500 mil euros por um almoço. Meio milhão. Uma refeição.
Numa ilha onde os madeirenses nao tem dinheiro para comprar casa, num país onde se pede contenção, onde faltam recursos para tantas necessidades básicas, onde os cidadãos são constantemente lembrados de que "não há dinheiro para tudo", surge a notícia de que foram gastos cerca de 500 mil euros num almoço na casa do embaixador em Miami. Era mesmo necessário? Não estamos a falar de construir uma escola, de equipar um hospital ou de apoiar famílias em dificuldades. Estamos a falar de um almoço. Um evento protocolar. Uma tarde de fotografias, discursos e apertos de mão. O mais curioso é a coincidência da data. Justamente quando joga Portugal, milhares de portugueses juntam-se em cafés, em casa ou nas ruas para apoiar a seleção. Uns fazem contas ao preço da gasolina, outros ao custo das compras do mês, enquanto uma pequena elite almoça em ambiente de luxo à custa do contribuinte. É aqui que o cidadão comum se sente enganado. Porque 500 mil euros não são apenas números num orçamento. São impostos pagos por trabalhadores, pensionistas, empresários e famílias. É dinheiro que saiu do bolso de todos nós. Os defensores destas iniciativas dirão que servem para promover a região, atrair investimento ou fortalecer relações institucionais. Mas a questão mantém-se: qual foi o retorno concreto? Quantos empregos foram criados? Quantos investimentos foram assinados? Que benefícios reais chegaram ao madeirense que paga impostos? Quando se gasta dinheiro público, a exigência deve ser máxima. Porque não é dinheiro de quem governa. Não é dinheiro de quem organiza. Não é dinheiro de quem convida. É dinheiro nosso. E quando meio milhão de euros desaparece num único almoço, o mínimo que os cidadãos têm o direito de exigir é transparência, justificação e resultados. Relatório final destes gastos público, por favor. Quem foi, quem pagou, quem recebeu e porquê. O povo madeirense está à espera. Porque, convenhamos, para gastar 500 mil euros numa refeição, a sobremesa devia pelo menos vir acompanhada de um milagre económico.

Fact-check: porque é que o Garajau a partir de certo momento deixou de atacar o padre das esmolinhas? - É porque o padre foi pedir a Gil Canha, com os olhos cheios de lágrimas, que parasse com aquelas reportagens em aparecia ele vestido de padre, estendido no chão da Sé, ou a abraçar o bispo dom Teodoro. O Garajau uma vez até publicou uma que trazia o padre na capa a dizer “perdoe-me Sr. bispo, traí um colega”. O pardalão conseguiu comover o Canha a dizer que estava a ser humilhado diante dos seus filhos, e etc. o Csnha apiedou-se e nunca mais bateu no padre. Já José Manuel Coelho não se deixa enganar e publica sempre no Pravda as trafulhices do padre perverso.
ResponderEliminarE que foi a Londres passear de Bentley com o nosso dinheiro
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