segunda-feira, 8 de outubro de 2018

«Cinco años después, impera la mezquindad política en Madeira» (isto para envergonhar o Alberto João e seus comparsas)


No entendemos qué es lo que pasa por las cabezas de los ineptos y torpes gobernantes de la región autónoma de Madeira y de otros obtusos representantes públicos del continente, para impedir sistemáticamente a su pueblo que exista un eficaz servicio marítimo de ferry como el que mantuvo Naviera Armas entre Canarias, Madeira y Portimao. No lo entendemos. No podemos entender cómo han sido incapaces durante estos últimos cinco años de no encontrar una solución, una alternativa a la que dio la naviera canaria y tampoco podemos entender por qué los armadores portugueses han sido manifiestamente incapaces de tomar el relevo.
¿Qué sucede? ¿qué se oculta? ¿quién está detrás de todo esto? La que se había convertido en una de las líneas más exitosas de Naviera Armas, sobre todo el tramo entre Funchal y Portimao –también entre Canarias y Funchal se generó un tráfico interesante–, encontró obstáculos y más obstáculos por parte de una cadena de políticos y funcionarios contrariados y enemigos del desarrollo de su tierra. Debería darles vergüenza. En algunos medios marítimos portugueses se habló claro entonces y se dijo que es tanta la burocracia y las trabas que la administración regional de Madeira imponía a Naviera Armas, que cualquier intento se volvía insalvable para que la línea se retomara con las debidas garantías.
Sin ir más lejos, sabíamos que existían intenciones en el verano de 2013 para que se hubiera restablecido el servicio, con los indudables beneficios que ello hubiera comportado para Madeira, caso del abaratamiento de los productos de la cesta básica, calculados en un 25%. Leíamos en septiembre de aquel año en el digital portugués sulinformacao.pt unas declaraciones del comandante Monteiro Marques hechas durante una sesión y debate sobre el potencial marítimo de la región del Algarve, en las que decía que Naviera Armas pidió autorización al IPTM y la respuesta fue que había empezar todo el proceso desde el principio, tarea que el comandante Monteiro Marques definió como “ciclópea”.
Lo curioso del caso es que dio la impresión entonces de que la Autoridad Portuaria de Portugal “no conoce” o no quería conocer a Naviera Armas, después de que entre junio de 2008 y enero de 2012 hubiera transportado unos cien mil pasajeros y 50.000 coches y vehículos medianos y pesados, haciendo así posible la conexión marítima entre Portimao y Madeira interrumpida entonces desde hacía 25 años; lo que permitía, además, que los madeirenses pudieran acceder al continente con sus propios vehículos y lo mismo los portugueses del continente, españoles, otros europeos y de otras nacionalidades, pudieran disfrutar como mínimo de una semana de estancia en la bellísima isla de Madeira.
Hay otros detalles que los políticos madeirenses y de la metrópoli preferían ignorar entonces y la ignorancia intencionada se mantiene en la actualidad. En 2008, un billete de avión entre Lisboa y Madeira tenía un precio de 400 euros. Naviera Armas ofrecía una butaca por 75 euros. Después, el avión bajó sus precios escandalosamente a 45 euros por trayecto y persona, y Naviera Armas fue obligada a subir los suyos a 95 euros por pasajero. Como se pregunta Monteiro Marques, “¿qué persona prefiere pasar 30 horas en un barco en vez de hora y media de avión, encima con estos precios?”.
El ferry “Volcán de Tijarafe” consiguió alcanzar una aceptable ocupación de pasaje y también de carga rodada y vehículos. Pero tras la imposición de nuevas tarifas, una ocupación menor al 50 % no cubre gastos y a eso se añadió otro episodio singular, caso del progresivo aumento de las tasas portuarias del puerto de Funchal –diez veces más caras que las tarifas de Portimao–, los obstáculos de los prácticos del citado puerto y la poca o nula voluntad del Gobierno regional de Madeira, pese a que Antonio Armas Fernández, presidente de Naviera Armas, tuvo el detalle de invitar para madrina de la botadura del ferry “Volcán del Teide” a la esposa del gobernante Alberto Joao Jardim. Gesto fallido.
Cuando el ferry “Volcán de Tinamar” se estrenó en la citada línea, todo fueron objeciones en el puerto de Funchal, a pesar de que en 2011 la naviera canaria pagó un millón de euros en concepto de tasas portuarias en Madeira, teniendo en cuenta que mover allí un remolque costaba entonces entre 140 y 150 euros por unidad, frente a los 50 euros de media que suponía entonces en los puertos canarios.
La gota que colmó el vaso sucedió el 31 de diciembre de 2011, cuando la Autoridad Portuaria de Madeira negó el permiso para que el ferry “Volcán de Tijarafe” –que tenía todas las plazas vendidas– pudiera presenciar el espectáculo de fuegos artificiales de Fin de Año. Han pasado algo más de cinco años y no se ha producido un cambio de actitud por los malos gobernantes de Madeira, aquellos que no promueven y luchan por el bienestar de su pueblo y se oponen por mezquinos intereses al desarrollo legítimo de su pueblo en pleno siglo XXI. Todo ello sea dicho con las debidas excepciones, que también las hay. 
Foto: Archivo de Juan Carlos Díaz Lorenzo (ver fonte)

