terça-feira, 14 de julho de 2026

Vejam a "democracia" do Alberto João a quem os verdinhos de Gaula gostam de passar a mão pelo pêlo. Ele penhorou 35 mil euros ao professor João Carlos de Gouveia a mando dos tribunais fascistas

 Grande Democrata este Alberto João!

Votar no JPP é dar tiros nos pés para qualquer democrata decente da ilha da Madeira. Eles elogiam fascistas como o Alberto João!


Tribunal do Funchal penhora vencimento do líder do PS-Madeira

João Carlos Gouveia recusara pagar a multa a que foi condenado num processo de difamação a Jardim. Já pagara, como indemnizção ao governante, 35 mil euros

a O Tribunal do Funchal ordenou a penhora de um terço da remuneração do deputado madeirense João Carlos Gouveia, até perfazer o montante da multa pelo crime de difamação a Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, pelo que fora condenado.A Assembleia Legislativa da Madeira foi notificada da penhora de vencimentos executada pelo Ministério Público e comunicou ao deputado do PS que a partir deste mês de Janeiro procederá à retenção de um terço da remuneração líquida, no valor de 767 euros, até perfazer a quantia de 1816 euros.
João Carlos Gouveia, líder do PS-Madeira, foi condenado em Abril de 2006 a uma multa de 1500 euros, mas recusou-se a pagar essa quantia que é agora acrescida de juros de mora.
"Respeito as decisões dos Tribunais, mas entre pagar e ser preso, prefiro ser preso. É uma questão pessoal, o poder judicial tem mecanismos para actuar e tomar uma decisão", disse João Carlos Gouveia depois da sentença.
Relativamente a este processo o deputado pagou as custas judiciais, cerca de 2000 euros, "muito superior à multa, o que demonstra não estar de má vontade", frisou.
João Carlos Gouveia fora absolvido por sentença da primeira instância da indemnização de 70 mil euros, por o Tribunal do Funchal julgar improcedente o pedido civil - "dada a ausência de factos concretos que logrem integrar o pressuposto de dano de que dependia a obrigação de indemnizar". Ou seja, "perturbação, vergonha, depressão sofridos" por Jardim em consequência de um artigo em que o deputado socialista o responsabilizava pela Madeira ser "um paraíso criminal".
Mas mais tarde Gouveia foi condenado pelo Tribunal da Relação de Lisboa, a que o governante recorrera, a uma indemnização de 35 mil euros já entregue a Alberto João Jardim.
"Fui injustamente condenado e considero extremamente elevada a indemnização ao dr. Jardim. Se os senhores juízes tiveram em conta os seus cargos de membro do Conselho de Estado e de presidente do governo regional, deveriam também ter ponderado a forma pouco dignificante como os desempenha", disse Gouveia.
"O professor do insulto"
Acha também "caricato" ter de pagar uma indemnização por danos causados por ofensas a quem o chamou de "louco e incapaz" e é "o político do país que mais insulta os seus adversários políticos e os próprios órgãos de soberania". No julgamento a defesa recordou que devido aos seus "excessos verbais", Jardim foi intitulado pelo jornal espanhol El Mundo como "o professor português do insulto".
João Carlos Gouveia tem reiterado que "na Madeira [se vive] um regime de impunidade que o dr. Alberto João quer manter", com a cumplicidade de alguns magistrados, acusação que motivou aprovação pela assembleia regional de um requerimento do PSD a pedir a "avaliação das capacidades mentais" do deputado.
Com as suas denúncias que incluíram a apresentação de um dossier sobre corrupção na Madeira ao procurador-geral da República, pretende que "nenhuma parcela do território nacional esteja imune à investigação criminal, a todos os níveis", justifica.
Para responder em tribunal no processo, a assembleia madeirense retirou, com os votos da maioria PSD, a imunidade parlamentar ao deputado e líder regional do PS.
O advogado de Jardim no julgamento foi o deputado Guilherme Silva.
João Gouveia acha caricato ter de pagar ao "político do país que mais insulta os seus adversários políticos"

https://www.publico.pt/2008/01/07/jornal/tribunal-do-funchal-penhora--vencimento-do-lider-do-psmadeira-244094

Madeira: tribunal penhora ordenado do líder do PS

Socialista está obrigado a pagar multa pelo crime de difamação a Jardim

O presidente do PS/Madeira foi informado a 3 de Janeiro da decisão do Tribunal do Funchal que penhora um terço do seu salário para pagar multa condenatória pelo crime de difamação a Alberto João Jardim.

