terça-feira, 7 de junho de 2016

Sérgio Marques "o sem malícia"de novo na mira dos «Renovadinhos»


Recordando o Assalto ao paquete Santa Maria em 1961

Mário Mascarenhas Alencastre conta a odisseia


Camilo Mortágua o operacional que planeou o assalto ao paquete Santa Maria



Mário Mascarenhas Alencastre, conta aquilo que viveu a bordo do Santa Maria durante o assalto de Galvão em 1961.

O crime que passou sem punição:Rocha da Silva responsável pela morte de 3 candidatos a guardas florestais nas serras do Pico do Areeiro em 1997

Memórias de um dia fatídico

À Espera de Justiça é a reportagem transmitida amanhã no programa da SIC "Perdidos e Achados"

Em Outubro de 1997, 67 jovens de vários pontos da Madeira tentaram a sorte num concurso público para candidatos a guardas florestais. O objectivo era percorrer mais de oito quilómetros entre a Fajã da Nogueira e o Pico do Areeiro, no mínimo tempo possível, para garantir lugar nas 16 vagas existentes. O mau tempo e a falta de condições existentes acabaram por dar um desfecho inesperado a este dia – três mortos e 21 feridos.Foi Gonçalo Pereira que terá pedido que levassem roupa leve, calções e t-shirt porque o trajecto ia ser longo. O Sr. Gonçalo, como todos o tratam, era o responsável pelo percurso e pela prova. O braço direito de Rocha da Silva, director Regional de Florestas.Encontraram-se perto das 8 da manhã no Funchal para cerca das 10h00 darem o início ao percurso. Foi dada a partida e os jovens começaram a prova com alguns chuviscos. Logo no início começaram a perder-se. Com o passar do tempo, as condições meteorológicas agravaram-se. Os candidatos, quase todos de calções e t-shirt, começaram a sentir frio, cansaço e fome. A sinalização do percurso revelou-se deficiente e difícil de detectar no meio do nevoeiro. A agravar o cenário havia apenas três guardas para todo o percurso, sem equipamento de contacto para uma eventualidade.O Pico do Areeiro, o final da prova, era o único local com acesso automóvel. Nesse local estava, desde as 13h00, uma única ambulância preparada para tratar eventuais ferimentos ligeiros.Na corrida contra o tempo estavam Miguel e o melhor amigo, Miguel Ivo. Os dois do Garajau, os dois com pouco mais de 18 anos, ambos tentavam a sorte em nome de um futuro melhor e de empregos estáveis. Mas Miguel começou perceber cedo que o dia podia não correr bem. Duas horas após o início da partida começou a sentir os primeiros sinais de hipotermia. O tempo tinha agravado, entretanto, e a chuva, como contou, parecia alfinetes. Não se via mais de 1 metro e meio. Miguel acabou por dizer ao melhor amigo que precisava de parar para descansar e pediu-lhe que continuasse para não esfriar. Foi a últimas vez que se viram.O alerta às autoridades só aconteceu depois das 17h30, depois da confirmação da primeira morte dada pelo hospital do Funchal. Os meios foram accionados pela Protecção Civil. Gonçalo Pereira, o coordenador do concurso, nunca pediu ajuda e garantiu que tudo estava controlado quando questionado, por telefone, pelo Director Regional de Florestas, que se encontrava num casamento no Funchal.Gonçalo Pereira foi condenado a um ano e meio de prisão com pena suspensa. O Director Regional das Florestas, Rocha da Silva, foi sujeito a uma multa de três mil euros e mantém-se no mesmo cargo.Doze anos depois da subida ao Pico do Areeiro, o “Perdidos e Achados” regressou à Madeira e foi refazer o percurso. Ouvimos sobreviventes, socorristas, a protecção civil. Ouvimos as memórias daquele dia fatídico e foram-nos recusados os pedidos de entrevistas aos responsáveis da prova. A verdade é que passados estes 12 anos há ainda quem não tenha desistido de pedir que seja feita Justiça.  (ver DN/Lisboa)

Reportagem da SIC

Em Outubro de 1997, 67 jovens de vários pontos da Madeira tentaram a sorte num concurso público para candidatos a guardas florestais. O objectivo era percorrer mais de oito quilómetros entre a Fajã da Nogueira e o Pico do Areeiro, no mínimo tempo possível, para garantir lugar nas 16 vagas existentes. O mau tempo e a falta de condições existentes acabaram por dar um desfecho inesperado a este dia. O resultado foram três mortos e 21 feridos.

