sábado, 23 de agosto de 2014

Jaime Ramos e o sobrinho Roberto Marote vão ser executados pelo Banif


Jaime Ernesto Nunes Vieira Ramos e seu sobrinho Roberto Ramos Olim Marote devem 80.479,99  euros ao Banif. O processo está a cargo da 1ª secção do Tribunal da Vara Mista sob a supervisão da juiza do regime Teresa Miranda. O agente de execução que vai executar é o solicitador agente de execução Carlos Madaleno.


Roberto Marote o sobrinho não pode ser executado pois não tem quaisquer bens patrimoniais em seu nome.

O processo de execução tem o nº 396/14.7TCFUN.

Situação de grande carência no Lar da Bela Vista, sob a tutela da Segurança Social

Coelho do PTP chamou a atenção da população para a precária situação!

Dírio Ramos faz artigo de opinião lamentando-se do corte da sua reforma Choruda : 1800/euros mês


É preciso  ter lata! (Dírio fala da sua choruda reforma e até da data da sua aposentação [reforma dourada].-mas esquece-se dos seus camaradas que recebem pensões de miséria: 200/300 euros ao mês)


Agosto – o mês do desgosto dos pensionistas

O Zé, quadro superior da A. P., começou a trabalhar aos 15 anos. Aposentou-se em 2008, depois de 40 anos de trabalho e respetivos descontos para a C. G. A. Recebia líquido 1800 euros , 14 meses/ano. 
Nessa altura pagava de IRS 14%, e em 2012, 24%, quase o dobro do que pagava quando se aposentou.
Em 2013, o Zé pagou o IRS que lhe foi pedido pela CGA. Não fez qualquer biscate para receber mais algum, mas recebeu das finanças um aviso para pagar em agosto mais 900 euros, porque o seu escalão de IRS é agora de 37%, ou seja é quase três vezes mais do que pagava em 2008!
Mas isto não fica por aqui. O Zé, quando se aposentou pagava 1,1 para a ADSE, hoje paga 3,5, ou seja 3,2 vezes mais.
É aumento do IRS, da ADSE, são taxas, são sobretaxas…são os «raios que os partam»!!. O Zé sabe e sente, que apesar das medidas do T. C., tem 77% do que recebia em 2008. 
Subiu a água, a luz ,a renda, o telefone , os transportes, os medicamentos, o IVA etc. A inflação acumulada entre 2008 e 2014 ultrapassou os 12%.
 O Zé tem 65% do poder de compra de 2008. Dizem aí que o Zé tem uma pensão de luxo e que nestes anos até teve um aumento de 10% .
Há tanto Zé, tanta Maria por aí, envergonhados ou a «cramar» da situação – estudou trabalhou uma vida inteira , descontou tudo quanto o Estado lhe exigiu, comprou livros à sua conta, fez cursos e mais cursos de atualização, cumpriu o seu contrato para com o Estado, pessoa de bem, e agora vê os governantes deste país a roubar-lhe. 
Os Zés e as Marias estão ensanduichados entre o proletariado miserável e a alta finança. É gritante que o Zé e a Maria juntos, num ano recebam menos que um gestor ruinoso, de uma grande empresa, ganha num mês…sem falar dos prémios que recebe para tramar o povo .
O Zé precisa de uma bomba de ar fresco na sua alma. Precisa dar a mão à Maria, juntar-se ao António e à Ana e a tantos outros e vir para a rua gritar BASTA de roubo aos pensionistas!.
Isto está mal. A banca é o epicentro do «gamanço» organizado. Ninguém vai «dentro» ! Cada vez é mais atual o poema de Aleixo «Sei que pareço um ladrão/mas há outros que conheço/ que não parecendo o que são/ são aquilo que eu pareço».  (dnoticias/assinantes)

A PT é Enorme…

Fazem parte dos QUADROS da PT os filhos/as de:

