domingo, 25 de setembro de 2016

As lições da Comuna de Paris. Merecem nossa atenta reflexão

«Os funcionários da justiça foram despojados dessa fingida independência que não servira senão para dissimular a sua vil submissão a todos os governos sucessivos, aos quais, um após outro, haviam prestado juramento de fidelidade, para em seguida os violar. Assim como o resto dos funcionários públicos, os magistrados e os juizes deviam ser eleitos, responsáveis e revogáveis."»

 A Comuna de Paris

SOBRE " A COMUNA DE PARIS"

Karl Marx e Friedrich Engels - 1871

"Na alvorada de 18 de Março (1871), Paris foi despertada por este grito de trovão: VIVE LA COMMUNE! O que é pois a Comuna, essa esfinge que põe tão duramente à prova o entendimento burguês?Mas a classe operária não se pode contentar com tomar o aparelho de Estado tal como ele é e de o pôr a funcionar por sua própria conta.O poder centralizado do Estado, com os seus órgãos presentes por toda a parte: exército permanente, polícia, burocracia, clero e magistratura, órgãos moldados segundo um plano de divisão sistemática e hierárquica do trabalho, data da época da monarquia absoluta, em que servia à sociedade burguesa nascente de arma poderosa nas suas lutas contra o feudalismo.""Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como o engenho de guerra nacional do capital contra o trabalho. Na sua cruzada permanente contra as massas dos produtores, foi forçada não só a investir o executivo de poderes de repressão cada vez maiores, mas também a retirar pouco a pouco à sua própria fortaleza parlamentar, a Assembleia Nacional, todos os meios de defesa contra o executivo.""O poder de Estado, que parecia planar bem acima da sociedade, era todavia, ele próprio, o maior escândalo desta sociedade e, ao mesmo tempo, o foco de todas as corrupções.""O primeiro decreto da Comuna foi pois a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo em armas.A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos diversos bairros da cidade. Eram responsáveis e revogáveis a todo o momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna devia ser, não um organismo parlamentar, mas um corpo activo, ao mesmo tempo executivo e legislativo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna, responsável e revogável a todo o momento. O mesmo se deu com os outros funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada com salários de operários."" Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do poder material do antigo governo, a Comuna teve como objectivo quebrar o instrumento espiritual da opressão, o "poder dos padres"; decretou a dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas constituíam corpos possidentes. Os padres foram remetidos para o calmo retiro da vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos. Todos os estabelecimentos de ensino foram abertos ao povo gratuitamente e, ao mesmo tempo, desembaraçados de toda a ingerência da Igreja e do Estado. Assim, não só a instrução se tornava acessível a todos, como a própria ciência era libertada das grilhetas com que os preconceitos de classe e o poder governamental a tinham acorrentado.Os funcionários da justiça foram despojados dessa fingida independência que não servira senão para dissimular a sua vil submissão a todos os governos sucessivos, aos quais, um após outro, haviam prestado juramento de fidelidade, para em seguida os violar. Assim como o resto dos funcionários públicos, os magistrados e os juizes deviam ser eleitos, responsáveis e revogáveis.""Após uma luta heróica de cinco dias, os operários foram esmagados. Fez-se então, entre os prisioneiros sem defesa, um massacre como se não tinha visto desde os dias das guerras civis que prepararam a queda da República romana. Pela primeira vez, a burguesia mostrava a que louca crueldade vingativa podia chegar quando o proletariado ousa afrontá-la, como classe à parte, com os seus próprios interesses e as suas próprias reivindicações. E, no entanto, 1848 não passou de um jogo de crianças, comparado com a raiva da burguesia em 1871.""Proudhon, o socialista do pequeno campesinato e do artesanato, odiava positivamente a associação. Dizia dela que comportava mais inconvenientes do que vantagens, que era estéril por natureza e até mesmo prejudicial, pois entravava a liberdade do trabalhador; dogma puro e simples... E é também por isso que a Comuna foi o túmulo da escola proudhoniana do socialismo.""As coisas não correram melhor aos blanquistas. Educados na escola da conspiração, ligados pela estrita disciplina que lhe é própria, partiam da ideia de que um número relativamente pequeno de homens resolutos e bem organizados era capaz, chegado o momento, não só de se apoderar do poder, mas também, desenvolvendo uma grande energia e audácia, de se manter nele durante um tempo suficientemente longo para conseguir arrastar a massa do povo para a Revolução e reuni-la à volta do pequeno grupo dirigente. Para isso era preciso, antes de mais nada, a mais estrita centralização ditatorial de todo o poder entre as mãos do novo governo revolucionário. E que fez a Comuna que, em maioria, se compunha precisamente de blanquistas? Em todas as suas proclamações aos franceses da província, convidava-os a uma livre federação de todas as comunas francesas com Paris, a uma organização nacional que, pela primeira vez, devia ser efectivamente criada pela própria nação. Quanto à força repressiva do governo outrora centralizado, o exército, a polícia política, a burocracia, criada por Napoleão em 1798, retomada depois com prontidão por cada novo governo