Foi Gonçalo Pereira que terá pedido que levassem roupa leve, calções e t-shirt porque o trajecto ia ser longo. O Sr. Gonçalo, como todos o tratam, era o responsável pelo percurso e pela prova. O braço direito de Rocha da Silva, director Regional de Florestas.



Encontraram-se perto das 8 da manhã no Funchal para cerca das 10h00 darem o início ao percurso. Foi dada a partida e os jovens começaram a prova com alguns chuviscos. Logo no início começaram a perder-se. Com o passar do tempo, as condições meteorológicas agravaram-se. Os candidatos, quase todos de calções e t-shirt, começaram a sentir frio, cansaço e fome. A sinalização do percurso revelou-se deficiente e difícil de detectar no meio do nevoeiro. A agravar o cenário havia apenas três guardas para todo o percurso, sem equipamento de contacto para uma eventualidade.



O Pico do Areeiro, o final da prova, era o único local com acesso automóvel. Nesse local estava, desde as 13h00, uma única ambulância preparada para tratar eventuais ferimentos ligeiros.



Na corrida contra o tempo estavam Miguel e o melhor amigo, Miguel Ivo. Os dois do Garajau, os dois com pouco mais de 18 anos, ambos tentavam a sorte em nome de um futuro melhor e de empregos estáveis. Mas Miguel começou perceber cedo que o dia podia não correr bem. Duas horas após o início da partida começou a sentir os primeiros sinais de hipotermia. O tempo tinha agravado, entretanto, e a chuva, como contou, parecia alfinetes. Não se via mais de 1 metro e meio. Miguel acabou por dizer ao melhor amigo que precisava de parar para descansar e pediu-lhe que continuasse para não esfriar. Foi a últimas vez que se viram.



O alerta às autoridades só aconteceu depois das 17h30, depois da confirmação da primeira morte dada pelo hospital do Funchal. Os meios foram accionados pela Protecção Civil. Gonçalo Pereira, o coordenador do concurso, nunca pediu ajuda e garantiu que tudo estava controlado quando questionado, por telefone, pelo Director Regional de Florestas, que se encontrava num casamento no Funchal.



Gonçalo Pereira foi condenado a um ano e meio de prisão com pena suspensa. O director regional das Florestas, Rocha da Silva, foi sujeito a uma multa de três mil euros e mantém-se no mesmo cargo.



Doze anos depois da subida ao Pico do Areeiro, o Perdidos e Achados regressou à Madeira e foi refazer o percurso. Ouvimos sobreviventes, socorristas, a protecção civil. Ouvimos as memórias daquele dia fatídico e foram-nos recusados os pedidos de entrevistas aos responsáveis da prova. A verdade é que passados estes 12 anos há ainda quem não tenha desistido de pedir que seja feita Justiça. (ver)

Ver também o filme do Criminoso de Fortaleza no Ceará

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/perdidoseachados/2010-03-06-Massacre-de-Fortaleza-a-SIC-relembra-homicidio-de-6-portugueses-no-Brasil-ha-8-anos

«Anónimo» do Diário alerta para funcionários do SESARAM que marcam o ponto e depois desenfiam-se do serviço tal como se fazia na tropa


«Um dos problemas do Sesaram será concerteza dar condições dignas aos falsos recibos verdes. A nova administração do Sesaram, deveria ter como prioridade, legalizar os falsos recibos verdes, k para além de ter um vínculo precário, trabalham mais horas semanais que colegas k exercem a mesma função, não tem direito a férias, subsídio de férias ou natal, subsídio de alimentação, e no final do mês recebem €543, e desse valor ainda retiram mais de €100 para pagamento à Segurança Social. Acabam por ter rendimento inferior a quem está no desemprego, e isto sem falar nos gastos da deslocação. E são estes funcionários que na maioria das vezes têm mais dedicação, profissionalismo e cuidado aos utentes, que os funcionários de quadro k já andam lá a anos, e muitas vezes passam de manhã para marcar o ponto e desaparecem ao longo do dia, recebendo no final do mês o triplo do k um colega a recibo verde.Já chega de desumanidade, os funcionários a recibo verde, mesmo recebendo um valor líquido de €400, fazem as 8 ou mais horas de serviço. Não foi uma prioridade para a antiga administração, mas espero que está faça justiça e promova condições de trabalho iguais a todos os colaboradores.» VER

Médicos absentistas,  não queriam ser controlados. Mamar o dinheiro e trabalho:Esquece...!

