Por isso pagamos na Madeira a energia mais cara do país para sustentar este monopólio parido pela Autonomia ao serviço dos oligarcas mamões do PSD, com o Luís Miguel de Sousa à cabeça.
https://pravdailheu.blogspot.com/2024/06/os-madeirenses-sao-refens-do-proprio.html
Coelho acusa EEM de “negócios ruinosos” e quer comissão de inquérito
O Partido Trabalhista Português (PTP), através do seu dirigente José Manuel Coelho, veio pedir a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira para escrutinar os contratos e investimentos realizados pela Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) nas últimas décadas.
Para o PTP, a recente polémica sobre o prolongamento do contrato de 161 milhões de euros para a compra de energia produzida a fuelóleo até 2030 ao Grupo Sousa é apenas a “ponta do iceberg” de uma gestão que tem de ser escrutinada.
José Manuel Coelho refere que a factura da luz na Região é um pesado fardo para as famílias, inflaccionada por decisões políticas e negócios que carecem de transparência.
A EEM, acusa Coelho, serve mais os interesses de grupos económicos e “amigos do regime” do que o bolso dos contribuintes madeirenses, denunciam os trabalhistas.
O PTP recorda investimentos que considera “verdadeiros buracos negros” financeiros, nomeadamente o caso da fábrica de algas do Porto Santo, um projecto que custou milhões ao erário público e que acaba agora desmantelado sem proveito para a população, servindo apenas como exemplo de má gestão de fundos públicos e da EEM.
Além disso, o partido pretende que a Comissão de Inquérito investigue as ligações e consultorias externas, lembrando os episódios que envolveram figuras mediáticas da política nacional, como é o caso de Marques Mendes e das fotovoltaicas no Caniçal e Porto Santo.
“É preciso saber quem ganhou, quanto ganhou e por que razão os madeirenses continuam a pagar uma das energias mais caras do país para sustentar estes negócios”, refere o dirigente do PTP.
JPP critica contrato de compra de energia elétrica produzida a fuelóleo.
O presidente do JPP, Élvio Sousa, criticou este domingo o contrato de compra de energia elétrica celebrado entre a Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM) e a Atlantic Islands Electricity (Madeira), considerando existir uma contradição entre o discurso do Governo Regional sobre transição energética e a prática governativa.
As declarações constam de um comunicado remetido hoje às redacções, no qual o líder do maior partido da oposição acusa o Executivo regional de manter uma política energética dependente do fuelóleo, apesar das metas anunciadas para o aumento da produção de energia renovável.
Segundo Élvio Sousa, está em causa um contrato de compra de energia elétrica no valor de 161 milhões de euros, relativo à produção através de uma central a fuelóleo, alegando que o acordo prolonga até 2030 uma solução que, inicialmente, estaria prevista terminar em 2025.
“Se o Governo tem a meta de fazer subir a produção global de energia verde, por que razão contratualizou por 161 milhões a compra de eletricidade produzida a fuelóleo até 2030?”, questiona o líder do JPP no comunicado.
O dirigente partidário questiona a opção do Governo Regional, defendendo que a decisão contrasta com os objectivos anunciados na área da energia verde. No comunicado, o deputado refere ainda dados da Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), indicando que a produção anual de eletricidade de origem renovável se situa nos 36%.
Élvio Sousa sustenta também que o contrato representa um encargo significativo para as contas públicas e para consumidores e empresas, defendendo maior transparência, escrutínio público e parlamentar e uma redução progressiva da dependência de combustíveis fósseis.
O líder do JPP afirma ainda que uma alternativa governativa deverá assentar em “rigor financeiro, transparência e responsabilidade pública”, defendendo estudos de viabilidade económica e o reforço da capacidade da rede elétrica para acomodar microprodução de eletricidade.

Coelho com os fusíveis queimados
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