quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Debate potestativo do Partido Trabalhista sobre o problema dos Transportes na Assembleia Legislativa da Madeira

Coelho denuncia apoio de Jaime Ramos e outros deputados a Albuquerque
José Manuel Coelho considera demagógicas as posições dos partidos que querem acabar com as subvenções, uma vez que, garante, essas verbas são essenciais para os pequenos partidos. O PTP defende a redução do ' jackpot' e uma nova forma de distribuição.
O deputado do PTP também comentou às eleições internas do PSD, afirmando que Jaime Ramos, Jaime Filipe Ramos e vários deputados da maioria apoiam Miguel Albuquerque, a quem chama "o candidato do Blandy", porque acreditam que vai ganhar e esta é a forma de manterem as mordomias.(dnotícias.pt)

Coelho usa ironia para descrever o melhor candidato à liderança do PSD Raquel Coelho afirma ser necessário indemnizar família que perdeu tudo no 20 de FevereiroRaquel Coelho apresenta debate potestativo do PTP sobre má política dos transportes Coelho questiona Conceição Estudante sobre perigos escondidos no Caniçal
No dia 27 de Novembro

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Quem e como se manipulam os jihadistas. Análise ao fundo da origem deste fenómeno!


Quem e como se manipula os jihadistas?
Thierry Meyssan
Enquanto a França e o Reino Unido descobrem, com horror, que pessoas normais podem ser, subitamente, transformadas em degoladores, Thierry Meyssan reanalisa este fenómeno, que ele não parou de denunciar desde há 13 anos: certos jihadistas não são nem takfiristas, nem mercenários, foram, sim, condicionados (mentalmente) para se tornarem assassinos.
REVOLTAIRE, DAMASCO (SÍRIA) 24 DE NOVEMBRO DE 2014

Os dirigentes europeus parecem, subitamente, tomados de pavor, pela descoberta do numero de jihadistas que produziram nos seus próprios países, e à vista dos crimes que eles cometem. Entretanto, no Reino Unido e em França há vozes que se elevam para interrogar, como é que pessoas apreciadas pela sua vizinhança puderam, por vezes, subitamente, partir para a Síria ou para o Iraque e, aí, se transmutar em degoladores. Elas falam de «manipulação mental», sem ir contudo até ao fundo do seu raciocínio: já que, se os jihadistas europeus actuais puderam ter sido manipulados, então, outros jihadistas, no decurso dos últimos 13 anos, terão podido sê-lo igualmente, e nós devemos rever todas as nossas certezas quanto ao precedente.
Antes de reavaliar esta questão que modifica profundamente a apreensão que os Europeus podem ter tido sobre a «guerra ao terrorismo», eu queria voltar à questão da hipocrisia dos líderes europeus, que fingem descobrir, hoje em dia, os crimes que eles durante longo tempo conscientemente apoiaram e financiaram.

O apoio de François Hollande às decapitações
Não se pode compreender a ineficácia dos dirigentes europeus face ao recrutamento de terroristas, entre os seus concidadãos, sem nos interrogarmos quanto às suas responsabilidades pessoais.
As decapitações não são um fenómeno recente. Pelo contrário, elas são uma prática que começou ocasionalmente no Iraque em 2003, durante a ocupação norte- americana, e se espalhou durante as guerras contra a Jamahiriya Árabe Líbia, e contra a República Árabe da Síria.
A «Primavera Árabe» Líbia começou por uma manifestação em Benghazi, na noite de 16 de fevereiro de 2011, e, ao mesmo tempo, de maneira coordenada, pelo ataque aos quartéis de Hussein Al-Jwaifi Shahaat, e da base aérea de Al-Abrag pelos membros do Grupo Combatente Islâmico Líbio (GICL), isto é, da Al-Qaida na Líbia. Na manhã do dia 17 de fevereiro, os jihadistas atacaram os quartéis em Zawiya e Misruta, e as esquadras de polícia em Zwara, Sabratha, Ajdabiya, Derna e Zentan. Em vários casos há evidência, que os manifestantes enforcaram os soldados e que eles foram decapitados.
A «Primavera Árabe» Síria, essa, começou em Deraa. Em seguida às orações da sexta-feira, uma quinzena de pessoas exibira bandeirolas contra o estado de sítio e contra a República. Imediatamente após, os jihadistas atacaram um prédio da inteligência militar, localizado fora da cidade, que servia para a vigilância do Golã ocupado por Israel [1]. Apanhados de surpresa os soldados sofreram pesadas baixas, e, pelo menos, um deles foi decapitado.
No entanto, longe de denunciar estas decapitações os membros da Aliança Atlântica aplaudiram os jihadistas, e criticaram os Estados que eles atacavam. Depois disso as decapitações tornaram-se uma forma de inspirar o terror. Elas generalizaram-se primeiro na Líbia e, depois, após a queda da Jamahiriya, e a transferência dos jihadistas do GICL para a Síria, neste último país. Além disso, as decapitações não são o único meio. Os jihadistas têm também o hábito de desmembrar corpos e de jogar os pedaços para locais públicos.
Quando, em fevereiro de 2012, os canais de televisão Atlantistas, e do Golfo, pretendiam que o Exército árabe sírio bombardeava o Emirado islâmico de Baba Amr e que este resistia como num novo Estalinegrado, tiveram o máximo cuidado em evitar explicar o que era este «Emirado». Ora,ele nada tinha a invejar do Daesh (Exército Islâmico -ndT). Lá, um tribunal islâmico condenou à morte os sunitas, acusados de apoiar a República, e os infiéis, ou seja as pessoas não-sunitas (alauítas, xiitas, cristãos). Como o mostrou o Der Spiegel, mais de 150 sírios aí foram degolados em público [2]. Tudo sob os aplausos de Abu Saleh, jornalista da France 24 e da Al- Jazeera.



