segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Obscurantismo à vista na vila do Machico. O presidente da Câmara e o bispo Nuno Brás incentivam a idoltaria religiosa dos motards
Mais um pardalão com pena dos polícias. Este agora incentiva a bófia dos cubanos a fazerem caça às multas. Haja Deus!
Votem! votem neles a seguir paguem as multas todas que os fascistas dos polícias forem aplicando! O Deputado pardalão do JPP está copiando a tonta da presidenta da Câmara Municipal de Santa Cruz que ofereceu dois carros à polícia colonial dos cubanos para eles serem mais eficazes na aplicação de multas sobre o nosso povo.
Extorquir dinheiro a quem menos tem é forte deles. Vade-retro-Satanás com estes verdinhos de Gaula. São iguais ao partido fascista CHEGA!
JPP quer aumentar parcela das multas destinada à PSP O Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP) propõe ao Governo Regional, através da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) a “revisão urgente” do Protocolo de Colaboração entre o executivo regional e a Polícia de Segurança Pública (PSP), por forma a proceder à actualização do montante das receitas provenientes das contraordenações rodoviárias, “instrumento essencial destinado a reforçar as capacidades operacionais do Comando Regional e contribuir para o cumprimento eficaz da sua missão na Região”.Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira junto ao Comando Regional da PSP, o deputado Paulo Alves explicou que o Protocolo de Colaboração entre o Governo Regional e a PSP, assinado em 2006, tem permitido apoiar investimentos em áreas essenciais à atividade policial, designadamente na requalificação e melhoria de instalações e infraestruturas policiais, na renovação da frota automóvel, na aquisição de equipamentos técnico-policiais, na modernização dos meios tecnológicos e no reforço das condições de trabalho dos seus profissionais, sugerindo que 20 anos depois carece de “uma revisão urgente” para responder às novas necessidades.
De acordo com relatórios a que o JPP teve acesso, e no âmbito do protocolo celebrado em 2019 entre as mesmas entidades, foi previsto um investimento superior a 1,2 milhões de euros para os anos de 2025 e 2026. No entanto, segundo o deputado Paulo Alves, este montante revela-se atualmente “insuficiente face às necessidades reais e atuais da PSP na RAM”. O Projecto de Resolução que o JPP vai dar entrada na ALM, é a resposta do maior partido da oposição ao pedido que foi lhe dirigido durante uma reunião do Grupo Parlamentar com o Comando Regional.
No texto da iniciativa parlamentar, o JPP recomenda ao Governo Regional uma actualização de 30% para 40% dos montantes provenientes das multas cobradas na Região Autónoma da Madeira, garantindo que o reforço resultante desta alteração seja aplicado na aquisição e renovação de viaturas, equipamentos técnico-policiais e de proteção, meios tecnológicos, infraestruturas policiais e demais investimentos considerados essenciais ao desenvolvimento da atividade operacional da PSP na Região Autónoma da Madeira.
Paulo Alves sublinha que a segurança pública constitui uma condição essencial para a qualidade de vida das populações, para a proteção de pessoas e bens e para o regular funcionamento das instituições e das atividades económicas e sociais.
“Neste contexto, importa garantir que a PSP disponha de meios materiais, tecnológicos e infraestruturais adequados ao desempenho das suas funções, em particular num território insular com especificidades próprias e necessidades operacionais que exigem respostas adequadas e sustentadas”, refere.(dnoticias)
domingo, 20 de setembro de 2026
Recordando o exemplo do grande jornalista madeirense Vicente Jorge Silva
Vicente Jorge Silva, o madeirense que atingiu uma posição cimeira no jornalismo português, classificou os «Padres do Pombal» como “um exemplo de resistência”. Foto © Alfredo Cunha, cedida pelo autor.
