Por trás deste ruído demagógico esconde-se o descarte sistemático do desporto popular, o futebol. Enquanto destrata e subfinancia o futebol regional, a modalidade que verdadeiramente mobiliza a juventude, une os bairros e serve de escape social, o executivo prefere canalizar recursos públicos e privilégios para a inflação do golfe elitista. O desporto das elites não é promovido pelo seu valor desportivo, mas sim como mero veículo de promoção imobiliária e alavanca para empreendimentos de luxo que enriquecem os suspeitos do costume sob o disfarce da "captação de turismo de alto rendimento".
Se Albuquerque tivesse chegado ao poder mais cedo, não teria havido Ronaldo com a sua política desportiva de contrariar o desporto rei! O Futebol sim é de sangue azul Albuquerque!
Esta dupla face e duplo critério mostra a verdadeira natureza da governação regional, o futebol só serve como anestésico e espetáculo para entreter a população, enquanto o golfe serve aos negócios da elite. Miguel Albuquerque não apoia Ronaldo nem o desporto que este representa, Albuquerque utiliza o nome de Ronaldo. É a política do circo para a maioria e do negócio para a minoria, o mérito popular é apenas o pretexto ideal para manter o status quo.

Trump and Xi just stepped back from the brink - Varoufakis & Munchau | The Econoclasts
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Onde os ricos sonham em morar
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