domingo, 6 de janeiro de 2019

A hipocrisia dos cartazes do PCP

 
Estão contra a famigerada lei do "pagamento especial por conta" da autoria da antiga ministra das finanças Manuela Ferreira Leite (PSD).Estão a pedir a sua revogação.
 Então uma vez que estão a dar suporte ao governo de António Costa, porque não exigem a sua imediata revogação?

O Partido Trabalhista defende intransigentemente os trabalhadores e os seus direitos, sem contemporizar com os interesses da burguesia e dos patrões gananciosos e reacionários

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Presidente do Sindicato Nacional dos estivadores faz frente aos fascistas do Grupo Sousa

António Mariano anuncia medidas de boicote aos navios do Grupo Sousa em portos Nacionais

Olhem este lacaio do Luís Miguel Sousa!

A Tomásia Alves parece que está a ter um bom desempenho na gestão do SESARAM


Carlos Pereira quer é comprar jogadores estranjeiros de duvidosa qualidade afim de favorecer os seus negócios particulares. Depois os resultados não aparecem e os adeptos com a pestana mais aberta começam a protestar.
Este pardalão está muito "solidário" com o Grupo Sousa. Deve ter alguma benesse lá deles!
 Habitações no Tibete

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Na Madeira a justiça sórdida que a República mantém na Região Autónoma é uma autêntica vergonha



 
Uma justiça que só se aplica aos pobres, mas aos ricos e influentes assobia para o lado. Eis o que faz a falta de rotatividade dos magistrados que andam por aqui há mais de 20 anos a ditar sentenças porcas ao gosto do freguês. Francisco Andrade foi condenado e muito bem pela famosa juíza  Joana a três anos de prisão efectiva por ter atropelado mortalmente um jovem por conduzir bêbado e com droga na cabeça. Há anos atrás Lourenço Perry Vidal atropelou mortalmente duas mulheres em dois acidentes distintos. Estava provávelmente alcolizado e cheio de droga na cabeça . Matou as mulheres e fugiu. Foi apanhado pelas imagens de video vigilância. Levado a julgamento foi condenado a uma pena leve. Nem um dia de prisão efectiva apanhou! Pudera era filho da Notária Teresa Maria Prado de Almada Cardoso (prima do Alberto João) e do antigo Secretário da Agricultura Perry Vidal do governo do fascista Alberto. Cá está o problema número UM da Justiça nesta terra: 

Condena o criminoso quando é pobre e pessoa do povo, mas absolve sempre, quando o mesmo é rico ou tem familiares influentes.
Lourênço Perry Vidal
Uma mulher foi atropelada mortalmente esta manhã, pelas 7h45, na Rua das Maravilhas, nas proximidades do Bairro do Hospital.

A mulher, com 81 anos, foi colhida por um automóvel quando atravessava a rua. O condutor colocou-se em fuga e está a ser procurado pela polícia.(ver DN)
A PSP já identificou o automobilista que atropelou mortalmente uma mulher de 81 anos na Rua das Maravilhas, e colocou-se em fuga, na manhã do dia 4 de Fevereiro, apurou o DIÁRIO junto de fonte policial.