A 6 de julho de 2012, o presidente François Hollande acolhia representantes de 120 Estados e organizações internacionais para relançar a guerra contra a República Árabe da Síria, por ocasião da conferência internacional dos «Amigos do povo sírio». Ele iniciou uma ovação a Abu Saleh, que vemos aqui como a única personalidade sentada na tribuna. Este jovem havia realizado o massacre, em público, de mais de 150 Sírios pelo Emirado islâmico de Baba Amr, uma «zona libertada» pelos «moderados» do Exército sírio livre.
Ora, não só os membros da Otan nunca condenaram estes carniceiros, como além disso o presidente francês, François Hollande, recebeu com todas as honras Abu Saleh, a 6 de julho de 2012, em Paris, promovendo uma sua ovação pelas delegações de 120 países e organizações internacionais.
É que, para a Otan o Exército Sírio Livre era, e é, composto por «moderados» [3]. Existe, portanto, uma maneira «moderada» de degolar o seu próximo.
Nada, nem mesmo a cena de canibalismo à qual se dedicou um ex-comandante do Emirado Islâmico de Baba Amr no YouTube, Abu Sakkar, pode mudar este slogan.
Existe, portanto, uma forma «moderada» de comer o fígado e o coração do seu próximo.
Em qualquer democracia do mundo um presidente que mostrasse assim, abertamente, o seu apoio a tais criminosos seria destituído. Não em França, onde os deputados fingem considerar estes crimes como relevando do «domínio reservado» da Presidência da República.

Quem recruta os jihadistas europeus?
Os dirigentes políticos europeus exortaram, publicamente, ao assassinato do presidente Bashar al-Assad, e expressaram publicamente o seu apoio à Al-Qaida. O caso mais emblemático é o do ministro dos Negócios Estrangeiros (Relações Exteriores -br) francês, Laurent Fabius. Ele declarou a 17 de agosto de 2012: «Eu estou ciente da força do que estou em vias de transmitir : «o Sr.Bashar al-Assad não merece estar ao cimo da Terra» [4]. A 12 de dezembro de 2012, ele assumiu a defesa da Al-Qaida, e, criticou a inclusão do seu ramo sírio na lista norte-americana de organizações terroristas, com a justificação que «no terreno eles fazem um bom trabalho» [5].
Por isso, não se deve considerar os jihadistas europeus como meros criminosos : eles não se mostraram mais do que obedientes às ordens dos seus dirigentes. Ora, alguns deles foram acusados enquanto os políticos, que anteriormente aplaudiram os seus crimes, continuam em funções.
Se à partida os jihadistas europeus eram criminosos, recrutados em prisões, que pensavam poder fazer na Síria o que a lei lhes proibia nos seus países (estupros, saques, assassínios), actualmente são pessoas normais, recrutadas via internet .
Manipular os jovens, falando com eles exclusivamente em fóruns ou redes sociais, sabendo, ao mesmo tempo, tanto a sua língua, como a sua cultura e a sua história pessoal, e indo ao ponto de os transformar assim em assassinos, exige uma grande arte. Poderemos, realmente, crer que os mercenários do Daesh sejam capazes de tal? Esse tipo de manipulação requer equipes para recolher informação sobre o sujeito, identificar as suas fraquezas psicológicas, e encontrar as palavras certas que o farão mudar de campo. Isto só pode resultar de um trabalho de grupos especializados, e, não de rústicos camponeses iraquianos.
Assim que estes rapazes e moças estejam mentalizados, que pertencem a uma comunidade e que a devem defender pelas armas, eles partem para a Turquia. Lá, são imediatamente tomados a cargo pelo Daesh, que opera em território turco sob a proteção do MIT, os serviços secretos turcos. Encaminhados para a Síria, ou para o Iraque, ficam, primeiro, a aguardar. Durante este período, eles consomem drogas e recebem um treino, próprio, até estarem totalmente condicionados para matar.