José Manuel Coelho, comemora 43 anos de chegada do ultramar português junto dos seus companheiros de armas.

 Hoje na cantina dos CTT no Funchal realizou-se mais um jantar comemorativo da chegada à Madeira do batalhão 4910 que este cerca de dois anos em Angola em missão de soberania na chamada "defesa do nosso ultramar". O Batalhão regressou à Madeira no dia 8 de Outubro de 1975...já faz muito tempo!

O batalhão 4910 era constituido por 4 companhias; e prestou serviço no leste de Angola, Gago Coutinho, Ninda, Cazombo, Lutembo; Luvuei, cidade do Luso capital do distrito do Moxico e finalmente no RI 20 na cidade de Luanda onde terminou a comissão.













 Aqui de camisa verde azeitona, temos o alferes Encarnação

 Aqui ao centro, o engenheiro José Manuel de Abreu Paulo, nosso capitão e CMDT de companhia, a 2ª Comp. do Bat. 4910







sábado, 6 de outubro de 2018

As manigâncias do "Mistério Público" ao serviço da maçonaria e do António Costa

Pois é . Essa organização misteriosa que não vai a eleições e tem todo o poder sobre a vida das pessoas e que se chama Ministério Publico, agora inventa culpados da tragédia da queda da árvore do Monte e a consequente morte de 13 pessoas.

Protege o homem do PS e do António Costa e para calar a revolta popular, fabrica dois culpados afim de deitar poeira nos olhos do povo da Madeira e do Porto Santo. É preciso denunciar esses senhores do MP que andam aqui a enganar o povo da Madeira e a dar cabo da nossa Autonomia. 

 Quem são esses senhores? Qual o nome deles? Quanto ganham? Que privilégios têm? A quem prestam contas?À maçonaria? Ao António Costa, esse centralista do Terreiro do Paço? Porque "arranjam culpados" os chamados "bodes expiatórios" para protegerem o seu homem de mão o professor Paulo Cafôfo? Não é tempo de esses senhores e senhoras ilustres anónimos do MP irem dar uma volta ao bilhar grande e deixarem de andar aqui a deitar poeira nos olhos dos madeirenses e portossantenses?



