segunda-feira, 13 de julho de 2026

Filipe Sousa denuncia a inércia dos deputados dp PSD em Bento sobre a burocracia do novo subsídio de mobilidade aérea

 


CRÍTICAS SÃO TAMBÉM DIRIGIDAS AOS DEPUTADOS LARANJA EM SÃO BENTO

O deputado do JPP na Assembleia da República, Filipe Sousa, criticou a gestão da nova plataforma da mobilidade aérea entre a Madeira e o continente, considerando que o sistema transformou um direito dos residentes "num verdadeiro labirinto burocrático" e acusando o PSD-Madeira de permanecer em silêncio perante os constrangimentos sentidos pelos madeirenses.

Em comunicado, o parlamentar considera que a implementação da nova plataforma representa uma

"humilhação" para os residentes nas regiões autónomas, apontando dificuldades relacionadas com va-lidações, comprovativos, atrasos e falta de informação.

"Aquilo que deveria ser um direito simples transformou-se num verdadeiro labirinto burocrático", afirma Filipe Sousa, questionando se este é o modelo de continuidade territorial defen dido pelo Estado português. Na sua opinião, os madeirenses "não podem continuar a ser cobaias de experiências administrativas feitas em gabinetes de Lisboa".

As críticas estendem-se ao Governo Regional e aos deputados social-democratas eleitos pela Madeira para a Assembleia da República. 

 O deputado do JPP acusa o PSD de não assumir uma posição firme perante os problemas registados com a nova plataforma, questionando "onde está a defesa dos madeirenses" numa altura em que o partido celebra a Festa do Chão da Lagoa.

Segundo Filipe Sousa, o silêncio dos responsáveis regionais "não é prudência institucional", mas antes

 "submissão política ao centralismo de Lisboa". O parlamentar considera que, ao não contestarem a situação, o Governo Regional e os representantes do PSD "deixam de ser parte da solução e passam a ser cúmplices do problema".

O JPP entende ainda ser contraditório que o PSD faça da defesa da autonomia uma das principais mensagens da Festa do Chão da Lagoa tes "submissão política ao centralismo de Lisboa".

 O parlamentar considera que, ao não contestarem a situação, o Governo Regional e os representantes do PSD "deixam de ser parte da solução e passam a ser cúmplices do problema".

O JPP entende ainda ser contraditório que o PSD faça da defesa da autonomia uma das principais mensagens da Festa do Chão da Lagoa, enquanto evita confrontar o Governo da República sobre uma matéria que afecta directamente milhares de residentes.

Como alternativa ao modelo actualmente em vigor, Filipe Sousa voltou a defender que os residentes paguem apenas o valor subsidiado da viagem, sem necessidade de adiantar o montante total e aguardar posteriormente pelo reembolso.

"A mobilidade aérea não é um favor de Lisboa, é um direito dos portugueses das ilhas", sustenta o deputado, garantindo que o JPP continuará a denunciar aquilo que considera ser uma injustiça para com os madeirenses.




Recordando Alda Nogueira e sua luta em defesa da igualdade em salários e direitos da Mulher

 