As pesquisas da CIA e da Mossad sobre o condicionamento
As principais pesquisas para transformar pessoas normais em assassinos foram levadas a cabo pela CIA e pelo Exército dos EUA, sob o nome de código Projecto Chatter (1947-1953), Projecto Bluebird (1951-1953), Projecto Artichoke (1951-1953) e Projeto MKULTRA (1953-1973) [6] . Estes programas, que foram realizados por cientistas nazistas levados para os Estados Unidos, exploraram os efeitos da hipnose, da privação sensorial, do isolamento, de abusos sexuais, de drogas e de diversas formas de tortura. Tratava-se de responder à pergunta: «Ser-nos-á possível controlar uma pessoa até ao ponto onde ela fará o que lhe mandarmos, mesmo contra a sua própria vontade, e até mesmo contra as leis fundamentais da natureza, como a da auto-preservação?» Os arquivos com registo(registro-br) dessas atividades foram, em grande parte, destruídos em 1973, por ordem do diretor da CIA, Richard Helms. No entanto, a Comissão de inquérito senatorial presidida pelo senador Frank Church, depois, os trabalhos de um outro diretor da CIA, o almirante Stansfield Turner, revelaram que mais de 30 universidades participaram nestas pesquisas, que agruparam mais de 150 projectos experimentais separados. Estes foram levados a cabo nos Estados Unidos e nos Estados membros da Otan, à revelia das populações envolvidas.
A título de exemplo, e de acordo com os arquivos recentemente disponíveis da CIA, a Agência realizou, em 1951, uma experiência de condicionamento numa aldeia francesa, Pont Saint-Esprit, à revelia do conhecimento da sua população. Uma dispersão, por aerossol, de LSD levou a um acesso de loucura colectiva que provocou, em algumas horas, 7 mortos e 32 casos de patologias irreversíveis [7].
Em 1973, os Estados Unidos pararam as pesquisas ou melhor, transferiram-nas para Israel. Eles só as retomaram em 2001 e, para tal, organizaram o Campo X-Ray (Raio- X, ndT) em Guantanamo, sob a direção do professor Martin Seligman [8]. Tratava-se de recorrer ao uso da tortura, não para fazer confessar as cobaias, mas, sim, para lhes inculcar testemunhos imaginários que eles confessariam orgulhosamente. A publicação do inquérito do Congresso sobre estes crimes tem sido sistematicamente adiada [9].


A série "Crisis", que acaba de ser difundida pela NBC, mostra o condicionamento de soldados norte-americanos pelos químicos da CIA.

Estes factos têm sido amplamente documentados. Eles passaram para a cultura popular e deram lugar a uma grande quantidade de obras de ficção, aí, incluindo nos Estados Unidos, na televisão e no cinema.
Se decidirmos admitir que essas experiências alguns resultados terão tido, então seria possível para os Estados Unidos e para Israel condicionar indivíduos normais no sentido de assassinar, quer dizer para que eles se suicidem num ataque kamikaze. E, isto muda totalmente a percepção que se tem da Al-Qaida, o grupo especializado em ataques suicidas.

O marketing ideológico
Os casos de recentes jihadistas europeus, que parecem saídos de experiências de médicos nazistas recuperados pela CIA, e das mais recentes do Doutor Seligman em Guantanamo, foram mascarados durante os últimos anos pela ideologia Wahhabita.
É de facto errado que se apresente este fanatismo como a causa de crimes cometidos «em nome do Islão».
Na realidade, a maior parte dos jihadistas ignorava o que era o Wahhabismo até entrar em contacto com a Al-Qaida ou o Daesh. Ora se, desde 1979, a Arábia Saudita, o Catar e o Emirado de Sharjah conseguiram implantar o Wahhabismo por todo o lado na Europa, e um pouco no mundo árabe, a ponto de ser considerado como um ramo fundamentalista do Islão, ele define-se a si mesmo como o único verdadeiro Islão, e condena como heréticas todas as outras escolas teológicas, seja o xiismo ou as quatro escolas sunitas tradicionais. O leitor curioso poderá reportar-se aos escritos do fundador, Muhammad ibn Abd al-Wahhab. Aí descobrirá que, para ele, os sunitas não são muçulmanos.
Recentemente, Jean-Michel Vernochet mostrou como os Britânicos se apoiaram, ao mesmo tempo, tanto sobre o mito da nação árabe, como sobre a seita Wahhabita para combater o califado turco e derrubar o Império Otomano [10]. Nesta lógica, o Daesh restaura o califado, não como o sucessor de Fatímidas, de Abássidas e de Omeídas, que ele considera como heréticos, mas em sua substituição.

Que fazer?
Em primeiro lugar, cessar todo o apoio aos jihadistas e, inclusive, o destinado ao derrube de regimes que resistem ao imperialismo. E, destituir os políticos que mostraram um apoio público à suas malfeitorias.
Depois cessar todo o apoio à ideologia Wahhabita, inclusive quando é propagada pelo rei da Arábia Saudita ou os emires do Catar e de Sharjah. Reclamar, sem esperar mais, pela igualdade de direitos para as mulheres nestes Estados, e a autorização para praticar, livre e publicamente, a própria religião. Colocar os imãs Wahhabitas na Europa sob vigilância e prendê-los sempre que eles fazem a apologia de crimes.
Por fim, apoiar o presidente Obama contra aqueles como o senador John McCain [11] que, inclusive, dentro de sua própria administração, organizam e financiam as manipulações mentais de jihadistas.
Se estas medidas permitirão parar, de facto, o recrutamento de jihadistas, elas não vão resolver os problemas criados pelos que regressam da Síria ou do Iraque. Neste particular, os seus casos relevam claramente da justiça, mas, eles devem poder ser reconhecidos como irresponsáveis, penalmente, à maneira do programa de reconciliação da República Árabe da Síria.