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Os vernáculos usados por Sandra Raimundo contra o camarada Arnaldo Matos do MRPP

Perante a recusa da comunicação social em publicar a resposta de Sandra Raimundo ao vil ataque de que foi alvo no orgão de comunicação oficial do PCTP-MRPP, o Insurgente, como blog aberto plural, deixa aqui a carta aberta dirigida pela senhora em questão a Arnaldo de Matos:
(Nota: A carta foi-nos enviada pela senhora. Nem o blog nem o autor deste post se responsabilizam pelo conteúdo da carta ou pela linguagem utilizada. Leitores mais sensíveis deverão saltar este post.)
“Arnaldo Matos (ou João ou Espártaco ou Viriato), seu monte de merda.
Esperei demasiado tempo para te responder à letra. Já o deveria ter feito em julho de 2014 quando te servia café e tentava decifrar a tua diarreia mental. Lembras-te?
Sabes como é que fui parar ao teu antro?
Eu explico-te. A ti e à comunicação social, que vai receber as explicações em simultâneo.
Para começar, estou em Portugal desde 1995. Portanto revê os teus dados.
Em Abril de 2013, fui sondada pelo Comité Central do PCTP/MRPP, do qual não fazias parte há quase 30 anos, para integrar a Comissão de Imprensa. Já tinha sido voluntária em várias campanhas, o meu desempenho foi apreciado pelo Comité Central e quiseram-me a tempo inteiro. Após análise da situação por ambas as partes, eu rescindi contrato com a empresa onde trabalhava em Portugal e fui contratada pelo Comité Central, decisão tomada por unanimidade pelos então 12 membros, para desempenhar as funções de assessora / secretária.
Não foi o Jaime que me contratou, sarnoso.
Tornei-me funcionária do partido, paga a recibos verdes no dia 1 de Maio de 2013. Funcionária, com horários e local de trabalho fixos.
Por defender a causa e querer o melhor para o PCTP/MRPP, fui para além das minhas funções. Era estafeta, cola-cartazes, piquete de greve, telefonista, senhora da limpeza, candidata, motorista, entre outros sem horários. Fi-lo com gosto e vontade própria.
Nunca te vi na sede. Até pensava que já tinhas morrido.
É engraçado, agora que estou fora da podridão que estás a criar, ler as mentiras que vomitas.
Acho piada falares do Bulhão como o homem das contas fáceis e como o gajo que me contratou.
Dessas contas fáceis, porque não falas na secretária que te passa a limpo o ódio que vomitas e que é paga pelo partido a recibos verdes? E os jornais diários que te são levados? E a loucura da campanha da Madeira onde cada bilhete de avião custava no mínimo 500 euros? Tudo pago pelo partido. Estoiraste o orçamento com a campanha madeirense. Pois… Isso não dizes. Não te ofusca teres uma funcionária precária paga com os “fracos recursos do partido operário”?
O idiota do Jaime não me contratou, seu aldrabão. Sabes porquê? Porque sou sobrinha dele. E porque o salário era uma merda. As condiçőes eram uma merda. Mas aceitei na mesma. E ao contrário do que inventas, as contas do partido eram rigorosamente analisadas. O deboche foi quando TU voltaste. Começaste a dar um ar da tua graça quando chegou a primeira subvenção. Ao início, fazias análises políticas estrondosas, dignas de um verdadeiro comunista. E depois revelaste manias de ricaço. Com a mania que tudo te é devido e que todas as tuas loucuras têm de ser pagas pelo partido. Puta que te pariu, velhaco. O putedo, foste tu que o trouxeste para o seio do partido.
