quinta-feira, 26 de março de 2026

O "cliente trabalhador" a moderna exploração do homem pelo homem para enriquecer cada vez mais os grandes grupos económicos!

 

 Vivemos numa era em que, sob o pretexto da "agilidade" e da "modernidade digital", as empresas transferiram os seus custos operacionais diretamente para as costas do consumidor. Ele faz todo trabalho, paga e ainda tem direito a uma fiscalização desconfiada dos supervisores.

Falam das asneiras das políticas de Eduardo Jesus, mas há mais formas de destruir a nossa qualidade de vida. Houve um tempo em que ser cliente significava ser servido. Hoje, ser cliente é ser um funcionário não remunerado de todas as empresas com as quais interagimos. O cansaço que a sociedade sente não é apenas fruto das horas de emprego formal, mas da escravidão invisível que nos obriga a fazer tudo neste novo mundo impessoal.

No supermercado, passamos as nossas próprias compras e pesamos a nossa fruta; no bricolage, carregamos e montamos o nosso próprio material. Na banca, somos nós que gerimos transferências, resolvemos erros de sistema e operamos máquinas que substituíram o rosto humano. As empresas venderam-nos a ideia da "autonomia", mas o que nos entregaram foi a transferência de esforço e assim elas ganham mais dinheiro com trabalho de borla.

Se a máquina falha ou se cometemos um erro no processo, a culpa é nossa. Não há ninguém a quem reclamar, apenas um ecrã frio que exige que reiniciemos o processo. O tempo que deveríamos usar para descansar é gasto a aprender a usar novas aplicações de serviços básicos ou a lutar com chatbots desumanos.

  Somos "mal vistos" se não dominamos a tecnologia da empresa, como se tivéssemos a obrigação de ser peritos em cada serviço que pagamos para obter. Quando não desconfiam de que poderemos roubar algo e ainda nos ferem a dignidade, tudo porque os clientes são todos iguais e "funcionários".

  Este mundo "eficiente" é, na verdade, um sistema de exaustão. Transformaram o cidadão num empregado multifunções de todas as marcas, sem salário, sem descanso e com a obrigação de sorrir enquanto faz o trabalho que, outrora, dava emprego e dignidade a outra pessoa.

 Este cenário é particularmente irónico quando olhamos para os números da pobreza e da habitação, enquanto as grandes empresas lucram ao eliminar postos de trabalho e ao passar o serviço para o cliente, a base da população continua a lutar para sobreviver a este "fabuloso" crescimento económico que não se traduz em tempo nem em qualidade de vida.

CDU dá apoio a moradores das zonas altas de Santo António mas depois os mesmos vão votar todos no PPDê

 CDU leva moradores do Ribeiro Lavadouro à Câmara do Funchal

 A CDU acompanhou um grupo de moradores das zonas altas de Santo António, nomeadamente do Ribeiro Lavadouro, no Lombo dos Aguiares, a uma reunião pública da Câmara Municipal do Funchal, com o objetivo de exigir a resolução de reivindicações antigas da população.

 Segundo os moradores, apesar de abaixo-assinados, audiências e promessas do executivo camarário, continuam por concretizar melhorias consideradas essenciais, entre as quais a construção da estrada que ligará o Laranjal Pequeno ao Ribeiro Lavadouro. A população manifestou descontentamento, afirmando sentir-se abandonada e defendendo que estas intervenções representam necessidades básicas para melhorar as condições de vida.

 A CDU sublinha que continuará a acompanhar as populações das zonas altas de Santo António na reivindicação de soluções para os problemas de quem vive e trabalha naquela área do concelho do Funchal.

(JM do "meia-saca")

Policia e GNR não fazem patrulhamento na Matur e a população está com mêdo (escreve hoje o diário do padre)

 Outra coisa não seria de esperar destas policias fascistas que seguem o partido CHEGA e apenas servem para aplicar pesadas multas aos cidadãos trabalhadores



quarta-feira, 25 de março de 2026

Paulo Portas quando geria o jornal O INDEPENDENTE mais o Miguel Esteves Cardoso eram muito críticos em relação aos partidos do regime

 





Estávamos em Maio de 1988 e reinava uma grande euforia na Rua Actor Taborda, à Estefânia, num primeiro andar muito bem situado: justamente um piso acima do cinema pornográfico Cinebolso...