 Um problema antigo muito difícil de resolver. Os médicos são uns barões. Querem andar nas clínicas privadas e ao mesmo tempo ganhar no sector púbico. Para isso o controle biométrico é uma chatisse como todos nós sabemos!

Da notícia do Diário de hoje

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Muhammad Ali 1942-2016 (lutador dos direitos civis nos EUA)






Muhammad Ali tinha a Marcha de Washington nos dois punhos


Nenhum outro atleta teve uma vida política tão apaixonada, complexa e transformadora como Ali. A sua luta contra a repressão e o racismo elevou a sua voz aos patamares de Martin Luther King e Nelson Mandela.
Ali foi afastado dos ringues por se recusar combater no Vietname.O génio de Muhammad Ali operava fora dos parâmetros tradicionais. Nunca se interessou pelos estudos, tinha dificuldades em ler um livro e repetiu um ano do liceu. O seu teste de QI para o exército foi tão baixo que Ali foi considerado inapto para combater no Vietname. Mas ao fim de mais de uma década de guerra, os Estados Unidos estavam desesperados por novos recrutas e baixaram os critérios de elegibilidade no serviço militar. Em Fevereiro de 1966, o campeão mundial de pesos-pesados tornou-se apto para ir para a guerra. Quando soube da notícia pelos jornalistas que foram à sua procura em Miami, Ali lançou uma frase que se tornaria célebre: “Não tenho nada contra esses vietcongues.”
Foi uma enormidade, como tudo na vida de Muhammad Ali. As suas declarações chegaram às primeiras páginas dos jornais de todo o país. Não foi tanto pelo facto de um homem negro recentemente convertido a muçulmano se ter recusado a combater no Vietname, mas pela ideia de que alguém tão célebre podia fazê-lo num momento em que a maioria dos americanos apoiava a guerra. O que se tornou ainda mais surpreendente foi Ali justificar-se com os mesmos argumentos da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos segregados. “Matá-los por quê? Nunca me chamaram preto [nigger], nunca me lincharam, nunca atiçaram os cães contra mim, nunca me roubaram a nacionalidade, ou violaram e mataram a minha mãe e pai.”