A decisão do Tribunal do Funchal foi noticiada na edição desta segunda-feira do jornal Público.

Em declarações à agência Lusa, João Carlos Gouveia confirmou ter sido informado, nos primeiros dias do ano, em carta endossada pela Assembleia Legislativa da Madeira da penhora do seu vencimento para pagar multa de 1.500 euros, acrescida de juros a que fora condenado.

Em 2006, num processo por difamação movido por Alberto João Jardim, o dirigente socialista foi sentenciado pelo Tribunal Judicial do Funchal pelo crime de difamação por ter afirmado, num artigo de opinião, que a Madeira era «um paraíso criminal» a uma pena de 1.500 euros, tendo sido absolvido no pedido cível de 70 mil euros.

35 mil euros de indemnizaçãoJoão Carlos Gouveia decidiu recorrer para o Tribunal Administrativo de Lisboa, instância que não só confirmou a sentença, como o condenou ao pagamento de 35 mil euros a título de danos patrimoniais a Alberto João Jardim.

O presidente do PS/M salientou que «esta foi uma das condenações mais elevadas no país até esta segunda-feira porque Alberto João Jardim é membro do Conselho de Estado e presidente do Governo Regional».

João Carlos Gouveia confirmou que os 35 mil euros de indemnização cível já foram pagos e que «por uma questão de honra, preferia ir para a cadeia a pagar [os 1.500 euros de multa pelo crime de difamação], mas a justiça tem os seus mecanismos para fazer cumprir as sentenças e não posso fazer mais nada».

O «poder judicial está em dívida moral com ele», pois a sua condenação neste processo foi «uma injustiça tremenda».

Líder do PS/M reitera acusações a Jardim

«Reproduzo integralmente aquilo que afirmei e uma leitura histórica no tempo está a dar-me razão», declara.

E adianta: «Confirmo integralmente o que afirmei, que Alberto João Jardim é um dos principais instigadores e beneficiários da Flama (Frente de Libertação da Madeira).

Como é que um membro do Conselho de Estado pode ser separatista e todos os dias fazer campanha pelo nacionalismo madeirense e quando alguém denuncia é condenado?», questiona.

Os «flamistas tomaram conta do PSD/M e hoje, quem quer vingar na política, tem de partilhar este ideal. A violência hoje não é feita com bombas, mas com linguagem, que serve para insular os titulares de órgãos de soberania», acrescenta ainda o líder do PS/M.

Jardim é «separatista» e «fomenta a corrupção»

«Alberto João Jardim é muito mais separatista hoje do que era há 30 anos», afirma, acusando o presidente do Governo de elogiar os «flamistas como se fossem heróis nacionais».

Diz ainda que o ideal de Jardim «se mantém, precisa de adeptos e os dinheiros da União Europeia e do Estado são postos ao desenvolvimento deste ideal, motivo pelo qual tem fechado os olhos à corrupção. Fomenta a corrupção em defesa desse ideal.

Filipe Sousa quer o fascista e flamista Alberto João a discursar na Assembleia da Republica por ocasião das comemorações do 50 anos de Autonomia da Madeira

 A ingenuidade do deputado madeirense é uma bofetada no rostos das pessoas que foram vítimas dos atentados da FLAMA da qual Alberto João Jardim era o chefe político em 1975/76 e das perseguições subsequentes feitas por ele aos cidadãos que se opunham aos seus desmandos e aos seus caciques na ilhota dos mamadeiras. Era melhor que Filipe Sousa abrisse a pestana e deixasse de ser assim tão ingénuo. 

Comentários de leitores do Pravda:

"Abaixo esta falsa oposição dos verdinhos hipócritas que convidam os bandidos do sindicato do crime Pupudê."

...«..Esse é que é o problema. Mamando, mamando, na teta do estado, protegidos por eleições "democráticas" lá se foram perpetuando no poder e abotoando-se com o que este lhes foi dando. Com os cumprimentos dos cidadãos que legitimaram com os seus votos décadas de abuso. E depois todos nos admiramos com os sessenta deputados do Chega, ou lá quanto raio são.»

«Um gajo que pede uma salva de palmas para AJJ na Assembleia da República, para o carrasco da autonomia, pois faliu a região duas vezes e pôs o povo a pão e água, vem agora criticar o PPD, para ver se engana mais alguns eleitores. Nas últimas eleições votei JPP para ver se corria com a autarquia corrupta de Pedro Calado e companhia, mas a mim não me enganam mais. Essa de dar uma no cravo e outra na ferradura a mim não me enganas. Eu quero um partido que combata esta máfia e estes corruptos. Estou farto de políticos a passar a mão no pêlo!»