Miguel Sousa: Transportes Maritimos

Trabalho parlamentar do PTP na Assembleia Legislativa da Madeira


PTP destaca 'viragem' à esquerda do CDS
Raquel Coelho aproveitou a intervenção no debate da Educação para destacar a "muito peculiar" postura do CDS com o aproximar das eleições regionais.
A líder parlamentar do PP refere a aproximação do CDS "e até do PSD" às posições dos partidos da esquerda, como acontece na educação.
"Mudam comportamentos com fins eleitoralistas", acusa.(dnoticias.pt)

Coelho denuncia apoio de Jaime Ramos e outros deputados a Albuquerque
 José Manuel Coelho considera demagógicas as posições dos partidos que querem acabar com as subvenções, uma vez que, garante, essas verbas são essenciais para os pequenos partidos. O PTP defende a redução do ' jackpot' e uma nova forma de distribuição.
O deputado do PTP também comentou às eleições internas do PSD, afirmando que Jaime Ramos, Jaime Filipe Ramos e vários deputados da maioria apoiam Miguel Albuquerque, a quem chama "o candidato do Blandy", porque acreditam que vai ganhar e esta é a forma de manterem as mordomias. (dnoticias)
Raquel Coelho afirma que a retórica dos Partidos de Esquerda está na boca do PSD e do CDS Coelho defende a redução da subvenção parlamentar Coelho requer prolongamento dos trabalhos

terça-feira, 25 de novembro de 2014

EUA: Um estado inimigo da Humanidade

A contra-ofensiva imperialista iniciada logo após o final da II Guerra Mundial intensificou-se na década de 80 do século passado e atingiu dimensão global com as derrotas do socialismo no leste europeu. Desenvolve-se em todos os continentes. A escalada terrorista de agressão e ocupação e o rasto de caos que gera põem em risco o próprio futuro da humanidade. Mas começa a depara-se com sucessivos atoleiros.
O chamado Estado Islâmico-ISIL, que se apresenta como refundador do Califado é a ultima aberração gerada pela estratégia de terrorismo de estado do imperialismo estado-unidense.
Essa estratégia surgiu como consequência de efeitos não previstos da execução do projeto de dominação perpétua e universal sobre a humanidade, concebido ainda em vida de Roosevelt, no âmbito do War and Peace Program, um projeto que identificava nos EUA o herdeiro natural do Império Britânico.
O Médio Oriente foi a área escolhida pelo Pentágono e o Departamento de Estado para a arrancada do ambicioso Programa, precisamente por o Reino Unido, muito enfraquecido pela guerra, ter iniciado ali a sua política de retirada escalonada de bastiões imperiais no mundo islâmico.

Nas décadas seguintes, a CIA promoveu golpes na Região com destaque para o que derrubou Mossadegh e restabeleceu no trono do Irão o Xá Reza Pahlavi.

O PÂNTANO AFEGÃO
A partir de 1980, o governo Reagan financiou e armou as organizações terroristas sunitas de Peshawar que combatiam a Revolução Afegã. Alguns dos seus dirigentes foram recebidos como heróis na Casa Branca como «combatentes da liberdade»; Reagan saudou-os como combatentes da liberdade e «novos Bolívares». Os bandos desses heróis cortavam os seios a mulheres que não usavam a burka ou cegavam-nas com ácido sulfúrico.
Nessa época, o saudita Bin Laden interveio ativamente como aliado de confiança dos EUA (seu pai fora amigo da família Bush) nas campanhas que visavam o derrubamento do governo revolucionário de Kabul.
Quando Mikhail Gorbatchov abandonou o Afeganistão e os 7 de Peshawar tomaram o poder no país, essas organizações desentenderam-se e iniciou- se um período de guerras fratricidas.
No final da Presidência de Bush pai, os EUA, que tinham patrocinado a guerra de Saddam Hussein contra o Irão, reagiram à ocupação do Koweit, desencadeando a primeira guerra do Golfo em l991. Com o apoio de uma grande coligação avalisada pelo Conselho de Segurança, os iraquianos foram rapidamente derrotados. Bagdad foi submetida a bombardeamentos destruidores, mas Washington não se opôs a que Saddam permanecesse no poder.
No Afeganistão, cujo subsolo encerra recursos fabulosos, a situação assumiu aspetos tão caóticos, com os senhores da guerra a digladiarem-se, que Washington abriu a porta à entrada em cena dos Taliban, uma organização terrorista que a CIA havia criado no Paquistão como «reserva».
Os autointitulados «estudantes de teologia» conquistaram facilmente o país e, instalados em Kabul, assassinaram Muhammad Najibullah, o ultimo presidente legítimo, asilado na Sede da ONU, e promoveram uma política de fanatismo religioso que fez regressar o país à Idade Média. Bin Laden, mudando de campo, surgiu então como aliado preferencial do mullah Omar, chefe espiritual dos Taliban.
Os EUA recolhiam frutos amargos da sua política agressiva contra o Islão e de apoio incondicional ao Estado sionista de Israel.
Mas foi somente em 2001, após os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono, que a Casa Branca, onde então pontificava Bush filho, tomou a decisão de invadir e ocupar o Afeganistão. Bin Laden foi guindado a inimigo número 1 dos EUA e a Al Qaeda, por ele fundada, adquiriu na propaganda americana as proporções de um polvo demoníaco cujos tentáculos envolveriam todo o mundo islâmico.
Mas, contrariando as previsões de Washington, o povo afegão resistiu à ocupação do país pelos EUA e pela NATO.
O Presidente Obama, que prometera acabar com aquela guerra impopular, enviou para o país mais 100 000 militares. Sucessivas ofensivas de «pacificação» fracassaram e generais prestigiados foram demitidos. Anunciada para este ano a total retirada das forças de combate, a promessa não será cumprida.
Transcorridos 13 anos da invasão, a Resistência Afegã (que transcende largamente os Talibans) controla quase todas as províncias, com as tropas estrangeiras concentradas em Kabul e nas principais cidades. O país, devastado pela guerra, está mais pobre do que antes da chegada dos americanos, mas a produção de ópio aumentou muitíssimo.
O assassínio de Bin Laden no Paquistão numa operação de comandos nebulosa, montada pela CIA e o Pentágono, não contribuiu, alias, para melhorar a imagem de Obama.
IRAQUE, LÍBIA, SÍRIA
Longe de extraírem lições da sua política para a Região, os EUA desencadearam em março de 2003 a segunda guerra do Iraque, desta vez sem o aval da ONU.
O pretexto invocado – a existência de armas de extermínio massivo - foi forjado por Bush e Tony Blair. Tais armas, como foi provado, não existiam.