Segundo o DIÁRIO apurou, o condutor, um homem com 38 anos, entregou-se esta manhã no Comando Regional da PSP, numa altura em que as autoridades já tinham localizado a viatura interveniente no acidente e identificado o respectivo proprietário, após duas semanas a desenvolver diligências de investigação, escrutinando todas as suspeitas.
Recorde-se que a PSP chegou a divulgar quatro fotogramas de vídeo que mostravam a viatura interveniente no atropelamento mortal ocorrido no dia 4 de Fevereiro, pelas 07h42, na Rua das Maravilhas, pedindo o apoio da população para identificar o condutor.
Trata-se de um veículo ligeiro, de cor escura, linhas modernas, que apresenta danos no capôt e/ou no pára-brisas (estilhaçado no lado direito), devido ao violento embate que projectou a vítima por uma distância considerável, informou a PSP.
O indivíduo foi constituído arguido e vai agora responder judicialmente pela prática dos crimes em causa, nomeadamente o de atropelamento e fuga sem prestar auxílio à vítima.
Contactado pelo DIÁRIO, o comandante Oliveira Martins recusou prestar qualquer declaração acerca deste assunto, remetendo para um comunicado de imprensa que será enviado ainda hoje. (dnoticias.pt)
A PSP divulgou esta tarde 4 fotogramas de vídeo que mostram a viatura interveniente no atropelamento mortal ocorrido no dia 4 de Fevereiro, pelas 07h42, na Rua das Maravilhas.  Esta divulgação visa identificar o condutor da viatura que causou o atropelamento e que se pôs em fuga sem prestar o devido auxílio à vítima. Em comunicado de imprensa, assinado pelo comandante regional, intendente Oliveira Martins, refere-se que a Esquadra de Trânsito da Divisão Policial do Funchal continua a desenvolver diligências de investigação e escrutinar todas as possibilidades em aberto e eventuais suspeitas acerca de um veículo ligeiro, de cor escura, linhas modernas, que apresente danos no capôt e/ou no pára-brisas (estilhaçado no lado direito), devido ao violento embate que projectou a vítima por uma distância considerável". A PSP apela a quem tenha presenciado o sinistro ou que tenha elementos relevantes para a identificação da viatura ou do condutor que contacte a PSP através do telefone 291208400 (extensão 514) ou pelo endereço electrónico funchal.madeira@psp.pt . Ver fotos Aqui
«Na notícia complementar, titulada "Primo de João Jardim é reincidente", informa-se que Lourenço Perry Vidal, gestor de 38 anos e quadro do BES no Funchal, esteve dezoito dias desaparecido, mas fora identificado por câmaras de videovigilância e detido. Explica-se que é filho de um falecido secretário Regional da Agricultura e de uma notária, prima em segundo grau de Alberto João Jardim. ...»  DN/Lisboa

O peso dos “Cardosos”

Existem jornalistas condenados em tribunais cíveis da região a

pagar milhares de euros a mafiosos do regime, por “dá cá esta

palha”. Por exemplo, o antigo líder do PS, João Carlos Gouveia foi sentenciado por um tribunal da região a pagar cerca de 35 mil euros a Alberto João Jardim, só por dizer que ele era corrupto.

Mas, Francisco Lourenço Almada Cardoso Perry Vidal, primo

em 2º grau deAlberto João é reincidente em matar pessoas na estrada e a fugir, e o tribunal manda-o para casa em liberdade com umas miseráveis multas que somadas, nem chegam aos €2.000,00.

Fazendo aqui uma breve resenha hereditária, descobre-se que a

família de Jardim já manda na Madeira desde os tempos do fascismo. O avô de Jardim, o tenente Domingos Cardoso era um salazarista convicto e amigo pessoal do Visconde do Porto da Cruz, o famoso nazista madeirense que trabalhou na Rádio Alemã de Goebbels.

O tenente teve um filho, Agostinho Cardoso e uma filha, D.

Marceliana Cardoso (mãe de Alberto João). Agostinho Cardoso, além de médico, era o homem forte da ANP na região, partido único no tempo de Salazar. Inclusivamente, chegou a ser deputado na Assembleia Nacional do Estado Novo. O sobrinho, Alberto João, foi sempre seu protegido e graças ao tio, safou-se da Guerra Colonial, e no remanso do Palácio de S. Lourenço, escreveu artigos no jornal do tio, “Voz da Madeira”, defendendo a guerra ultramarina e fazendo elogios ao regime fascista de Salazar e Marcelo Caetano.

Por sua vez, a mãe deste “felizardo” condutor, Dra. Teresa Maria Prado de Almada Cardoso Perry Vidal, era filha do dr. Agostinho Cardoso, referido protetor deAlberto João, já que o pai de Alberto João morreu cedo.A senhora foi casada como Eng. Perry Vidal, já falecido, que foi Secretário Regional do Governo de Jardim. A Dra.Teresa Perry Vidal além de ilustre notária da nossa praça, também foi 1ªSecretária da Assembleia Municipal do Funchal, presidida por João Dantas.Tudo malta laranja da pesada…

Assim, se o famigerado condutor fosse um pobre dum desgra-

çado levava pela medida grande e neste momento estava enjaulado na Cancela.