e utilizada por ele contra os seus adversários, era justamente esta força que devia ser destruída por toda a parte, como o fora já em Paris.""Para evitar esta transformação, inevitável em todos os regimes anteriores, do Estado e dos órgãos do Estado em senhores da sociedade, quando na origem eram seus servidores, a Comuna empregou dois meios infalíveis. Primeiro, submeteu todos os lugares, da administração, da justiça e do ensino, à escolha dos interessados através de eleição por sufrágio universal e, evidentemente, à revogação, em qualquer momento, por esses mesmos interessados. E segundo, retribuiu todos os serviços, dos mais baixos aos mais elevados, pelo mesmo salário que recebiam os outros operários. O vencimento mais alto que pagou foi de 6000 francos. Assim, punha-se termo à caça aos lugares e ao arrivismo, sem falar da decisão suplementar de impor mandatos imperativos aos delegados aos corpos representativos.Esta destruição do poder de Estado, tal como fora até então, e a sua substituição por um poder novo, verdadeiramente democrático, estão detalhadamente descritas na terceira parte de A Guerra Civil.(Karl Marx) Mas era necessário voltar a referir aqui brevemente alguns dos seus traços, porque, precisamente na Alemanha, a superstição do Estado passou da filosofia para a consciência comum da burguesia e mesmo de muitos operários. Na concepção dos filósofos, o Estado é "a realização da Ideia" ou o reino de Deus na terra traduzido em linguagem filosófica, o domínio onde a verdade e a justiça eternas se realizam ou devem realizar-se. Daí esta veneração que se instala tanto mais facilmente quanto, logo desde o berço, fomos habituados a pensar que todos os assuntos e todos os interesses comuns da sociedade inteira não podem ser tratados senão como o foram até aqui, quer dizer, pelo Estado e pelas suas autoridades devidamente estabelecidas. E julga-se que já se deu um passo prodigiosamente ousado ao libertarmo-nos da fé na monarquia hereditária e ao jurarmos pela república democrática."(FRIEDRICH ENGELS: Introdução á Guerra Civil em França )"Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como engenho de guerra nacional do capital contra o trabalho""A constituição comunal restituiria ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita que se alimenta da sociedade e lhe paralisa o livre movimento""A unidade da nação não deveria ser quebrada, mas, pelo contrário organizada pela Constituição comunal; ela deveria tornar-se uma realidade pela destruição do poder de Estado que pretendia ser a encarnação desta unidade mas que queria ser independentemente desta mesma nação e superior a ela, quando não era mais do que uma sua excrescência parasitária.""Em vez de se decidir de três em três, ou de seis em seis anos, qual o membro da classe dirigente que deveria "representar" e calcar aos pés o povo no Parlamento, o sufrágio universal devia servir um povo constituído em comunas, tal como o sufrágio individual serve qualquer patrão à procura de operários, de capatazes ou de contabilistas para a sua empresa.""A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos diversos bairros da cidade. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna devia ser, não um organismo parlamentar, mas um corpo activo, ao mesmo tempo executivo e legislativo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna, responsável e revogável a todo o momento. O mesmo se deu com os outros funcionários de todos os ramos da administração. Desde os membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada com salários de operários. Os benefícios habituais e os emolumentos de representação dos altos dignatários do Estado desapareceram ao mesmo tempo que os altos dignatários. Os serviços públicos deixaram de ser propriedade privada das criaturas do governo central. Não só a administração municipal, mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado, foi posta nas mãos da Comuna.""Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do poder material do antigo governo, a Comuna teve como objectivo quebrar o instrumento espiritual da opressão, o "poder dos padres"; decretou a dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas constituíam corpos possidentes. Os padres foram remetidos para o calmo retiro da sua vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos.""A Comuna realizou a palavra de ordem de todas as revoluções burguesas, um governo barato, abolindo essas duas grandes fontes de despesas que são o exército permanente e o funcionalismo de Estado.""A supremacia política do produtor não pode coexistir com a eternização da sua escravatura social. A Comuna devia pois servir de alavanca para derrubar as bases económicas em que se fundamenta a existência das classes e, por conseguinte, a dominação de classe. Uma vez emancipado o trabalho, todo o homem se torna um trabalhador e o trabalho produtivo deixa de ser o atributo de uma classe.""A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: "A nossa vitória é a vossa única esperança"."O domínio de classe já não se pode esconder sob um uniforme nacional, pois os governos nacionais formam um todo unido contra o proletariado.""A Paris operária, com a sua Comuna, será para sempre celebrada como a gloriosa percursora de uma sociedade nova. A recordação dos seus mártires conserva-se piedosamente no grande coração da classe operária. Quanto aos seus exterminadores, a História já os pregou a um pelourinho eterno, e todas as orações dos seus padres não conseguirão resgatá-los.
Karl Marx (Guerra Civil em França - 30 de Maio de 1871)  (fonte)

