecnologia militar ocidental que não conseguem igualar.
O perigo já não está apenas nas fronteiras do Médio Oriente. A guerra assimétrica traz o conflito para dentro das cidades europeias, para os aeroportos e para os centros de decisão. Trump espera uma "revolta popular" em Teerão, mas a história ensina-nos que o vácuo de poder nestas regiões raramente é preenchido pela democracia, mas sim por formas ainda mais violentas e descentralizadas de fundamentalismo.
Estamos a entrar num ciclo onde a força bruta gera respostas invisíveis e letais. Enquanto as notícias focam nos ataques aéreos e nos números de navios, o verdadeiro perigo está a ser cozinhado na sombra, um terrorismo de nova geração, mais tecnológico, mais disperso e muito mais difícil de deter. Na guerra do século XXI, quem tem o míssil mais caro nem sempre é quem ganha a partida.
A Madeira no Atlântico, com o seu modelo de turismo, é tão vulnerável como qualquer país do Golfo.

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