domingo, 24 de maio de 2026
Pela última vez Marilyn Monroe
A 26 de junho de 1962, Marilyn Monroe terminava uma sessão fotográfica para a revista “Vogue” com Bert Stern, aquela que ficou conhecida como “The Last Sitting”. Dois dias depois, a 28 e 29 de junho, gravou a sua derradeira entrevista, desta vez para a revista “Life”. Faltavam cinco semanas para a lenda de Hollywood morrer de overdose, aos 36 anos. Dois registos que se tornaram simbólicos e que a Revista do Expresso relembra, regressando à versão integral da entrevista que só agora está disponível. Nela, discorre sobre a fama, o sexo e a sua relação com John Fitzgerald Kennedy. Marilyn Monroe nasceu há 100 ano
João Abel Manta, o artista guerrilheiro
1928-2026 Pintor, ilustrador, arquiteto, cartunista, é conhecido por causa dos seus cartoons políticos de crítica à ditadura, tendo tido uma intervenção mais vasta nas artes.
Aprendemos a desenhar como aprendemos a ler. Por isso a célebre resposta de Picasso à pergunta “quanto tempo demorou até conseguir fazer esse traço?” é, de certa forma, inteligível para qualquer pessoa. “Uma vida inteira”, terá respondido Picasso. Percebemos que o desenho é uma técnica que se adquire, mas a resposta demonstra uma contradição inesperada: a humildade do génio. Como se Picasso renegasse a ideia de talento e desse toda a relevância à prática, à técnica, à repetição, à experiência. João Abel Manta, pintor e cartunista, conta no documentário “A Torre de João Abel Manta: O Imaginador” que o pai, o pintor Abel Manta, tinha ficado muito orgulhoso quando o nome do filho apareceu ao lado do nome de Picasso num catálogo de uma exposição coletiva em Berlim e andava a exibir a página aos amigos n’A Brasileira. Era um reconhecimento importante do talento do filho estar em tão genial companhia. João Abel Manta morreu a 15 de maio, em sua casa, em Lisboa, aos 98 anos. João Abel Carneiro de Moura Abrantes Manta nasceu a 29 de janeiro de 1928 em Lisboa, filho único do pintor Abel Manta e da pintora Clementina Carneiro de Moura. A família vivia no último andar de um prédio na Rua de São Bernardo, em Lisboa, frequentado pelos amigos dos pais de João Abel Manta, escritores e artistas. Muito miúdo, foi dito por um médico que tinha de apanhar sol, por isso o pai decidiu ter uma casa em Santo Amaro de Oeiras. Aí a criança teve contacto com outro tipo de pessoas, sobretudo com alemães filhos de judeus que ali se tinham refugiado fugidos ao nazismo. Tanto o pai como a mãe tinham a mania das viagens e levavam sempre o filho com eles. Começou muito cedo, tinha a criança 5, 6 anos, e o destino preferido era Paris, onde desenhavam em escolas de artes, levando sempre o filho, que se entretinha a desenhar sentado no chão. Um dia, a mãe levantou-o do chão e disse-lhe para começar a desenhar de pé no cavalete. O pai também tinha orgulho no filho, embora não gostasse muito que fosse pintor, além de não gostar “dos bonecos” que a dada altura começaria a desenhar.Até chegar às Belas-Artes, não exibia a sua consciência política, mas aos 18 anos faz um desenho notável de um homem morto num fuzilamento e uma criança que desenha com o seu sangue a figura de um homem que protesta. Quando entra na Escola Superior de Belas--Artes de Lisboa, torna-se “um guerrilheiro”, de acordo com as suas palavras. Conhece muita gente presa, gente com a vida destruída. É preso em 1948, num momento já de grande envolvimento político anti-Salazar. Termina o curso de Arquitetura em 1951 e poucos anos depois começa a desenhar cartoons que são publicados no “Diário de Lisboa” e no “Diário de Notícias”. A sua atividade como cartunista intensifica--se entre 1969 e 1975, sendo sobretudo ativo no momento logo a seguir ao 25 de Abril, fazendo caricaturas que marcam o início da democracia em Portugal. Juntamente com Alberto Pessoa e Hernâni Gandra, é responsável pelos projetos do Conjunto Habitacional na Avenida Infante Santo, em Lisboa, e da Associação Académica de Coimbra. A arquitetura é a sua atividade principal ao longo da década de 50, mas depressa conclui que trabalha melhor sozinho, “sem dar satisfações a ninguém”. Multifacetado como Ulisses, tanto produz ilustrações para cartazes como para selos e ilustra vários livros, entre os quais “A Cartilha do Marialva”, de José Cardoso Pires. Desenha a calçada da Praça dos Restauradores e o painel de azulejos imponente da Avenida Calouste Gulbenkian. Desenha tapeçarias para o Salão Nobre da sede da Fundação Calouste Gulbenkian e cria os cená rios para “A Relíquia”, de Eça de Queiroz, numa encenação de Artur Ramos, em 1970. Em 1961 ganha o Prémio de Desenho na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian com “O Ornitóptero”, um desenho extraordinário que nos remete para a queda de Ícaro, com personagens viradas de costas (talvez as que mais desprezava). A partir da década de 80 dedica-se à pintura e participa em inúmeras exposições coletivas e individuais. Em 1979 recebera a Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. A 25 de abril de 2004 é agraciado com a Ordem da Liberdade. “Um poeta nasce poeta. Não acredito que um tipo nasça pintor. É possível, com a vida, um tipo comum tornar-se um grande pintor”, dizia. O mistério, então, é haver um só Picasso; um só João Abel Manta.