Nascia o jornal “O Independente” e esta era a primeira página do número zero. A fotografia que aqui se vê foi tirada pela Inês Gonçalves, e o “modelo” que posava junto a um táxi com jornais debaixo do braço era... Rui Henriques Coimbra, à época responsável pelo arquivo do jornal. O título da manchete, “Presstroika”, anunciava novos títulos de imprensa, mas no fundo antecipava aquilo que o jornal dirigido por Miguel Esteves Cardoso, Paulo Portas e Manuel Falcão veio a constituir no panorama dos media nacionais: uma revolução, um momento de viragem. E um sonho também: era possível voltar a fazer jornalismo livre, independente, e novo. Passados 20 anos, resta pouco dessa ideia – resta a memória, e alguns sorrisos quando nos lembramos dos dias que ali vivemos...





Miguel Esteves Cardoso
Este artigo tem mais de 10 anos

Uma história de "O Independente", o jornal que nasceu para acabar de vez com o cavaquismo.

A máquina de triturar políticos - este é o subtítulo do livro de Liliana Valente e Filipe Santos Costa sobre o jornal "O Independente", criado por Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso em 1988. Por entre capas inesquecíveis, "as cachas, os escândalos, as manchetes, os editoriais corrosivos de Portas, a ironia desenfreada de Esteves Cardoso", o livro faz-nos recordar muitas das figuras políticas que, quase 30 anos mais tarde, ainda cá andam, e algumas em papéis e com posturas bem diferentes.

Houve um tempo, em Portugal, em que um jornal inventava palavras que depois eram usadas para massacrar figuras públicas. Por exemplo - cadilhar (de Miguel Cadilhe), ou entaveirar (de Tomás Taveira, o tal do vídeo). Eram sobretudo políticos, e estava-se nos anos 80. As pessoas vestiam roupas com chumaços enormes, as Amoreiras reluziam de modernidade, Portugal tinha entrado havia pouco na comunidade europeia, não havia autoestrada para o Algarve. Paulo Portas ainda estava longe de ser ministro (mais longe ainda de ser vice-primeiro-ministro) e a seu lado, na direcção de "O Independente", tinha a verve fulminante de Miguel Esteves Cardoso.

Nesse jornal fizeram-se coisas que hoje em dia nos parecem impossíveis na imprensa. Capas, títulos, fotomontagens. Imaginação sem freio. Coisas que irritavam muita gente, que chocavam, que davam vontade de rir, que faziam troça aberta e sem pedir desculpa a ninguém, que deixavam os políticos nervosos todas as quintas-feiras, na véspera de cada nova edição de "O Independente".

Ainda não havia memes nem gifs animados. Se houvesse, Cavaco Silva - que ainda não era presidente, mas já era primeiro-ministro e foi, contra vontade, a musa inspiradora de inúmeras capas e páginas do jornal - estaria por aí a circular em tudo o que é rede social. Foi, afinal, o jornal em que o então jornalista Paulo Portas massacrou o então primeiro-ministro Cavaco Silva e os membros do seu governo. Basta olhar para esta selecção de capas para ver isso. O Independente - A Máquina de Triturar Políticos é uma edição da Matéria Prima, e pode saber mais aqui.










Quem não se lembra do grande Maritimista José Vieira, grande adepto do Clube Sport Marítimo o maior das ilhas

 

  Senhor maritimista dá cabeça aos pés foram muitos bons anos á ver este senhor nós barreiros se o marítimo é o maior das ilhas foram maritimistas como este senhor que mostrou como é amar o marítimo.
  O SR. JOSÉ QUE VENDIA FRUTA NA RUA DE JOÃO TAVIRA,NOS ANOS 70 80 
 Recordo uma entrevista deste senhor à RTP-M no dia asseguir daquele célebre Farense-1 Marítimo-2 ali para 1991 talvez, com reviravolta no marcador na segunda parte, só a vitória do Farense dava acesso à taça UEFA, e só a vitória do Marítimo salvava da despromoção, ele disse muito emocionado que estava a tomar uma cerveja quando o Marítimo marca o segundo, deu um murro tão forte na mesa que a garrafa de cerveja saltou e partiu-se.

 Levava laranjas para os jogadores do hóquei do Maritimo nos jogos da Quinta Vigia. Actual Casino.- (Rui Marote)

Pobre Senhora foi morta por um filho tresloucado na Matur freguesia de Água de Pena concelho de Machico

 A senhora enfermeira São, pobre senhora que teve um fim tão trágico



Homem que matou a mãe na Madeira abriu porta de casa à vizinha coberto de sangue

João Silva, que matou a mãe, Maria Santos, só fugiu após a patrulha ter chegado à casa em Machico, Madeira.

