terça-feira, 21 de julho de 2026

Nas Américas temos as ditaduras democráticas e as ditaduras absolutistas

 As ditaduras democráticas são por exemplo nos EUA onde ganham sempre os dois partidos (Republicano e Democrata) são sempre os mesmos dois há mais de 200 anos, nunca há outros. A alternância é sempre entre aqueles dois. 

Na Nicarágua o Ortega é mais claro na sua Democracia: Não pode haver eleições para não colocar em perigo as conquistas da Revolução Sandinista na Nicarágua. Não havendo eleições a reação nunca chegará ao poder. Bem visto sr. Ortega! 

 Em Portugal com a democracia pluralista o partido fascista CHEGA vai  ganhar as eleições e restaurar o regime do Salazar.

 Para aí caminhamos!

Daniel Ortega anuncia que Nicarágua não voltará a ter eleições, reforçando o seu regime absolutista

O ditador anuncia que já nem as eleições limitadas dos últimos anos, que os analistas consideram terem sido fraudulentas, se repetirão

O Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, descartou qualquer possibilidade de alternância democrática no país. Este domingo, o ditador de raiz marxista anunciou que o seu regime não permitirá processos eleitorais que ponham em risco o controlo da Frente de Libertação Nacional Sandinista, que chefia.

“Aqui não haverá mais eleições para que tentem, por essa via, tomar o Governo, tomar o poder”, afirmou Ortega num discurso proferido durante um comício em comemoração do 47.º aniversário da revolução sandinista, celebrado em Manágua, citado pela Lusa. A efeméride marca o fim da ditadura de Anastasio Somoza, apoiada por Washington, em 1979. Ortega ascendeu então à presidência, que manteve até perder eleições para a democrata Violeta Chamorro, em 1990.

O antigo guerrilheiro, atualmente com 80 anos, regressou ao poder em 2007, num contexto de denúncias de fraudes eleitorais e eliminação da oposição. Há dez anos que partilha o poder com a sua mulher. Vice-presidente desde 2017, Rosario Murillo foi nomeada copresidente em fevereiro de 2025, na sequência de uma reforma constitucional.

Na cerimónia de domingo, Ortega afirmou que os opositores no exílio andam “agachados”, acusando-os de quererem ganhar eleições para enriquecerem. O chefe de Estado anunciou que irá trabalhar com o Parlamento, subordinado à Presidência, “e com as organizações competentes nas leis para que se erga uma barreira, um bloqueio, contra os golpistas e os traidores da pátria, e que, por mais dinheiro que os ianques [Estados Unidos] lhes deem, não o consigam fazer”.

REVISÃO CONSTITUCIONAL REFORÇOU AUTORITARISMO

Em fevereiro de 2025, a Nicarágua reviu a fundo a sua Constituição. A reforma, que eliminou o equilíbrio de poderes e conferiu poder total a Ortega e Murillo, foi duramente criticada pelas Nações Unidas, pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pelos Estados Unidos, pelo Parlamento Europeu e pela oposição nicaraguense.

Entre as alterações à Lei Fundamental estão o alargamento do mandato presidencial de cinco para seis anos, a criação da figura de “copresidente”, a determinação de que o Executivo passasse a “coordenar” os restantes “órgãos” do Estado e a legalização da condição de apátrida.

Até à revisão constitucional, a Nicarágua deveria realizar eleições gerais em novembro de 2026. Com o prolongamento do mandato presidencial, passariam para novembro de 2027, em teoria.

Em janeiro passado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos acusou Murillo de ter inventado o cargo de “copresidente” na Nicarágua, sem eleições, sem mandato e sem legitimidade, “cobardemente”, “porque sabe que não pode vencer” num processo eleitoral livre. Washington considera a Nicarágua uma ditadura e impôs sanções a mais de dois mil dos seus dirigentes.

AS ELEIÇÕES JÁ NÃO ERAM LIVRES NEM JUSTAS

Ortega renovou a sua legitimidade nas urnas, pela última vez, há cinco anos. Obteve 76% dos votos, segundo resultados oficiais que organizações de defesa dos direitos humanos consideraram fraudulentos, até porque o regime baniu partidos e encarcerou candidatos da oposição.

Já nas eleições de 2016 e 2011 houvera acusações semelhantes. O Presidente controla as forças armadas e a justiça, não existindo separação de poderes no país centro-americano.

Os copresidentes nicaraguenses são acusados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas de estarem a montar um “Estado autoritário”. Exemplo disso foi a repressão de protestos antigovernamentais, que em 2018 matou mais de 300 pessoas. Milhares foram presos e cerca de um milhão preferiu o exílio.

O opositor Felix Maradiaga afirmou ao jornal britânico “The Telegraph” que a manobra agora anunciada é “uma confissão de medo” de um homem que parece adoentado. “Reconheceu em público o que sempre foi a sua verdadeira intenção: evitar que o seu projeto tirânico seja sujeito a qualquer forma de concorrência democrática.” A seu ver, Ortega “enterrou a democracia nicaraguense há muito tempo”.

As organizações observadoras reportam cerca de 50 presos políticos na Nicarágua, que tem uma população de sete milhões de habitantes. Destes, 546 perderam a nacionalidade. A ditadura de Ortega encerrou 5600 organizações não governamentais, 29 universidades e 58 órgãos de comunicação social, avança o jornal “The Guardian”.

Ouvido pelo diário espanhol “El País”, o advogado opositor Juan Diego Barberena, exilado, frisa que “há duas décadas que o direito de escolha estava conculcado, mas agora Ortega diz que não haverá sequer as eleições fraudulentas, as pantomimas que organizava”. Tal implica a “perpetuação do poder de forma dinástica”, confirmando “o caráter absolutista” do regime vigente.

Expresso

https://www.jn.pt/mundo/artigo/daniel-ortega-anuncia-fim-das-eleicoes-na-nicaragua/18108231

2 comentários:

  1. OS ACERTOS E CONTRADIÇÕES DO DESENVOLVIMENTO CHINÊS
    https://www.youtube.com/watch?v=2i6Wt0jirAc

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  2. Olha os "cuelhos" a tentar colocar o prego ao contrário....!!!!
    Quem não os conhece....!!!!
    .

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