Ali sofreu com a sua decisão. Por causa dela perdeu o título mundial e foi impedido de combater por três anos. Tudo isto no seu melhor momento de forma, quando podia esperar receber milhões de dólares. Ali recusou alistar-se mesmo quando o exército lhe ofereceu um posto em que não teria de combater. Um tribunal condenou-o a cinco anos de prisão, mas Ali recorreu e aguardou o desfecho do seu processo em liberdade. “O verdadeiro inimigo da minha gente está aqui. Não vou desgraçar a minha religião, a minha gente ou eu próprio tornando-me numa ferramenta para escravizar aqueles que estão a combater pela sua própria justiça, liberdade e igualdade. Se eu soubesse que a guerra traria liberdade e igualdade aos 22 milhões da minha gente não teriam de me recrutar. Juntar-me-ia amanhã. Não perco nada por respeitar as minhas convicções. Vou para a cadeia. E então? Estamos presos há 400 anos.”
Esta não era a sua primeira batalha política. Ali já se tornara um ícone da luta pelo fim da segregação e pelos direitos civis quando se converteu ao Islão e abandonou o seu “nome de escravo”, Cassius Clay, mesmo que a maioria dos jornais e alguns dos seus rivais se recusassem a tratá-lo por Muhammad Ali. Mas a oposição à frente no Vietname elevou a sua importância política para um patamar diferente. Ali foi a primeira figura pública americana a associar o Vietname à luta pelo fim da segregação e direitos civis e naqueles três anos discursou em universidades por todo o país sobre a ideia de que também a ordem política mundial— e não só os Estados Unidos — escondia a raiz racista de um mundo dominado pelo homem branco. Marthin Luther King só o fez um ano depois, em 1967, e mesmo assim teve de agir contra protestos de jornalistas e dos seus próprios conselheiros. Quando o justificou aos repórteres, Luther King não citou um qualquer pensador político. “Como Muhammad Ali diz, somos todos — negros e castanhos e pobres — vítimas do mesmo sistema de repressão.”
O processo de Ali chegou até ao Supremo Tribunal, que lhe deu razão e o confirmou como objector de consciência. Quando regressou aos ringues, em 1970, já o fez como uma figura emblemática não só na luta pelos direitos civis dos negros na América, mas também como uma voz importante pelo fim do colonialismo e imperialismo. "A Marcha de Washington em dois punhos", chamaram-lhe quando recebeu o prémio Martin Luther King.  Ali olhava até criticamente para o seu próprio desporto. “Somos como dois escravos no ringue. Os patrões arranjam dois grandes escravos pretos e deixam-nos lutar enquanto apostam: ‘o meu escravo consegue desancar o teu escravo’. É isto que vejo quando vejo dois homens negros lutarem”, disse em 1970. “Que atleta moderno, principalmente no nível de Ali, fala com tanta complexidade, ambiguidade ou dedicação?”, questiona-se David Remnick na New Yorker.
O activismo político de Muhammad Ali não acabou com a sua carreira. Quando uma onda de islamofobia se abateu sobre os Estados Unidos depois dos atentados do 11 de Setembro, Ali começou uma discreta campanha em que defendia a imagem do Islão como uma religião de paz e igualdade. O palco da sua luta política, moldado durante muitos anos pela sua infância no Sul racista americano, atingiu uma escala global. A sua última grande intervenção aconteceu no final do último ano, quando Donald Trump, o agora candidato republicano à Casa Branca, prometeu proibir a entrada de muçulmanos no país. "Falando como alguém que nunca foi acusado de ser politicamente correcto, acredito que os nossos líderes políticos devem usar as suas posições para melhorar o entendimento sobre a religião do islão e deixar claro que alguns assassinos desorientados perverteram a opinião pública sobre o que é na verdade o islão."
Como escreve este sábado Barack Obama: “Muhammad Ali abalou o mundo. E o mundo ficou melhor por causa disso. Estamos todos melhores por causa disso.” (PÚBLICO)

Élvio Sousa e José Manuel Coelho vão ser ouvidos pelo DIAP sobre o caso de Eker Sommer em Gaula








 Élvio de Sousa e José Manuel Coelho vão ser ouvidos como testemunhas no DIAP (com forte possibilidade de passarem a arguidos) no célebre caso de Gaula em que a professora Eker Somer amiga de Rocha da Silva e de Pimenta de França, beneficiou indevidamente de um fornecimento de água de rega para a sua quintinha em Gaula. Fornecimento esse que na  altura foi muito contestado pela população de Gaula e pela seu presidente da junta de freguesia Élvio de Sousa.
A acusação de difamação é imputada ao presidente da junta por Rocha da Silva  a José Manuel Coelho e a Élvio de Sousa por terem denunciado o caso nas suas intervenções políticas . O DIAP aqui na Madeira muito subserviênte aos tubarões do PSD não quer saber quem estava indevidamente a roubar água aos agricultores mas sim em apurar quem disse que Rocha da Silva vivia maritalmente com a madame Eker Somer. Também esses  senhores do DIAP não querem saber quem era o pessoal da Direção de Florestas que estava a a trabalhar à borla  no arranjo do jardim da supracitada senhora pago indevidamente  pelos contribuintes. Coelho será ouvido pelas 9.30 h da manhã na próxima quarta-feira dia 8 de Junho  e Élvio ouvido também no mesmo dia às 11 h. (este caso já vem do ano 2014 conforme links de notícias do Diário publicadas na altura no mês de Junho.)

