segunda-feira, 6 de abril de 2026

A ironia da capa do DN Madeira

 


«Imaginem que tínhamos o ARMAS a fazer serviço Canárias - Madeira - Continente e vice-versa. Imaginem que agora na Páscoas tínhamos ido de carro às Canárias. Enchíamos o carro antes de voltar e percorríamos 470/500km sem gastar uma gota.

 Vocês com certeza vão dizer, mas tem o custo a passagem. Meus amigos peanuts, porque também os supermercados são muito mais baratos e com concorrência nas Canárias. O preço da passagem, passageiros e carro, era abafada pelas poupanças, continuava a sair mais barato e ficava o passeio com umas compras do mês nas Canárias.

 Mas agora imaginem que isto pegava na moda uma vez por mês, basicamente, o serviço de ferry tornaria a Madeira e as Canárias com uma fronteira física (o navio), tal como muitos continentais atravessam a fronteira no continente.

 É evidente que isto não interessa ao Miguel Albuquerque, aos supermercados de cá e o senhor Sousa, proprietário do DN-M, do Lobo Marinho e dos porta-contentores que não quer concorrência.

 Quem for a pensar temos várias ditaduras na Madeira, mas o madeirense anda sempre entretido com as babuseiradas que os ditadores inventam, até ao dia que não pensam na ironia da capa.

 Venham vídeos do cozinheiro, capas com o mecenas e os grandes descontos que os supermercados "oferecem".»


(Emanuel Bento)

O monopolista dos portos Luis Miguel de Sousa cada vez é mais rico

 

 Este prédio que vemos na foto situado no centro da cidade do Funchal junto à Igreja da Sé pertence ao Luís Miguel de Sousa o grande monopolista do regime PPDê na ilha da Madeira. 
 Segundo nos informaram inquilinos do prédio, ele é dono deste edifício e de muitos mais espalhados pela cidade.
 Luís Miguel de Sousa nunca mais parou de crescer e aumentar o seu império desde que o Governo Regional da Madeira comprou o navio Lobo Marinho e o entregou ao monopolista Sousa, para o explorar em regime de monopólio a linha de passageiros do Porto Santo.
 Quem não se lembra da guerra que ele fez ao Naviera Armas junto com a famigerada Conceição Estudante na altura secretária do Turismo do fascista Jardim para expulsar o navio ferrie espanhol da Madeira?!

 Viva a gloriosa Autonomia ao serviço destes novos capitães donatários!

Nova semana, novo aumento e a mesma falta de vergonha de quem nos governa.

 


O preço do barril Brent desce, mas na Madeira os combustíveis sobem como se os governantes regionais vivessem noutra realidade, isto já não engana ninguém.

O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, fiel bengala de Miguel Albuquerque, volta a meter a mão no bolso dos madeirenses sem pudor e já nem conseguem esconder a falta de vergonha na cara.
Isto já não é coincidência, escolheram a semana da Páscoa, mais turismo, mais consumo, estudantes em casa, é o cenário perfeito para assaltarem ainda mais quem cá vive.
Enquanto no resto de Portugal e por toda a Europa os preços dos combustíveis descem, na Madeira sobem por decreto governamental.
Isto não é política económica, é oportunismo descarado é ROUBO, e durante décadas, o gasóleo foi quase sempre muito mais barato que a gasolina em Portugal.
Castigam as famílias e as empresas, protegem o lucro das gasolineiras e enchem os cofres públicos com impostos que já ultrapassaram todos os limites do aceitável.
E perante isto, fica cada vez mais claro, o CDS Madeira deixou de servir os interesses do povo madeirense.
O CDS Madeira tornou-se parte do problema dos madeirenses, está na hora do povo madeirense ter a coragem seguir o mesmo caminho que os continentais tiveram e fazer desaparecer o CDS Madeira do panorama político, porque quem governa contra o povo não merece governar.

domingo, 5 de abril de 2026

Miguel Silva o nosso "MEIA-SACA" foi ontem comemorar o centenário da Banda Municipal de Santana

 

  É um jornalista vendido ao regime do PPDê. Faz censura no JM ao trabalho dos jornalistas que trabalham naquele matutino. Quem escrever artigos ou notícias criticas ao governo dos PPDês é logo afastado por este senhor pardalão!


Os farsantes estão aqui todos!
O pardalão do humorista compadre Jodé também é um PPDê de rabo!
Gil Rosa (ao centro na foto) irmão do juiz Ivo Rosa, o tal amiguinho que absolveu a maior partes dos "crimes" do José Sócrates.

Puxa vida! A menina das historietas de ca-rá-cá-cá voltou para falar da sua tia Alice e do pai que jogava à bisca enquanto ouvia o relato do Marítimo

 Marta Caires é a menina das historietas

 Sílvia Caires é casada com Jorge Freitas de Sousa.. Ambos são do PPDê e são os dois jornalistas do Diário do "padre das  esmolinhas". Marta Caires, hoje presenteou-nos com uma das suas enfadonhas historietas de ca-rá-cá-cá que é só para encher chouriços e aborrecer os seus leitores com aquelas históriazinhas maçudas para boi dormir que não interessam nem ao menino Jesus!



