domingo, 1 de maio de 2016

PTP participa no 1º de Maio de 2016 na manifestação do Funchal

Viva o dia dos trabalhadores faz hoje 130 anos




«eu vou voltar para o Ceará!»

«a lagartixa e o jacaré» e os offshores na prespetiva de Pacheco Pereira

No 25 de Abril: os riscos para a liberdade e para a democracia 

«...Perguntem aos donos de offshores, aos que têm dinheiro para pagar o segredo e a fuga ao fisco, para esconder o seu património desta entidade, se eles se incomodam com o fisco. Incomodar, incomodam, mas podem pagar para deixarem de ser incomodados. Já viram algum offshore de uma cabeleireira, de um feirante, de um mecânico de automóveis, de um pequeno empresário que tem um café ou um restaurante, aqueles sobre os quais o fisco actua exemplarmente como se fossem esses os seus inimigos principais?...» (revista Sábado) 

Não me espanta ver que, com o tempo, e à medida que os próprios mecanismos do jornalismo – que vive da novidade e que esgota ele próprio rapidamente a novidade, e que não consegue, nem quer, manter o critério da relevância – vão esmorecendo, o "interesse" pelas revelações dos Panama Papers desaparece e vai ficando tudo na mesma. Nas duas últimas semanas vários distintos advogados foram a todos os canais, RTP, SIC, TVI, explicar que os offshores, não sendo uma coisa excelente (esta argumentação ad terroremfica para os autores de blogues "liberais"), são de uma pura legalidade. Já comparei este tipo de argumento com o dos defensores das armas nos EUA: "Não são as armas que matam as pessoas, são as pessoas que matam as pessoas." Aqui é "não são os offshores que levam à fraude fiscal, à evasão fiscal, à lavagem de dinheiro criminoso, da droga, dos subornos, etc., são as pessoas que fazem tudo isso." O instrumento é impoluto, é "legal". Claro que há uma pergunta que tem ainda mais sentido com os offshores do que com as armas: qual é a utilidade económica dosoffshores? E depois outra pergunta: por que razão, havendo tantos meios "legais" de ter guardado o seu dinheiro, sólidos bancos, colchões, cofres na parede, os muito, muito ricos, têm uma espécie de predilecção intensa por esta forma de "legalidade" que são os offshores? É que o mundo dos "mercados" e de muita política capturada por eles, não mobiliza milhares, nem milhões, mobiliza biliões e triliões. Isto é que é amor pela "legalidade"!  (Sábado)

Os papéis do Panamá

Mario Gouveia leva bem alto a mensagem de José Manuel Coelho

Mais um mentiroso demagogo a falsificar a história:"não morreram em vão" diz ele

2000 soldados portugueses mortos para nada em França. Apenas para satisfazer os interesses de uma guerra imperialista aos quais o governo traidor existente na altura em Portugal aderiu. Foi um assassinato de mais de 2000 portugueses e mais de 1800 desaparecidos que ficaram por lá despedaçados e nem sequer restaram os ossos para serem sepultados.

Os soldados portugueses que combateram na I Guerra Mundial "não morreram em vão", afirmou o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, nas cerimónias evocativas do 98.º aniversário da Batalha de La Lys, no norte de França.

"Apesar das vicissitudes e do número elevado de vítimas, estes homens não morreram em vão. Hoje, lembramos com orgulho e dignidade os soldados aliados, em particular os franceses e sobretudo o Corpo Expedicionário Português que ajudou a construir a paz com o próprio sangue", discursou o governante perante dezenas de pessoas em frente ao monumento aos mortos de La Couture, no norte de França.

