quarta-feira, 6 de maio de 2026

Cónego Manuel Martins de Machico é alvo de uma clamorosa injustiça

 A burocracia fascista deste país trama o cónego Manuel Martins. 

Moral da breve história como dizia o Felipe de la Féria: As pessoas vão dando votos aos fascistas da direita com fartura, depois eles vão fazendo leis e mais leis as cercear as conquistas e direitos já conquistados e depois chegamos às injustiças como estas relatadas aqui pelo sr. Cónego.

«Uma injustiça, que fizeram questão de lembrar mais uma vez
(Nunca entendi e nunca vou entender, nem mesmo explicado em português de Portugal… a razão porque estando de baixa por doença oncológica, não tenho direito a subsídio de doença-baixa)
Hoje recebi uma notificação oficial da Segurança Social (da qual já me haviam dado conhecimento) que me deixou, ao mesmo tempo, perplexo, indignado e profundamente desiludido.
Foi-me comunicado que não tenho direito a subsídio de doença. Não por incumprimento, não por falta de contribuições, não por qualquer falha da minha parte, mas simplesmente por estar enquadrado como membro de uma confissão religiosa. POR SER PADRE.
Ao longo da minha vida, cumpri sempre, com rigor e sentido de responsabilidade, todos os deveres que me foram exigidos. Descontei, contribuí, nunca falhei. Fi-lo na convicção legítima de que, num momento de fragilidade, como aquele que agora atravesso, poderia contar com a proteção do sistema para o qual contribuí.
Nunca me foi explicado, que esse mesmo sistema me excluiria precisamente quando mais precisasse dele.
O que está aqui em causa ultrapassa uma decisão administrativa. Trata-se de uma questão de justiça, de equidade e de respeito pela dignidade de quem cumpre. Não posso deixar de considerar profundamente injusto, e, em termos materiais, discriminatório, um enquadramento que aceita plenamente os meus deveres, mas nega os meus direitos essenciais.
Ser religioso (Padre) não me torna menos cidadão. Não me protege da doença. Não diminui as minhas necessidades. E não deveria, em circunstância alguma, servir de fundamento para a exclusão de um direito básico de proteção social.
Confesso que me custa aceitar esta realidade. Custa-me compreender como é possível contribuir durante anos para um sistema que, no momento em que mais preciso, simplesmente me viram as costas.
Fica, por isso, expresso o meu profundo desencanto, o meu desalento, a minha firme discordância, a minha indignação e até revolta, perante uma decisão que, sendo legalmente fundamentada, não deixa de me parecer profundamente injusta.
Porque um sistema justo não pode pedir tudo e dar nada quando mais é preciso.
(Nota: os colegas padres, vejam qual a sua situação contributiva na Segurança Social, e corrijam, enquanto é tempo)»
Cónego Manuel Martins

5 comentários:

  1. Milei contribuiu com 350 mil dólares para fazer campanha para desacreditar Sheinbaum e Petro
    https://www.jornada.com.mx/noticia/2026/05/03/mundo/milei-aporto-350-mil-dolares-a-campana-para-desprestigiar-a-sheinbaum-y-petro

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  2. Esse comuna maxiqueiro tem aquilo que merece.

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  3. D. Nuno tem de transferi-lo para a Ribeira Seca

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  4. Quem não descontou para a Previdência, que se agarre à Divina Providência! Amèn! 🙏

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