Sabes como fui parar a ti, ordinário? Lembras-te quando fizeste uma maratona de teatro no Teatro de Almada com o “idiota de Almada”? Lembras-te de ter chamado “filho da puta” ao Paulo? E de ter tentado bater-lhe? O Paulo era o teu escravo, secretário, cão. O Paulo era (e voltou a ser graças às tuas manigancias de ‘demite-admite” que ele estúpidamente aceita) o director do Luta Popular. Ou seja o Paulo, ou melhor o Carlos Paisana foi insultado por ti em pleno átrio do Teatro de Almada, demitiste-o das suas funções de cão e ficaste sem secretário. O Comité Central ficou cheio de pena tua e arranjou-te uma secretária à pressão. Eu. Já viste? EU! Eu fui tua secretária! Paga pelo partido a recibos verdes! Eu que nem sou militante mas que fui tua secretária, tenho hoje direito a um artigo de ódio e fulanizador (como tu e os teus cães gostam de dizer!) no Luta Popular que deveria ser um jornal político! Nem sei como foste cair nessa de falares de mim publicamente! Não sigo o culto da personalidade por isso caguei para ti, Arnaldo. Não tenho qualquer ligação ao partido desde que me libertei do teu autoritarismo, qual ditador.
Quando me escolheram para tua secretária, eu recusei. E disseram-me: “vais ou nunca mais voltas a por os pés na sede”. Tão democratas que nós somos… Então lá fui, forçada. Contrariada. E porque não vivo à conta de ninguém e tinha de sair do goulag, enquanto fui tua escrava e te servi café, procurei trabalho. Sim, no teu gabinete da Elias Garcia que cheira a mofo e a esgoto, usei as minhas horas de almoço para me livrar de ti. E consegui. Apresentei a minha demissão ao partido, que era a minha entidade patronal (tenho provas disso). E jurei a mim própria que nunca ninguém iria saber o que se tinha passado. Até ao dia 6 de Outubro, dia em que decidiste, escondido atrás de um pseudônimo que dá para rir devido à ironia, purgar o comité permanente do comité central dos que tinham força para te fazer frente e dizer não aos teus gastos. E escolheste os cães, os fracos: Carlos Gomes (Sebastião), Luís Júdice (Nuno), Carlos Paisana (Paulo), Luís Franco (Conceição), todos uns lambe-cús como tu gostas, e mais um montinho de moscas mortas que te farão as vontades porque são uns cobardes, incapazes de tomar decisões, defender os camaradas purgados e de ter opinião própria.
Se quiseres continuar esta guerrinha, é melhor arranjares provas daquilo que vomitas no teu jornal. Prova que estava desempregada. Prova que tinha acabado de chegar de França. Prova que o meu companheiro é do PSD. Ninguém e muito menos tu que andas a chular os “fracos recursos do partido”, tem legitimidade e provas para chamar de ladrão e corrupto seja a quem for. E eu não tenho de ser chamada nas tuas denúncias de ódio. Não te conheço de lado nenhum, não te devo nada e não tenho nada a perder. E muito menos sou porta-voz, peão ou fantoche seja de quem for. Penso por mim, ao contrário dos teus cães.
Respeito por ti? Nenhum. Não vales o tempo que perco a responder ao teu lixo. Respeito pelo partido? O Partido morreu no dia 6 de Outubro. Que descanse em paz.
Eu espero sinceramente que os traidores que te rodeiam fiquem com a vida penhorada como tu penhoraste a vida dos que eliminaste. Porque isto não fica por aqui.
E tu Arnaldo, estimo que te fodas. E já agora, tu também Carlos Paisana. Porque não vales nada.
Sandra Raimundo
(Ex-membro da Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP e ex-secretária de Arnaldo Matos)” Ver o Insurgente

