sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Celso Gomes analisa com clareza o monopólio dos portos da Madeira pelo Luís Miguel de Sousa o armador que se tornou grande à custa do poder político corrupto

 

«Grupo Sousa, o dono da Madeira… uma verdade bem mais antiga que uma simples capa de revista!…

O título desta reportagem não é apenas uma frase antiga de uma revista. É uma realidade que, quinze anos depois, continua à vista de todos — nos portos, nos navios, na carga, na logística e na dependência de duas ilhas inteiras de um mesmo grupo económico. Mudaram os governos, mudaram os protagonistas e multiplicaram-se as promessas. Mas a pergunta continua absolutamente atual: quem manda verdadeiramente nesta Região?
Nesta terra houve quem sonhasse com impérios da noite, do golfe, da hotelaria, do alojamento local, das rent-a-car e de tantos outros setores. Outros tiveram a capacidade de sonhar mais alto. Aproveitaram oportunidades, apoios e decisões políticas e acabaram por construir um grupo empresarial com presença na navegação, nos portos, na logística, no transporte, no turismo e até na energia.
O problema não está em uma empresa crescer. O problema começa quando uma ilha inteira fica dependente de um número cada vez menor de operadores e quando a concorrência parece existir mais nos discursos do que na realidade.
A OPM opera nos portos da Madeira desde 1991. O Grupo Sousa está ligado ao transporte marítimo de carga, à operação portuária, ao agenciamento, à logística e ao transporte de mercadorias. Isto não é uma opinião. É uma realidade empresarial documentada.
Quando uma mesma estrutura está presente em vários elos da cadeia — navios, terminais, agentes, transitários, armazenagem e transporte — é legítimo perguntar se os restantes operadores têm verdadeiramente as mesmas condições para entrar e concorrer.
Não estou a dizer que uma empresa possa ser condenada apenas por ter crescido. Estou a dizer que uma Região insular não pode ficar refém de uma concentração económica que condiciona a entrada de mercadorias, os custos de transporte e, indiretamente, o preço final pago pelos madeirenses. Recordo (e já escrevi sobre isso) que até a Autoridade da Concorrência identificou riscos de encerramento do acesso de concorrentes ao terminal da Sotagus. Para evitar esses riscos, foram exigidos compromissos destinados a garantir condições de acesso e tarifas que não prejudicassem os concorrentes do Grupo Sousa.
Se foi necessário impor garantias para impedir que concorrentes pudessem ser prejudicados, então talvez a realidade seja um pouco diferente da propaganda oficial de que “vem quem quer”.
Vem quem quer? Com que condições? Com que acesso aos terminais? Com que preços? Com que capacidade para disputar uma cadeia logística onde já estão instalados operadores com décadas de presença, frota própria, terminais, armazéns, agentes e transporte? É aqui que começa a verdadeira discussão.
Durante anos, os madeirenses ouviram falar da necessidade de recuperar o controlo dos portos, abrir a operação à concorrência e acabar com situações que poderiam prejudicar a economia regional. Houve anúncios, ameaças de concursos, mudanças de posição e muita conversa política. Mas, no essencial, a concentração manteve-se.
E quando alguns empresários ensaiaram uma pequena tentativa de contestação, usando forças políticas renovadas para defenderem o regresso de uma maior intervenção pública nos portos, depressa perceberam que o poder económico não se enfrenta apenas com declarações de circunstância. O mais interessante seria perceber o que realmente fez alguns recuarem. O que mudou? Quem falou com quem? Que compromissos foram assumidos? Que portas se abriram ou fecharam? Porque, na Madeira, há demasiadas decisões que parecem acontecer nos bastidores e só chegam ao conhecimento dos cidadãos quando já estão praticamente tomadas.
Vejamos o caso do ferry para o continente. Em 2017, o Governo Regional garantia que, no verão de 2018, haveria uma ligação marítima regular entre a Madeira e o continente. O ferry acabou por funcionar, transportou passageiros e veículos e foi apresentado pelo próprio Governo como um sucesso. Depois, quando chegou o momento de transformar essa experiência numa ligação estável, começaram os argumentos sobre prejuízos, apoios e sustentabilidade financeira. A empresa que explorou a ligação alegou que a operação não era economicamente viável.