- Teixeira dos Santos.
- António Guterres.
- Jorge Sampaio.
- Marcelo Rebelo de Sousa.
- Edite Estrela.
- Jorge Jardim Gonçalves.
- Otelo Saraiva de Carvalho.
- Irmão de Pedro Santana Lopes.
Estão também nos quadros da empresa, ou da subsidiária MEO  os filhos de :
- João de Deus Pinheiro.
- Briosa e Gala.
- Jaime Gama.
- José Lamego.
- Luís Todo Bom.
- Álvaro Amaro.
- Manuel Frexes.
- Isabel Damasceno.
Para efeitos de “pareceres jurídicos” a PT recorre habitualmente aos serviços de:
- Freitas do Amaral.
- Vasco Vieira de Almeida..
- Galvão Telles.
Assim não há lugar para os colegas da faculdade destes meninos, que terminaram os cursos com média superior e muitos estão ou a aguardar
o primeiro emprego, ou no desemprego, ou a trabalhar numa área diferente da sua licenciatura.
É ou não uma PERFEITA DEMONSTRAÇÃO DA
SOCIEDADE DO CUNHACIMENTO ?Vai uma crónica muito bem escrita, que demonstra o que é este País!!!

                  Este veio de Angola



Somos o povo especial escolhido do Sr.Engenheiro.


E como povo especial escolhido por ele, não temos água nem luz na cidade. Temos asfalto cada dia mais esburacado ..
Os que, de entre nós,vivem na periferia, não têm nada . Nem asfalto. Só miséria, lixo, mosquitos, águas paradas. Hospitais?!!! Nem pensar. O povo especial não precisa .. Não adoece. Morre apenas sem saber porquê. E quando se inaugura um hospital bonito e ficamos com a esperança de que as coisas vão mudar minimamente, descobre-se que as máquinas são chinesas , com manuais chineses sem tradução e que ninguém sabe operá-las…
Estas são opções especiais para um povo especial.
Educação?!! O povo especial não precisa. Cospe-se na rua ( e agora com os chineses, temos que ter cuidado para não caminharmos sobre escombros escarrados de fresco…), vandalizam-se costumes, ignoram-se tradições.
Escolas para quê e para ensinar o quê?!! Que o sr.engenheiro é um herói porque fugiu ali algures da marginal acompanhado de outros tantos magníficos?!!!
Que a Deolinda Rodrigues morreu num dia fictício que ninguém sabe qual mas nada os impediu de transformar um dia qualquer em feriado nacional?!!!!
O embuste da história recente de Angola é tão completo e manipulado que até mesmo eles parecem acreditar nas mentiras que inventaram…
Se incomodarmos o sr. engenheiro de qualquer forma, sai a guarda pretoriana
dele e nós ficamos quietos a vê-los barrar ruas anarquicamente sem nos deixar alternativas para chegarmos a casa ou aos empregos.
O povo especial nem precisa ir trabalhar se resolvem fechar as ruas.
Se saírmos para almoçar e eles bloqueiam as ruas sem qualquer explicação, só temos uma hipótese : como povo especial não precisa de comer ,dá-se meia volta de barriga vazia e volta-se para o emprego.
E isto quando não ficamos horas parados à espera que o sr.engenheiro e sua comitiva recolham aos seus lares e nos deixem, finalmente circular.


Entramos em casa às escuras e saímos às escuras. Tomamos banho de caneca.
Sim, bem à moda do velho e antigo regime do MPLA-PT do século passado.

Luanda, que ainda resiste a tantos maus-tratos e insiste em conservar os vestígios da sua antiga beleza, agora é violentada pelos chineses, sodomizada sistematicamente dia e noite. Está exaurida; de rastos, de cócoras diante dos novos “amigos” do sr.engenheiro. Eles dão-se, inclusive, ao luxo de erguerem dois a três restaurantes chineses numa mesma rua.
A ilha do Cabo tem mais restaurantes chineses que qualquer outra rua de qualquer outra cidade ocidental ou africana : CINCO!!!! A China Town instalada em Luanda.
As inscrições que colocam nos tapumes das obras em construção, admirem-se, estão escritas na língua deles. Eles são os novos senhores. Os amigos do sr.engenheiro. A par do Sr. Falcone… a este foi-lhe oferecido um cargo e passaporte diplomático.