O CASO "BALLET ROSE" QUE SALAZAR OCULTOU
Em 1967 rebentou um escândalo sexual que afetou profundamente a ditadura salazarista. Uma rede de prostituição infantil incluía marqueses, condes, empresários, um ministro e até um alto membro da Igreja. Filhas de prostitutas com 9, 10, 11…anos eram entregues pelas mães em troca de dinheiro. Apesar de a rede ter começado a atuar há anos, só em 1967 o escândalo foi conhecido, graças a jornais estrangeiros, já que a comunicação social portuguesa estava sujeita à censura.
Um jornal italiano publicou a notícia com o título: «Caça à lolita no jardim do ministro.». «A caçada» é descrita com alguns pormenores. Dez crianças nuas, calçando apenas sapatos e usando uma fita colorida na cabeleira postiça, eram «largadas» no jardim do ministro. Os predadores, nus e também com uma fita colorida, perseguiam as presas até apanharem a que tinha a fita da mesma cor da usada pelo «caçador». De seguida consumava-se o ato sexual. Outro divertimento dos predadores sexuais consistia numa dança executada pelas meninas à luz cor de rosa vinda de holofotes. Daí o nome de Ballet Rose atribuído ao escândalo. Como os abusadores de crianças pagavam muito bem o desfloramento das meninas, pelo menos uma mãe vendeu várias vezes o da sua filha, usando sangue de galinha ou de coelho para simular a virgindade. Embora o caso fosse falado pelos corredores do poder, apenas foi devidamente investigado quando a policia judiciária prendeu a modista Genoveva, tida como «desencaminhadora de menores», já que encontrou na sua casa a lista dos clientes das meninas feitas prostitutas pelas próprias mães. Salazar, ao tomar conhecimento do caso, acabou com as práticas pedófilas dos seus correligionários e mandou a PIDE seguir a investigação, embora com precaução.
A divulgação do escândalo na comunicação social estrangeira irritou profundamente o Presidente do Conselho de Ministros. O seu ministro da Justiça ao exigir a investigação total do caso, escreveu a sua própria demissão, pois o chefe do Governo, homem católico, pretendia a todo o custo defender «a moral e os bons costumes» do regime.
Quando o caso foi a julgamento, duas prostitutas foram condenadas, a um dos homens foi aplicada uma multa, os restantes foram absolvidos. Mais de vinte anos após o 25 de abril, Moita Flores, autor da série televisiva Ballet Rose e de um livro sobre o mesmo tema, afirmou que houve muita pressão para que a série não fosse exibida. Só após a morte de um alto membro da Igreja portuguesa, a mesma foi autorizada, embora em horário a partir da meia noite. Interrogado se essa alta personalidade era o Cardeal Patriarca, Moita Flores não confirmou nem desmentiu, apenas esclareceu que esse indivíduo foi ator participativo e não apenas encobridor. Acrescentou que, aquando da visita do Papa Paulo VI a Portugal, sua Santidade teve uma dura conversa com o prelado português, o qual, posteriormente, foi sujeito a uma certa «clausura».
João Santos o novo presidente do Clube Naval do Funchal
João Santos foi eleito presidente do CNF para o quadriénio 2026-2030
Aqui na foto temos o João Santos ao lado do Juiz desembargador Sílvio Sousa. O juiz desembargador além de ser um juiz fascista está aposentado com uma pipa de massa 7 mil euros por mês.Este juiz mandou para a prisão o padre Frederico.Ana Sousa foi Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude do Governo Regional da Madeira, tendo exercido funções até à tomada de posse do XVI Governo Regional.Excelente apontamento fotográfico do consagrado jornalista e poeta Emanuel Bento
«A Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Rubina Leal, manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento de José Luiz da Silva, reconhecida figura da diáspora madeirense na África do Sul e membro do Conselho da Diáspora Madeirense, onde representava a comunidade portuguesa e madeirense naquele país.
Defensor incansável da Madeira e das comunidades emigrantes, José Luiz da Silva construiu um vasto percurso de dedicação e apoio à comunidade madeirense residente não apenas em Joanesburgo, cidade onde residia, mas também noutras regiões da África do Sul, sendo amplamente reconhecido pelo seu espírito de missão, proximidade e permanente disponibilidade para servir a nossa diáspora.
Com um percurso militar distinto, desde cedo assumiu um papel ativo na vida associativa e comunitária madeirense, acompanhando e participando nas deslocações oficiais e iniciativas promovidas por entidades regionais e locais, sempre com um elevado sentido de pertença e profundo amor à Madeira.
José Luiz da Silva destacou-se igualmente pelo trabalho desenvolvido na comunicação social, enquanto correspondente do JM Madeira e anteriormente do Diário de Notícias da Madeira, contribuindo para aproximar a diáspora da Região e dar voz às comunidades madeirenses espalhadas pela África do Sul.»
Grande verdade de Mark Twain
Quando a mentira vira estratégia e o engano vira discurso, o problema não é só de quem governa, mas também de quem aceita, relativiza ou se acostuma.
Esta é uma das citações mais famosas e controversas atribuídas a Mark Twain, o grande mestre da sátira e do humor americano. A frase ilustra perfeitamente a sua visão ácida e crítica sobre a hipocrisia, a corrupção institucional e a forma como a sociedade muitas vezes normaliza ou perdoa comportamentos antiéticos quando praticados no meio político.
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