O cromo desta noite é o bispo resignatário d. Teodoro Faria que vai lançar um livro


Oficiais israelenses, americanos, britânicos, sauditas e turcos morrem após ataque russo a centro de comando do Estado Islâmico21/09/2016

Três mísseis Kalibr disparados por navios da marinha russa destruíram um centro de comando do Estado Islâmico na região de Aleppo, na Síria, matando cerca de trinta oficiais, israelenses, britânicos, americanos, turcos, catares e sauditas. Tais oficiais dirigiam operações ao lado de grupos terroristas na região. (leia mais AQUI)

A vendedora de ilusões da PayDiamond tem muita audiência na Madeira

O povo gosta de ser enganado
Veja o video desta artista AQUI



sábado, 24 de setembro de 2016

"tudo o que existe pode ser negado"



"Tudo o que existe pode ser negado"


Liviu Beris, sobrevivente do Holocausto na Roménia, passou anos a tentar esquecer o que passou, mas agora luta contra o negacionismo da Shoah no seu país, que foi aliado da Alemanha nazi na II Guerra Mundial.
Fiz todos os possíveis para esquecer. Não queria pensar no que aconteceu durante o Holocausto. Esforcei-me, dediquei-me à área em que trabalhei, de genética animal: ficava dia e noite, só queria trabalhar. E alcancei uma série de coisas, tive inclusive algum sucesso na criação de uma raça de porcos com uma carne extraordinária. Esta até foi a razão pela qual o regime comunista da Roménia nunca me deixou ir para Israel, para onde foram os meus pais e grande parte dos judeus da terra onde nasci — diziam que tinha segredos científicos e por isso não podia sair do país. 
Não sou religioso. Desde que estive no campo de concentração na Transnístria [na União Soviética, sob ocupação romena] decidi ser a-religioso, é assim que me defino. Mas a dada altura recebi um livro de orações vindo de Israel da minha mãe, com uma dedicatória, em que ela me dizia: “Sei que não és crente, mas no dia longo de jejum, reza por mim e pelo teu pai, quando nós já não estivermos cá”.
 Assim, um dia entrei numa sinagoga para cumprir este último desejo da minha mãe. Vi imensas pessoas idosas, algumas carenciadas, algumas delas eram sobreviventes do Holocausto. E de repente, lembrei-me de tudo aquilo que queria esquecer.
Nessa noite tive pesadelos e revivi muitos episódios. E por coincidência ou não, pouco depois houve um debate televisivo em que alguém negava o Holocausto. Foi então que decidi que não podia ser. Contactei a Associação Judaica do Holocausto na Roménia e pedi para ficar responsável pelo departamento da memória. E foi assim que cheguei até aqui.
Sou de Hertza, que está numa zona contestada entre a Roménia e a União Soviética e que hoje é na Ucrânia. Lá viviam 4000 pessoas, éramos 1800 judeus e 2200 romenos. Em 1940, no dia 26 de Junho, estava já de férias, tinha acabado o segundo ano do liceu, deparámo-nos com tanques soviéticos na principal ruela da localidade. Foi assim que conheci o totalitarismo comunista. Expropriaram as lojas, incluindo a padaria do meu pai, que tinha 20 trabalhadores. Um líder soviético gostou da nossa casa, que era na rua principal. Deram-nos um dia para sair. O cartão de identidade do meu pai tinha o número 39; mais tarde, soubemos que era o número de quem seria deportado para a Sibéria.