Foi uma vizinha a primeira a dar pela falta de Maria da Conceição Santos, uma enfermeira reformada, de 64 anos, na tarde de segunda-feira, em Machico, Madeira. Bateu à porta de casa e foi o filho da vítima, João Silva, de 36, a aparecer, coberto de sangue. Aterrorizada, a conhecida da família telefonou à filha da enfermeira, que chamou a PSP.

Uma patrulha da esquadra de Machico não demorou a chegar. E os agentes, sabe o CM, ainda viram o doente esquizofrénico em casa. Só que este não abriu a porta. Em vez disso, terá escapado da residência através de uma janela nas traseiras. A PSP ainda o perseguiu, mas sem o conseguir capturar. Para trás, o homem deixou inúmeros sinais que o incriminam na prática do brutal homicídio da mãe. Maria da Conceição Santos, cujo óbito foi declarado no interior da residência, foi atingida na cabeça  por um objeto contundente. Tinha ainda muitos sinais de agressão com arma branca. Ao que o CM apurou, havia sangue em vários pontos da casa. 

O cenário do homicídio foi preservado, para que a Polícia Judiciária da Madeira iniciasse a investigação. O cadáver da enfermeira assassinada foi, depois, levado para autópsia. João Silva ainda é procurado pelos inspetores.

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/vizinha-viu-homicida-da-mae-coberto-de-sangue


Mais uma equipa para inglês ver e esbanjar o dinheiro dos contribuintes madeirenses. Bem podem trabalhar com os juizes da Comarca da Madeira que absolvem sempre todos os ladrões do PPD desta terra

 

  Isto na nossa terra é uma maravilha, não é? Sempre que aparece um problema grosso, em vez de o resolverem, inventam uma "equipa", um "conselho" ou um "provedor". É a técnica do "maquilha que o povo esquece". A última moda agora é a tal Equipa de Prevenção da Corrupção. Olhei para a foto no jornal e até me deu uma travadinha de riso. Aquilo é o quê? Mais um filtro para o café não sair amargo?

Nós já conhecemos a peça. É o mesmo filme do Gabinete de Defesa da Paisagem... que deve defender a paisagem dos outros, porque a nossa está cravejada de betão e gruas por todo o lado. É o tal Radar dos Ventos no aeroporto, que custou uma nota preta e os aviões continuam a ir "passear" para o Porto Santo ou para as Canárias mal sopra uma brisa mais tesa. É tudo "p'ra inglês ver".

E o que dizer do Provedor do Animal? Coitado, aquilo funciona de empurrão, como os carros velhos. Ou as comissões que fiscalizam o PRR e as obras do Novo Hospital. Fiscalizam o quê? Se os milhões estão a cair direitinhos no bolso dos mesmos do costume? É que a gente vê as obras a andar, mas vê também as negociatas de ajuste direto a voar mais baixo que as cagarras à noite.

Esta nova equipa anti-corrupção vai combater a Pobreza? A culpa é sempre dos "critérios falaciosos". Se a equipa é nomeada por quem manda, acham mesmo que vão morder a mão que lhes dá o tacho? Nunca na vida! Olhem para o jornalismo e assim se faz uma pandilha do mesmo a cobrir os rabos de palha uns dos outros. Mais uma vez os outros é que não prestam.

Vamos ver quantos apanha na corrupção, ou o resultado é que não existe já à partida como as Comissões de Inquérito da Assembleia sempre com o redactor jeitoso?

O que nós temos na Madeira é uma inflação de tachos e uma deflação de vergonha. Criam-se estes órgãos para dizerem que "está tudo controlado", enquanto a malta continua a se orientar com ordenados de miséria e a ver os "intocáveis" a jogarem golfe e a rir-se da nossa cara.

É a política do "pão e circo", mas o pão está caro e o circo já perdeu a piada. Governam para a elite. Defendem a elite.

A gente vota, a gente paga e eles... eles fazem a festa, atiram os foguetes e ainda guardam as canas. Esta equipa vai ser só mais um "instantinho" de publicidade antes de cair no esquecimento.

Mais um tacho, mais um banquete, e o povo que se lixe.