É uma posição legítima do ponto de vista privado. Mas uma coisa é uma empresa decidir que não quer explorar uma linha sem garantias de lucro. Outra, completamente diferente, é o Governo aceitar que a rentabilidade de uma empresa privada seja o critério para decidir se a Madeira merece ou não uma ligação marítima com o continente.
Não são os empresários que devem decidir se a Madeira tem direito à mobilidade. Essa é uma decisão política. O Governo deve definir o serviço público, garantir regras transparentes e criar condições para que exista concorrência. Se for necessário compensar uma ligação por razões de continuidade territorial, então que se discuta abertamente quanto custa, quem paga e quais são as obrigações de quem recebe esse apoio. O que não pode acontecer é a Madeira ficar sem ferry porque não dá lucro suficiente, enquanto continua dependente de um único operador para a ligação regular.
E chegamos ao Porto Santo. A linha entre a Madeira e a ilha dourada é explorada pela Porto Santo Line desde 1995. O Lobo Marinho, que entrou ao serviço em 2003, continua a ser o elemento central dessa ligação. Entretanto, o navio envelhece, as manutenções tornam-se inevitáveis e a dependência aumenta.
Quando chega a hora de pensar numa substituição ou numa modernização, lá aparecem os fundos europeus, os apoios públicos e os incentivos financeiros.
No caso da intervenção de descarbonização do Lobo Marinho, o investimento ultrapassou os 3,6 milhões de euros, com cerca de 3 milhões financiados pelo mecanismo europeu de recuperação e resiliência. Ou seja: quando há lucro, a exploração é privada; quando há investimento pesado, modernização ou renovação, entra muitas vezes o dinheiro público. E depois ainda ouvimos falar dos prejuízos da linha, como se os cidadãos do Porto Santo tivessem alternativa. Não têm.
Não podem escolher outro barco. Não podem escolher outra empresa. Não podem esperar que apareça concorrência. Dependem de uma ligação essencial, explorada por um único operador, entre duas ilhas que pertencem à mesma Região. É isto que é verdadeiramente grave.
Os custos portuários e de transporte não ficam parados no porto. Entram no preço do cimento, dos alimentos, dos materiais de construção, dos medicamentos, dos equipamentos e de praticamente tudo aquilo que chega à Madeira. O empresário paga mais para trazer a mercadoria, o comerciante tenta repercutir esse custo e o consumidor acaba por pagar a conta. E o madeirense olha para isto e encolhe os ombros. Já não protesta. Já não pergunta. Já não exige explicações. Diz que é assim mesmo. Que vivemos numa ilha. Que não há alternativa. Que é a vida. Mas não é inevitável. É o resultado de escolhas políticas.
Escolhas que permitiram a concentração. Escolhas que adiaram concursos. Escolhas que aceitaram a dependência. Escolhas que confundiram estabilidade com ausência de concorrência e interesse regional com proteção de interesses instalados.
O negócio dos portos não será resolvido com discursos. E muito menos com governos que fingem mandar enquanto dependem daqueles que controlam infraestruturas essenciais. Talvez seja por isso que certos grupos empresariais tenham visto o seu poder reforçado ao longo dos anos. Não porque se possa afirmar, sem provas, que tudo tenha sido ilegal. Mas porque sucessivos governos foram permitindo que uma só estrutura acumulasse posições estratégicas em setores fundamentais para a vida da Região.
E quando se aproximam eleições, convém estar atento. É precisamente nessa altura que podem surgir novas promessas, novas obras, novos anúncios e novos entendimentos.
A fotografia da revista Exame tinha quinze anos quando muitos dos atuais protagonistas ainda prometiam mudar a Madeira. Hoje, o título continua a provocar desconforto porque a pergunta continua sem resposta: Quem manda verdadeiramente na Madeira?
Há governos que julgam ter o poder. Mas talvez sejam apenas peões num jogo económico cujo xeque-mate foi dado há muito tempo.»