Na invasão foram utilizadas armas químicas proibidas pelas convenções internacionais. Crimes monstruosos foram cometidos e as torturas (incluindo abusos sexuais) infligidas pela soldadesca americana aos prisioneiros iraquianos tornaram-se tema de escândalo de proporções mundiais.

Saddam Hussein foi executado, apos um julgamento sumário, com o aplauso de um governo fantoche, mas, transcorrida mais de uma década, o Iraque regrediu meio século. Centenas de milhares de iraquianos morreram de doenças curáveis e de desnutrição.
Hoje, ocupado por dezenas de milhares de mercenários ao serviço de empresas mafiosas, o Iraque é na prática uma terra humilhada e ocupada, onde o poder real é exercido pelas transnacionais que se apropriaram do seu petróleo e do seu gás.
Incapazes de encontrar soluções para a sua crise estrutural, os EUA prosseguiram com a sua agressiva estratégia (ampliando-a) de dominação imperial.

A política de cerco à China e à Rússia intensificou-se. De documentos secretos do Governo federal, tornados públicos por influentes media, constam planos para arruinar e desmembrar a Rússia, reduzindo-a a potência de segunda classe.

A multiplicidade de objetivos a atingir quase simultaneamente tem contribuído, porém, para que os resultados dessa política não correspondam às esperanças da Casa Branca.
As mal chamadas «primaveras árabes» foram ideadas para produzirem no Islão um efeito comparável ao das «revoluções coloridas». E isso não aconteceu. No Egito, apos uma cadeia de crises complexas e um golpe de estado que derrubou o presidente Morsi, os EUA conseguiram o que pretendiam. No Cairo ocupa o poder um governo militar do agrado do imperialismo norte-americano e que Israel encara com simpatia.
Mas o balanço da intervenção militar na Líbia é desastroso. Derrubaram e assassinaram Kadhafi, numa guerra de agressão imperial, viabilizada pela cumplicidade da ONU, guerra em que participaram ativamente a França e o Reino Unido, preparada com antecedência pela CIA e os serviços secretos britânicos e a Mossad israelense, destruíram as infra-estruturas do país para se apossarem do seu petróleo e do seu gás.
Mas o desfecho da operação criminosa não correspondeu ao previsto no organigrama da agressão.
A Líbia é hoje um país ingovernável. Uma parte significativa dos «rebeldes», treinados e armados pelo imperialismo para lutar contra Khadafi, passaram a atuar por conta própria, em milícias que desconhecem o governo títere de Trípoli. O terrorismo tornou-se endémico. O atentado terrorista contra a missão diplomática dos EUA em Bengasi confirmou o estado de anarquia existente e a incapacidade de Washington para controlar as organizações terroristas que o imperialismo introduziu no país.
Do caos líbio não foram porém extraídos também os ensinamentos neles implícitos.
A escalada de agressões prosseguiu. A Síria foi o alvo seguinte. Washington repetiu a fórmula. Uma campanha mediática ampla e ruidosa demonizou o presidente Assad, apresentado como ditador brutal. Depois, «rebeldes» patriotas – muitos dos quadros são estrangeiros – iniciaram a luta contra o governo legitimo do pais.
Contrariando as previsões da CIA, as forças armadas, unidas em defesa do presidente Assad, resistiram e as organizações terroristas, ostensivamente apoiadas pela Turquia e pela Arabia Saudita, sofreram severas derrotas.
Dezenas de milhares de civis, sobretudo mulheres e crianças, foram vítimas da guerra patrocinada pelos EUA. Compreendendo finalmente que o plano elaborado em Washington estava a fracassar, Obama, numa guinada tática, informou num discurso ameaçador que tinha decidido bombardear a Síria.