MARIA ALDA NOGUEIRA, A MULHER QUE NÃO DESISTIU DA IGUALDADE
Quando a igualdade provocava risos
Em agosto de 1975, poucos meses depois da Revolução de Abril, a Assembleia Constituinte discutia os alicerces da nova democracia portuguesa. Nesse ambiente de renovação política, uma proposta defendendo a igualdade de direitos entre mulheres e homens e o princípio de salário igual para trabalho igual terá provocado risos em várias bancadas parlamentares. A deputada que a apresentou, em nome do Partido Comunista Português (PCP), foi Maria Alda Nogueira (1923 – 1998).
O episódio é revelador do país que Portugal ainda era. Mesmo numa Assembleia eleita para construir uma democracia moderna, os direitos das mulheres continuavam a ser vistos por muitos como uma questão secundária. Alda Nogueira sabia-o bem. Tinha dedicado grande parte da sua vida à luta contra a ditadura, mas também contra a discriminação feminina que atravessava a sociedade portuguesa.
Uma infância operária e uma vocação para a ação
Nascida em Alcântara, Lisboa, a 19 de março de 1923, filha de uma costureira e de um serralheiro mecânico, cresceu num ambiente popular onde o valor do trabalho era uma realidade quotidiana. Aluna brilhante do Liceu D. Filipa de Lencastre, destacou-se desde cedo pela inteligência e pela capacidade de liderança, chegando a presidir à associação escolar.
Ainda jovem participou em iniciativas de solidariedade com os republicanos espanhóis e envolveu-se em movimentos de apoio a presos políticos. Aos 17 anos ingressou na Faculdade de Ciências de Lisboa, onde concluiu a licenciatura em Ciências Físico-Químicas. O futuro parecia apontar para uma carreira académica e científica, área pela qual manteve sempre uma profunda paixão. Chegou mesmo a lecionar Físico-Química durante três anos, passando por escolas em Olhão e no Barreiro, antes de a repressão política absorver por completo a sua vida. No entanto, a realidade política do país acabaria por mudar o rumo da sua existência.
A resistência ao Estado Novo
Foi durante os anos universitários que se aproximou das organizações antifascistas e aderiu ao PCP, em 1942. Participou nas lutas estudantis contra o aumento das propinas e envolveu-se ativamente na Associação Feminina Portuguesa para a Paz e no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, dirigido pela jornalista, escritora e ativista Maria Lamas.
Numa época em que as mulheres enfrentavam limitações legais, profissionais e políticas impostas pelo Estado Novo, Alda Nogueira entendia que a emancipação feminina não podia ser separada da luta pela democracia. Defendia a alfabetização, o acesso à educação, a igualdade no trabalho e uma participação mais ativa das mulheres na vida pública.
A sua crescente atividade política conduziu-a à clandestinidade em 1949. Passou a colaborar na redação do Avante! e assumiu responsabilidades na organização comunista. Em 1957, foi eleita para o Comité Central do PCP. Continuava, contudo, a sonhar com o regresso à investigação científica, convicção que nunca abandonou totalmente.
Dez anos atrás das grades
A prisão chegou em outubro de 1959. Julgada pelo regime em Tribunal Plenário, foi condenada a oito anos de prisão maior, seguidos de medidas de segurança que podiam prolongar o encarceramento por tempo indeterminado. Tornou-se a primeira mulher portuguesa condenada a uma pena tão severa por motivos políticos.
Entre a prisão e o prolongamento das medidas de segurança, permaneceu cerca de dez anos nos cárceres do regime. Décadas mais tarde resumiria essa experiência numa frase particularmente dura: «Na prisão retiraram-me os melhores anos da minha vida.»
O isolamento, a vigilância permanente e as limitações impostas pela PIDE não destruíram, porém, a sua capacidade criativa. Para resistir psicologicamente ao cativeiro começou a imaginar histórias infantis. Dessas recordações nasceriam mais tarde os livros "A Viagem numa Gota de Água", "A Viagem numa Flor" e "As Coisas Também se Zangam". Escreveu também o texto autobiográfico "Uma Mulher, Uma Vida, Uma História de Amor". Obras que revelam uma faceta menos conhecida da dirigente política.
O regresso à liberdade e ao combate cívico
Após sair da prisão e passar um período no exílio, encontrava-se na Bélgica quando ocorreu a Revolução de 25 de Abril de 1974. O regresso a Portugal marcou o início de uma nova etapa.
Participou ativamente na reorganização do PCP e intensificou o trabalho no Movimento Democrático de Mulheres (MDM), organização de que foi fundadora e dirigente. A sua intervenção procurava unir mulheres de diferentes origens sociais em torno de objetivos concretos: igualdade salarial, proteção da maternidade, acesso à saúde, educação e direitos laborais.
Foi neste contexto que chegou à Assembleia Constituinte em 1975.
Uma voz incómoda na democracia
Alda Nogueira pertencia a uma geração de mulheres que não se limitou a celebrar a conquista da liberdade. Exigiu que essa liberdade se traduzisse em direitos concretos.
Na Constituinte defendeu a igualdade de direitos entre homens e mulheres e insistiu na necessidade de garantir salário igual para trabalho igual. Mais do que uma proclamação jurídica, entendia que a igualdade dependia também da existência de estruturas sociais que libertassem as mulheres de encargos desiguais, como creches, cantinas e outros serviços de apoio às famílias.
A proposta não foi acolhida como ela desejava. Houve resistência política e até chacota parlamentar. Mas a ideia permaneceu. Décadas mais tarde, muitos dos princípios que defendia tornaram-se referências fundamentais das políticas de igualdade de género em Portugal e na União Europeia.
Deputada, dirigente e referência feminista
Eleita deputada à Assembleia da República em 1976, manteve-se no Parlamento durante cerca de uma década. Foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do PCP durante doze anos, integrou diversas comissões e presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina entre 1983 e 1985.
Ao longo desses anos continuou a defender causas que a acompanhavam desde a juventude: os direitos das mulheres, a valorização do trabalho, a paz, a democracia e a justiça social. A sua intervenção pública caracterizava-se por uma rara combinação de firmeza política e sensibilidade humana, frequentemente reconhecida por adversários e aliados.
Um legado que permanece
Maria Alda Nogueira morreu a 5 de março de 1998. Tinha dedicado mais de meio século à intervenção cívica e política, atravessando praticamente todas as fases do século XX português: a ditadura, a clandestinidade, a prisão, o exílio, a Revolução de Abril e a consolidação democrática.
Foi homenageada pelo MDM, recebeu a Ordem da Liberdade e viu o seu nome inscrito na toponímia de várias localidades portuguesas. Mas talvez o seu maior legado não esteja nas distinções oficiais.

