domingo, 3 de agosto de 2025

Amador Aguiar: O Banqueiro Que Não Pediu Licença à História.

 

Ele não nasceu cercado de colunas dóricas nem herdou terras, títulos ou sobrenomes dourados. Amador Aguiar, filho de lavradores de Ribeirão Preto, veio ao mundo no silêncio do interior paulista — mas traria consigo a inquietação dos gênios e o apetite dos impérios.
Antes de se tornar banqueiro, foi de tudo um pouco: entregador de marmitas, copeiro de repartição pública, ajudante de contabilidade. Aos olhos da aristocracia urbana, era apenas mais um rosto anônimo na multidão que enchia os bondes da cidade. Mas Amador não se contentava em passar: ele queria cravar seu nome no mármore da história.
Em 1943, nascia em Marília o Banco Brasileiro de Descontos — o futuro Bradesco — numa sala pequena, sem pompa, mas com visão de águia. Enquanto os barões da Faria Lima concentravam seus esforços na elite urbana, Amador olhou para os esquecidos do interior: comerciantes, lavradores, balconistas. E fez um gesto raro entre os poderosos — confiou neles.
Abriu agências onde ninguém queria ir. Levou crédito a cidades que mal tinham asfalto. E aos poucos, ergueu um império bancário nacional, sem sobrenome ilustre, sem capital estrangeiro, sem herança.
Mas que ninguém se engane: quando o sucesso veio, ele se sentou entre os grandes — e soube dialogar com eles. Trocava cartas com Roberto Marinho, jantava com Antônio Ermírio de Moraes, dialogava com Ulysses Guimarães sobre os rumos do país. Culto, sereno e reservado, era mais ouvido do que visto. E quando falava, até os mais céticos silenciavam.
Nos anos 70 e 80, o Bradesco se tornou uma muralha de concreto e confiança, presente em cada canto do Brasil. Foi o primeiro banco a adotar a informatização no país, antecipando o tempo e provando que a modernidade podia nascer de mãos calejadas.
Amador não deixou um império apenas financeiro — deixou um símbolo. Mostrou que a elite verdadeira não nasce, constrói-se. E que a fortuna mais duradoura não está nos salões, mas nas ideias e na coragem de implementá-las.
Morreu discreto, como viveu. Mas seu nome permanece — nas fachadas dos bancos, nas fundações sociais, nas lembranças daqueles que souberam que um homem só, com humildade e visão, pode sim fundar um país inteiro dentro de um banco.
Texto de Tiguinho

sábado, 2 de agosto de 2025

JM do "meia-saca" fala nos lesados do Banif

 

Banco Banif dá prémio milionário a gestora no Brasil
O Banif atribuiu à ex-administradora do Banif Banco de Investimento Brasil, Conceição Leal, um prémio de gestão de 982,3 mil euros, que se junta ao seu salário de 448,6 mil euros. Com isto, Conceição Leal recebeu o triplo do que ganhou o presidente do banco Jorge Tomé, escreve o Expresso.

  O Banif pagou ex-administradora do seu banco de investimento no Brasil, Maria Conceição Leal, 982,3 mil euros no ano passado, entre remuneração fixa e variável, que é nada mais do que um montante superior ao recebido por qualquer membro da equipa de gestão do grupo, avança o Expresso na edição desta semana.
A remuneração total de Conceição Leal é maior do que qualquer administrador do Banif recebe em Portugal e o seu rendimento sobressai assim que comparado com a remuneração dos principais banqueiros portugueses.
Sobre o assunto o Banif justifica o montante com “compromissos relativos ao exercício de 2011”. Contactada pelo Expresso, ex-administradora do Banif no Brasil não quis prestar quaisquer esclarecimentos.




Carlos Silva do movimento de cidadãos "nova Esperança" quer mais aumentos no IMI para os profetas pagarem

 Vejam a inteligência do macaco:

Os profetas como são tontos ainda vão dar votos a eles.



Alexandre Borges da TVI denuncia os tribunais corruptos e todo o sistema anormal que se vive na ilha da Madeira