Uma sentença inacreditável, no dia 18 deNovembro de 2013, o 2º Juízo Criminal doTribunal do Funchal condena a 3 anos de pena suspensa, o arguido Francisco Lourenço Almada Cardoso Perry Vidal. Envergonhadamente, a justiça ainda condena o automobilista à frequênciade um programa de prevenção rodoviária, a designar pela D.G.R.S. (Direcção Geral de Reinserção Social), com a duração máxima de quatro meses e como custo máximo de mil euros, a suportar pelo condutor, e ainda a entregar à Prevenção Rodoviária Portuguesa a simbólica quantia de 750 euros. No início deste ano, e quando determinados sectores mais restritos da nossa sociedade tomaram  conhecimento deste simulacro de justiça, levantou-se um intenso clamor surdo. Também o QC teve conhecimento que os familiares das vítimas deste tresloucado condutor ficaram extremamente revoltados com a sentença, pois ninguém estava à espera deste desfecho escandaloso: “No mínimo o tipo devia ter comido 5 a 10 anos de pena efectiva, e só se safou, porque a mãe e o Alberto João são muito poderosos”, lamentou-se um familiar revoltado. 

Mata e foge

 Relembramos que este acidente, parcialmente filmado por câmaras de video vigilância, provocou grande alarme público. Como foi noticiado, na manhã fatídica de 4 de Fevereiro de 2012, pelas 07h 42m, um condutor atropelou mortalmente uma senhora de 81 anos, na Rua das Maravilhas, e pôs-se em fuga sem prestar auxílio à vítima. Contudo, a viatura que provocou o acidente foi apanhada pelas câmaras de filmar de dois estabelecimentos da zona. Na posse dessas imagens, a PSP iniciou uma profunda investigação com o objectivo de identificar o referido condutor, divulgando inclusivamente nos meios de comunicação social, 4 fotogramas que mostram a viatura interveniente no atropelamento. Nesse comunicado, assinado pelo Intendente Oliveira Martins, a polícia refere que o “violento embate provocou danos no capôt e no para-brisas (lado direito) e projectou a vítima a uma distância considerável”.Passadas duas semanas de verdadeira “caça ao homem”, a polícia acabou por localizar a viatura interveniente no acidente, e coincidência das coincidências, na altura em que a PSP já tinha todos os dados do fugitivo, o homem veio entregar-se à polícia. Identificado, veio-se a descobrir que o individuo tinha 38 anos e era primo deAlberto João Jardim e filho de Teresa Maria Prado de Almada Cardoso Perry Vidal, conhecida notária da cidade, e de um antigo Secretário Regional do Governo de Jardim. Constituído arguido, pela prática de vários crimes, nomeadamente de atropelamento e fuga semprestar auxílio à vítima, aguardou o julgamento em liberdade. 

Serial killer do volante 

Mas surpresa das surpresas, as autoridades descobriram que o condutor era reincidente no crime, não só já atropelara gravemente um transeunte no Porto Santo, como também, na madrugada de 1 de Janeiro de 1996, na Rua do Til, um jeep conduzido por si desgovernara-se e colhera mortalmente uma senhora, Genoveva Correia, e ferira gravemente mais três pessoas, deixando uma delas incapacitada. E azar dos azares (ou sorte…),também nesse evento dramático fugiu do local da ocorrência sem prestar auxílio às vítimas. Em todos estes acidentes, as autoridades nunca descobriram se estava a conduzir sob efeito de álcool ou outra droga, pois sempre se pusera ao fresco. O mais interessante é que a maioria dos comentários feitosno DN sobre o acidente já profetizavam que ele iria escapar à justiça, e todos mostravam sérias dúvidas se alguma vez seria preso, pois na altura já corriam rumores sobre o seu parentesco com Jardim. Houve inclusivamente um leitor que disse que ele pertencia à classe dos “intocáveis”, uma afirmação à qual o tempo veio dar razão. “A justiça na Madeira é parcial, só condena pilha galinhas e pata-rapadas”, vociferou entre dentes um escrivão do tribunal, ao saber da brandíssima sentença. Também para os agentes da polícia que trabalharam em ambos os casos, a sentença foi considerada uma vergonha e um favor aos Grandes; “existem delitos muito mais leves, como conduzir sob efeito do álcool, que dão prisão, este mata por duas vezes e foge,e nem um dia de gaiola apanha, na Madeira a justiça é uma treta”, desabafaram indignados. 

