quarta-feira, 26 de abril de 2017

JM na sua edição de hoje procura distorcer a luta do deputado José Manuel Coelho pela libertação de Maria Lurdes









Ver este vídeo de outra interrupção da ALM em 2015 -cortesia da TVI24


Justiça em estado cataléptico? (ver aqui)



Trabalho de hoje dia 26 de Abril na Assembleia Legislativa da Madeira foi censurado no Telejornal da RTP/Madeira

terça-feira, 25 de abril de 2017

O Rebelo do PDR muda de poio constantemente

Antes apoiava o Albuquerque e agora apoia o Cafofo. A coisa cheira a tacho!

Cabo Costa recusou-se a disparar fogo contra a coluna do Salgueiro Maia

O cabo madeirense Avelino Catanho Ribeiro, também estava lá em Lisboa na coluna do Salgueiro Maia
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A Revista Sábado censura o nome da prisioneira Maria de Lurdes, na mensagem de Coelho

Ora vejam lá:

Sessão solene do 25 de Abril interrompida na Madeira

11:27 por Lusa0

A sessão solene comemorativa do 25 de Abril no parlamento da Madeira foi hoje interrompida durante 20 minutos quando o deputado do PTP, José Manuel Coelho, se recusou a abandonar a tribuna
A sessão solene comemorativa do 25 de Abril no parlamento da Madeira foi hoje interrompida durante 20 minutos quando o deputado do PTP, José Manuel Coelho, se recusou a abandonar a tribuna após exceder o tempo que tinha para discursar.

Os deputados de todos os partidos, os membros da mesa da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) e todos os elementos do governo regional presidido pelo social-democrata Miguel Albuquerque acabaram por abandonar a sala.

José Manuel Coelho acabou por exceder o tempo (cinco minutos) que tinha de acordo com o regimento para discursar, e não abandonou a tribuna mesmo quando o presidente da ALM, Tranquada Gomes, lhe cortou a palavra.
José Manuel Coelho esteve então a falar sozinho no hemiciclo do parlamento madeirense durante cerca de 20 minutos, tendo de seguida abandonado a sala. 

As luzes do hemiciclo madeirense chegaram a ser apagadas e só quando Coelho abandonou a sala os trabalhos foram então retomados.

O deputado considerou que "todos objectivos [de Abril] ficaram por cumprir e foram perdendo eficácia ao longo dos tempos" e que uma das "falhas" foi não conseguir "desmantelar a máquina da justiça de Salazar".

Insistiu nas mesmas críticas à justiça, opinado que existem "presos políticos em Portugal", detidos por crime de difamação e delito de opinião, pelo que "o fascismo começa a surgir de novo com outras roupagens". (Sábado)

O Foto-jornalista Rui Marote do "Funchal Notícias" rompe a muralha de silêncio erguida à volta da prisão de Maria Lurdes

José Manuel Coelho excede tempo, chama “covardes” aos deputados e fala sozinho e às escuras
Fotos: Rui Marote
O deputado José Manuel Coelho está neste momento sozinho a falar no plenário da Assembleia Legislativa Regional, na sessão comemorativa do 25 de Abril, depois de os deputados de todos os partidos e de o Governo Regional terem abandonado a sala, em protesto pelo facto de o parlamentar não ter respeitado o seu tempo de intervenção. Coelho continuou a falar mesmo depois de sucessivos avisos do presidente do parlamento, e depois de este lhe ter desligado o microfone.

Os insultos aos deputados, “desde a direita até à esquerda”, foram ao ponto de os considerar “cobardes” e traidores da revolução de Abril e dos seus ideais. Apagaram-lhe entretanto a luz da sala, mas o dirigente do PTP respondeu que “a luz de Abril, nunca ninguém a apagará”.
Considerou que os parlamentares deixam passar a existência de presos políticos em Portugal, voltando a referir-se ao caso de Maria de Lurdes Rodrigues,  a investigadora presa na cadeia de Tires, por alegada ofensa aos tribunais portugueses.
Coelho falou mais 15 minutos que o tempo que estava cometido, metade do tempo do Partido Social Democrata.