 Dezenas de pessoas deslocaram-se hoje ao cemitério militar português de Richebourg e ao monumento aos mortos de La Couture para prestar homenagem aos soldados portugueses e recordar a batalha de La Lys, ocorrida a 09 de abril de 1918 e que provocou perto de duas mil vítimas mortais.
 "É muito importante que todos os anos nos lembremos daquilo que aconteceu: em primeiro lugar para que não volte a acontecer e em segundo lugar para que as famílias daqueles que pereceram na guerra sintam e tenham o reconhecimento por parte dos portugueses e por parte do governo português que essas mortes não foram em vão. Foram mortes na defesa dos princípios da liberdade, da justiça, da democracia e da paz", declarou Marcos Perestrello à agência Lusa.
 Também o presidente da Câmara de Richebourg, Gérard Delahaye, afirmou que "os soldados portugueses não morreram em vão" na guerra que qualificou de "maior massacre de todos os tempos", agradecendo aos "milhares de portugueses que lutaram em França para que França mantivesse a sua liberdade".
 Portugal entrou na I Guerra Mundial (1914/1918) em março de 1916 e sofreu uma das maiores derrotas militares de sempre na Batalha de La Lys.
 A 09 de abril de 1918, enquanto faziam um render de tropas, os militares portugueses, comandados pelas forças britânicas, foram surpreendidos por um ataque alemão que acabaria por conquistar La Lys e depois as terras altas da Flandres, tomando Ypres e o monte Kemmel, já na Bélgica. (JM)

Associação reclama verbas para cemitério onde estão soldados portugueses da I Guerra

A União Franco-Portuguesa de Richebourg quer que o Governo de Lisboa disponibilize verbas para substituir as lápides do cemitério onde estão 1831 soldados portugueses mortos na I Guerra Mundial, disse à Lusa João Marques, o presidente da associação.

"Há dois anos a ministra das Finanças tinha acordado 500 mil euros para o cemitério e os ingleses estavam de acordo para fazer isto [obras]. O problema é que dois meses depois disseram-nos que o orçamento era muito barato e os ingleses começaram a desviar-se. Esse dinheiro acabou por não chegar e as obras acabaram por não se fazer", disse o dirigente associativo.João Marques considerou que "por enquanto os políticos não têm mostrado muito interesse" e mostrou-se cético quanto ao avanço das obras antes de 2018, ano do centenário do fim da I Guerra Mundial (1914/1918) e da Batalha de La Lys."O que nós queremos fazer é mudar todas as lápides e pôr lápides novas porque o betão está todo partido, as lápides todas tortas. Eu até aconselhei que mandassem fazer o granito em Portugal porque o cemitério foi feito em 1928 e temos pedras que ainda são boas", descreveu, à margem das cerimónias evocativas da Batalha de La Lys na qual morreram cerca de 2000 homens.Questionado pela Lusa, o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, não adiantou se o governo vai avançar com mais verbas, dizendo apenas que "há um esforço permanente de conservação e o aspeto de melhoria das campas está sempre presente"."Há um esforço permanente das autoridades francesas e das autoridades portuguesas, em conjunto com a Liga [dos Combatentes], de preservação daquele espaço. Aquele espaço está com muita dignidade e exige um esforço permanente de preservação e essa preservação passará também, conforme for sendo necessário, por essa preservação particular das campas", declarou.O presidente da Liga dos Combatentes, tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, afirmou que se trata de "uma verba muito significativa para mudar 1831 pedras", estando "convencido que é possível mudar algumas daquelas cabeceiras" mas não a totalidade porque as verbas necessárias são de "algumas centenas de milhares de euros"."É necessário manter permanentemente o cemitério com alta dignidade, já fizemos duas intervenções no portão, uma custou cem mil euros, outra 70 mil euros. Nós estamos a garantir a dignidade do cemitério", declarou.Hoje, dezenas de pessoas deslocaram-se ao cemitério militar português de Richebourg e ao monumento aos mortos de La Couture, no norte de França, para prestar homenagem aos soldados portugueses mortos na I Guerra Mundial e para recordar a batalha de La Lys, ocorrida a 09 de abril de 1918, quando os militares portugueses foram surpreendidos por um ataque alemão, enquanto faziam um render das tropas.(diário)

sábado, 30 de abril de 2016

Conselho Médico do SESARAM, denuncia que existem relatórios que apontam para a falência arquitectónica do edifício do velho Hospital dos Marmeleiros

É um perigo até para  as pessoas que lá trabalham

Caos das altas problemáticas deveria ser dos Assuntos Sociais

Era um dos pontos da agenda. As altas problemáticas, que estão a gerar o caos no SESARAM, na afirmação da chefia médica, foram um dos pontos debatidos. Uma situação que afecta muitos serviços, em especial, a Cirurgia e a Medicina Interna.
A este propósito, houve a manifestação da preocupação com a possibilidade da abertura de um espaço de Medicina Interna no Hospital Dr. Nélio Mendonça reduzir o número de camas da Cirurgia e, com isso, provocar uma quebra da produtividade.
Sobre as altas problemáticas, várias foram as opiniões que se manifestaram no sentido de dever ser a Segurança Social/Secretaria dos Assuntos Sociais a assumir o encargo das altas problemáticas e não a Secretaria da Saúde, através do SESARAM.
A este propósito, foram referidas as terríveis condições de internamento no Hospital dos Marmeleiros, tanto para os profissionais que lá trabalham, como para os doentes.

