domingo, 17 de maio de 2026

Fascismo na polícia portuguesa. A PSP deveria ser extinta tal como se fez com o SEF

 


FASCISMO NA POLÍCIA PORTUGUESA
Todo o discurso e as alegações apresentadas por Isabel Moreira, deputada do PS que, no entanto, surgiu desta vez numa posição invulgarmente hesitante face à firmeza que habitualmente demonstra nestas matérias. Talvez tenha sentido uma quota de responsabilidade coletiva - e, em particular, do próprio PS - no crescimento deste problema. Durante anos de governação PS permitiu-se que determinadas correntes ideológicas extremistas fossem ganhando espaço e influência dentro das estruturas policiais, sem a necessária vigilância democrática.
A excessiva brandura política, sustentada muitas vezes na ideia ingénua de que “as pessoas corrigem-se” sem consequências firmes nem mecanismos de controlo rigorosos, acabou por abrir caminho à infiltração de elementos da extrema-direita na PSP, na GNR e até em setores do Ministério Público. Elementos sem verdadeira formação democrática, sem cultura institucional de defesa do Estado de direito e, em alguns casos, movidos por uma visão distorcida daquilo que deve ser a missão das forças de segurança: proteger os cidadãos e garantir a justiça de forma imparcial.
O problema torna-se particularmente grave quando setores armados do Estado começam a violar a leis, a acolher discursos autoritários, preconceituosos ou politicamente radicalizados e a exerce ações e agressões como "novos PIDES". Porque, nesse momento, deixa de estar apenas em causa o comportamento individual de alguns agentes; passa a estar em risco a própria integridade democrática das instituições.
Assim, embora concorde com o essencial do que foi dito, importa deixar este registo: muitos dos fenómenos que hoje se denunciam não nasceram do acaso. Foram também alimentados por anos de complacência política, ausência de supervisão séria e incapacidade de enfrentar o problema antes de este se tornar estrutural.

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