terça-feira, 20 de outubro de 2026

As manigâncias da ratazana de Santana e a esperteza saloia do Paulo Cafofo descritas por Gil Canha na perfeição

 Há que anos sabemos que o partido socialista da Madeira é avençado pelo magnata Sousa!

« Querem criar mais rataria em laboratório
Ouvi dizer que o Partido Xoxialista ilhéu pretende ressuscitar o famigerado “Laboratório de Ideias Idiotas”. Para quem não se lembra, há uns anos, uma conhecida Víbora Rosa de Santana engendrou um plano de criar laboratorialmente uma raça especial de ratazanas, totalmente rosas por dentro (como os salmões) e dissimuladamente cinzentas por fora, com o objetivo de destronar o poderio avassalador das ratazanas laranjas.
Foram introduzidos nesse laboratório alguns murganhos cujo material genético, após várias mutações, foi profundamente alterado, originando ratazanas com um ar dócil, muito gentis, e programadas para captar a atenção dos ratos do campo, que andavam há mais de trinta anos a roer a paciência das poderosas ratazanas laranjas, lideradas pela gorda e implacável rata Jardinius.
Os ingénuos ratos do campo não se aperceberam de que as simpáticas ratazanas tinham sido criadas artificialmente no laboratório do Partido Xoxialista, e concordaram em criar uma aliança com o objetivo de destronar as malvadas ratazanas laranjas, com a promessa de fazer MUDANÇAS no reino animal e tornar a vida de todos os seres mais digna e justa.
Sem saberem, os ratos do campo escolheram para liderar o processo duas ratazanas do tal famigerado laboratório: a principal, a Pauletta Cafu, era desprovida de pelos na cabeça, vítima da intensa força da radiação, não era muito inteligente, mas era muito vaidosa e irradiava simpatia. A outra, importada dos arrabaldes da Figueira da Foz, era mais sabida e matreira. O certo é que a aliança funcionou, e a bicharada conseguiu finalmente tomar a cidade e expulsar a rataria laranja.
Mas mal as ratazanas rosas de laboratório tomaram o poder, afastaram rapidamente os ratos do campo e enxamearam a cidade de ratazanas rosas que, em poucos anos, fizeram mais prejuízo na cidade do que mil ratos num moinho. Depois, a ratazana Pauletta Cafu, toda aperaltada e embonecada, pensou que era tudo “trigo limpo e farinha Amparo” e planeou tomar de assalto o reduto da famosa Ratazana Albuquercus e sua rataria alaranjada.
Para esse objetivo, aliou-se à poderosíssima ratazana Soiza do porto, fez alianças secretas com as ratazanas mais gordas e anafadas da praça e tentou novamente chamar os ratos do campo para o combate. Prometeu a toda a bicharada o leite e o mel, mas como todos os animais já sabiam que aquela ratazana, e todas as ratazanas produzidas artificialmente naquele maldito laboratório, eram, além de traiçoeiras, muito sôfregas e gananciosas, não as apoiaram, e lá as ratazanas rosas foram impecavelmente derrotadas. Seguidamente, algumas deram de frosques e outras refugiaram-se nos bancos do parlamento, onde vivem angustiadas, sempre com medo de que a tenebrosa Víbora de Santana as devore ou de que o seu cônjuge as transforme novamente em murganhos.»---Gil Canha

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