sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Correio da manhã ganhou a acção em tribunal que o Tony Saramago havia feito contra o jornalista Egídio Carreira

 Se fosse outro jornal que não fosse o Correio da Manhã o jornalista Egídio Carreira estaria já condenado e com o ordenado penhorado. Como a notícia foi publicada num grande e prestigiado órgão de informação português, o  Juiz Alexandre Azadinho meteu o rabo entre as pernas e não se atreveu a condenar por difamação o jornalista acusado..

Juiz dá razão à investigação do Correio da Manhã  sobre salário da filha de Miguel Albuquerque

Tribunal do Funchal rejeita ação da Atalaia contra o jornalista e a MediaLivre.

O Juízo Central Cível do Funchal julgou totalmente improcedente a ação apresentada pela Associação Atalaia Living Care contra a Medialivre, proprietária do Correio da Manhã, o jornalista Egídio Carreira e três antigos responsáveis da instituição. Em causa estava uma notícia publicada em abril de 2024 sobre o salário pago a Sara Albuquerque, filha do presidente do Governo Regional da Madeira, que não prestava afinal quaisquer serviços para a entidade. Os ordenados eram pagos por uma sociedade ligada ao empresário Tony Saramago, fundador da Atalaia Living Care.

A associação reclamava 100 mil euros à Medialivre e ao jornalista, além de uma retratação pública, e pedia ainda 50 mil euros a cada um dos três antigos responsáveis. O tribunal, contudo, concluiu que a notícia não imputava qualquer ilícito à IPSS, que não ficaram demonstrados danos concretos na sua imagem ou reputação e que a informação publicada tinha relevante interesse público, nomeadamente por envolver contratos financiados por dinheiros públicos.

Para Maria Manuel Oliveira, advogada principal da CCA Law Firm, responsável pelo processo e pelo julgamento, a preparação da defesa começou por assentar no trabalho jornalístico realizado. “Trabalhamos muito de perto com o jornalista, que tinha feito uma investigação muito detalhada, muito rigorosa, que fez sempre o contraditório com todas as partes envolvidas, que cruzou várias fontes”, começou por explicar.

A advogada considera, contudo, que o momento decisivo aconteceu em tribunal. “Mas onde vencemos mesmo o processo foi em julgamento, pois conseguimos demonstrar através das declarações prestadas por Tony Saramago – que depôs em tribunal – que havia muita coisa na sua versão que não coincidia, que nem sempre era muito objetiva. Cruzando as suas palavras, conseguimos mostrar as dinâmicas que existiam no seio da empresa, as ligações familiares e onde estava, de facto, a verdade.”

A sentença deu particular importância ao facto de a notícia distinguir a Associação Atalaia Living Care da sociedade comercial “Atalaia Living Care - Cuidados de Saúde Integrados, Lda.”, a entidade à qual era atribuído o pagamento do salário de Sara Albuquerque. Tony Saramago confirmou em tribunal que a jovem recebia uma remuneração daquela sociedade, gerida pelo seu filho, e confirmou também a existência de um contrato da associação com o Governo Regional para prestação de cuidados continuados, superior a 17 milhões de euros. (CM)



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