
Ainda assim, deparou-se com alguns percalços já em democracia. Um dos primeiros terá sido quando a publicação da Gaiola Aberta foi suspensa durante 30 dias, pouco depois de ter sido aprovada uma nova Lei da Imprensa, que também não escapou à crítica de Vilhena — o cartoonista desenhou um cozinheiro, provando de um tacho que dizia “LEI DE IMPRENSA”, e escreveu ao lado “por mais competentes que sejam os cozinheiros, esta sopa cheira-me sempre a esturro”
.
A crítica de Vilhena à Nova Lei de Imprensa, publicada na “Gaiola Aberta” nº 8, a 1 de outubro a 1974 – José Vilhena/www.vilhena.me (fonte)

Dirigiu a revista O Mundo Ri entre 1955 e 1966
Num país ensimesmado, a batalha pela liberdade passava inevitavelmente pelo apelo a uma tradição de humor, de que Stuart Carvalhais e Bordallo Pinheiro eram ainda expoentes pátrios. Vilhena preparou anonimamente uma selecção de cartoons tardios de Stuart, que será prefaciada por Aquilino Ribeiro e impressa pelo Jornal do Fundão, e depois, após o colapso do PREC, adopta em efémera revista sua o título de uma publicação de Rafael, A Paródia, e ressuscita Zé Povinho em 1980. Um falso pendor historicista permitiu-lhe dissipar nos tempos idos o comentário da actualidade vigiado pela censura, como em História Universal da Pulhice Humana, Dicionário Cómico e Enciclopédia Vilhena. Aos militares do lápis azul escapou a palavra pideteucos.

A sua agilidade para criar títulos era de mestre: Tenha Maneiras (1966), A Menina do Capuchinho Vermelho e o Lobo Relativamente Mau (1967), Dói-me Aqui (1968), O Atraso de Vida (1968), Julieta das Minhocas (1970), O Trivial (1971), Educação de Adúlteros (1972), Compêndio de Indecências Naturais e A Grande Gaita (1973), A Boa Viúva e Animais Falantes. Fabulinhas Mansas. Obra de fantasia e zoologia para adultos, com sérias reservas (1974)… E também para escapar às visitas da PIDE e às apreensões de livros: a cada volume saído — e eram 4, 5 ou 7 por ano! — transferia-se por uma semana para «um motel na linha de Cascais» e expedia os exemplares desde pequenas estações de correio da periferia lisboeta, menos controladas pela polícia política. A Branca de Neve e os 700 Anões, relato de uma prostituta de Lisboa, apreendido pela censura, foi publicado em 2014 numa colecção de livros proibidos celebrativa dos 40 anos do 25 de Abril. Curiosidade: Francisco Sousa Tavares defendeu-o na barra dos tribunais.(fonte)

O cartoonista José Vilhena, fundador das revistas ‘O Moralista’ e ‘Gaiola Aberta’, morreu no passado dia 3 de outubro, aos 88 anos. (CM)
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