JPP acusa ARM de "suspender o serviço de água de rega" em Santa Cruz

 

 O Juntos Pelo Povo (JPP) acusou este sábado, 4 de Abril, a empresa pública Águas e Resíduos da Madeira, S.A. (ARM) de "suspender o serviço de água de rega aos regantes de Santa Cruz, nomeadamente dos sítios dos Moinhos, Levadas, Terça, Janeiro, Santa Catarina, alegando as chefias “falta de dinheiro” e recursos humanos".

O Juntos Pelo Povo (JPP) acusou este sábado, 4 de Abril, a empresa pública Águas e Resíduos da Madeira, S.A. (ARM) de "suspender o serviço de água de rega aos regantes de Santa Cruz, nomeadamente dos sítios dos Moinhos, Levadas, Terça, Janeiro, Santa Catarina, alegando as chefias “falta de dinheiro” e recursos humanos".

Em nota emitida, o secretário-geral do JPP, Élvio Sousa, revela que tem recebido, nos últimos dias, apelos de vários regantes de Santa Cruz a alertar para o problema, tendo o próprio se deslocado ao terreno para confirmar a situação.

Perante a falta de resolução do problema, o líder do maior partido da oposição acusa o responsável pela ARM, Amílcar Gonçalves, de "gozar com o ganha-pão da população de Santa Cruz".

Esse senhor, em vez de arranjar uma solução ainda gozou com a situação, alegando que o ‘dia das petas, foi a 1 de Abril’. Uma vergonha de governante, que goza com o ganha-pão da população de Santa Cruz, mas não vou deixar passar isto em claro. Os nomeados políticos são assim, soberbos e arrogantes no seu ‘palácio de cristal’, e Amílcar Gonçalves, que deu guarida a arguidos proibidos de exercer cargos públicos, parecia estar mais preocupado com a rega dos campos do golfe, do que minimizar os prejuízos na agricultura em Santa Cruz Élvio Sousa

O JPP alerta que com o tempo quente dos últimos dias, e sem água para regar os terrenos cultivados, os agricultores de Santa Cruz temem prejuízos. Élvio Sousa lembra que os agricultores pagaram da água de regadio, com aumentos impostos pela ARM, têm direito a esse serviço, e não podem estar três dias sem regar. “O problema é a perda das culturas, pois só dentro de 15 dias terão água de rega novamente, e quem assume o prejuízo?”, pergunta.

“Não podemos aceitar esta discriminação de uma empresa pública, uma sorvedora de dinheiros públicos que devia ser auditada, e que trata os agricultores como fossem escravos”, finaliza.

https://sapo.pt/artigo/jpp-acusa-arm-de-suspender-o-servico-de-agua-de-rega-em-santa-cruz-69d0ee177694c9b12566a21c






Grande trabalho de Nuno Morna assinalando a data da Revolta da Madeira em 1931

 