NOTA FINAL - Nem toda a justiça está podre, as dicas desta reportagem foram dadas por certos magistrados dos nossos Tribunais que também lutam para que a justiça seja igual para todos. O nosso obrigado. Ver pravdailhéu





quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Juízes da Holanda são os novos torquemadas


 Para dizer tudo de uma vez, os actuais Torquemadas, vestidos de verde – ou adornados com uma toga da Batávia – não têm nada a invejar, em matéria de tolerância e cultura do debate, aos seus ancestrais da Santa Inquisição.



A histeria do aquecimento global:
 juízes holandeses substituem-se ao poder político


No dia 9 de Outubro o tribunal de recursos de Haia emitiu uma sentença aterradora, espantosa e particularmente perigosa. Ele ordenou ao governo dos Países Baixos que reduzisse as emissões de gás com efeito estufa (GEE) ainda mais drasticamente do que inicialmente previsto.


Em França, este veredicto foi classificado como "histórico" pelo coro quase unanimemente entusiasta das forças políticas e dos media que se dizem "de referência". Ele é "histórico" efectivamente, não tanto pelas suas implicações climáticas mas sim pelas jurídicas e políticas.

Em primeiro lugar, ele é de facto sem precedentes: em princípio, os tribunais estão destinados a aplicar a lei (não a produzir jurisprudência). Neste caso, os juízes não aplicaram o direito nacional, eles o criaram. Pois não há nenhum texto jurídico que prescreva uma obrigação quantificada de redução dos GEE.

O Tribunal de Haia – que confirmava um julgamento de primeira instância de Junho de 2015 – atenuou a ausência de texto normativo pela acumulação de referências a uma profusão de tratados e acordos internacionais: convenção quadro da ONU, protocolo de Quioto, plano de acção de Bali, acordos de Copenhague, Cancu e Durban. E, para fazer peso, até a convenção europeia dos direitos do homem...

Os juízes holandeses têm portanto conhecimentos científicos particularmente aguçados, a ponto de decidir que as emissões de GEE deverão ser reduzidas em pelo menos 25% daqui até 2020 (base em 1990). E isto, a fim de "proteger a vida e a vida familiar dos cidadãos". A instituição judiciária reivindicou princípios e declarações gerais para ela própria fixar uma norma aplicável.

Em nome, por exemplo, desta mesma protecção da "vida familiar dos cidadãos", um juiz poderia assim aumentar o nível do salário mínimo se ele julgasse que o montante em vigor não fosse suficiente para lutar contra a pobreza – objectivo que figura em muitos tratados internacionais... ou então decidir ao contrário abolir o sistema de protecção social se, por obediência ultraliberal, ele considerar que este último é um prejuízo para o bem estar geral.

Portanto surge o segundo escândalo deste acontecimento: juízes que se substituem aos poderes legislativo e executivo a fim de tomar decisões eminentemente políticas. A sacrossanta separação dos poderes é assim espezinhada, sem que os habituais fanáticos do "Estado de direito" encontrem nada para dizer.

Isto pode exemplificar-se concretamente: se, amanhã, uma nova maioria parlamentar saída da urnas decidir não mais prosseguir no sentido de tais imposições climáticas (hipótese académica, infelizmente), o julgamento manter-se-ia em vigor. A decisão política é assim transferida ao poder judicial. Será preciso recordar que os juízes não são responsáveis perante os eleitores?

É de notar que cerca de 900 acções semelhantes estão a decorrer no mundo, das quais dois terços nos Estados Unidos. Isto ilustra a tendência bem conhecida, saída do mundo anglo-saxão, para uma judiciarização da vida colectiva. Cento e vinte processos comparáveis foram iniciados na União Europeia, dos quais 50 no Reino Unidos. Mas é exactamente o espírito da UE que está em causa: fazer a criação do direito por instâncias não eleitas e não politicamente responsáveis, como ilustra o exemplo do Tribunal de Justiça Europeu.