"Na missiva, o deputado madeirense sublinha que o momento deve ser assinalado com dignidade e reconhecimento, propondo que os Ex-Presidentes dos Governos Regionais da Madeira e dos Açores (Dr. Alberto João Jardim, Dr. Mota Amaral e Dr. Carlos César), sejam convidados a usar da palavra nessa sessão solene, “prestando um testemunho vivo da construção e consolidação do regime autonómico em Portugal”.

JPP propõe comemoração dos 50 anos das autonomias com sessão solene da Assembleia da República

"Filipe Sousa propõe também que os ex-presidentes dos governos regionais da Madeira e dos Açores -- Alberto João Jardim, Mota Amaral (PSD) e Carlos César (PS) -- sejam convidados a usar da palavra nessa sessão solene, "prestando um testemunho vivo da construção e consolidação do regime autonómico em Portugal".


Filipe Sousa faz também questão de destacar o papel histórico de Alberto João Jardim, a quem reconhece “um contributo determinante para a afirmação autonómica, para a defesa da identidade regional e para o exercício de uma cidadania ativa e livre”.

Conferência do JPP sobre autonomia junta Alberto João Jardim e vários oradores no Funchal
https://www.jm-madeira.pt/not%C3%ADcias/regi-o/19902931/conferencia-do-jpp-sobre-autonomia-junta-alberto-joao-jardim-e-varios-oradores-no-funchal.html


O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, admitiu hoje que não vê qualquer problema em que o ex-presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, possa discursar na cerimónia dos 50 anos da Autonomia, que se assinalam em 2026.

Confrontado com a proposta do deputado único do JPP, Filipe Sousa, que anunciou na RTP-Madeira a intenção de sugerir a intervenção de Jardim no Parlamento nacional, Aguiar-Branco reforçou o que dissera na véspera na sessão solene de abertura das comemorações, sublinhando que “a autonomia não foi uma benesse nem um privilégio, mas o resultado de uma conquista feita ao longo dos anos, sempre no respeito pelas regras democráticas”.O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, admitiu hoje que não vê qualquer problema em que o ex-presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, possa discursar na cerimónia dos 50 anos da Autonomia, que se assinalam em 2026.

Confrontado com a proposta do deputado único do JPP, Filipe Sousa, que anunciou na RTP-Madeira a intenção de sugerir a intervenção de Jardim no Parlamento nacional, Aguiar-Branco reforçou o que dissera na véspera na sessão solene de abertura das comemorações, sublinhando que “a autonomia não foi uma benesse nem um privilégio, mas o resultado de uma conquista feita ao longo dos anos, sempre no respeito pelas regras democráticas”.

https://www.dnoticias.pt/2025/10/21/467451-a-autonomia-deve-ser-uma-festa-nacional/

Filipe Sousa classifica Jardim como “pai da autonomia” (vídeo)
https://madeira.rtp.pt/parlamento/filipe-sousa-classifica-jardim-como-pai-da-autonomia-video/


segunda-feira, 13 de julho de 2026

Rafael Macedo foi nomeado delegado de saúde na ilha de Santa Maria nos Açores.Por denunciar alegados abusos foi ameaçado de morte e foi obrigado a fugir da ilha de Santa Maria-conta o próprio

 Nos Açores parece que a corrupção e o compadrio são piores do que na Madeira.

Rafael Macedo

 Nas ilhas dos Açores muitos funcionários públicos usam e abusam de baixas fraudulentas para viver à custa da Segurança Social sem trabalharem. O médico Rafael Macedo recusou renovar uma falsa baixa a uma professora do PPDê de Bolieiro que já está de baixa sem trabalhar há 9 anos. Por causa disso diz estar em perigo de vida. 