Permanece na memória como uma mulher que recusou aceitar os limites impostos pelo seu tempo. Cientista que não pôde seguir a carreira que sonhara, resistente antifascista, escritora, deputada e feminista, Alda Nogueira pertence a uma geração para quem a liberdade nunca foi um dado adquirido. Foi uma conquista diária, construída na prisão, na clandestinidade, nas ruas e no Parlamento. E, sobretudo, uma luta que acreditava não estar concluída enquanto a igualdade entre mulheres e homens permanecesse apenas escrita na lei.

domingo, 12 de julho de 2026

João Sousa foi expulso da Polícia Judiciária por denunciar falcatruas na Justiça entrevistado pela Kuriakos TV falou do José Manuel Coelho da Madeira

 

Um dos pilares das chamadas democracias ocidentais é a liberdade de expressão, um direito fundamental que permite a todas as pessoas expressarem livremente as suas opiniões, ideias e informações, sem censura ou repressão por parte do Estado. Este direito é essencial para a democracia, pois promove o debate de ideias, a participação cívica e o acesso à informação. Mas está em risco? Como analisam os juizes este direito?
"isto é o povo a falar!"

Ao minuto 30 do vídeo o João de Sousa fala no Coelho da Madeira

O célebre "500" também não faltou à festa do PSD/Mamadeiras

 



"tem ladrão que não acaba mais " como cantava o brasileiro Bezerra da Silva

 A festa do PSD é cada vez mais pequena, rasca, enfadonha e repetitiva. Nem as brigazinhas de comadres se alegram as hostes. O PSD já não tem a Festa da Madeira mas a festa dos tachistas. Albuquerque não tem ideias, atira às cegas, se os tachistas veem isto e acomodam-se sem mais remédio é uma coisa, agora se o seguem convictos, Deus Nosso Senhor Jesus Cristo, acordem, a porcaria que sobrar será para todos. É impressionante o que o fugitivo da Lei tem tanto para reparar nos outros. ENTREGA-TE! A experiência de uma Festa do PSD no Chão da Lagoa é mais ou menos assim: