Agora que o PRR e os dinheiros fáceis começam a minguar, a realidade nua e crua vem ao de cima, a Madeira regista a maior quebra na criação de empresas e um disparo nas insolvências, tal como mostram os dados publicados no Diário de Notícias Madeira de outubro de 2026.
Enquanto houve bazuca e fundos a jorrar, mascarou-se a verdadeira saúde da nossa economia com obras faraónicas e muita fachada. Agora que a torneira aperta e a despesa pública cai de rastos, vê-se o que realmente vale o tecido empresarial regional, sem o oxigénio artificial dos subsídios comunitários a jorrar sem critério, o castelo de cartas desaba, as empresas fecham e os madeirenses continuam a pagar a fatura de um modelo económico esgotado.
E o pior ainda está para vir, o caminho lógico a seguir é a vaga de falências orquestradas assim que terminar o período obrigatório de vigilância e fiscalização dos fundos europeus. O esquema é bem conhecido na praça enquanto duram os prazos de execução e o controlo das entidades gestoras, as empresas mantêm uma fachada de atividade e apresentam as contas recheadas com o dinheiro das subvenções. Assim que expira esse prazo legal de acompanhamento e o dinheiro cai na totalidade na conta, os capitais "desaparecem" sob o pretexto de subida de custos ou investimentos gorados, a empresa abre falência fraudulenta ou entra em insolvência e o dono fica com os bolsos cheios.
No final, o dinheiro público desaparece, as dívidas ficam para os credores e para o Estado, e os do costume continuam a rir-se à custa dos impostos dos madeirenses.
Seria interessante verificar os nomes de empresários que abrem empresas como quem muda de camisa. Eles comem tudo e não deixam nada.

Ladròes
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