Depois da primeira ronda de deportações, a que escapámos por já não morarmos na rua principal, a minha família esperava a segunda ronda, da qual faríamos parte. Mas entretanto começou a guerra: a Alemanha nazi e os seus aliados, incluindo a Roménia, lutavam contra a União Soviética.
A 5 de Julho de 1941 — que considero o meu segundo aniversário — os soldados romenos chegaram à nossa localidade. O meu pai levou-me pela mão, e fomos recebê-los: tínhamos escapado da deportação para a Sibéria! Juntou-se um grupo de uns dez judeus e 20 romenos. Mas quando lá chegámos, o comandante diz “quem é judeu que se ponha à parte”, e nós fomos. Ele diz: Descalcem-se. E nós baixámo-nos para nos descalçarmos. Quando nos levantámos tínhamos à frente um grupo de soldados pronto para nos fuzilar.

Ainda a mesma pergunta

Só um dos romenos se apercebeu do que ia acontecer, já não me lembro da cara mas ainda hoje lhe ouço a voz. Perguntou o que estavam a fazer, que tínhamos sofrido juntos. Os outros aperceberam-se e puseram-se entre nós e os soldados. O comandante mandou-nos então partir, e nós fomos, sem sequer nos calçarmos. A criança que eu era então fez uma pergunta: Porquê? Ainda hoje, com 88 anos, faço a mesma pergunta.
Em Agosto de 1941 todos os judeus da localidade foram reunidos na pequena praça do centro para ser deportados. Eu tinha 13 anos. Fomos a pé, pela estrada, vários dias. Ainda que estivéssemos tecnicamente presos, ninguém nos deu comida. Esta foi uma característica do Holocausto na Roménia.
Mas o pior era a falta de água. Bebíamos de manjedouras à beira da estrada. Uma vez tinha tanta sede que vi uma poça de água no chão no rasto de uma carroça. Atirei-me para o chão e bebi aquela mistura de água e pó. Soube-me pela vida.
Não demorou muito a que mudássemos. Para sobreviver, transformámo-nos completamente. Já não éramos humanos.A dada altura do caminho, juntámo-nos a outros, éramos milhares. As pessoas começaram a morrer. Foi chamada a coluna da morte.
Uma vez, já no campo de Mogilev-Podolsk no Inverno de 1942-43, eu e outros rapazes fomos roubar lenha fora do campo. Os que ficaram de avisar se os guardas viessem deram o sinal, mas eu não fui rápido e apanharam-me. Eram dois, um oficial e um soldado. O soldado disse, “vamos executá-lo”. O oficial disse, “não, vamos levá-lo para o quartel”.
À ida, o soldado foi-me batendo com a coronha da arma nas costas. Já não aguentava a dor. Era noite, e ao passar por um candeeiro, virei-me para trás de repente e olhei para ele. Nunca me hei-de esquecer da sua cara de ódio a olhar para mim, a arma no ar, pronto a bater-me de novo. Lembro-me de pensar que se sobrevivesse aquilo, nunca iria fazer a ninguém o que ele fez comigo. E digo-vos que consegui não odiar ninguém. Foi algo bom para mim e também para os que me são próximos.