Aos outros, que andam aos bandos, é-lhes oferecido a carne fresca das nossas meninas. Impunemente. Alegremente. Com o olhar benevolente dos canalhas de fato e gravata.

Lá fora, no mundo civilizado sem povos especiais, caçam os pedófilos. Aqui, criam e estimulam pedófilos. Acham graça.

Qualidade de vida é coisa que o povo especial nem sabe o que é. Nem quantidade de vida, uma vez que morremos cedo, assim que fazemos 40 anos.

Se vivermos mais um pouco, ficamos a dever anos à cova, pois não nos é permitida essa rebeldia.


E quem dura mais tempo, é castigado : ou tem parentes que cuidem ou vai para a rua pedir esmola!

Importam-se carros. E mais carros. De luxo. Esta é a imagem de marca deles: carros de luxo em estradas descartáveis, esburacadas. Ah… e telemóveis!!!! Qualquer Prado ou Hummer tem que levar ao volante um elemento com telemóvel.

Lá fora, no mundo civilizado sem povos especiais, é proibido o uso do telemóvel enquanto se conduz.

Aqui é sinal de status, de vaidade balofa!!!!!!!!!!
Pobre povo especial. Sem transportes, sem escolas, sem hospitais. À mercê dos candongueiros, dos “dirigentes” e dos remédios que não existem. Sem perspectivas de futuro.
Os nossos “amanhãs” já amanhecem a gemer: de fome, de miséria, de subnutrição, de ignorância, de analfabetismo , de corrupção, de incompetência, de doenças antes erradicadas , de ira contida, de revolta recalcada.

O grito está latente. Deixem-no sair : BASTA!!!!!!

Solange
Residente em Angola
“Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra” 

banca versão Quim Barreiros

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Cristianismo – Mitos, Lendas e História

Por Miguel Urbano Rodrigues
A releitura de Os Primeiros Cristãos, Páginas de História, de Irina Sventsitskaya,* desencadeou em mim durante dias uma reflexão profunda sobre a procura de deus pelo homem. Tão intensa que dediquei as ultima semanas a reler primeiro O Antigo Testamento e, depois, O Novo Testamento.

A releitura de Os Primeiros Cristãos, Páginas de História, de Irina Sventsitskaya,* desencadeou em mim durante dias uma reflexão profunda sobre a procura de deus pelo homem. Tão intensa que dediquei as ultima semanas a reler primeiro O Antigo Testamento e, depois, O Novo Testamento.