Quando o bispo do Funchal afirmou que os cristãos não deviam votar em padres políticos

 

Quando o bispo do Funchal afirmou que os cristãos não deviam votar em padres políticos

(Quem escreve?: Miguel Fernandes Luís-Só podia ser!)
 Há 30 anos, em plena campanha para as eleições regionais, em que os padres Edgar Silva e Mário Tavares concorriam a deputados nas listas da CDU, o DIÁRIO colocou ao então bispo do Funchal, Teodoro de Faria, um conjunto de questões sobre a participação de sacerdotes na política. As suas respostas, embora telegráficas, tiveram grande impacto e geraram reacções. O histórico de envolvimento directo de padres na vida política madeirense é longo e chegou com o sistema democrático e o regime autonómico. Logo em 1976, o padre Martins Júnior foi eleito deputado ao parlamento regional nas listas da UDP pelo círculo de Machico. Em 1992, o padre Mário Tavares veio a ser eleito deputado em representação da CDU. Para as eleições marcadas para 13 de Outubro de 1996, adivinhava-se uma intensificação dessa participação de membros do clero na política. Pela primeira vez, dois padres pareciam ter hipóteses de ser eleitos -Mário Tavares e Edgar Silva, ambos nas listas da CDU.
A primeira página da edição de 24 de Setembro de 2026.

Foi neste contexto que na edição de 24 de Setembro de 1996, o DIÁRIO apresentou uma longa reportagem, assinada pela jornalista Rosário Martins, sobre o tema da entrada dos padres no mundo da política. Uma das opiniões registadas foi a do bispo do Funchal. As questões foram remetidas via fax para o Paço Episcopal e as respostas de Teodoro de Faria foram dadas na mesma folha. Foram respostas telegráficas e algumas reduziam-se a máximas bíblicas. Reproduzimos agora na íntegra, tal como há 30 anos, essa curta entrevista por escrito:

DIÁRIO - Como vê a participação dos sacerdotes na política actual?

Teodoro de Faria - Com pena! Padres na política? Obrigado, não.

DIÁRIO - Considera que a credibilidade da Igreja poderá estar em causa com o envolvimento dos sacerdotes na política?

Teodoro de Faria - A Igreja não, os padres sim; O sal perdeu a força! Um cristão consciente não vota neles.

DIÁRIO - O que estipula o Direito Canónico nesta matéria?

Teodoro de Faria - O que todos sabem: abster-se.

DIÁRIO - Negar o envolvimento dos padres na política é ir contra o "Princípio da Laicidade"?

Teodoro de Faria - Leia o que escreveram os padres maçónicos do século passado!

DIÁRIO - Qual será a posição da Diocese do Funchal face ao envolvimento dos sacerdotes já conhecidos na política?

Teodoro de Faria - A Deus o que é de Deus, a César o que é de César.

Estas declarações não caíram bem na candidatura da CDU. No próprio dia 24 de Setembro, numa acção de campanha, o cabeça-de-lista da coligação pelo círculo do Funchal, Edgar Silva, acusou o bispo do Funchal de "fazer campanha eleitoral pelo PSD". Em declarações aos jornalistas após um encontro com trabalhadores da construção civil, o candidato foi sarcástico: "Nestas eleições, nesta campanha, o PS e o PSD apostaram em duas atracções. O PS apostou no Quim Barreiros, o PSD apostou no Circo Cardinalli e no bispo do Funchal. Lamentamos que o bispo do Funchal aceite ser atracção do PSD ao jeito do Quim Barreiros para o PS".

As eleições de 13 de Outubro de 1996 voltariam a ser ganhas pelo PSD com maioria absoluta, mas a CDU veio a eleger pela primeira vez dois deputados. Edgar Silva e Leonel Nunes foram eleitos no círculo do Funchal. Já Mário Tavares falhou a eleição pelo círculo de Câmara de Lobos.




Juiza fascista Fernanda Sequeira condena os professores Nelson Veríssimo e Alice Mendonça por dizerem verdades que a Liliana Rodrigues não gostou de ouvir

 Esta é igual à juiza dos 7maridos

a pardalona aplica bem o art.º184 do Codigo Penal fascista.

Professores da Universidade da Madeira condenados por denúncia caluniosa
Miguel Fenandes Luís escreve a notícia


 Dois professores da Universidade da Madeira (UMa), Nelson Veríssimo e Alice Mendonça, foram condenados, esta manhã, no tribunal do Funchal (Palácio da Justiça), ao pagamento de multas, ambos pela prática do crime de denúncia caluniosa e ele também pelo crime de difamação, tendo como lesada a docente universitária Liliana Rodrigues. O arguido foi ainda condenado a pagar à ofendida indemnizações de 35 mil euros e, em conjunto com a arguida, de 5 mil euros.