Aprender lições

Na realidade, tudo o que existe pode ser negado. Em 2005, numa conferência na cidade de Iasi, na universidade Alexandrou Ioan Cuza, em frente a uma plateia de mais de 400 estudantes, pedi-lhes que me fizessem perguntas anónimas sobre o Holocausto. 
Recebi mais de 100 perguntas. Entre estas perguntas, havia algumas de tipo negacionista, muito directas.
Respondi procurando documentos que não me representavam a mim, mas eram assinados pelos que deram as ordens e os que as executaram no Holocausto romeno. Entendi que era a única maneira de os combater, não lhes respondendo eu, mas sim deixando a resposta aos perpetradores.
Todos devemos aprender lições do Holocausto. Porque o Holocausto acabou por ser uma degeneração das relações humanas, o cúmulo da degeneração do relacionamento entre as pessoas. Há uma parte da população que deixa de ter a sua condição humana e passa a ser caça. E há umas forças estatais que acabam por ser caçadores. Por nenhuma razão em particular, apenas por terem nascido assim. 
Quanto à minha cidade de Hertza, 75% dos judeus deportados morreram de fome, frio, tifo, balas, ou por causa de pessoas más. Hoje, não vive nem um judeu em Hertza.
Texto baseado numa entrevista com Liviu Beris e na sua intervenção na conferência “As virtudes da Tolerância”, organizada pela Embaixada da Roménia em Lisboa a 22 de Setembro (público)

Contratos milionários com Domingos Névoa



Domingos Névoa comprou Everjets dias antes da assinatura de contrato de milhões


Concurso de 46 milhões está a ser investigado pelo Ministério Público e pela PJ. Aquisição do dono da Bragaparques mantida em segredo. Filho de Domingos Névoa é administrador da Everjets desde Fevereiro.
Protecção Civil deverá pagar 46 milhões de euros por operação e manutenção dos Kamov durante quatro anos
 O dono da Bragaparques, o empresário Domingos Névoa, comprou a maioria do capital da empresa de aviação Everjets, que ganhou o concurso para operar e manter os helicópteros pesados do Estado. Um concurso que está a ser investigado no âmbito do processo dos vistos gold.
A aquisição ocorreu uns dias antes da formalização, a 6 de Fevereiro deste ano, do contrato de 46 milhões de euros, assinado em representação da Everjets pelo genro de Névoa, Ricardo Dias, piloto que já trabalhava havia algum tempo na empresa e assumiu a vice-presidência da sociedade logo no início de Janeiro. (leia mais Aqui)
A indignação deste antigo maoista

Senhora do "decote" tem a palavra, infelizmente já tem algumas rugas; é a lei da vida!

 olha mais um arrogante cagançoso!



 A ministra a promover Cafôfo e o PS Madeira

Bispo das 7 fontes
Passosalazar 
Uma dupla perfeita para enganar as pessoas do Porto Moniz
Senador experiente
Olha o sr. enfermeiro Orlando Fernandes, presidente da junta de freguesia do Seixal
Jaime Lucas quando era deputado do PSD era muito reacionário
Mais um reaça do Pêssedê a botar faladura no Porto Moniz
Olavo acusado de ser apologista da despenalização das drogas leves. Emanuel Câmara quase se passa dos carretos para defender o filhote!
O "careca"não pára a sua trajectória com o objectivo de conquistar a "Quinta Vigia"!