Carlos Fino, ex-deputado e dirigente do Partido Socialista da Madeira e professor da Universidade da Madeira, conheceu o dr. Cruz na segunda metade da década de sessenta, quando frequentava o Centro Académico do Funchal. Na altura, estudava no Colégio dos Salesianos, dirigido por sacerdotes, tendo-nos dito que “percebeu, em conversas informais, que se tratava de um sacerdote diferente daqueles que conhecia e com os quais lidava no referido colégio. Tinha uma abertura de espírito, uma forma de ser e de estar que contrastava com o pendor tradicional, autoritário que caracterizava os padres que até então conhecera”. Destacou-nos a importância que esse relacionamento teve “no despertar da sua consciência cívica e na valorização de valores de ética com que procurava nortear a sua vida”. Ao ponto de ter sentido uma espécie de “fascínio” que o levou, quando decidiu casar-se, a não aceitar “sê-lo por outra pessoa que não ele”. E na companhia da sua futura mulher, Isabel Correia, diligencia para que o seu casamento seja celebrado, na paróquia de Fátima, no Funchal, pelo dr. Cruz, procedendo, em conjunto, à escolha dos textos litúrgicos que integraram a cerimónia.Vicente Jorge Silva, o madeirense que atingiu uma posição cimeira no jornalismo português, num curto depoimento que nos facultou, classificou os «Padres do Pombal» como “um exemplo de resistência”, escrevendo: “A velha cumplicidade da hierarquia da Igreja com o regime salazarista – que nem os ventos do Concílio Vaticano II tinham feito vacilar nas suas profundezas – era vivida talvez de modo ainda mais sufocante na atmosfera insular. Daí o significado precioso da resistência de padres madeirenses como Cruz, Rufino, Martins Júnior e outros, rejeitando a subserviência, a submissão – e a negação dos valores essenciais do cristianismo”, tendo feito questão de acrescentar: “Embora eu já na altura fosse agnóstico, isso não me impediu – antes pelo contrário – de admirar esse exemplo”.
Por sua vez, o Padre Martins júnior referiu-se ao dr. Cruz como “discreto, de poucas palavras, sem grandes dotes oratórios, mas a que todos reconheciam capacidade de liderança”. Uma leitura partilhada pelo dr. Francisco Sidónio Figueira que fez questão de nos dizer que “o líder era, de facto, o dr. Cruz”, a quem atribui o principal mérito pelo trabalho realizado pelos denominados «Padres do Pombal», uma comunidade de que também fez parte.
O então padre João da Cruz Nunes, numa foto reproduzida do "Jornal da Madeira" de 1 de Janeiro de 1965.JOÃO DA CRUZ NUNES (1935-2025)
Morreu um dos “padres do Pombal”, atacado no Funchal com duas bombas
António Marujo | 04/11/2025
João da Cruz Nunes, um dos então “padres do Pombal” atacados com uma bomba que explodiu na sua casa no Funchal, morreu na madrugada desta segunda-feira, 3 de Novembro, em Oeiras, onde vivia há mais de 50 anos. A notícia foi inicialmente dada por António Henrique Sampaio no Funchal Notícias. As cerimónias fúnebres decorrem na próxima sexta-feira, 7 de Novembro, na Paróquia de São Julião da Barra (Avenida Dom João I, em Oeiras), com o velório a partir das 10h e missa às 15h, a que se seguirá o funeral.
Nascido em Jardim do Mar, em 24 de Novembro de 1935, João da Cruz Nunes foi um dos responsáveis, com Arnaldo Rufino da Silva e José Manuel Paquete de Oliveira, pelo programa O Homem e a Vida, transmitido em 1967 pela Estação Rádio da Madeira. Por ali passavam, recorda a fonte citada, “temas da actualidade enquadrados numa linha de pensamento e orientação conciliares”. Uma orientação que, em 22 de Abril de 1969, levaria João da Cruz Nunes e outros madeirenses a subscrever a Carta a um Governador, documento em que 39 personalidades madeirenses reclamavam que a Madeira fosse tratada de forma mais justa pelo poder central.