4 de Abril de 1931

Quanto mais leio, releio, comparo, escavo, e volto a descer àquela matéria compacta de medo, silêncio, humilhação e mando bruto que era o País e que a Madeira, por um instante, ousou desmentir, mais me convenço de que não estamos perante uma efeméride local para discursos de circunstância, retratos oficiais e solenidades mecânicas, dessas que se cumprem com a alma ausente e a gravata no sítio, mas perante um dos raríssimos momentos em que uma parcela mínima do território teve mais nervo moral, mais estatura histórica, mais sentido trágico da liberdade e, diga-se sem cerimónia, mais vergonha na cara do que o país inteiro. Já o escrevi várias vezes: não nos podemos esquecer, e continuo a pensar o mesmo, talvez com maior dureza e menos ilusões, porque da Madeira se ouviu então um grito de revolta contra a ditadura, pela democracia e pela liberdade. O 4 de Abril de 1931 será sempre, para quem não confunde ordem com decência nem paz com resignação, uma data maior da história de Portugal, porque durante cerca de um mês uma nesga da pátria foi maior do que a pátria toda, mais consciente do que o continente, mais livre do que Lisboa, mais digna do que a vasta massa dos obedientes. Contra tudo e contra todos tentou-se dizer basta, e, pela última vez, em quarenta e muitos anos, respirou-se liberdade no espaço nacional, liberdade breve, precária, quase ofegante, mas, precisamente por isso, mais verdadeira, mais cortante, mais memorável, porque há instantes que duram pouco e, no entanto, deixam um sulco tão fundo que expõem a miséria de tudo o que veio antes e depois. Talvez por isso as palavras do Capitão Carlos Vilhena me regressem com esta insistência de consciência má que a História costuma impor aos vivos, quando escreveu que se a Revolta da Madeira tivesse triunfado não teria havido Segunda Guerra Mundial, frase que os prudentes, os contabilistas do plausível, os funcionários da moderação e outros especialistas em pequenez acharão excessiva, mas que talvez seja excessiva apenas como são excessivas certas verdades quando entram numa sala ocupada por gente habituada a pensar em formato reduzido. Porque há derrotas que vêem mais longe do que vitórias de gabinete, e há fracassos esmagados pela força que conservam uma lucidez que o triunfo, tantas vezes, dissolve em vaidade, e a Revolta da Madeira, embora abatida pelas forças leais ao regime que nesse tempo começava a apertar sobre o País o seu mecanismo de asfixia, disciplina e medo administrado, foi exactamente isso, um clarão de lucidez no meio da submissão, uma irrupção de decência num país em processo acelerado de domesticação, um acto de coragem política, moral e até espiritual protagonizado por civis, militares e homens influentes da sociedade madeirense que, com meios escassos, em condições adversas, sem retaguarda segura, sem promessas de glória e sem a cómoda ilusão retrospectiva de que a História acabaria por lhes dar razão, arriscaram tudo por uma ideia elementar e por isso mesmo intolerável para qualquer ditadura, a de que a autonomia, a justiça, a dignidade cívica e a expressão democrática não eram ornamentos dispensáveis da vida colectiva, mas a própria medida da sua legitimidade. Muitos pagaram caro, com prisão, exílio, perseguição, repressão, marginalização e silêncio, e no entanto o seu legado não morreu, porque certas acções, quando nascem de um núcleo duro de coragem, recusam-se a desaparecer, persistem como acusação, como espelho, como desconforto, como exigência moral lançada às gerações seguintes, obrigando-nos a reconhecer, com algum embaraço e talvez alguma vergonha, a pobreza ética dos tempos que vieram depois. E é por isso que continua a ser incompreensível, ou talvez não seja incompreensível coisa nenhuma, talvez seja apenas a habitual mistura de ingratidão, amnésia selectiva, preguiça mental e gosto pelo aparato vazio, que a Autonomia ainda não tenha rendido a devida homenagem a nomes como César Nunes de Oliveira, Flávio Aires de Albuquerque, Ernesto Machado, Correia de Gouveia, Cristóvão Ascensão, Zeferino Conceição, Ernesto Aciaioly, Jaime Albuquerque Gonçalves, Gabriel Pereira, Gregório Pestana Júnior, Elmano Vieira e Feliciano Rodrigues, alguns dos heróis madeirenses dessa revolta, homens concretos, com corpo, risco, medo, convicção e consequência, não abstrações decorativas para brochuras oficiais, homens que lutaram pela liberdade e que por isso mesmo deviam merecer toda a nossa atenção e todo o nosso reconhecimento, porque um povo que não honra os que se levantaram por ele, que não sabe agradecer a quem arriscou a vida para lhe restituir a dignidade, é um povo que acaba sempre por se habituar a viver de joelhos, a envernizar a cobardia com prudência, a baptizar a resignação de realismo e a chamar estabilidade ao sossego dos domesticados. Tenho convicção antiga, persistente, quase teimosa, de que o Dia da Autonomia devia ser comemorado hoje, neste dia e não noutro, porque foi aqui, neste sobressalto de coragem, nesta ferida aberta contra a passividade, neste gesto insular de recusa perante a asfixia política e moral do continente, que a Madeira mostrou ao País e a si mesma o que significava querer mandar em si, querer responder por si, querer deixar de ser periferia obediente do medo alheio, e portanto não estava apenas a cumprir um ritual de calendário, estava a prestar contas com a História, com a sua densidade, com a sua tragédia e com a sua exigência, estava a reconhecer que a Madeira de hoje, com a sua memória curta, os seus reflexos de aparato, os seus tiques de encenação pública e a sua extraordinária facilidade em converter tudo o que é vivo em cerimónia inofensiva, deve ainda muito àqueles homens de 1931. Porque houve ali heroísmo verdadeiro, não o heroísmo de vitrina, não o heroísmo decorativo das efemérides, não o heroísmo confortável de quem posa para a fotografia depois que o risco já passou, mas o heroísmo áspero, humano, imperfeito, vulnerável e, por isso mesmo, maior, de quem enfrenta a força bruta em nome de uma ideia superior de comunidade, de liberdade, de dignidade e de futuro. E enquanto não lhes dermos o lugar que merecem na memória colectiva, na pedagogia pública e na homenagem institucional, continuará a haver qualquer coisa de amputado, de ingrato e até de obscenamente indigno na maneira como celebramos a nossa Autonomia, porque quem luta pela liberdade não pode ser remetido para a nota de rodapé, para a flor protocolar, para a frase de ocasião ou para a cerimónia distraída, tem de estar no centro da nossa lembrança, no centro da nossa gratidão, e no centro daquilo que ainda quisermos ser, se quisermos ser mais do que uma terra que fala muito de si, se comove com a sua própria imagem, mas continua a fazer demasiado pouco para merecer os seus mortos e para estar à altura, sequer de raspão, do momento em que alguns dos seus filhos ousaram ser livres antes do tempo e contra o tempo.
И.uno
Abril 2026