Garcia Pereira usa direito de resposta para criticar o Supremo Tribunal, pelo facto de absolver Coelho da pena de prisão

Garcia Pereira exigiu o direito de resposta ao artigo de opinião escrito pelo advogado Francisco Teixeira da Mota, onde este se congratulava com a absolvição por parte do Supremo Tribunal de Justiça. Garcia Pereira depois de ser expulso do MRPP averbou mais uma derrota, que foi o facto de não conseguir a sua vingança pessoal contra José Manuel Coelho, que como sabemos, tinha sido condenado a seu pedido pelo Tribunal da Relação de Lisboa a um ano de pena de prisão a cumprir só aos fins de semana. Garcia Pereira furioso chorava baba e ranho contra os juízes conselheiros do Supremo por terem absolvido José Manuel Coelho. Nas entrelinhas do escrito acaba por insinuar que no caso de Coelho era desejável ter feito a justiça pelas suas mãos. Vejam só o pardalão! (O malandro, afirma-se revolucionário de esquerda e aceitava ser advogado do Alberto João em processos que este colocava aos democratas da Madeira que se opunham aos seus desmandos)


Este foi o caso que gerou o ódio de Garcia Pereira contra José Manuel Coelho


À guerra aberta no Sporting juntou-se agora o fundador do MRPP, Arnaldo Matos, para alimentar a sua guerra muito pessoal com o antigo militante do partido, António Garcia Pereira - e a sua filha, Rita Garcia Pereira - depois de o ex-candidato a deputado pelo PCTP/MRPP ter deixado o partido em novembro de 2015.
Em diferentes tuítes publicados na sua conta nesta rede social, Arnaldo Matos atira-se ao envolvimento de Rita, membro da Comissão de Fiscalização do clube - que suspendeu Bruno de Carvalho da presidência - acusando também António de promover a rescisão dos jogadores leoninos.
Tratando-se de Matos, os paninhos quentes ficam de fora da sua escrita e as motivações são também ideológicas. O homem que manda no PCTP/MRPP acusa pai e filha Garcia Pereira de estarem "ao serviço de um dirigente do CDS, negociante de incêndios florestais e quadrilheiro do BES (Ricciardi, etc.) chamado Marta Soares".





Arnaldo Matos acusa "Garcia e filha" de terem andado, "aqui há tempos", a chorar "baba e ranho pela imprensa da parvónia", acusando-o "do crime de suspendê-los do PCTP/MRPP, onde a garota aliás nunca esteve". "Agora", escreve no seu Twitter, assumindo os argumentos de Bruno de Carvalho, "são eles a suspender a direção de uma SAD, mas no caso sem a mínima parcela de legitimidade".





Para Matos, os dois advogados usaram a rescisão dos contratos de trabalho desportivo, "invocando justa causa" como meio de "socavar o poder da direcção do clube". O também advogado escreve que "toda a gente sabe que a ideia da justa causa da rescisão foi avançada como propaganda do advogado Garcia Pereira: Garcia Pereira é o autor das rescisões por justa causa que tantos prejuízos causaram nas finanças do clube".





O fundador do MRPP garante que Garcia Pereira "serviu-se dos jogadores de futebol para promover a rescisão dos seus contratos, de modo a beneficiar os grandes accionistas privados!... Serviu-se de um direito dos trabalhadores desportivos para beneficiar o capital dos grandes capitalistas desportivos."
Na sucessão de tuítes, Matos mimoseia "pai e filha" por aprenderem "depressa mas mal, como é apanágio das araras". "Depois de muitas piscadelas de olho, Garcia e filhota estão agora, conforme ansiavam, ao serviço da extrema-direita portuguesa, como nojosos lacaios dos maiores accionistas privados (Sobrinho, Holdimo, Ricciardi) do clube de que são sócios."





Na doutrina de Arnaldo Matos, quem não está com o PCTP/MRPP é "social-fascista" ou "fascista". Ou, no português vernacular em que é especialista: "E digam-me lá, por favor, se toda aquela canalha é ou não toda um putedo?!"
Arnaldo Matos e Garcia Pereira entraram em rutura quando das eleições legislativas de 2015. Descontente com os resultados do partido (ultrapassado em votos pelo PAN, que elegeu um deputado, e pelo PDR, apesar de ter mantido a subvenção pública para partidos com mais de 50 mil votos), o fundador acusou o então cabeça de lista por Lisboa de ser"social-fascista" e "anticomunista primário".
Nas páginas do Luta Popular, jornal online do partido, Matos mantém desde então críticas, ataques e insultos a Garcia Pereira e familiares e outros militantes que deixaram o PCTP/MRPP. Garcia Pereira só comentou o caso por duas vezes, uma primeira num site que denominou "em nome da verdade". Onde, em março de 2017, sentiu " o dever de repor a verdade" no que se ia dizendo sobre si e sobre a história do PCTP/MRPP. -DN/Lisboa
 

O jornalista Emanuel Bento, nos bons velhos tempos, em 2013


Francisco Teixeira da Mota, escreve sobre o caso da condenação pidesca do jornal "O Mirante"


Na sua coluna do Público, o advogado elogia a resistência do jornal que diz ser "Rijonal"

