sexta-feira, 10 de abril de 2026

A imprensa na Madeira é toda controlada pelo Governo, tal como se faz na Hungria de Orban

 Na Madeira ainda existe o agravante das condenações por difamação feitas pelas juizas corruptas feitas com o regime albuquerquista. Vejam o que elas fizeram ao quinzenário humorístico  "O Garajau". que foi obrigado a encerrar portas por causa da perseguição judicial.

 Convidamos a verem o vídeo da CNN Portugal:


As eleições na Hungria parecem-se tanto com o contexto da Madeira! Mas como é dos outros é mais fácil de ver a verdade, a comparação e o jornalismo estrangeiro cobre, tal como os jornais do continente fazem os melhores trabalhos sobre a corrupção na Madeira.

Se viu primeiro o vídeo estamos sintonizados.

O Magyar Hang na Hungria é um espelho inquietante de realidades que, embora distantes geograficamente, partilham um ADN político comum, a asfixia da pluralidade através do controlo económico e da propaganda: Madeira! O problema é que fora existe sempre um grupo de jornalistas que se afastam e continuam a ser jornalistas. Na Madeira, por mais censura que haja, não há jornalistas capazes de fazer artigos do que veem, não concordam, mas não podem escrever a sair no Madeira Opina.

Na Hungria, o regime de Órban controla as gráficas e a distribuição. Na Madeira, não precisas de controlar a gráfica se controlares o oxigénio financeiro (publicidade institucional e apoios governamentais). Certo? Quem é o maior cliente? E quem são os maiores empresários?

Enquanto o jornal húngaro foge para a Eslováquia para ser impresso, na Madeira a "fronteira" é invisível. Nem há um ferry para a coisa se fazer sorrateiramente. Um órgão que não se alinhe com o regime regional enfrenta um deserto de publicidade. Se escrever um artigo polémico o maço de jornais ficam na rua e acaba a publicidade. Lembram-se do Tribuna da Madeira com Pedro Calado, presidente da CMF? Não há uma Eslováquia onde se possa ir buscar financiamento, a ilha é, por natureza, um ecossistema fechado onde o Governo é o principal cliente.

Lukas Csaba, o herói, refere que os húngaros têm medo de ser assinantes para não serem castigados pelos líderes locais do Fidesz. É como dar likes nas redes sociais na Madeira. É como querer ser oposição e dar projeção à comunicação que os vai lixar em eleições. Pacóvios! Idiotas! Vaidosos! Sistema! A oposição é sistema! Na Madeira!

 Na Madeira, o fenómeno do "medo da assinatura" traduz-se no receio de ser visto a apoiar ou a escrever em plataformas de opinião crítica. O rótulo de "inimigo da Madeira" é usado como arma de arremesso contra quem ousa questionar a narrativa oficial. Tal como na Hungria, a compra ou o apoio a órgãos independentes é muitas vezes feita de forma discreta para evitar represálias profissionais ou sociais. E quando não é possível destruir aparecem os sujos para criar ambientes, a censurar redes, a perseguir tudo e todos. Eles são tão valentes a desafiar quem faz frete, com as costas quentes do poder. Parece o bafo no pescoço...

O diretor do Magyar Hang lamenta que nem as multinacionais têm coragem de pôr publicidade no jornal por medo de represálias. Na Madeira nem o LIDL vinga.

Na Madeira, os grandes grupos económicos estão frequentemente ligados a obras públicas e concessões governamentais. Publicitar num meio "anti-regime" é visto como um risco para os negócios. Isto cria uma comunicação social dependente quase exclusivamente de fundos públicos ou de investidores com interesses diretos na governação, eliminando a verdadeira independência. Aliás, como os empresários são comuns nos ajustes diretos e nas notícias, eu diria que são senhoras da má vida desde que pingue tudo para eles. É um hardcore com vários bafos no pescoço.

O vídeo menciona que 80% da imprensa húngara é controlada por oligarcas ligados ao poder. ATRASADOS! Venham aprender à Madeira!

Na Região Autónoma, a concentração de meios em poucos grupos e a forte presença de gabinetes de comunicação governamentais criam uma "bolha" de informação. A narrativa é uniforme: o progresso é mérito exclusivo do Governo, e qualquer problema é culpa de "Lisboa" ou de "agentes externos". A voz dissidente é abafada pela repetição incessante da propaganda oficial. TODOS OS DIAS. E o povinho na poncha.

O jornal húngaro sobrevive apenas com o dinheiro dos leitores.

Este é o maior desafio na Madeira. Num mercado pequeno, a sustentabilidade através de subscrições é uma missão quase impossível. Quando o "sistema" tenta levar o cidadão à implosão, a sobrevivência de projetos independentes torna-se um ato de resistência heróico, mas extremamente frágil. Só possível desde fora e sem dependência. Mas e alguém permite isso na Madeira?!

A grande diferença é que a Hungria tem a Eslováquia ao lado. A Madeira, sendo uma ilha, tem a sua "Eslováquia" no mundo digital, onde a informação pode circular livremente sem passar pelo controlo físico das gráficas. No entanto, enquanto a economia da atenção e do dinheiro continuar nas mãos de quem governa há décadas, o paralelismo com os regimes iliberais continuará a ser uma realidade sombria para o jornalismo livre na região.

1 comentário:

  1. Esse Orben magyar é da mesma laia do cabrão putin,logo tem ia dias contados...

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