A firme atitude assumida pela Rússia obrigou-o, entretanto, a recuar e a desistir da intervenção militar direta. Essa inocultável derrota política tornou necessária uma revisão da estratégia global dos EUA para todo o Medio Oriente.

Apercebendo-se de que haviam avaliado mal a relação de forças, a Casa Branca e o Pentágono adiaram sine dia o projeto de agressão à Republica Islâmica do Irão, e abriram negociações sobre o tema nuclear com um governo que o imperialismo identificava como polo do «eixo do mal».
A CATÁSTROFE UCRANIANA
A derrota sofrida pelo imperialismo na Síria coincidiu praticamente com o desenvolvimento de outro projeto imperial, mais ambicioso, que visava a integração a medio prazo da Ucrânia na União Europeia e na NATO.
Dispenso- me de recordar, por serem amplamente conhecidos, os acontecimentos que conduziram ao poder em Kiev um governo neofascista apos o derrubamento do presidente Yanukovich. Era um aventureiro, mas havia sido eleito democraticamente.
Mais uma vez o plano golpista foi minuciosamente preparado em Washington.
Mas, novamente, a Historia seguiu um rumo diferente do previsto pelo sistema de poder imperial. A integração da Crimeia na Rússia demonstrou que o governo de Putin e Medvedev‎ não se deixava intimidar pela agressiva estratégia de Washington.
A recusa das populações russófonas dos leste da Ucrânia a submeter-se aos golpistas de Kiev levou observadores internacionais a admitir que a ofensiva das forças armadas da Ucrânia contra os «separatistas» de Donetsk e Lugansk poderia ser o prólogo de uma III Guerra Mundial. Mas a prudência e serenidade de Putin contribuíram para uma redução de tensões na área, evitando o alastramento de um conflito que poderia ter trágicas consequências para a humanidade.
A crise persiste, mas a própria incapacidade militar do bando de Kiev conduziu ao atual cessar-fogo e às negociações de Minsk.

Na Ucrânia, o tiro saiu também vez pela culatra ao governo dos EUA cuja aliança com fascistas assumidos ilumina o desprezo pela ética política da Administração Obama.

O PESADELO JIHADISTA
Atolado no pantanal ucraniano, o imperialismo estado-unidense (e os seus aliados) enfrenta nestes dias um desafio assustador para o qual sabe não ter solução.
Inesperadamente, uma organização de islamitas fanáticos irrompeu no noroeste do Iraque e em poucas semanas ocupou um amplo território naquele país e no norte da Síria.
Assumindo-se como intérpretes intransigentes da sharia, tal como a concebem, proclamaram a restauração do Califado árabe e declaram a intenção de promover a sua expansão territorial e espiritual.
Logo nas primeiras semanas, a passagem desses jihadistas por cidades e aldeias conquistadas ficou assinalada pela prática de crimes hediondos, inseparáveis do fanatismo exacerbado da seita jihadista.
O imperialismo sentiu que o empurravam para um impasse. Obama não pode aceitar a ajuda do governo de Bashar al Assad, nem a do Irão. Perderia a face também se recorresse a forças terrestres para combater os jihadistas depois de ter festejado como acontecimento histórico a retirada do Iraque das tropas de combate. Optou então pelo recurso a bombardeamentos aéreos. Recebeu o apoio dos governos de Hollande e de Cameron, mas os especialistas do Pentágono acham que esses bombardeamentos, ditos «cirúrgicos», terão uma eficácia muito limitada.
Os jihadistas responderam degolando dois reféns britânicos em seu poder e ameaçam abater outros se os bombardeamentos prosseguirem.
É imprevisível no momento o desfecho do confronto. Mas os generais do Pentágono afirmam que o exército iraquiano e as milícias do Curdistão autónomo, aliado de Washington, não têm capacidade militar para derrotar os jihadistas.
Em Washington a Administração está mergulhada num pesadelo. Os media mais influentes, do New York Times à CNN, também.
Muitos quadros jihadistas são, afinal, provenientes de organizações terroristas criadas e financiadas pelos EUA para combater regimes que não se submetiam à dominação imperial. Alguns foram treinados por oficiais do US Army.
O desconforto dos media também é compreensível. As guerras de agressão que atingiram o Afeganistão, o Iraque, a Líbia e a Síria foram precedidas de gigantescas campanhas de desinformação. Durante semanas, os povos dos EUA e da Europa foram massacrados com um tipo de propaganda que apresentava as intervenções militares como exigência da defesa da liberdade e dos direitos humanos em prol da democracia, contra a ditadura e a barbárie.

Goebbels, o ministro da Propaganda de Hitler, afirmava que uma mentira à força de repetida é aceite como verdade. As técnicas de desinformação utilizadas na época parecem hoje brincadeira de crianças se comparadas com a monstruosa máquina mediática controlada pelo imperialismo para anestesiar a consciência dos povos e justificar crimes abjectos.