O Diário de Notícias do Funchal também lá deu a notícia
Todos os deputados e os membros do Governo Regional abandonaram, esta manhã, o plenário na sessão comemorativa do 25 de Abril na Assembleia Legislativa da Madeira depois do deputado do PTP José Manuel Coelho ter ultrapassado largamente o tempo de discurso a que tinha direito e ter ignorado os apelos do presidente do parlamento para que desse lugar aos restantes deputados inscritos para falar.
Coelho tinha 5 minutos para falar e escolheu denunciar a situação de Maria de Lurdes Rodrigues que está presa no continente por injúrias e difamação a juízes. Depois de ultrapassar em muito o seu tempo de uso da palavra, o representante do PTP continuou a falar e a pouco e pouco todos os restantes deputados abandonaram a sala. Só se calou ao fim de 20 minutos e quando as luzes do plenário tinham sido apagadas. (diário de notícias)

José Manuel Coelho fala dos presos políticos existentes 43 anos após o 25 de Abril


A luz de Abril, nunca ninguém a apagará



 Hoje comemora-se mais um aniversário da Revolução 25 de Abril ocorrida há 43 anos em 1974.
 Nesse grande dia, estava eu a cumprir serviço militar no Batalhão Caçadores 5, em Lisboa, quando por volta da meia-noite se iniciam os preparativos para a Revolução. Foram-me distribuídos 4 carregadores cada um com 20 munições para de G-3 em punho, ajudar com a minha modesta contribuição a fazer cair o Regime odioso do Estado Novo. Uma das nossas maiores alegrias foi a proclamação do fim da guerra colonial e a libertação dos presos políticos. O povo português conquistara a tão grande e ansiada liberdade.
 No entanto, com o passar do tempo, os três grandes ideais da Revolução - democracia política, económica e social -, foram perdendo força e eficácia aos longo dos tempos. Hoje 43 anos depois da Revolução de Abril, temos de novo a democracia em perigo, amordaçada. O que escreveu Mário Soares no livro “Portugal Amordaçado”, enquanto estava no exílio em Paris, durante a ditadura Salazarista, hoje repete-se. Na altura, o país vivia asfixiado pelo despotismo do Regime do Estado Novo. As cadeias estavam cheias de presos políticos. Vivíamos num estado policial onde a PIDE todos os dias prendia cidadãos, acusando-os de praticar atividades contra a segurança do Estado. Na ditadura Salazarista, o cidadão, era preso por atividades contra a segurança do Estado, agora é preso pelo “crime” de injúria e difamação agravada. Passados 43 anos, a tipificação do crime é que mudou, porque a intenção é a mesma! Que o diga Maria de Lurdes Rodrigues, que se encontra a cumprir uma pena de prisão de 3 anos por criticar o poder político e judicial que lhe sonegou uma bolsa de estudo à qual tinha direito.A sua crítica contra a injustiça de que foi vítima; o exercício do seu direito à indignação conduzia-a à penitenciária de Tires como se de uma criminosa se tratasse. Eu próprio estou a ser vítima da escalada fascista da justiça portuguesa, ao ter sido condenado a uma pena de prisão efetiva por declarações que fiz durante o período eleitoral. Quando se criminaliza o debate ideológico desta forma, algo muito tenebroso vem pelo caminho.Os esbirros da Justiça do Estado Novo transitaram com armas e bagagens para o Regime democrático e com as suas práticas fascistas começaram a pôr de novo em causa aquilo que custou imenso a conquistar, a liberdade de expressão, o direito à critica e à indignação.É inaceitável termos um código penal em vigor, elaborado no tempo do fascismo, que viola direitos fundamentais, atentando contra a própria Constituição da República Portuguesa. O Portugal de Abril não aceita o artigo 180º, 184º e 187º do Código Penal que praticamente vem restaurar através dos tribunais, os abusos e arbitrariedades praticados pelo Estado Novo e pela PIDE. Estamos a caminhar a passos largos para o fascismo, sob os narizes de todos os Órgãos de Soberania que assobiam para lado, perante as atrocidades da magistratura portuguesa, que funciona sem qualquer legitimação e escrutínio popular. Violando impunemente os direitos humanos e a Convenção Europeia dos Direitos do Homem da qual Portugal é subscritor.Uma das mais clamorosas falhas dos militares do MFA foi não terem desmantelado o aparelho fascista da justiça que existia na Ditadura do Salazar. E eu como soldado de Abril, não aceito nem posso aceitar, que numa democracia haja presos políticos por opiniões que tenham emitido.Que sentido é que faz estarem os deputados das Assembleias Regionais e da Assembleia da República de cravo à lapela a comemorar o 25 de Abril, com a palavra democracia e liberdade na boca, quando há pessoas condenadas a prisão em Portugal por emitirem a sua opinião?!
As comemorações são preparadas ao pormenor até pelo o próprio PSD-Madeira, que até à dois anos atrás se recusava comemorar o 25 de Abril. São concertos de milhares de euros, sessões solenes, debates, jantares – banqueteiam-se e festejam -, enquanto Maria de Lurdes, come “ração de combate” e passa toda a sorte de privações nas masmorras de Tires, nem tem dinheiro para comprar uma pasta de dentes. Comemoram uma democracia que já não existe, e vendem-nos gato por lebre.A nossa democracia está moribunda e a maior parte dos partidos e deputados estão-se a borrifar, são uns covardes, apenas estão preocupados com as suas clientelas e em receber o salário no final do mês.Quem consente a existência de presos políticos em Portugal, que falem no 20, 21, 22, 23, 24 de Abril, deixem o 25 de Abril, para os verdadeiros democratas e amantes das liberdades no nosso país.Hoje na Assembleia por ter dito o que acima transcrevi, por ter excedido 15 minutos de intervenção na sessão comemorativa do 25 de Abril da Assembleia Legislativa da Madeira, fiquei a falar sozinho e às escuras. Mas não faz mal, mesmo perante a indiferença e as injustiças - a luz de Abril, nunca ninguém a apagará.

