sábado, 10 de maio de 2014

A luta de Coelho em várias frentes:Para o Parlamento Europeu e para ajudar na CMF

"Cafôfo tem de ouvir todos os partidos da coligação"

José Manuel Coelho acusa "a facção socialista ligada a Victor Freitas" de estar por detrás de um "golpe palaciano para sanear Gil Canha da Câmara do Funchal"

O líder do PTP-Madeira, José Manuel Coelho, considera que o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, "tem de ouvir todos os partidos da coligação" e não "tomar deliberações sozinho, junto com Victor Freitas". Uma reacção à retirada de todos os pelouros a Gil Canha e alguns a Filipa Jardim Fernandes.

Falando desde Lisboa, onde se encontra a realizar pré-campanha para as eleições europeias, José Manuel Coelho acusa "a facção socialista ligada ao presidente do PS-Madeira, Victor Freitas" de estar por detrás de "um golpe palaciano para sanear Gil Canha da Câmara do Funchal".
"O senhor Victor Freitas e o senhor José Manuel Rodrigues, do CDS, querem chegar a um entendimento para governar a Madeira e tirar o poder ao PSD. E eles o que fizeram? Foram buscar o apoio do Grupo Sousa", acusa José Manuel Coelho, acrescentando que "Luís Miguel Sousa, que tem um ódio de estimação muito grande ao vereador Gil Canha, exigiu a sua cabeça". E, prossegue, "lamentavelmente o senhor Paulo Cafôfo alinhou nesse frete".
Coelho afirma que "Paulo Cafôfo está isolado" na autarquia e que "terá de fazer marcha-atrás e devolver os pelouros retirados" a Gil Canha e também a Filipa Jardim Fernandes. O líder regional do PTP não quer a demissão do presidente da Camara Municipal do Funchal, mas exige "o afastamento dos assessores que o Partido Socialista colocou lá".
"Paulo Cafôfo não pode andar a fazer o jogo do senhor Victor Freitas", nem tão pouco "destruir em dois dias aquilo que andamos anos a construir", sublinha José Manuel Coelho.
"Se ele (Paulo Cafôfo) acha que os vereadores têm alguma insuficiência, alguma debilidade, ele tem que reunir os partidos para ajudarem. Há um problema na Câmara, surgem críticas, há coisas a aperfeiçoar, ele não tem nada que vir para os jornais dizer isto e aquilo. Tem é de chamar os seus camarados dos partidos e aconselhar-se com eles", sublinha.  (dnotícias.pt)

Coelho entrevistado na SIC Notícias 


O 22.º Open da Madeira estava a ser surrealista, com todos os atrasos provocados pelo nevoeiro. Com a morte, neste domingo, do caddie do jogador escocês Alistair Forsyth (campeão do torneio em 2008), o seu compatriota Iain McGregor, de ataque cardíaco em pleno campo do Santo da Serra, tornou-se trágico. No fim, saiu vencedor o inglês Daniel Brooks, após bater noplay-off o escocês Scott Henry. O português Filipe Lima foi 10.º, depois de ter sido 9.º em 2013. (ver Mais)
Até 0 Tó-Zé Seguro apoia a eleição do deputado Coelho para o Parlamento Europeu.

Coelho do PTP convidado a participar num almõço da Associação 25 de Abril em Lisboa no próximo dia 14 de Maio

VEJA OS ANÚNCIO DO CONVITE AQUI
Hoje o comendador e escritor madeirense dr. Rui Nepomuceno faz anos. Muitos parabéns a este ilustre madeirense


Coelho dirige-se ao local de onde D. Afonso Henriques expulsou os Mouros

terça-feira, 6 de maio de 2014

O Crime que Salazar abafou

O crime de homicídio que Salazar abafou

Lisboa fervilhava de boatos. Nestes primeiros dias de Março de 1952, nos meios da oposição ao Estado Novo, nos escritórios de advogados, nas universidades, nos ministérios, nas redacções dos jornais, o assunto mais falado com a cautela que os tempos exigiam era o das festas em palacetes de Cascais com orgias homossexuais e drogas – em que participavam gradas figuras fiéis a Salazar, guardião da ordem e da moralidade do Regime.