O «padre» Ricardo Oliveira do Diário veio a lume em defesa da senhora Eker Sommer (ver notícia do Diário AQUI)

Junta de Freguesia de Gaula congratula-se com retirada de sistema de rega ilegal

Actualizado em 3 (ver AQUI)de Junho 2014, às 10:55 

IGH corta água de rega a casa com piscina

Élvio Sousa diz que a ligação à caixa de distribuição foi um favorecimento pessoal

A ‘Investimentos e Gestão Hidroagrícola’ (IGH) deu razão aos argumentos da Junta de Freguesia de Gaula e ontem mesmo mandou retirar a ligação directa que desviava água de rega a partir de uma caixa de distribuição no sítio da Fazenda para “uma moradia com piscina e sem agricultura aparente”.
“É impossível ligar um tubo à fonte de distribuição de água de rega, é ilegal e não havia autorização efectiva”, referiu ao DIÁRIO Élvio Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Gaula, satisfeito por ver que a IGH deu razão à Junta e aos cerca de 300 regantes que se sentiam lesados com a subtracção da água de rega com impacto no caudal da levada.
“É uma situação de favorecimento que causa uma revolta popular muito grande, mas felizmente que foi resolvida porque as pessoas já estavam a perder a cabeça”, transmitiu Élvio Sousa que ontem voltou a reunir-se com um grupo de regantes do sítio da Fazenda.
Os técnicos da IGH, empresa pública que gere a distribuição de água de rega em alta no concelho de Santa Cruz, intervieram na sequência da notícia e ontem mesmo removeram o tubo com cerca de 750 metros de extensão assim como a ligação à caixa de distribuição do sítio da Fazenda.
O presidente do conselho de administração da IGH, Pimenta de França deslocou-se no final do dia para dar explicações aos regantes e prestar esclarecimentos sobre a situação.
O sistema de água por pena, canalizando-a desde a fonte de distribuição até ao reservatório é uma opção que tem sido posta em prática noutros locais tendo em vista, por exemplo, prevenir furtos ou desvios constantes de água.
Élvio Sousa conhece a modalidade mas sublinha que nem  a população foi informada da decisão nem essa opção foi apresentada à comunidade regante local.
“Tudo isto cria uma situação de diferenciação social, porque há um privilégio individual em detrimento do interesse colectivo”, considerou o autarca que crê estar perante um “favorecimento” pessoal ou uma situação de “tráfico de influências”. “A ligação é ilegal e tanto assim é que foi anulada”, sublinha. (diário)

Desvio de água de rega para casa com piscina

Executivo da Junta de Freguesia de Gaula confirmou a situação que lesa 300 regantes
A descoberta de uma ligação directa que desvia, para uma moradia com piscina, parte da água da rede que abastece cerca de 300 regantes de Gaula, está a gerar a revolta entre os agricultores locais, em vésperas do início do Verão, uma época sempre marcada pela escassez daquele importante recurso hídrico.
A Junta de Freguesia de Gaula foi alertada na última semana para o desvio de água rega no sítio da Fazenda, vindo a confirmar o motivo da indignação dos agricultores que pagam para ter direito à água de giro proveniente daquela levada.
 No sábado, o próprio executivo da Junta de Freguesia indagou no terreno, verificando a origem e o destino daquela ligação clandestina.
O prevaricador instalou “um tubo de pvc, numa extensão de mais de 750 metros, a norte de uma moradia com piscina e sem agricultura aparente”, observa Élvio Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Gaula.

Uma ligação que, conclui o autarca, “se faz directamente e, à margem da regulamentação existente, do interior da própria caixa de distribuição de água do sítio da Fazenda”.
 Élvio Sousa confessa que ficou perplexo com aquela “situação completamente inesperada e ilegal” e promete hoje mesmo reunir-se com os agricultores e regantes utentes servidos por aquela levada que anualmente pagam as sua quotas de água, e que manifestam o seu repúdio, considerando esta uma “situação de grande injustiça” que contribuiu para a redução do caudal de contrato com os utentes.
 A Câmara Municipal de Santa Cruz também já foi posta ao corrente da situação. A autarquia conta denunciar hoje o desvio de água à empresa pública que gere a rede de abastecimento aos regantes - a ‘Investimentos e Gestão Hídrica’.
Amanhã, a autarquia reunirá com os agricultores “para estudar a gravidade da situação”. (diário)

O então dirigente do IGA engº. Pimenta de França também foi conivente com tada esta situação, para ajudar o seu amigo Rocha da Silva e a senhora articulista do diário dona Eker Sommer.

quinta-feira, 2 de junho de 2016