O fundo deste assunto 

Terceiro aspecto, evidentemente não dos menores: o fundo deste assunto, no caso o aquecimento climático (e mais geralmente as "desregulamentações" ambientais), acusado de todos os males, um "cataclismo" planetário representando "o maior desafio da história da humanidade", segundo a fórmula empregue por 200 personalidades do mundo da cultura há algumas semanas. Não divagaremos aqui acerca da competência científica de artistas, cineastas e cantores (certamente notáveis nas suas próprias especialidades) que afirmam sem hesitar que "ao ritmo actual, em algumas décadas, não restará mais nada", nem, sobretudo, sobre a sua legitimidade política para apelar a "medidas potencialmente impopulares" (sem entretanto ousar precisar quais são).

Seria vão esperar compensar aqui em algumas frases os turbilhões de propagandas quotidianas que visam impor a ideia de que, na falta de medidas restritivas drásticas, o planeta corre a passos largos para as catástrofes mais espantosas já vistas. O último míssil até à data não é senão o enésimo relatório do Grupo de Peritos Intergovernamentais sobre o Clima (GIEC) descrevendo consequências ainda mais pesadas do que as anteriormente anunciada, mas indicando oportunamente que, finalmente, não é demasiado tarde para "agir". Recordemos que em 2009 a Conferência de Copenhaga (COP15) fora unanimemente avaliada como a "última oportunidade" antes de, finalmente, fracassar.

Ninguém põe em dúvida a competência dos peritos do GIEC mas este organismo, por natureza sob o controle dos Estados, exclui de facto as vozes discordantes. 

Ora, desde que se fala de clima, e mais especificamente de ambiente, o que não faltam são peritos – o que falta são debates. Uma precisão útil neste contexto: um debate faz-se entre interlocutores que não partilham o mesmo ponto de vista... Idealmente, tais debates deveriam incluir todos os elementos do caso – e não somente os dos promotores. Pois o mínimo que se possa dizer é que, quanto ao culpado do "aquecimento", a instrução do processo é conduzida exclusivamente pela acusação. Que este possa igualmente ter consequências positivas é uma questão tabu.

Além disso, um elemento, entre muitos outros, merece ser mencionado: todos os modelos e planos de redução das emissões de GEE, mesmo considerados insuficientes pelos juízes holandeses, têm uma coisa em comum: eles baseiam-se na estagnação, ou melhor num fraco aumento do crescimento em países como os da UE, como tem sido o caso desde há anos – 2% a 2,5% no máximo, muitas vezes menos.

Se a aventura do crescimento fosse reiniciada com ritmos bem mais elevados, isso abalaria todas as reduções de emissões planificadas. Certamente, uma política económica austeritária inalterada é uma hipótese improvável. Mas aqueles que ainda querem combater em favor do progresso económico e social – alta do nível de vida, da protecção social e dos serviços públicos, reindustrialização – deveriam estar conscientes de que isso passa por um crescimento consideravelmente mais forte do que actualmente, o que implica evidentemente uma alta significativa do consumo de energia, inclusive fóssil. Nesta perspectiva progressista (para tornar a dar um sentido a esta palavra, que Emmanuel Macron tenta inverter), um crescimento "à chinesa" é uma condição certamente não suficiente, mas muito necessária para responder às necessidades sociais.

Mas a realidade é que o chamado sistema a que Karl Marx chamou capitalista chegou ao fim do seu papel histórico. Por longo tempo ele permitiu o desenvolvimento das forças produtivas, ao preço da exploração do homem pelo homem, para retomar as palavras do autor de O Capital. A exploração continua presente, mas verifica-se que a máquina, tendencialmente, tem sido cada vez menos capaz de produzir riquezas, nomeadamente porque esta é fagocitada pela proliferação das finanças.

Era portanto inevitável que um tal sistema em fim de curso segregasse uma ideologia que justificasse o crescimento fraco ou mesmo o decrescimento, e se trajasse com a vontade de impor aos povos a resignação mediante um vestuário pós-moderno, que certas forças "de esquerda", mesmo de "ultra-esquerda", envergam – senão com elegância, pelo menos com suficiência.

Para dizer tudo de uma vez, os actuais Torquemadas, vestidos de verde – ou adornados com uma toga da Batávia – não têm nada a invejar, em matéria de tolerância e cultura do debate, aos seus ancestrais da Santa Inquisição.

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