Alberto denuncia Cafôfo e seu elenco Xuxialista no seu renovadinhos, pois claro

Classe política com mais privilégios do que na ditadura


(Fonte)

A entrevista de um Homem bom!


Eis o motivo porque Paulo Morais não tem muitos apoiantes nas verdades que diz:

VEJAM COMO OS MAIS ENDINHEIRADOS FOJEM AO FISCO

E PERCEBAM AS RAZÕES E AS CONSEQUÊNCIAS DISSO

.« Segundo explicou Azevedo Pereira (que foi Director-Geral dos Impostos entre 2007 e 2012), deste clube de multimilionários residentes em Portugal, cada um com mais de 25 milhões de euros em património e mais de 5 milhões de euros em rendimentos anuais, apenas cerca de 240 estão no radar da máquina fiscal. Destas grandes fortunas só cerca de 25% foram identificadas por uma equipa de trabalho especifica do fisco (...) Significa isto, que só cerca de 1/4 dos multimilionários que vivem em Portugal paga alguma percentagem de impostos, ainda que muito baixa. Todos os outros vivem numa espécie de "twilight zone", que os torna invisíveis perante a máquina fiscal e lhes permite escapar ao pagamento de impostos.
(...) E como é isto possível? Os multimilionários influenciam os decisores políticos que fazem as leis. Segundo Azevedo Pereira: "Este é um segmento de contribuintes que tem fácil acesso, em Portugal ou no estrangeiro, aos legisladores e os influencia claramente. Através dos contactos que são feitos com os agentes políticos esta gente consegue facilmente fazer lobbying e criar mecanismos que são tendentes a protegê-los".
(...) O ex-responsável pela administração fiscal afirma que urge "tapar os buracos" de uma lei tributária que permite que os mais ricos se furtem ao pagamento de impostos e que esmaga a classe média com uma brutal carga fiscal. (...) A Autoridade Tributaria justifica a falta de resultados na "caça" aos multimilionários por diversos factores, como sejam: por estes não se encontrarem registados em nome individual, o que obriga a que as acções de fiscalização do fisco sejam realizadas na esfera das empresas relacionadas com os contribuintes em causa, dadas as dificuldades associadas ao levantamento do sigilo bancário ou por se encontrarem abrangidos pelo sigilo profissional. Os responsáveis da Autoridade Tributária adiantam ainda outros factores que levam a que os super-ricos escapem às permeáveis malhas do controlo fiscal, designadamente: terem um património disseminado por empresas participadas, trusts e fundações; mudarem facilmente de país e de residência fiscal; beneficiarem de acompanhamento especializado por consultores fiscais; e last but not least, possuírem estruturas e contas bancárias em offshores.
(...) Tendo em conta a receita fiscal arrecadada pelo Estado com o IRS em 2014, que segundo o INE, foi de 13.385 milhões de euros, se os multimilionários em vez de terem pago o equivalente a 0,37% desse total, tivessem pago o equivalente a 25%, a receita deste imposto teria sido de 17.846 mil milhões. Isto é, teria existido uma receita adicional de 4.461 mil milhões de euros, o que representaria um acréscimo de 2,6% no PIB. Em vez disso, temos uma máquina fiscal que se transformou numa espécie de euromilhões para multimilionários, todos os anos a criar novos excêntricos. » [Veja tudo AQUI]
Cuidado com este manhoso amigo dos Sousas, Dionísio Pestana e Grupo Blandy!
O manhoso é amigo do capitalista Dionísio Pestana
O careca manhoso
Foi até à África do sul passear com o dinheiro dos munícipes
Amigo do Miguel Sousa «o recauchutado»
Amigo do "areeiro" o negociante do CSM
Cafôfo entrega prémio ao comendador Rui Nepomuceno