A releitura de Os Primeiros Cristãos, Páginas de História, de Irina Sventsitskaya,* desencadeou em mim durante dias uma reflexão profunda sobre a procura de deus pelo homem. Tão intensa que dediquei as ultima semanas a reler primeiro O Antigo Testamento e, depois, O Novo Testamento.
Eu lera o ensaio da historiadora soviética quando foi editado em Portugal há um quarto de seculo. Mas não lhe prestei na época a atenção que merecia.
No seu importante trabalho de investigação, Irina Sventistskaia reflete sobre mitos e lendas seculares que no Ocidente envolvem Jesus e os primitivos cristãos.
O seu estudo comparativo dos chamados evangelhos sinópticos ou canónicos (Marcos, Mateus, Lucas e João) sacralizados pela Igreja, e dos apócrifos (Pedro, Tomé, Tiago, Filipe, André e outros) não reconhecidos por esta, bem como as Epístolas de Paulo e sentenças de muitos profetas hebraicos, é atualíssimo. A autora lembra-nos que a dificuldade de reconstruir a pregação inicial da doutrina de Jesus depende muito das fontes conhecidas, mas também das disputas e conflitos surgidos antes de a Igreja elaborar os seus dogmas.
Irina alerta para o significado da absorção pelo cristianismo primitivo de múltiplas conceções religiosas e éticas amplamente difundidas entre as massas populares no espaço do império romano.
Décadas após a morte de Jesus, o cristianismo, pregado pelos discípulos e apóstolos, tinha-se difundido amplamente no Oriente quando os Evangelhos canónicos começaram a ser escritos.
Mas já então as contradições e omissões desses textos sinópticos – que evocam as atividades e pregações de Jesus – geravam polémicas.
No essencial os de Marcos, Mateus e Lucas coincidem. Mas Marcos é omisso sobre o nascimento e a «virgindade» da mãe. Mateus e Lucas atribuem ao carpinteiro José, o pai, uma genealogia que o faz descender de David. Cabe recordar que segundo a religião judaica, o Messias (isto é Cristo) seria da estirpe de David.
Marcos cita os nomes de quatro irmãos de Jesus: Tiago, José, Simão e Judas.
Segundo Marcos, Mateus e Lucas, a Galileia foi o cenário principal da pregação de Jesus; para Joao, o Messias pregou sobretudo na Judeia.
A temática da essência de Jesus – humana ou divina, ou ambas – gerou incontáveis polémicas e foi a origem de cisões que dividiram os primitivos cristãos. Os nestorianos, que introduziram o cristianismo no Iraque, no Irão, na Ásia Central e no Extremo Oriente atribuíam a Jesus duas naturezas, a humana e a divina, que se fundiam. Mas os monofisitas, que influenciaram as igrejas da Arménia, da Geórgia e a copta do Egito, definiam a sua natureza como una e indivisível.
O dogma da Santíssima Trindade (unidade de deus no pai, no filho e no espirito santo), imposto em 381 no Concilio de Constantinopla, não pôs termo às disputas sobre o nascimento de Jesus.
Para muitos, Maria teria concebido Jesus por intervenção do espirito santo, sem relação sexual. Os irmaos do menino seriam filhos de um casamento anterior de José. Para outros, esses irmaos eram primos irmãos.
As questões linguísticas pesaram nas polémicas entre cristãos. Jesus pregou em aramaico, a língua da Palestina (o hebraico era apenas um idioma religioso) e os evangelhos sinópticos, segundo a maioria dos historiadores, foram redigidos em grego. As traduções geraram discordâncias insanáveis.
Os ditos de Jesus, os seus discursos e milagres também divergem de evangelho para evangelho, tal como o papel que desempenharam o romano Pôncio Pilatos, o rei Herodes e o sacerdote Caifás nos acontecimentos que precederam a crucificação do Messias.
Os historiadores romanos escreveram pouco sobre Jesus e o seu martírio. Foi somente quando o cristianismo chegou a Roma que essa estranha religião mereceu a sua atenção para a condenarem.
Os judeus exorcizaram-na obviamente. Para Celso, um filósofo do seculo II, Maria era uma tecedeira ignorante e o pai de Jesus não foi o carpinteiro José, mas o amante da falsa imaculada, um soldado romano desertor.
Não existe também unanimidade quanto à motivação do Imperador Constantino para começar a proteger os cristãos, antes de oficializar a sua religião.
A maioria admite que tomou essa decisão por compreender que a organização religiosa dos cristãos – já então numerosos – podia proporcionar-lhe um apoio político mais importante do que o dos sacerdotes do panteão greco-romano.
Se assim foi não se equivocou.
De perseguida, a cristandade tornou-se em perseguidora quando erigida em religião oficial. Começou imediatamente a recorrer ao imperador e ao aparelho do estado para resolver os seus problemas internos e punir os adeptos de outras religiões.