 
 Rafael Macedo, também por recusar assinar uma certidão de óbito de um bebé que considerou ter sido morrido num parto (alegadamente) suspeito grangeou muitos inimigos ligados ao governo PPDê do Bolieiro.
 Por causa disso, Rafael Macedo, está a ser ameaçado de morte e já apresentou queixa na PSP da ilha de Santa Maria. 
 Segundo o médico Rafael, contou à nossa redacção,  aqui no blog pravda a situação política e social dos Açores é pior do que a existente na Região Autónoma da Madeira. A corrupção e o compadrio lá são muito maiores.
 Os açorianos são governados por máfias com muitas regalias e privilégios à margem da lei.   Como Rafael Macedo recusou encobrir o alegado falecimento recente de um bebé encontrado no lixo por considerar haver suspeitas de crime homicídio à nascença e por se recusar a passar baixas fraudolentas a apaniguados e caciques do regime, está a ser alvo de ameaças de morte e vítima de agressões.
  Por causa desta grave situação Rafael Macedo pediu proteção policial para tomar o avião rapidamente e fugir da ilha de Santa Maria rumo ao Continente onde se encontra agora a trabalhar no serviço de urgências num hospital em Lisboa.
 Sendo todo este enredo de novela verdade. A Democracia nos Açores está ao nível do Burkina Faso! De por os cabelos em pé.
 

Vídeo da tentativa de agressão ao médico madeirense.
Esclarece o dr.  Rafael Macedo: 

Rafael Macedo diz:
«Quem está com o pau na mão é um médico, o Dr. Carlos Pinto, presidente do Conselho de Admnistração do Unidade de Saúde da Ilha de Santa Maria e Diretor Clínico. Além disso, é reformado pelo Estado Português com um valor de 7000 euros mensais.»
...«Homem de confiança do José Manuel Bolieiro, para a Saúde na Ilha de Santa Maria, nomeado pelo Governo de coligação PSD/CDS/PPM.
 Na área da Saúde os Açores estão pior que a Madeira.»
Dr. Rafael Macedo diz: 
«O outro que está em baixo, é o amigo dele, o José Braga, (o alegado ou possível pai da criança que apareceu morta). Daí a ira dos tipos contra mim.» -acrescenta Rafael Macedo
«Este indivíduo é o José Braga. Ameaçou-me partir o pescoço e foi para o aeroporto da Ilha de Santa Maria ameaçar-me de homicídio com recurso a capangas com navalhas com 10 cm. Estava forte proteção policial para a nossa saída, a meu pedido.»

Estes dois caciques, são ambos a Administração da Unidade de Saúde da Ilha de Santa Maria. Eles é que mandam no organismo. Não existe mais ninguém. A senhora da foto, é a Ana Torres, técnica de análises clínicas, amante do Carlos Pinto.
 O Carlos Pinto é conhecido pelo moçambicano e era casado com a D. Rosa Pinto, responsável pela informática da Unidade de Saúde.
Rafael Macedo fez queixa na PSP de Santa Maria contra os agressores. O caso agora aguarda os trâmites legais.

Filipe Sousa denuncia a inércia dos deputados do PSD em Bento sobre a burocracia do novo subsídio de mobilidade aérea

 


CRÍTICAS SÃO TAMBÉM DIRIGIDAS AOS DEPUTADOS LARANJA EM SÃO BENTO

O deputado do JPP na Assembleia da República, Filipe Sousa, criticou a gestão da nova plataforma da mobilidade aérea entre a Madeira e o continente, considerando que o sistema transformou um direito dos residentes "num verdadeiro labirinto burocrático" e acusando o PSD-Madeira de permanecer em silêncio perante os constrangimentos sentidos pelos madeirenses.

Em comunicado, o parlamentar considera que a implementação da nova plataforma representa uma

"humilhação" para os residentes nas regiões autónomas, apontando dificuldades relacionadas com va-lidações, comprovativos, atrasos e falta de informação.

"Aquilo que deveria ser um direito simples transformou-se num verdadeiro labirinto burocrático", afirma Filipe Sousa, questionando se este é o modelo de continuidade territorial defen dido pelo Estado português. Na sua opinião, os madeirenses "não podem continuar a ser cobaias de experiências administrativas feitas em gabinetes de Lisboa".

As críticas estendem-se ao Governo Regional e aos deputados social-democratas eleitos pela Madeira para a Assembleia da República. 

 O deputado do JPP acusa o PSD de não assumir uma posição firme perante os problemas registados com a nova plataforma, questionando "onde está a defesa dos madeirenses" numa altura em que o partido celebra a Festa do Chão da Lagoa.

Segundo Filipe Sousa, o silêncio dos responsáveis regionais "não é prudência institucional", mas antes

 "submissão política ao centralismo de Lisboa". O parlamentar considera que, ao não contestarem a situação, o Governo Regional e os representantes do PSD "deixam de ser parte da solução e passam a ser cúmplices do problema".

O JPP entende ainda ser contraditório que o PSD faça da defesa da autonomia uma das principais mensagens da Festa do Chão da Lagoa tes "submissão política ao centralismo de Lisboa".