Na sua habitual coluna das sextas-feiras, "Escrever Direito" publicada no Jornal Público, o advogado Francisco Teixeira da Mora refere-se hoje ao caso do advogado de Santarém que tentou, sem sucesso, destruir O MIRANTE e cujo caso foi contado pelo jornalista, escritor e investigador, Orlando Raimundo, no livro O Processo – Tentativas de condicionamento da informação em Portugal, apresentado em Santarém no dia 19 de Setembro.
Como o título "O Mirante: um jornal rijonal", em que joga com o regional e o facto de considerar O MIRANTE, um jornal rijo, Francisco Teixeira do Mota, que já tinha escrito sobre o caso em 29 de Setembro do ano passado (http://omirante.pt/omirante/2017-09-29-Absolvicao-de-O-MIRANTE-no-caso-Oliveira-Domingos-na-edicao-de-hoje-do-jornal-Publico), refere-se ao caso apresentando-o como um exemplo dos "desvarios" da nossa Justiça e aos processos movidos por Oliveira Domingos como "sinistros".
"Os processos, para além de sinistros na sua essência por objectivamente visarem silenciar um órgão de informação e impedir a livre circulação de informação legítima e de interesse público, tiveram peripécias e acidentes processuais muito lamentáveis mas, graças a Deus, pouco usuais nos nossos tribunais.", pode ler-se a certa altura do texto.
E o advogado, que se tem batido pela liberdade de expressão em Portugal, faz inclusivamente humor quando se refere à parte em que o jornal foi invadido pela judiciária.
"Incomodado e até indignado com as notícias que o jornal publicara sobre uma acção judicial que movera contra a Câmara Municipal de Santarém reclamando o pagamento de avultados honorários e, posteriormente, com um editorial com o título “O habilidoso do Oliveira Domingos”, este advogado recorreu às mais variadas armas do arsenal processual. Primeiro, apresentou uma queixa-crime que – embora tenha vindo a ser arquivada – originou um momento triste da nossa vida judicial com uma invasão da redacção de O MIRANTE por dois inspectores da Polícia Judiciária com mandado de busca e apreensão à procura das armas do crime. Não levaram nada porque nada havia para levar e porque, felizmente, não pertenciam à Polícia Judiciária Militar, senão teriam aparecido armas e munições em profusão.".
Francisco Teixeira da Mota lembra que o jornal foi alvo de censura prévia ao ser proibido de, durante os sete anos que decorreu o processo, ter sido obrigado pelo tribunal a "abster-se de editar, publicar, republicar, divulgar, distribuir ou difundir por qualquer meio e formato, texto, imagens ou registos áudio” que se referissem, directa ou indirectamente, ao advogado em causa". E lembra a ameaça do pagamento de milhares de euros em caso de incumprimento.
"E, claro, porque a imprensa em geral, e a regional em particular, nada em dinheiro, a pagar milhares e milhares de euros por cada dia que algumas das condenações não fosse cumprida. Uma festa, sem a dignidade dos autos de fé inquisitoriais ou das queimas nazis de livros, mas mesmo assim digna de registo.", refere.
O artigo termina a uma referência ao parecer jurídico de dois reputados professores universitários sobre o caso, que é incluído no livro de Orlando Raimundo.
"É esta história, (algo) alucinante sobre os desvarios da nossa Justiça, que nos conta o livro de Orlando Raimundo com um título e uma introdução a invocar o santo nome de Kafka, padroeiro de todos os que já se viram confrontados com os absurdos da máquina judicial. Mas, para além da história de resistência de O MIRANTE e de algumas reflexões pessoais e críticas sobre as realidades da nossa comunicação social, tem este livro (para os aficionados, é certo) um particular valor: um extenso parecer jurídico sobre o caso O MIRANTE de dois professores universitários – Jónatas Machado e Paulo Nogueira da Costa – que minuciosamente enquadra e arrasa as condenações proferidas pelos tribunais."

O livro O Processo – Tentativas de condicionamento da informação em Portugal da autoria de Orlando Raimundo, é uma edição da Rosmaninho - Editora de Arte e já está à venda desde 19 de Setembro.(com a devita vénia, transcrito do jornal "O mirante"