quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Câmara de Lobos e seus autarcas tontos do PPDê destroiem aquilo que ainda resta do vinho Madeira . A paisagem é só gruas e betão

 

Gil Canha critica hipocrisia a propósito da realização de uma conferência sobre viticultura em Câmara de Lobos

 “No meio da desgraça venceu a estupidez!
Tive conhecimento que a Câmara Municipal de Câmara de Lobos vai organizar no início de fevereiro um pomoso debate sobre o futuro da viticultura, intitulado, “A Videira e as Alterações Climáticas”.
Esta iniciativa trágico-cómica é muito mais absurda e hilariante que a famosa proposta de fornecer aos portugueses vinho canalizado. Imaginem na Faixa de Gaza, no meio de tanta desgraça, os palestinianos organizarem o Seminário sobre “Erosão Costeira”, ou os Ucranianos, no meio de um destrutivo ataque de drones, em Kherson, discutirem “A Subida da Temperatura Global no comportamento das lontras do Rio Dnieper”. Sinceramente, quando se olha para o Estreito de Câmara de Lobos, e se vê aquela floresta de gruas no meio das videiras, prédios com vários andares plantados anarquicamente na paisagem vinícola, onde não se vê nenhum plano, nenhuma preocupação paisagística, nem nenhuma alma autárquica ou governamental que defenda a “Reserva Agrícola” para se salvar o que resta do nosso famoso “Vinho Madeira”.
E no meio desta desgraça, desta selvajaria promovida pelos nossos inteligentíssimos autarcas e governantes, a CMCL organiza candidamente um singelo seminário sobre a influência dos orvalhos da manhã nos cachos de uvas. Não é de uma alma perder o tino e começar por aí à chapada?!
A Madeira tornou-se famosa pelo seu vinho, desde nobres que se fizeram afogar em Malvasia, Piratas, como o famoso Barba Negra que em 1717 saqueou o navio Betty, que fazia a ligação da nossa ilha à Carolina do Sul, e que invés dos piratas pegarem nos valiosos bens do navio, levaram somente o vinho Madeira, para não falar do velho gosto inglês e americano pelo nosso precioso néctar. E depois de todo este prestígio e fama, bastou quatro presidente de Câmara e dois governantes meio atontalhados para dar cabo de uma das paisagens vinícolas mais bonitas da ilha. Como castigo, deveriam ser amarrados numa parreira de vinha na região protegida do Douro ou na região vinícola francesa de Languedoc, e durante vinte anos seriam obrigados a assistir todos os dias a uma conferencia sobre “A influência das Alterações Climáticas na Estupidez Humana”

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