Um exemplo. Os bispos da Gália, reunidos em Arles, no início do seculo IV, ameaçaram de excomunhão os cristãos que desertassem do exército imperial.
Simultaneamente, a igreja ortodoxa de Constantinopla, que se autointitulava ao tempo «universal», declarou heréticas todas as religiões cristãs que não aceitavam os seus dogmas.
Foi lenta entretanto a formação da hierarquia da Igreja.
Inicialmente os bispos (então chamados presbíteros) eram meros funcionários administrativos, sem poder sobre os fiéis. Podiam inclusive casar. Os apóstolos, com exceção de João, foram todos casados. O celibato somente foi imposto na Igreja Católica apos o Concilio de Trento, no seculo XVI.
Paulo contribuiu decisivamente para a ascensão e o prestígio dos bispos. Nas suas epístolas repetia insistentemente que a graça dos apóstolos passara para os bispos. Os cristãos deviam segui-los «como ovelhas».
A tradição cristã faz remontar a sucessão dos bispos de Roma ao apóstolo Pedro. Mas trata-se de uma inverdade. Os nomes dos primeiros são falsos. Foi já no contexto de divergências com a Igreja Ortodoxa de Bizâncio que se iniciou a tradição do Papa, chefe da cristandade católica, ser o bispo de Roma.
Irina recorda que a posição de Jesus perante a riqueza e a pobreza foi marcada por contradições. Dirigindo-se sobretudo aos pobres, repetiu muitas vezes que era difícil a um rico entrar no reino dos céus. A renúncia à riqueza aparecia-lhe como um meio para receber a recompensa do Senhor. Mas não a condenou explicitamente nem a submissão a um poder estrangeiro. A sua célebre resposta a uma pergunta sobre o pagamento do tributo a Roma – «dai a César o que é de César e a deus o que é de deus» continua a suscitar controvérsia; incomoda os cristãos.
Embaraçosa para a cristandade é também a tentação que Jesus sentiu no deserto. Como profeta podia sentir tentações, mas não como ser divino.
A atitude de Jesus frente à religião mosaica (pré-judaica) foi igualmente ambígua. O seu choque com os sacerdotes do Templo não pode apagar o seu respeito por alguns rituais hebraicos. A sua ligação ao judaísmo transparece de uma sentença famosa encontrada num papiro: “se não guardares o sábado não vereis o pai”. O completo rompimento com o judaísmo foi posterior às Epistolas de Paulo.
Quanto ao culto mariano surgiu como fenómeno tardio no final do seculo IV.
No Novo Testamento são escassas as informações sobre a mãe de Jesus. Os primeiros cristãos prestaram-lhe atenção mínima. Também nas Epistolas de Paulo, Maria não é venerada. Foram os Evangelhos apócrifos que difundiram a imagem lendária da Virgem Maria
O chamado Evangelho dos Hebreus atribui a Jesus uma afirmação polémica: “O Espirito Santo é a minha mãe». Mas nas parábolas e alegorias de Jesus não há referencias a Maria.
O culto de Maria foi instituído pela Igreja a partir do final do seculo IV. Mas a «imaculada» somente foi reconhecida oficialmente «como mãe de deus» em 431; as festas em sua honra foram introduzidas muito mais tarde, coincidindo com datas de festividades pagãs. No transcorrer dos seculos, o culto mariano ganhou um ímpeto impressionante. Hoje, a Virgem Maria com nomes diferentes é adorada no mundo, em dezenas de países. Em Portugal temos, entre outras, Nossa Senhora de Fátima, profeta e milagreira.
Os manuscritos gnósticos, encontrados no Egito após a segunda guerra mundial, foram considerados heréticos pelas Igrejas católica ortodoxa e pelas diferentes igrejas protestantes, mas deixaram marcas na dogmática cristã, reabrindo polémicas sobre a vida e as mensagens de Jesus.
Irina Svenststskaia enunciou a uma evidência ao afirmar que nunca existiu uma doutrina cristã única e harmoniosa e que os cristãos discutiram incessantemente uns com os outros sobre os dogmas, a ética e os rituais da sua religião, divergindo mesmo sobre o nascimento e a morte de Jesus, o Messias.
O lucido ensaio de Irina lembra-nos que «o cristianismo foi criado por homens que pretendiam encontrar uma saída ilusória para o impasse sociopsicológico» em que se encontrava a sociedade arcaica da Palestina há 2000 anos.
Criaram uma religião que influenciou decisivamente o rumo da humanidade. Mas a sua ambiciosa meta não podia ser alcançada.
Transcorridos 20 seculos, o balanço da participação na História da Igreja como instituição – nomeadamente a Católica – é muito negativo. Apoiando quase sempre os opressores contra os oprimidos, assume, sobretudo o alto clero, os interesses dos poderosos, negando a mensagem e o pensamento de Jesus.