 A juíza Fernanda Sequeira procedeu à leitura do resumo da sentença, que já tinha sido adiada por várias vezes. Esta decisão pode ainda ser objecto de recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa.

Na origem do caso está um concurso aberto em 2020 na UMa para uma vaga de professor associado no Departamento de Ciências da Educação. Liliana Rodrigues candidatou-se e ganhou o lugar. No entanto, Nelson Veríssimo e Alice Mendonça, que também tinham concorrido, reclamaram da decisão do júri e alegaram que a concorrente vencedora entregou um currículo com supostas “declarações falsas”. Por exemplo, a concorrente dizia ter leccionado ou coordenado disciplinas como ‘Políticas Curriculares e Inovação’ e ‘Ética e Deontologia’ no ano lectivo 2018-2019 e orientado uma dissertação em 2011-2012, quando no portal dos docentes da UMa tais disciplinas estavam atribuídas à docente Jesus Maria. Os queixosos alegaram que Liliana Rodrigues não poderia ter leccionado tais cadeiras, pois encontrava-se a cumprir o mandato de deputada no Parlamento Europeu (2014-2019). Também diziam que, ao contrário do que constava do currículo, era falso que tivesse estado envolvida na criação de um curso de mestrado em Ciências da Educação e Desenvolvimento Comunitário.

 Os dois docentes apresentaram queixa no Ministério Público contra Liliana Rodrigues, que acabaria por ser arquivada. Por sua vez, em 2021 a visada na denúncia também apresentou queixa na justiça por difamação contra os colegas, o que deu origem a este processo. Este julgamento teve início em Janeiro de 2025.

https://www.dnoticias.pt/2026/9/25/506709-professores-da-universidade-da-madeira-condenados-por-denuncia-caluniosa/

A lei fascista da difamação continua a fazer vítimas na Madeira

Nelson Veríssimo, Alice Mendonça e Liliana Rodrigues.


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Rafael Macedo fala da repercussão da antiga "revolta do leite" de 1936 na freguesia da Ribeira Brava de onde é natural

 



Regressamos à Idade Média (artigo de opinião de Gil Canha)

 


«Segundo um responsável pelo Grupo Sousa, se o ferry for subsidiado pelo Estado, eles entram na corrida, isto é, fecham o cerco, e mais nada sai ou entra na ilhota sem pagar um tributo ao Senhor do Largo dos Varadouros.
Enquanto se assiste em todo o mundo ao reforço do Estado Moderno teorizado há muito por Spinoza, na ilha da Madeira passa-se precisamente ao contrário, e voltamos à Idade Média, com um poderoso Senhor feudal que manda em tudo, onde todos os vilões têm de pagar tributos, portagens, capitações, e até banalidades feudais (no regime feudal, se um servo queria usar um moinho, um lagar, uma forja, ou se alguém queria passar uma ponte, um rio ou percorrer uma estrada das terras do Senhor, tinha de pagar uma taxa), ora neste momento, quase todas as atividades económicas vitais da ilha estão nas mãos do nosso Senhor feudal; como transportes marítimos e rodoviários, transitários, distribuição de mercadorias, materiais de construção, hotelaria, energias renováveis, combustíveis, jornais, empresas de comunicações, empresas de planeamento urbanístico, e uma parafernália de companhias que seria exaustivo aqui descrever, e que todos os vilões têm obrigatoriamente de contribuir, já que quase tudo está na mão deste ilustre Senhor feudal.
Até o cargo de presidente do Governo foi quase extinto, e Albuquerque transformou-se numa espécie de preboste ou senescal do seu Senhor, que, em termos medievais, era o alto funcionário que supervisionava a rotina interna do castelo, os suprimentos do feudo, a manutenção das muralhas e dos caminhos, e geria a cobrança das taxas aos camponeses e comerciantes no domínio senhorial.


