Luís Montenegro bate o recordes dos tachos políticos
Tachos banhados a ouro
«No final de 2015, no fim da governação de Passos Coelho e um ano depois da saída da Troika, o país tinha 17.850 funcionários públicos com vínculo de comissão de serviço ou cargo político. Com oito anos de António Costa, o número subiu consistentemente para 25.858. Com Luís Montenegro, já atingiu os 27.144. É o máximo absoluto de nomeações políticas em democracia. E não é por acaso. É por método.
Um caso mais recente ilustra bem o modelo. O Governo decidiu reestruturar as CCDR — as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional- resultado: mais 37 tachos ganhados a ouro. As CCDR são os , organismos do Estado responsáveis por coordenar políticas públicas no território, nas áreas do ambiente, ordenamento, saúde, educação, cultura e agricultura.
O governo alterou a lei orgânica em dezembro de 2025, através do decreto-lei 131/2025, e alargou o número máximo de vice-presidentes de quatro para sete por comissão. Resultado: foram nomeados 32 vice-presidentes, que se juntam aos cinco presidentes. São 37 gestores públicos, com um custo total de 17 milhões de euros para os contribuintes ao longo do mandato de quatro anos. Dezassete milhões. Em tachos.
Os números impressionam pela desfaçatez. Cada presidente ganha o equivalente ao primeiro-ministro — quase nove mil euros brutos por mês, com despesas de representação. Os vice-presidentes recebem noventa por cento desse valor: mais de oito mil euros mensais. Só em vice-presidências, a fatura anual ronda os 3,6 milhões de euros. Ao fim do mandato, ultrapassa os 14 milhões apenas com esses cargos.
E quem são estas pessoas? Ex-deputados, antigos chefes de gabinete, autarcas em fim de mandato que precisavam de pouso suave. O PSD e o PS fizeram um tratado de Tordesilhas para partilhar as presidências — duas para o PSD, três para o PS — e o Governo tratou de preencher os restantes lugares com nomes da sua confiança. O próprio ministro Castro Almeida pediu aos nomeados “lealdade ao programa do Governo”. Nem disfarçam.
Enquanto isto acontece, o salário mediano em Portugal ronda os mil euros. Metade dos trabalhadores ganha menos do que isso. São pessoas que fazem contas ao cêntimo, que escolhem entre meter gasóleo ou pagar o dentista dos filhos, enquanto o Estado distribui cargos de oito mil euros por mês a quadros partidários.
A obscenidade não está em querer reformar a administração regional — está em fingir que é feita à custa de uma engorda de cargos que ninguém pediu e que serve para acomodar clientelas dos dois partidos do arco do poder.
O Governo chama-lhe desconcentração. Eu chamo-lhe o que sempre foi: o velho rotativismo entre PS e PSD, agora com moldura legal nova e fatura mais pesada. Portugal precisa de regionalização a sério, com órgãos eleitos, com prestação de contas, com proximidade real às populações.
O que não precisa é de mais 37 lugares à mesa, pagos pelos mesmos de sempre — os que nunca se sentam nela.»
O filme - Uma Última Ceia no Rossio
ResponderEliminarPortugal, Açores, Ilha Terceira, 16 de Março de 2003.
https://ofimdademocracia.blogspot.com/
Perto da última ceia no portugal adjacente
EliminarEssa franga secalhar também quer mais um tacho
EliminarNa Mamadeira os Pupudês têm muitos mais tachos. É uma cambada de entachados mamões à custa do zé vilão.
ResponderEliminarOS ARQUIVOS EPSTEIN: MEDO, DELÍRIO E PODER
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=QFss_siqfDM
Padre das esmolinhas e meia-saca de novo no programa mais inútil e idiota da Madeira, o dossier de imprensa.
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