Sobre os Marmeleiros, foi recordado aos presentes no Conselho Médico do SESARAM, que existem relatórios que apontam para a falência arquitectónica do edifício, o que deveria ditar o encerramento daquela infra-estrutura, como, de resto, já aconteceu com o parque de estacionamento a Sul. (DN)

Albuquerque admite que o seu nome possa surgir associado aos papeis do Panamá

Albuquerque não exclui que o seu nome possa surgir nos Panama Papers

Presidente do governo madeirense rejeita envolvimento em qualquer acto ilícito, mas admite que o facto de ter exercido advocacia possa colocá-lo em documentos da Mossack Fonseca.
O presidente do governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque, não exclui que o seu nome possa surgir associado aos Panama Papers, mas rejeita ter praticado qualquer acto ilícito.
“Exerci advocacia durante muitos anos e, nesse período, de forma outorgada, assumi milhares de procurações, por isso é possível que surja o meu nome como advogado, mas não sei”, explicou o chefe do executivo madeirense ao PÚBLICO, ressalvando que se o seu nome aparecer associado a este caso, será sempre na qualidade de advogado.
O governante madeirense esclarece que enquanto casuístico trabalhou com várias empresas internacionais, daí não excluir que o seu nome possa estar em algum documento. “Que eu me recorde, nunca tive relações [com aMossack Fonseca], mas é provável que tenha acontecido”, admite, justificando essa possibilidade com o facto de ter prestado assessoria jurídica, na década de 90, a empresas sediadas na zona franca madeirense.
“Uma coisa é o mandato judiciário, outra completamente diferente é o envolvimento pessoal”, vincou, sublinhando que um advogado é um “representante da lei”.
Albuquerque, que ao jornal digital Funchal Notícias, defendeu o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Tranquada Gomes, cujo nome foi referido esta semana no caso do offshore do Panamá, repetiu ao PÚBLICO os mesmos argumentos para se distanciar de um possível aproveitamento político que este caso possa ter.
“O importante neste caso é saber se titulares políticos, no exercício da sua profissão, cometeram algum acto ilícito”, disse o chefe do governo madeirense, acrescentando que o que foi divulgado até ao momento não “reporta” o exercício de qualquer ilegalidade.
“O seu nome aparece no âmbito do exercício enquanto advogado, a quem foram outorgadas procurações. Nada teve a ver com envolvimento pessoal em actos de gestão de negócios menos claros”, argumentou, distanciando o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) da “opacidade e censurabilidade” do offshore do Panamá.
A zona franca madeirense voltou ao radar político esta semana, quando oExpresso e a TVI divulgaram documentos onde constam os nomes de Tranquada Gomes, Miguel de Sousa, actual vice-presidente do parlamento madeirense, e Coito Pita, que foi deputado social-democrata na anterior legislatura.
Na sessão solene comemorativa do 25 de Abril, o tema dominou as intervenções, com o Bloco de Esquerda e o PCP a trazerem o caso para o debate. Tranquada Gomes, que ao PÚBLICO já tinha criticado a forma como o seu nome foi envolvido no caso, por estarem a ser misturadas situações de fraude fiscal com outras perfeitamente lícitas e normais, reafirmou aos jornalistas que os documentos referidos não consubstanciam nada de ilícito ou ilegal.
“Estamos a falar de duas procurações, uma de 1996 e outra de 2005, nas quais os meus poderes limitavam-se à requisição de número fiscal português, licenciamento da empresa no CINM e adaptar os estatutos da mesma à legislação nacional”, afirmou, tendo distribuído cópias dos documentos por todos os deputados presentes.(público)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Zeca Afonso um ícone da revolução portuguesa do 25 de Abril

A mensagem do Zeca é intemporal

Do ponto de vista jornalístico,em Portugal depois do 25 de Abril, Zeca Afonso foi uma pessoa desprezada diz-nos António Salvador neste vídeo.