José Manuel da Mata Vieira Coelho 25 de Abril de 2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

No dia 25 de Abril de 1974 a revolução poderia ter acabado muito mal

Por Juvenal Rodrigues
«...Ainda em Santarém, Salgueiro Maia, depois de anunciar qual o propósito da marcha sobre Lisboa, consciente do perigo que os aguardava, ainda esclareceu os homens sob o seu comando que tinham a opção de ir ou ficar mas todos, uns pela sua juventude irreverente outros pelo espírito de aventura e outros por nem saberem ao certo ao que iam, optaram por ficar e assim os seus nomes ficarão para sempre ligados ao grande acontecimento histórico, a “Revolução dos Cravos”.
Chegados à Praça do Comércio, Salgueiro Maia ordenou que os canhões dos blindados fossem apontados ao Ministério do Exército onde estavam reunidos os Ministros do Governo. Todavia, pouco depois, foram cercados por uma coluna de blindados do exército composta por carros de combate M47 (lagartas) com forças fieis ao regime, esta com um poder bélico muito superior ao dos revoltosos e comandada pelo Brigadeiro Reis o qual ordenou ao Alferes Soto Maior que abrisse fogo contra os revoltosos, porém o alferes recusou-se a cumprir tal ordem e foi-lhe dada, imediatamente, voz de prisão. Não obstante o Brigadeiro apontou a sua “Walter” à cabeça do Cabo Costa ordenando-lhe que disparasse mas como o Cabo se recusou alegando que não sabia manejar as armas do blindado o Brigadeiro Reis sentiu-se desautorizado e debandou evitando-se assim um banho de sangue em plena baixa da Capital.
Ultrapassado este episódio onde o sucesso da revolução esteve por um fio, Salgueiro Maia ordena uma marcha até ao Quartel do Carmo e num curto espaço de 5 minutos as portas abriram-se sendo, nesse momento, dado voz de prisão ao chefe do Governo, Marcelo Caetano cuja única condição que impôs foi a de entregar o poder a um oficial General. ...» (ver artigo completo no diário de notícias)

"Ou dá fogo ou meto-lhe um tiro na cabeça"
 José Alves Costa, o cabo apontador que chegou ao Terreiro do Paço dentro de um blindado M47 para defender o regime de Marcelo Caetano, desobedeceu às ordens de abrir fogo contra a coluna de Salgueiro Maia, que descera de Santarém para ocupar o centro do poder e derrubar a ditadura. [veja mais no Público]
"Eu estava em cima, na torre [do M47]. Ele [brigadeiro Junqueira dos Reis, segundo-comandante da Região Militar de Lisboa] subiu a grade do meu carro e foi para cima da grelha. Eu estava em sentido. Ele disse-me:'Sabe trabalhar com isso, nosso cabo?' Eu disse: 'Pouco.' Tentei compor... 'Fui improvisado para aqui. Sei pouco trabalhar com isto.' O brigadeiro disse: 'Dá fogo já a direito.' 'Dá fogo' era virado pr'aqueles [a coluna da Escola Prática de Cavalaria, de Santarém]. Eu disse: 'Vou ver se consigo, mas eu não sei.' E ele só me respondeu: 'Ou dá fogo ou meto-lhe um tiro na cabeça!' Pegou na pistola, vinha vestido de brigadeiro, mesmo. E eu então meti-me dentro da torre. Aquilo tem uma porta, fechei-a e disse para o condutor: 'Fecha as portas também.' Eu, fechando-me dentro do carro, ninguém abre, porque aquilo é blindado, entende? Podia marrar lá com a cabeça que não me encontrava."

[Veja o resto das fotos do jornal Público]









Coelho denunciou há um ano atrás os negócios do Tranquada Gomes no paraíso fiscal "panamá papers"