Os maus empreiteiros tramam as famílias madeirenses
A indústria que rouba os madeirenses por todos os lados.
Viver na Madeira tornou-se um exercício de equilibrismo onde as variáveis estão todas viciadas contra quem trabalha. As famílias que investiram as poupanças de uma vida e se endividaram por décadas para adquirir um teto, dão por si reféns de um sistema de construção civil que, em muitos casos, opera na fronteira da negligência.
Assistimos à proliferação do "empreiteiro fantasma". Constrói-se depressa, com materiais que mascaram deficiências estruturais e acabamentos precários. Quando os problemas inevitáveis começam a brotar, as infiltrações, as fissuras e o isolamento térmico inexistente, a empresa original desaparece num processo de falência providencial. Sem rosto e sem ativos (olha destes anónimos não falam?), a garantia torna-se um papel sem valor, deixando os proprietários desamparados perante a lei.
Para as famílias que já lutam contra ordenados que não acompanham o custo de vida insular, a fatura final chega através das quotas extraordinárias de condomínio. O prédio, ainda novo no papel, mas velho na estrutura, exige obras urgentes. É aqui que entram os "parasitas da inflação" na loucura da construção, empresas de reabilitação que, aproveitando a escassez de mão de obra e o custo dos materiais, apresentam orçamentos astronómicos, ditando preços por capricho, sabendo que as famílias não têm alternativa senão pagar para não verem o seu património ruir.
A base salarial na região não reflete o custo real de manter uma habitação. Gente trabalhadora e honrada, esta sim, estraga a sua vida em dois tempos. A inflação dos materiais é usada muitas vezes como desculpa para margens de lucro imorais. A pressão turística, que desvia os melhores recursos e profissionais para o setor do luxo e do alojamento local, deixa as migalhas e os preços altos para a construção residencial.
No fim da linha, o Madeirense vê-se num beco sem saída. Trabalha para pagar um banco, paga para sustentar um condomínio que corrige os erros de outros, e ainda tem de alimentar uma máquina inflacionista que parece não ter teto nem escrúpulos.
Viver na "Pérola do Atlântico" está a tornar-se um luxo que o próprio povo da terra já não consegue pagar, não por falta de esforço, mas porque o sistema permite que a má construção e a especulação devorem o rendimento de quem apenas queria um lugar seguro para viver.
Eu não tenho esperança nos madeirenses, parece que quando as broncas acontecem colocam-se do lado do mais forte em vez de se por do lado do correto e, o conjunto de todos fazerem uma força invencível, Por este andar a Madeira ficará sem madeirenses, graças aos ladrões, chulos, vigaristas, corruptos e verdadeiros inimigos internos.
Porquê não estudaste?
ResponderEliminarA Fundação Acabado Silva
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O Dia do Exército
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URGENTE: TRUMP AMEAÇA ANIQUILAR POPULAÇÃO DO IRÃO
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