João da Cruz Nunes foi ordenado padre na Sé do Funchal, em 15 de Agosto de 1959, pelo então bispo da diocese, David de Sousa. Depois disso, licenciou-se em Românicas, em 1966, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a apresentação de um estudo sobre Os Falares da Calheta, Arco da Calheta, Paul do Mar e Jardim do Mar. Quem o conhecia refere uma pessoa brilhante, belíssimo aluno, muito discreto e até reservado. Entusiasmado com o Concílio Vaticano II, esteve na vanguarda da renovação da Igreja e da relação com o mundo, especialmente o mundo do trabalho.
Foi precisamente o universo do mundo do trabalho que o absorveu no regresso à ilha, quando Cruz Nunes ficou como assistente diocesano dos movimentos operários da Acção Católica (Juventude Operária e Liga Operária Católica, nessa altura ainda divididas em movimentos masculinos e femininos). Foi também um dos principais responsáveis pela criação e dinamização do Centro de Cultura Operária, do Funchal. E seria depois o principal impulsionador do denominado Grupo dos Padres do Pombal, que viviam em comunidade e incluía ainda os padres Rufino da Silva e Lino Cabral, aos quais mais tarde se juntou Sidónio Figueira.
Já depois de 25 de Abril de 1974, a casa do Pombal – assim chamada por se situar na rua com o mesmo nome, no Funchal – foi atacada e destruída com uma bomba-relógio, em 11 de Novembro de 1974. Por um golpe de sorte, os padres tinham, nessa manhã, saído mais cedo de casa e por isso não houve vítimas. Também o pequeno automóvel do padre Cruz Nunes foi destruído em 14 de Janeiro de 1976. Ambos os atentados foram atribuídos à Flama (a autodenominada Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira), que protagonizou vários crimes contra pessoas e partidos da esquerda política.
Desde a ordenação do novo bispo do Funchal, Francisco Santana, em 21 de Abril de 1974 – apenas quatro dias antes da Revolução que pôs fim à ditadura do Estado Novo –, o doutor Cruz, como era conhecido, sentia-se desprotegido por parte da hierarquia, como recorda Henrique Sampaio na notícia referida. Ainda mais porque era também atacado publicamente no Jornal da Madeira (propriedade da diocese e dirigido nessa época por Alberto João Jardim), que o referia como “uma espécie de centro de comando da revolução”.
Esses factos levaram João da Cruz Nunes a decidir abandonar o ministério de padre. Ainda nesse ano, já em Lisboa, formalizou a saída, abraçando ao mesmo tempo a profissão de professor no então Liceu de Oeiras.
O partido fascista CHEGA fala em epidemia de corrupção na Madeira... mas é só fumaça !
Mas atenção: Não identifica os casos. Não se atreve a falar por exemplo no grupo monopolista do Sousa dos portos que já domina toda a economia do arquipélago controla o governo e três partidos Regionais assim como os tribunais a imprensa a Televisão e tudo o que mexe na Região Autónoma da Madeira.
"Há na Madeira uma epidemia de corrupção"
Ventura promete combate à corrupção em Câmara de Lobos
"Há na Madeira uma epidemia de corrupção". A afirmação foi feita esta noite por André Ventura, na rentrée do CHEGA-Madeira, na Praia do Vigário, em Câmara de Lobos, onde o líder nacional do partido colocou o combate à corrupção no centro da sua intervenção.
Ventura defendeu que é necessário enfrentar o problema "mesmo que a mensagem seja incómoda", acusando responsáveis políticos de utilizarem recursos públicos em benefício de círculos de proximidade. Para o líder do CHEGA, o dinheiro público deve chegar às pessoas e ser aplicado na melhoria da habitação, da saúde e das condições de vida.
https://www.dnoticias.pt/2026/9/19/506035-ha-na-madeira-uma-epidemia-de-corrupcao/
