sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vietname continua a trabalhar para superar sequelas de guerra de agressão dos EUA


  O primeiro-ministro do Vietname, Le Minh Hung, foi designado para dirigir o Comité Directivo Nacional para superar as consequências das bombas, minas e toxinas químicas lançadas durante a guerra de agressão promovida pelos EUA. Uma resolução sobre o assunto, emitida no dia 5, em Hanói, informa da composição desse organismo, que inclui governantes, militares e membros de organizações sociais. O Comité terá a missão de investigar e propor ao primeiro-ministro directrizes, tarefas e soluções para abordar questões intersectoriais importantes. Além disso, cabe-lhe sugerir soluções para mobilizar recursos nacionais e estrangeiros para superar rapidamente as sequelas do conflito, organizar revisões preliminares e finais e avaliar os resultados da implementação das tarefas acordadas, pormenorizou o governo vietnamita ao anunciar a medida.Os EUA lançaram sobre o Vietname, nas décadas de 1960 e 1970, mais de 15 milhões de toneladas de bombas, minas terrestres e projécteis, quatro vezes mais do que todo o arsenal desse tipo consumido na Segunda Guerra Mundial. Segundo dados do Centro Nacional de Acção contra as Minas, entre 600 mil e 800 mil toneladas de explosivos sem detonar permanecem hoje ocultas no subsolo, em cerca de 18 por cento do território vietnamita. A partir de 1961, o exército dos EUA realizou a primeira missão de pulverização do chamado “agente desfolhante” ou “agente de limpeza de terrenos” no sul do Vietname, iniciando uma guerra química que durou 10 anos, com aproximadamente 80 milhões de litros de substâncias tóxicas dispersadas. Como consequência, mais de 4,8 milhões de vietnamitas foram expostos a substância química, enquanto os filhos, netos e bisnetos de outros três milhões de pessoas continuam a sofrer os seus efeitos, apesar da guerra ter acabado há mais de meio século. Segundo estatísticas da Associação Vietnamita de Vítimas do Agente Laranja ja, desde 1975 quase um milhão de vítimas desta substância química morreram e ainda se contabilizam mais de 850 mil  doentes de segunda geração, 350 mil de terceira geração e aproximadamente 500 de quarta geração.

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