Governo português condena ataques do Irão aos países vizinhos: são "injustificáveis"O Executivo apela ainda à "máxima contenção" das partes envolvidas e pede "máxima cautela" aos cidadãos portugueses na região.
O Governo considera "injustificáveis" os ataques do Irão aos países vizinhos - Arábia Saudita, Catar, Emiratos Árabes Unidos, Kuwait e Jordânia -, apelando para que estes cessem "imediatamente".
Num comunicado divulgado na sua página oficial, o Executivo afirma estar a acompanhar com "grande preocupação" os ataques desencadeados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, sublinhando que o faz em "coordenação estreita" com os parceiros europeus e aliados da NATO.
"Sob a coordenação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a nossa rede diplomática, em particular através das embaixadas na região, está plenamente mobilizada para a proteção dos nossos cidadãos, a quem apelamos que mantenham a máxima cautela. A proteção dos civis é essencial e deve ser plenamente assegurada", lê-se.
Portugal apela ainda à "máxima contenção" das partes envolvidas, a fim de ser evitada uma escalada da situação, bem como para "preservar a paz e a segurança internacionais e garantir a estabilidade regional, em linha com a Carta das Nações Unidas".
Para que tal seja possível, continua o Governo português, é preciso que o Irão "cesse" o seu programa nuclear.
"Insistimos também, como sempre fizemos, na necessidade de o Irão respeitar os direitos humanos do seu povo, que têm sido violados de forma inadmissível", sublinha.
Israel e Estados Unidos lançaram este sábado um ataque contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Os líderes de França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos e apelaram ao regresso às negociações, num contexto de crescente instabilidade na região.
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