sexta-feira, 16 de outubro de 2026

A PSP é uma organição fascista no meio do Portugal democrático. A sua dissolução é tarefa urgente para todos os Democratas

 




Há tradições que passam de geração em geração. Umas são bonitas, outras nem por isso. No PSD, olhando para alguns episódios da sua história governativa, parece existir uma tradição particularmente resistente: quando o povo protesta, há sempre um bastão por perto.
É quase património político. Não consta dos estatutos do partido, não aparece nos programas eleitorais e, tanto quanto se sabe, ainda não foi candidato a Património Imaterial da Humanidade. Mas tem antecedentes que já mereciam um estudo histórico.
Recuemos a 1989, ao governo de Aníbal Cavaco Silva. Em Veiga do Lila, Valpaços, centenas de agricultores e populares revoltaram-se contra a plantação intensiva de eucaliptos. Defendiam as suas terras, a agricultura tradicional e os recursos naturais. A resposta incluiu a mobilização da GNR e confrontos violentos. O povo queria preservar oliveiras. O Estado apareceu com bastões. Uma interpretação bastante peculiar do desenvolvimento rural.
Em 1994, ainda com Cavaco Silva, foi a vez da Ponte 25 de Abril. Os protestos contra o aumento das portagens terminaram em confrontos com a GNR. O episódio tornou-se um dos símbolos do desgaste político do cavaquismo. Afinal, o cidadão podia atravessar a ponte, desde que pagasse e não levantasse demasiado a voz.
Décadas depois, chegamos a Luís Montenegro e aos acontecimentos no Porto, em outubro de 2026. A contestação pela habitação terminou com uma intervenção policial controversa e denúncias de dezenas de feridos. Perante o protesto, o primeiro-ministro encontrou uma palavra para caracterizar as reivindicações: egoísticas.

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