O presidente Obama cumpre neste jogo criminoso o papel que lhe foi distribuído. Na realidade o poder nos EUA está nas mãos do grande capital e do Pentágono. Mas isso não atenua a sua responsabilidade; a máscara não funciona, o presidente desempenha com prazer e hipocrisia a sua função na engrenagem do sistema. Comporta-se na Casa Branca como inimigo da Humanidade.
Nos últimos séculos somente a Alemanha de Hitler criou uma situação comparável pela monstruosidade dos crimes cometidos à resultante hoje da estratégia de poder dos EUA. Com duas diferenças fundamentais: a política do III Reich suscitou repúdio universal, mas apenas a Europa foi cenário dos seus crimes.
No tocante aos EUA, centenas de milhões de pessoas são confundidas pela fachada democrática do regime, mas os crimes cometidos têm dimensão planetária.
Qual o desfecho da perigosa crise de civilização que ameaça a própria continuidade da vida na Terra?
Vivemos um tempo, após a transformação da Rússia num país capitalista, em que as forças da direita governam com arrogância em quase toda a Europa. Em Portugal sofremos um governo em que alguns ministros são mais reacionários que os de Salazar.
Mas a Historia é há milénios marcada pela alternância do fluxo e do refluxo. O pessimismo não se justifica. A maré da contestação ao capitalismo está a subir.
Não esqueço que Marx, após a derrota na Alemanha da Revolução de 1848 -49, quando uma vaga de desalento corria pela Europa, criticou com veemência o oportunismo de esquerda e o de direita, que contaminava a Liga dos Comunistas. Dirigindo-se à classe operária, afirmou que os trabalhadores poderiam ter de lutar 15, 20 ou mesmo 50 anos antes de tomarem o poder. Mas isso não era motivo para se desviarem dos princípios e valores do comunismo.

A revolução socialista tardou 70 anos. E não eclodiu na Alemanha ou na França, mas na Rússia autocrática e atrasada.

O ensinamento de Marx permanece válido. Mas neste inicio do seculo XXI não será necessário esperar tanto tempo.
A vitória final depende das massas como sujeito da História.
A advertência de Rosa Luxemburgo - Socialismo ou Barbárie - não perdeu atualidade. Ou o capitalismo, hegemonizado pelo imperialismo norte-americano, empurra a humanidade para o abismo, ou a luta dos povos o erradica do planeta. A única alternativa será então o socialismo. (diário-info)
 Miguel Urbano Rodrigues-Vila Nova de Gaia, 23 de Setembro de 2014
Chineses copiam Range Rover por metade do preço O X7 da LandWind é muito semelhante ao Range Rover Evoque e custa menos 33 mil euros que o original.
Num país conhecido pelas imitações de relógios, roupa, e telemóveis, é sem surpresa que surge a cópia de um automóvel. Ums fabricante de automóveis chinesa pouco conhecida - a LandWind - lançou, na semana passada, o modelo X7, um veículo utilitário desportivo (SUV) que é em tudo semelhante ao luxuoso modelo da britânica Land Rover, o Range Rover Evoque.  A única característica que não é semelhante é o preço. Enquanto o modelo original, da Land Rover, custa cerca de 43 mil euros, a versão da LandWind custa apenas 17 mil. A apresentação do carro chinês deixou furiosos os líderes da marca britânica. Ralf Speth, CEO da Land Rover, disse em entrevista à revista britânica Autocar que vai queixar-se às autoridades chinesas e que "este tipo de cópias que surgem na China são muito desapontantes". A China representa 24% das vendas globais da Land Rover. O Range Rover Evoque já ganhou mais de 160 prémios em todo o mundo, desde que foi lançado em 2011. Veja as diferenças: na primeira imagem, abaixo, está o Range Rover Evoque e logo a seguir o LandWind X7.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/chinesa_landwind_lanca_imitacao_barata_de_range_rover.html

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Miguel Sousa escreve artigo demolidor contra o jardinismo