Vila Nova de Gaia, 20 de Agosto de 2014  (ver Diário-info)


Coelho sai em defesa dos produtores de vinha


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Deputados do Partido Trabalhista Português nas comemorações do dia da Cidade





Deputados do Partido Trabalhista nas comemorações do dia da Cidade

Coelho espera uma Mudança em toda a Região Autónoma da Madeira

Vereador da CDU Artur Andradeatravés do assessor de Cafofo, Miguel Iglésias proibe o deputado José Manuel Coelho do PTP de distribuir o Jornal “Quebra Costas” entre os trabalhadores da CMF no almoço comemorativo do Dia da Cidade, efectuado hoje no Mercado Municipal 

Miguel Iglésias, assessor de Paulo Cafofo presidente da CMF ainda teve o descaramento de se aproximar da mesa onde estava o deputado Coelho com alguns comensais a intimar Coelho a não distribuir panfletos e jornais às pessoas durante o decorrer do almoço municipal, dizendo que o vereador da CDU não queria.

O Sr. Miguel Iglésias só se esqueceu de um pequeno pormenor: A censura em Portugal foi abolida no dia 25 de Abril de 1974! E esta?!



“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.”

George Orwell

Este jornal também incomoda o sr. Vereador da CDU Artur Andrade

O jornal “quebra-Costas” que o sr. Artur Andrade proibiu o deputado José Manuel Coelho de distribuir no almoço desta tarde no Mercado Municipal

Tomás Freitas de vez em quando sempre escreve alguma coisa de útil, no seu  blog fútil!

Ferreira Fernandes,jornalista do DN

As palavras são livres ou não são

De Galileu, embora perante a Inquisição tenha renegado a ciência que nos oferecera – que a Terra anda à volta do Sol e não está imóvel –, ficou a frase que murmurou: “E pur si muove”, e, no entanto, ela [ a Terra] move- se… Do que ele disse sob coação não reza a História. As palavras são liberdade ou não são. O jornalista James Foley apareceu- nos na condição de vítima, de joelhos, à espera da navalha no pescoço. Falou e o que falou não me interessa, não me interessa o que diz um homem de joelhos, à espera da navalha. E se eu tivesse de transcrever o que ele disse, prevenia: as palavras são liberdade ou não são. Di- lo- ia por respeito a James Foley. Em 1989, fiz uma reportagem com a guerrilha da UNITA, andei a norte do Caminho- de- Ferro de Benguela, mais próximo de Luanda do que da Jamba. De regresso à Jamba, entrevistei Savimbi que preparou o encontro num jango ( cubata) enorme. Estavam presentes dezenas de dirigentes, de Chitunda a Nzau Puna. No fim, levado pelo braço de Savimbi, parámos frente a um jovem. “Sabe quem é?”, perguntou- me o líder, que deu também a resposta: “É o Wilson dos Santos, que vocês andam a dizer em Lisboa estar morto. Não o quer entrevistar?” Wilson estava de pé e olhar ausente. Apareceu um microfone da Vorgan, a rádio da UNITA. Eu disse: “Não entrevisto presos.” Meses depois, Wilson, a mulher e os filhos foram mortos. Gosto de não o ter feito mentir quando ele não era livre de fazer outra coisa.[fonte:Dn/Lisboa]


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Coelho denuncia de novo a agente de execução Maria João Marques


Coelho repudia justiça e solicitadores

A solicitadora suspeita de ter mandado assassinar o sindicalista francês Cristian Poucet