 O parlamentar considera que, ao não contestarem a situação, o Governo Regional e os representantes do PSD "deixam de ser parte da solução e passam a ser cúmplices do problema".

O JPP entende ainda ser contraditório que o PSD faça da defesa da autonomia uma das principais mensagens da Festa do Chão da Lagoa, enquanto evita confrontar o Governo da República sobre uma matéria que afecta directamente milhares de residentes.

Como alternativa ao modelo actualmente em vigor, Filipe Sousa voltou a defender que os residentes paguem apenas o valor subsidiado da viagem, sem necessidade de adiantar o montante total e aguardar posteriormente pelo reembolso.

"A mobilidade aérea não é um favor de Lisboa, é um direito dos portugueses das ilhas", sustenta o deputado, garantindo que o JPP continuará a denunciar aquilo que considera ser uma injustiça para com os madeirenses.




Recordando Alda Nogueira e sua luta em defesa da igualdade em salários e direitos da Mulher

 

MARIA ALDA NOGUEIRA, A MULHER QUE NÃO DESISTIU DA IGUALDADE
Quando a igualdade provocava risos
Em agosto de 1975, poucos meses depois da Revolução de Abril, a Assembleia Constituinte discutia os alicerces da nova democracia portuguesa. Nesse ambiente de renovação política, uma proposta defendendo a igualdade de direitos entre mulheres e homens e o princípio de salário igual para trabalho igual terá provocado risos em várias bancadas parlamentares. A deputada que a apresentou, em nome do Partido Comunista Português (PCP), foi Maria Alda Nogueira (1923 – 1998).
O episódio é revelador do país que Portugal ainda era. Mesmo numa Assembleia eleita para construir uma democracia moderna, os direitos das mulheres continuavam a ser vistos por muitos como uma questão secundária. Alda Nogueira sabia-o bem. Tinha dedicado grande parte da sua vida à luta contra a ditadura, mas também contra a discriminação feminina que atravessava a sociedade portuguesa.
Uma infância operária e uma vocação para a ação
Nascida em Alcântara, Lisboa, a 19 de março de 1923, filha de uma costureira e de um serralheiro mecânico, cresceu num ambiente popular onde o valor do trabalho era uma realidade quotidiana. Aluna brilhante do Liceu D. Filipa de Lencastre, destacou-se desde cedo pela inteligência e pela capacidade de liderança, chegando a presidir à associação escolar.
Ainda jovem participou em iniciativas de solidariedade com os republicanos espanhóis e envolveu-se em movimentos de apoio a presos políticos. Aos 17 anos ingressou na Faculdade de Ciências de Lisboa, onde concluiu a licenciatura em Ciências Físico-Químicas. O futuro parecia apontar para uma carreira académica e científica, área pela qual manteve sempre uma profunda paixão. Chegou mesmo a lecionar Físico-Química durante três anos, passando por escolas em Olhão e no Barreiro, antes de a repressão política absorver por completo a sua vida. No entanto, a realidade política do país acabaria por mudar o rumo da sua existência.
A resistência ao Estado Novo
Foi durante os anos universitários que se aproximou das organizações antifascistas e aderiu ao PCP, em 1942. Participou nas lutas estudantis contra o aumento das propinas e envolveu-se ativamente na Associação Feminina Portuguesa para a Paz e no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, dirigido pela jornalista, escritora e ativista Maria Lamas.
Numa época em que as mulheres enfrentavam limitações legais, profissionais e políticas impostas pelo Estado Novo, Alda Nogueira entendia que a emancipação feminina não podia ser separada da luta pela democracia. Defendia a alfabetização, o acesso à educação, a igualdade no trabalho e uma participação mais ativa das mulheres na vida pública.
A sua crescente atividade política conduziu-a à clandestinidade em 1949. Passou a colaborar na redação do Avante! e assumiu responsabilidades na organização comunista. Em 1957, foi eleita para o Comité Central do PCP. Continuava, contudo, a sonhar com o regresso à investigação científica, convicção que nunca abandonou totalmente.
Dez anos atrás das grades
A prisão chegou em outubro de 1959. Julgada pelo regime em Tribunal Plenário, foi condenada a oito anos de prisão maior, seguidos de medidas de segurança que podiam prolongar o encarceramento por tempo indeterminado. Tornou-se a primeira mulher portuguesa condenada a uma pena tão severa por motivos políticos.
Entre a prisão e o prolongamento das medidas de segurança, permaneceu cerca de dez anos nos cárceres do regime. Décadas mais tarde resumiria essa experiência numa frase particularmente dura: «Na prisão retiraram-me os melhores anos da minha vida.»
O isolamento, a vigilância permanente e as limitações impostas pela PIDE não destruíram, porém, a sua capacidade criativa. Para resistir psicologicamente ao cativeiro começou a imaginar histórias infantis. Dessas recordações nasceriam mais tarde os livros "A Viagem numa Gota de Água", "A Viagem numa Flor" e "As Coisas Também se Zangam". Escreveu também o texto autobiográfico "Uma Mulher, Uma Vida, Uma História de Amor". Obras que revelam uma faceta menos conhecida da dirigente política.
O regresso à liberdade e ao combate cívico
Após sair da prisão e passar um período no exílio, encontrava-se na Bélgica quando ocorreu a Revolução de 25 de Abril de 1974. O regresso a Portugal marcou o início de uma nova etapa.
Participou ativamente na reorganização do PCP e intensificou o trabalho no Movimento Democrático de Mulheres (MDM), organização de que foi fundadora e dirigente. A sua intervenção procurava unir mulheres de diferentes origens sociais em torno de objetivos concretos: igualdade salarial, proteção da maternidade, acesso à saúde, educação e direitos laborais.
Foi neste contexto que chegou à Assembleia Constituinte em 1975.
Uma voz incómoda na democracia
Alda Nogueira pertencia a uma geração de mulheres que não se limitou a celebrar a conquista da liberdade. Exigiu que essa liberdade se traduzisse em direitos concretos.
Na Constituinte defendeu a igualdade de direitos entre homens e mulheres e insistiu na necessidade de garantir salário igual para trabalho igual. Mais do que uma proclamação jurídica, entendia que a igualdade dependia também da existência de estruturas sociais que libertassem as mulheres de encargos desiguais, como creches, cantinas e outros serviços de apoio às famílias.
A proposta não foi acolhida como ela desejava. Houve resistência política e até chacota parlamentar. Mas a ideia permaneceu. Décadas mais tarde, muitos dos princípios que defendia tornaram-se referências fundamentais das políticas de igualdade de género em Portugal e na União Europeia.
Deputada, dirigente e referência feminista
Eleita deputada à Assembleia da República em 1976, manteve-se no Parlamento durante cerca de uma década. Foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do PCP durante doze anos, integrou diversas comissões e presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina entre 1983 e 1985.
Ao longo desses anos continuou a defender causas que a acompanhavam desde a juventude: os direitos das mulheres, a valorização do trabalho, a paz, a democracia e a justiça social. A sua intervenção pública caracterizava-se por uma rara combinação de firmeza política e sensibilidade humana, frequentemente reconhecida por adversários e aliados.
Um legado que permanece
Maria Alda Nogueira morreu a 5 de março de 1998. Tinha dedicado mais de meio século à intervenção cívica e política, atravessando praticamente todas as fases do século XX português: a ditadura, a clandestinidade, a prisão, o exílio, a Revolução de Abril e a consolidação democrática.
Foi homenageada pelo MDM, recebeu a Ordem da Liberdade e viu o seu nome inscrito na toponímia de várias localidades portuguesas. Mas talvez o seu maior legado não esteja nas distinções oficiais.

