O general Higino Carneiro nasceu no Libolo, em 1955. Foi professor de posto em Calulu 1973/4. Os seus contemporâneos dizem que militou na OPVDCA (Organização Provincial de Defesa Civil de Angola).
Realmente participou na operação de captura de Nito Alves como adjunto do Comandante Mingoh, no reconhecimento do primeiro Batalhão de Luta Contra Bandido formado em Sahuilala, áreas no Bailundo (Huambo). Os seus soldados usavam uma boina cinza.
Este Batalhão, que nem sequer jurou bandeira, foi mobilizado em 1977 para participar na operação na antiga Primeira Região do MPLA à procura de Nito Alves.
No Piri foram agregados às Forças Fapla do comandante Margoso, que conhecia como ninguém aquelas matas.
De facto, Nito Alves estava escondido numa palmeira e ali foi aprisionado e levado para Luanda.
No referido dia da captura de Nito, o presidente Agostinho Neto e toda a cúpula militar e política do MPLA estava no estádio dos Coqueiros a assistir um jogo entre o nascente 1 de Agosto e uma seleção do antigo Portugal de Benguela, cujo capitão era o Pedro Garcia.
Ali o Presidente Agostinho Neto foi informado naquele momento no estádio dos Coqueiros que a tropa de Margoso tinha capturado Nito Alves. Acto continuo, o presidente Neto ordenou que Margoso mantivesse o prisioneiro em vida e aguardasse novas ordens. Em seguida, Neto chamou França Ndalu fosse ao encontro de Margoso e recebeu de facto o prisioneiro. Ndalu saiu dos Coqueiros num Jeep e utilizando picadas de hortas de cajueiros onde hoje estão os Talatonas e Kilambas e chegou ao ponto de encontro com o grupo de Margoso onde estava Higino Carneiro nas proximidades de Viana. Margoso entregou-lhe o prisioneiro e Ndalu levou-o para a Fortaleza. Mais tarde Nito seria fuzilado.

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