Os jornais noticiaram com a parcimónia da ordem a morte de Carlos Burnay. O corpo fora encontrado no leito de um quarto da casa de família, em Cascais: o cadáver, de calças de pijama e tronco nu, tinha uma bala na testa e estava coberto até ao pescoço com a roupa da cama. A Polícia Judiciária fez chegar às redacções uma breve nota oficial que os jornais reproduziram: “Cerca de 40 indivíduos, incluindo sete mulheres, comprometeram-se em actos indecorosos, quer em abuso de libações e de costumes, quer em estranhas devastações na vivenda onde se encontravam.” A história tinha ingredientes picantes e irresistíveis à curiosidade: um menino-família, homossexual, fora encontrado morto em casa após uma noite de libertinagem que os costumes proibiam em forma de lei. Lisboa não falava de outra coisa. Carlos Burnay, de 25 anos, estudante de Direito, levava uma vida dupla. Era rico, culto, poliglota e interessava-se pelas artes. Tanto pisava com irrepreensível classe os requintados salões da alta sociedade como os bares clandestinos da capital. Coleccionava livros e pintura. Também comprava os amantes: pagava tenças mensais a homens da sua intimidade. Quando os pais se separam, Carlos escolheu viver nos arredores de Algés com o pai, Duarte Gustavo Nogueira Soares, visconde do Marco. A mãe, Ana Maria Burnay, viajava com frequência para o estrangeiro – ocasiões que ele aproveitava para dar no materno palacete de Santana, em Cascais, as festas a que chamava Serões da Amizade. A festa de Março de 1952 descambou num crime. Os participantes, segundo veio a apurara a Polícia Judiciária, emborcaram absinto e abusaram da cocaína. A mistura explodiu-lhes no cérebro. O mobiliário de estilo ficou em estilhaços e as faianças em cacos. Num dos quartos jazia o corpo do anfitrião. Uma brigada da Polícia Judiciária, manhã cedo, foi chamada ao palacete. O interior da Casa de Santana estava parcialmente destruído. Mas os investigadores estavam mais interessados no cadáver de Carlos Burnay. Sobre a cama, ao lado do corpo, estava uma pistola com uma bala na câmara e duas no carregador. Tudo dava a entender que Carlos se enfiara na cama e disparara um tiro na cabeça. Mas o homem que chefia aquela equipa da Judiciária – Fernando Luso Soares, que mais tarde abandonou a Polícia para se tornar num dos advogados mais disputados do País – estava muito desconfiado. Recebeu, dias depois, os resultados dos exames à bala retirada do crânio e à pistola encontrada ao lado do corpo: os testes de balística concluíram que o projéctil mortal não tinha saído do cano daquela arma. Carlos Burnay fora assassinado. A PJ descobriu que ele foi abatido numa casa contígua ao palacete e o corpo arrastado para o quarto. Todos quantos participaram na festa foram identificados e detidos. Os jornais noticiaram as detenções, mas a Censura impediu a divulgação dos nomes: entre os participantes muitos filhos de pias famílias do regime e também algumas figuras da oposição. A homossexualidade era proibida por lei. O Código Penal previa medidas de internamento para “vadios, mendigos, proxenetas e homossexuais”. Embalada pelas investigações do caso Burnay, a PJ desceu ao mundo escondido da prostituição masculina em Lisboa. Rusgas levadas a cabo em vários pontos da cidade resultaram em dezenas de detenções. O escândalo deixou aterrorizada gente de vulto: homossexuais de posição pagaram fortunas para não serem incomodados, outros partiram para longas férias no estrangeiro, outros casaram-se à pressa para afastarem suspeitas. A PJ tinha dois suspeitos do homicídio: a criada de casa e o marido. O inspector Luso Soares estava convencido de que a decisão de matar partira dela: a mulher sempre encorajou o marido a manter-se como amante do jovem aristocrata porque isso rendia uma mensalidade fixa. Quando soube que Carlos estava determinado a acabar com o negócio, mataram-no por vingança. O casal nunca confessou o crime – mas Luso Soares estava convencido de que, vergados sob a pressão da cadeia, acabariam por confessar tudo. Seria uma questão de tempo. Mas Salazar, chefe do Governo, mandou arquivar tudo: o casal foi libertado e os suspeitos de homossexualidade mandados em paz – e nunca mais se falou do assunto.
 CASO ARQUIVADO 
A PJ descobriu que um alto funcionário dos Negócios Estrangeiros passara a noite do crime com um empregado de um hotel do Estoril. Chamaram-no a depor. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Cunha, telefonou ao titular da Justiça, Cavaleiro Ferreira, que contactou o director da PJ, Alves Monteiro – e os três decidiram que o melhor seria levar o caso a Salazar. O chefe do Governo ouviu em silêncio os pormenores da morte de Carlos Burnay, a história das orgias e a vaga de prisões por homossexualidade. O assunto era desagradável ameaçava embaraçar o Regime. Salazar, que abominava escândalos, mandou arquivar o caso. A tese oficial da morte de Carlos Burnay passou a ser a do suicídio.
 A BEM DA NAÇÃO 
- Quando o caso foi arquivado, os homossexuais ilustres que tinham abandonado o País regressaram a Portugal. - Os meninos-família, obrigados a casamento a fim de calarem suspeitas, já bocejavam de tédio com as mulheres: finalmente puderam frequentar os amantes. - O País, a pouco e pouco, voltou à normalidade. O escândalo, nunca visto, está arrumado para sempre. - Ana Maria Burnay, mãe da vítima, deu instruções ao advogado António Maria Pereira para levar a julgamento o casal suspeito do crime. Os esforços do advogado foram em vão. O caso estava arquivado – a bem da nação

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/policias-e-ladroes/o-crime-de-homicidio-que-salazar-abafou

Trabalho dos deputados do PTP na Assembleia Legislativa da Madeira



Coelho acusa Lopes da Fonseca de fazer caridade demagógica aos pobres madeirenses

Coelho afirma que CDS é um dos principais responsáveis pela descida da taxa de natalidade na Madeira

Raquel Coelho recorda abusos a jogadores de futebol mais jovens na região

Coelho recorda que casos de pedofilia no país já remontam à época salazarista (cita o famoso caso do Balet Rose no fim da linha em Cascais)

Coelho homenageia Inês Afonseca da União dos Caseiros da Madeira

Leitor do nosso Blog faz denúncia importante.Sendo verdade é muito mau para a nossa luta em apoio à coligação "MUDANÇA"

A Câmara do Funchal está mal de contas mas não percebo porque vão gastar 400 mil euros na renovação de um contrato milionário com a microsoft.
Acho que assunto deveria merecer destaque no vosso blogue porque anda-se a brincar com o dinheiro do povo..... (ver)
Eh! pá 400 mil euros é muita grana!