Permanece na memória como uma mulher que recusou aceitar os limites impostos pelo seu tempo. Cientista que não pôde seguir a carreira que sonhara, resistente antifascista, escritora, deputada e feminista, Alda Nogueira pertence a uma geração para quem a liberdade nunca foi um dado adquirido. Foi uma conquista diária, construída na prisão, na clandestinidade, nas ruas e no Parlamento. E, sobretudo, uma luta que acreditava não estar concluída enquanto a igualdade entre mulheres e homens permanecesse apenas escrita na lei.

domingo, 12 de julho de 2026

João Sousa foi expulso da Polícia Judiciária por denunciar falcatruas na Justiça entrevistado pela Kuriakos TV falou do José Manuel Coelho da Madeira

 

Um dos pilares das chamadas democracias ocidentais é a liberdade de expressão, um direito fundamental que permite a todas as pessoas expressarem livremente as suas opiniões, ideias e informações, sem censura ou repressão por parte do Estado. Este direito é essencial para a democracia, pois promove o debate de ideias, a participação cívica e o acesso à informação. Mas está em risco? Como analisam os juizes este direito?
"isto é o povo a falar!"

Ao minuto 30 do vídeo o João de Sousa fala no Coelho da Madeira

O célebre "500" também não faltou à festa do PSD/Mamadeiras