Por alguma razão estranha, ainda não foi instituído o Direito de Pernada (vão ver no Google o que é — jus primae noctis!), e, por enquanto, ainda não é cunhada moeda na terra do Sousa nem está em vigor a célebre taxa (1) "Mão-morta", como era apanágio dos grandes senhores feudais, embora já esteja bem consolidada a cerimónia anual de vassalagem e homenagem ao Senhor Sousa, no fim do ano, no ferry Lobo Marinho, por parte de magistrados, homens bons, mercadores, menestréis, representantes de guildas, camareiros, bobos, pajens da caca (2)(Groom of the Stool), e caça-ratos (uma função altamente valorizada na Idade Média, pois ajudavam a conter esta praga e a proteger os armazéns de cereais). »

(1) A taxa da mão-morta era um imposto pago pelos herdeiros de um servo ao senhor feudal após a morte do chefe da família (o patriarca).
Direito de cultivo: Quando o servo morria, os filhos precisavam pagar esta taxa para conseguir a permissão de continuar a viver e a trabalhar no mesmo pedaço de terra

(2) O Groom of the Stool era um servo do sexo masculino da casa real inglesa, responsável por auxiliar o rei em suas necessidades e higiene pessoal diárias. Além da higiene pessoal do soberano, a pessoa que ocupava esse cargo também era responsável por fornecer água, toalhas, monitorar cuidadosamente a limpeza dos objetos privados do rei e sua dieta com base no que era encontrado nas fezes, que então era discutida com o médico da corte sobre a saúde do rei. O nome completo "Groom of the Close Stool" vem diretamente da cadeira confortável usada pelo soberano ("close stool" em inglês, na verdade).

O médico João Rocha Neves acusado falsamente de assédio sexual por alunas betinhas da Universidade do Porto

 

Por ser boa pessoa e tentar cativar alunos e alunas, umas alunas woke acusaram-no de importunação nas redes sociais. (1)Foi enxovalhado publicamente pelo atual diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Professor Doutor Altamiro da Costa Pereira, que nunca viu um doente na sua vida (professor da informática médica).
Professor Doutor Altamiro da Costa Pereira (acima na foto)
Este é um médico daqueles que nunca viu utentes. É o atual diretor da faculdade de medicina da Universidade do Porto. Várias vezes candidato a Reitor da Universidade do Porto. 

O médico mais novo é cirurgião vascular.
Está a fazer sombra a este colega mais velho. Quando as elites não conseguem competir, para chegarem ao topo, ou vão para a ética médica, saúde pública ou para a informática médica, patologia clínica, anatomia patológica, etc. Tachos onde não é preciso ver doentes.Ou vão também para genética médica, ou farmacologia médica,… nunca vêem doentes. Assim é fácil. Responsabilidade zero!Ganham o mesmo que um médico normal a nível público. Nunca viram um doente. Ou se viram; foram muito poucos ou nenhum.Esses cargos onde nunca se veem doentes são muito bem pagos. São para elites produzirem documentos. Como o médico  que morreu ontem.
Médico, farmacologista e professor catedrático da Universidade do Porto, foi o fundador do Instituto de Bioética da Universidade Católica e detentor da cátedra Unesco de Bioética.

Foi muito divulgada a sua morte. Era da ética médica e farmacologia clínica. Nunca viu um doente.Esta gente sempre teve especialidades médicas para nunca verem doentes e receberem ordenados  príncipescos. Risco zero.
 Tentaram perseguir o cirurgião vascular de topo Professor Doutor Rocha Neves que, supostamente, foi simpático com betas do regime nas redes sociais. 
  Quase que este médico acusado de assédio seria beliscado pelas meninas betinhas do regime. É preciso acabar com a escumalha no regime da alta burguesia.
 Pravda ilhéu deseja muita força e está solidário com o nosso amigo  Professor Doutor Rocha Neves, cirurgião vascular distinto no nosso País!
 Walter Osswald: Farmacalogia Clínica e Ética Médica; este pardalão nunca viu um doente.Lá bateu a bota! 
 
Altamiro Costa Pereira, é da informática médica. Nunca viu um doente. 
Ambos recebem vencimentos das arábias!



«A agência Lusa, que noticiou o caso, avança que vai ser aberto um inquérito urgente para apurar os factos e determinar eventuais medidas disciplinares.

