A opinião pública madeirense acordou com um soco no estômago. O relatório do Tribunal de Contas sobre a Rede Regional de Cuidados Continuados não é apenas uma auditoria, para mim é uma autópsia a um sistema que faliu moral e financeiramente. A Associação Atalaia Living Care, é uma entidade que, segundo o Tribunal, operou com uma "negligência grave" que ultrapassa a má gestão e entra no domínio do inaceitável. Um caso de negligência que se disfarça de "Serviço Público". Os políticos que decidem nesta matéria, alguns subiram de posição no Governo, deveriam ser chamados e ter a mesma culpa por compactuarem.
O TdC detetou um défice de 68.501 horas de trabalho contratualizadas mas nunca prestadas entre 2020 e 2021. A Atalaia recebeu dinheiro público por cuidados que, na prática, nunca chegaram aos nossos idosos.
Entre 2019 e 2020, a instituição embolsou 1,3 milhões de euros sem qualquer base legal ou contratual adequada. Enquanto a Atalaia fala em "cooperação", o Tribunal fala em pagamentos indevidos e falta de transparência.
Enquanto os comunicados da instituição tentam "clarificar responsabilidades", a realidade biológica impõe-se, com 9 casos de sarna confirmados. Uma infestação de escabiose numa unidade que recebe milhões é o sintoma físico de um abandono que nenhum selo de "IPSS" pode branquear. Mas isto não é por conta do TdC
O ponto mais negro do relatório revela que a Atalaia funcionou como uma "empresa comercial disfarçada de IPSS", drenando recursos públicos para entidades comerciais, algumas delas sediadas no estrangeiro. É aqui que a defesa da instituição colapsa. Não se pode alegar ser uma "vítima do sistema" quando se montam estruturas que visam o lucro à custa de cuidados continuados deficientes e falta de pessoal qualificado.
Mas e o Governo Regional depois traz o "coar mosquitos para engolir camelos", aquilo que alguém bem designou por "Inquisição digital", aplicando de novo a receita forte contra os fracos... mas cego para devedores, lobistas e amigos?
A Atalaia Living Care afirma que a perceção pública está "desajustada da realidade". Engana-se. A realidade é o que está no relatório enviado para o Ministério Público e para o DCIAP. A realidade são as famílias que confiam os seus idosos a uma unidade que, no papel, é de excelência, mas que, na prática, apresenta níveis críticos de solvabilidade e higiene!
Não há comunicado que apague 68 mil horas de ausência. Não há "respeito pelo papel constitucional" do Tribunal que substitua a prestação de contas criminal que se avizinha. A Madeira não pode continuar a ser um feudo onde o dinheiro dos impostos serve para alimentar redes de cuidados que, na hora da verdade, deixam os mais vulneráveis à mercê de ácaros e da negligência.
Acreditem que os madeirenses estão a ficar fartos. O PSD e o Governo ainda não entenderam isso, não sabem sair da teia, vão usufruir até cair de podre.
NOTA da REDACÇÃO:
Estas notícias só podem chegar aos cidadãos através da imprensa anónima ou clandestina. Pela imprensa chamada legal nada disto pode ser tornado público, por causa da acção repressiva dos juízes fascistas dos tribunais.
NICOLELIS: A EUROPA AINDA NÃO ENTENDEU A AMEAÇA?
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Viva a nobre imprensa clandestina que revela os podres desta terra submissa
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