quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Vicente Jorge Silva, um grande jornalista madeirense, que fez história na Madeira e em Lisboa

 


«Recebi a noticia do falecimento do meu grande amigo Vicente Jorge Silva com imensa tristeza, ainda a semana passada falei com ele, e senti-lhe a voz muito debilitada e duma forma que me pareceu de despedida. O Vicente foi o principal mentor do jornal Garajau, nomeadamente na parte gráfica e na sua própria concepção, aliás, foi graças a ele, que tivemos a colaboração de muitos articulistas do famoso jornal Comércio do Funchal.

A prova é esta foto, que tiramos em Março deste ano, em que além do Vicente, aparece à esquerda Henrique Sampaio, que também foi um importante jornalista do chamado jornal Cor-de-rosa e o amigo Eduardo Welsh, que alternava comigo, na Direcção do jornal Garajau, por causa da perseguição judicial que nos era movida. Assim, Vicente Jorge, além de co-fundador do Comércio do Funchal e do Público, também foi co-fundador do Garajau, o jornal que abalou a ditadura jardinista e sua máfia no bom sentido. Os meus sentimentos a toda a família nesta hora de grande consternação. Até um dia amigo Vicente, nunca te esqueceremos!»
-o testemunho de Gil Canha à redacção de Pravda ilhéu

 O ex-deputado José Manuel Coelho, é uma das vítimas da falta de liberdade de imprensa na ilha da Madeira. Vejam o desabafo que ele faz aqui por ter sido durante 6 meses, director do jornal satírico "Garajau"


Enquanto os pequenos comerciantes agonizam à espera de apoios, os tubarões do regime, Miguel de Sousa e António Henriques obtêm do governo regional da Madeira,100 mil euros para um torneio de Golf

Miguel de  Sousa, (o cabeça de bigorna)

António Henriques e a juíza Elsa Serrão- eles têm a Justiça no bolso.
(ver funchal noticias)

  O lucro identifica-se depois de somadas todas as despesas, caso fique algum remanescente disponível. Investimento é todo aquele feito para provocar lucro ou mais valias. Se há coisa que os gestores públicos da Madeira não entendem é estes conceitos básicos. Não precisam de dar qualquer cavaco sobre os resultados. Aliás, dar muita perda até parece sinónimo de muito trabalho, satisfação, "estás de parabéns". Não porque o reconhecimento seja sincero mas porque permitiu que alguém facturasse e vivesse de luvas, que alguns viagem de borla ou vivam como lordes com bens públicos. Há até um caso que comprou ou vai comprar uma embarcação para a sua instituição (que não precisa) para assim poder desfrutar aos fins de semana, abusando do seu poder. A Europa tudo paga, até que acorde para estes monstrinhos chulos.

Temos um território curto, as montanhas dominam uma grande porção de terra não apta a urbanizar. Do que fica, encaixamos um aeroporto no lugar onde todos dizem ser no melhor espaço que temos, o que mostra quão difícil é a organização do território. É difícil ou impossível melhor porque a cada PDM a voracidade ataca e ninguém respeita as ideias anteriores. Os PDM adaptam-se aos interesses, como as orgânicas às pessoas. A propósito, parabéns Rita.

Temos uma particular mania por campos de golfe, como se a população fosse toda do Jet7 ou fosse mais popular do que Futebol ... ou "Basebol". Que tal fazer render os espaços com as minorias? Então se há tanta a solicitação porque não são rentáveis e auto-suficientes? Porque é que com tanto uso turístico o do Porto Santo ficou em "ervário" para burros? Porque mais campos?

A verdade é esta, não temos tantos terrenos disponíveis para campos de golfe, para quem quer investir em agro-alimentar, como diz hoje o GR, é um pecado o que vão fazer na Ponta do Pargo. Não temos economia para sustentar os prémios dos "Open da Madeira" e voltamos à fórmula onde o dinheiro público constrói as infraestruturas, oferece a privados, paga a manutenção de campos, paga os prémios, paga os custos fixos ... afinal temos "empresas públicas" em mãos de privados para usufruto sem qualquer responsabilidade.

O Golfe é neste momento capricho de elites que todavia não desceram à terra para as prioridades da Madeira. Vivem no seu mundo quando há tanta falta de dinheiro em serviços públicos, desemprego e com o RSI necessariamente a crescer. O Open da Madeira é um novo fingimento no Turismo, investe-se sem retorno, mais uns que vão gozar umas férias à disputa de um prémio, como os artistas que por aí surgem e se cobram a dizer bem da Madeira mas ... o turismo não aparece e 68% dos hotéis estão fechados. As políticas são sempre as mesmas e não resultam.

O PSD compra eventos como compra votos, precisamos de mudar e estar nos centros de decisão. Tem que dar lucro!