Um grupo de alunas enviou na sexta-fera a queixa à reitoria da Universidade do Porto alegando que o professor as segue nas redes sociais, coloca likes em fotos privadas e manda mensagens inoportunas.

O professor em questão garante que é um caso de roubo de identidade e disse à Lusa que "nunca assediou ninguém, nem pessoalmente nem através de meios digitais".»

(1) nota da redação:
As alunas no fim até defenderam em tribunal o médico João Rocha, informou à nossa redação o próprio.   A queixa foi uma vingânça do professor doutor Altamiro.
 Esse  Diretor da Faculdade de Medicina Universidade do Porto, Altamiro da Costa Pereira, é um médico que nunca viu utentes e que fez imensas fraudes.
 Esse Altamiro é uma fraude pegada juntamente com esse Walter Osswald, que pertence à Opus Dei, instituição que mete alunos na Medicina (e nas especialidades médicas) de forma fraudulenta.
 O Opus Dei dá cargos fraudulentos a imensos médicos em Portugal antes era o cónego Melo.

Baruch Spinoza o filosofo nascido em Amesterdan


 Baruch Spinoza foi um dos filósofos mais subversivos do século XVII. Ele acreditava que “Deus só existe filosoficamente” e é identificado com as leis necessárias da natureza.Baruch Spinoza foi um filósofo nascido em Amsterdã, de família judia de origem portuguesa, e foi um dos pensadores mais originais de sua época. Spinoza (1632-1677) foi excomungado da comunidade onde nasceu em 1656, o que significou uma emancipação intelectual e possibilitou que ele escrevesse os seus livros.

Spinoza realizou uma interpretação crítica da Bíblia. Sua teoria sobre Deus identifica-o com as leis da natureza científicas fundamentais, que explicam todos os fenômenos que ocorrem na natureza. A concepção de Deus de Spinoza exclui qualquer possibilidade de milagres ou interferência divina na ordem das coisas, o que Spinoza considerava superstição.

A crítica da superstição levou Spinoza a escrever a Ética, em que demonstra como Deus é a causa racional produtora e conservadora de todas as coisas. Por causa dessas críticas, Spinoza foi considerado um ateu, o que, naquela época, referia-se ao pior dos subversivos, aquele homem que concebia Deus contra a concepção tradicional e, portanto, abalava a aliança entre religião e Estado que sustentava o poder.

A teoria de Baruch Espinosa (ou Spinoza) sobre o mundo moderno rompe com o dualismo tradicional ao propor o monismo radical e o panteísmo, resumido na fórmula Deus sive Natura (Deus, isto é, Natureza). [1, 2, 3]
Para o filósofo do século XVII, o universo não foi criado por um Deus antropomórfico externo, mas identifica-se com a única Substância infinita, da qual tudo o que existe (incluindo o ser humano) é uma manifestação ou modo. [1, 2, 3, 4]

Conceitos Centrais do Pensamento de Espinosa

  • Deus e Natureza como uma única realidade: Não existe separação entre o Criador e a criatura. Deus é a imanência absoluta, a força motriz e a ordem racional por trás de todas as leis naturais. Como aponta A metafísica moderna de Baruch Espinosa, o homem e o cosmos "navegam" na Substância Divina. [1, 2, 3, 4]
  • Monismo: Existe apenas uma única substância universal dotada de infinitos atributos, dos quais conhecemos apenas dois: o pensamento (a mente) e a extensão (a matéria). O dualismo entre corpo e alma, defendido por René Descartes, é superado, pois mente e corpo são a mesma coisa vista sob atributos diferentes. [1, 2]
  • Necessidade e Liberdade: O livre-arbítrio, no sentido de uma vontade totalmente acausal, é uma ilusão. Tudo no universo decorre de uma necessidade geométrica e causal divina. Para Espinosa, a verdadeira liberdade humana não é agir sem causa, mas compreender essa necessidade e agir de acordo com a razão, superando as paixões tristes. [1]
  • Crítica Política e Religiosa: Defensor vigoroso da liberdade de expressão, da tolerância religiosa e da supremacia do poder civil sobre o eclesiástico, Espinosa argumentava que o objetivo legítimo do Estado é a liberdade e a segurança dos cidadãos, não a imposição de dogmas de fé. [1]