Um vale tudo

é um vale tudo, para que Jaime Ramos continue o seu mandato de “dono”
- Assinaste a candidatura de Miguel Sousa?- Sim, assinei. É o melhor candidato!- Judas. És Judas!Esta foi a conversa, na passada quinta-feira na Quinta Vigia (anda mal frequentada), entre um idiota e sabujo, que controla e maneja o Jornal da Madeira sem nele desempenhar qualquer função profissional (é dado como comissário político no JM), e um apoiante meu, que ali se encontrava para participar numa cerimónia pública.Esse ‘cubano’ nauseabundo é o rosto do que mais odioso existe na nossa frágil e manipulada democracia, onde o Jornal da Madeira é a expressão mais abominável da falta de liberdade.Este pseudo jornal vicia, desde o primeiro momento, umas eleições internas partidárias que seriam uma excelente oportunidade para o PSD-M ganhar o respeito do povo madeirense, descrente das qualidades democráticas da “partidocracia” regional.Aquela interpelação é inaceitável por quem, ao ter permissão, indevida e abusiva, para se pavonear na sede do governo regional, devia saber que o solo que pisa exige o respeito que é devido à instituição de governo da terra onde foi promovido do balcão de hotel para os corredores do poder.É esta gente que embaraça, envergonha e entristece os que defendem a nobreza das instituições públicas, a sua obrigatória transparência e necessário comportamento exemplar. São estes os vilões da democracia partidária. O veneno que perturba, paralisa e acaba por matar  a confiança dos cidadãos nos políticos que elege e apoia.Na chefia de tudo isto : Jaime Ramos ! Entrevistado privilegiado do JM, único candidato a quem foi concedida tal publicidade gratuita. Ficou claro:há três candidatos apoiados e promovidos pelo Jornal da Madeira, enquanto outros, como eu, são apagados ( até das fotos onde inadvertidamente foram incluídos pelos fotógrafos ); ofendidos pelos seus infelizes escribas ( pagos pela administração ); e impedidos de responderem aos enxovalhos, até por publicidade paga.São uns “corajosos” os que lá escrevem, muitas vezes debaixo do miserável recurso ao anonimato.Por que será que este ciclo se quer fechar com tão pesada mácula democrática? Tão medíocre epíteto. Verdadeira condenação popular por vitupério.Porque se recusa a normalidade democrática, o exercício da liberdade e o orgulho de uma sucessão por métodos sérios, exemplares e correctos ? Porque deste modo não se elegerá o delfim por último preferido?Estará Jaime Ramos a condicionar todo este acto eleitoral?Não é esta entrevista do Jornal da Madeira a Jaime Ramos, a prova definitiva do enorme esforço que está a ser feito para “separar” Miguel Albuquerque de Jaime Ramos ? Que melhor ficção que uma entrevista pelo jornal totalmente alinhado a Jardim ?Isto é um vale tudo, para que Jaime Ramos continue o seu mandato de “dono”, imune e impune, da influência em todos os níveis do poder.Jaime Ramos não quer governar. Quer sim, garantir a vitória para a sua opção. Onde já está o filho e seus fiéis colaboradores.Alguém acredita que os interesses de Jaime Ramos e os interesses de Jaime Filipe, obviamente os mesmos, no plano partidário procuram vantagens por vias opostas?PS.1: Chamaram “sondagem” a um inquérito, a apenas 200 entrevistados, no qual cada um valia 0,5 %. Ou seja, 10 respostas 5%. 20 telefonemas valiam 10%. Telefonemas a pessoas que bem podiam não ser militantes do PSD. Quando as restantes candidaturas telefonam (eu não tenho os números) todos os dias para os militantes a pressionar o seu voto, querem que as pessoas acreditem que são empresas de sondagens?PS.2: Miguel Albuquerque intitulou o seu último artigo de “falar claro”. Gosta de dar a ideia que faz precisamente o que não consegue. Como naquela resposta indecifrável sobre a dívida da Madeira que publicitei.  Exactamente o título que usei para, no dia 13 de Outubro, em duas páginas do Diário, responder às perguntas mais frequentes nesta campanha. Acontece. Abona a minha escolha. (Dn/assinantes)
"Mudam-se os tempos mudam-se as vontades" Luís Vaz de Camões

Anticomunismo pavloviano*

Tal como na experiência de Pavlov, há alguma gente que desata de imediato a salivar se ouve dizer “PCP” e “muro de Berlim”. E tem generosas tribunas nos media para desabafar, mesmo nos lugares mais insuspeitos.
Um jornal diário trata de “soviéticos” aviões russos que recentemente sobrevoavam o Atlântico. Um canal de televisão por cabo dedicado ao turismo fala de Kiev, “capital da Ucrânia ocupada pela União Soviética desde finais do séc. XIX”. Nos EUA, o Partido Republicano assenta boa parte do seu recente sucesso eleitoral no ataque à gestão “socialista” de Obama. São exemplos, política e historicamente delirantes, que ilustram o plano em que fundamentalmente opera o anticomunismo: o plano do irracional, o plano do condicionamento subliminar.

É assim que alguma gente desata de imediato a salivar se ouve dizer “PCP” e “muro de Berlim”. Bastou que o “Avante!” – e muito bem – expusesse os elementos essenciais da realidade histórica e política do “muro de Berlim”, do processo que conduziu à sua “queda”, das consequências dessa “queda” (que os povos de todo o mundo sofrem com crescente violência) para se levantar um coro de insultos. Sem um único argumento.
Ou talvez com um argumento: o da história “escrita pelos vencedores”. Ignoram estes anticomunistas pavlovianos que tal história é provisória. Podem agora insultar o PCP de “esquizofrenia política” ou de “reescrita” e “branqueamento” da história. Com a imposição da sua versão do passado querem sobretudo impor a sua versão do presente, um presente em que os trabalhadores e os povos fiquem indefesos e amarrados à exploração. Escreve uma inquieta comentadora que o PCP “permanece hábil a explorar a pobreza e as desigualdades como combustível para alimentar a sua lunática luta de classes”.
Se estivessem tão seguros da sua “história”, a primeira coisa que fariam seria preservar fisicamente o “muro”. O arquitecto Rem Koolhaas, que desde jovem o estudou enquanto realidade urbana, afirmou que o desola “que a primeira coisa a desaparecer depois da queda do muro foi qualquer vestígio dele próprio, […] simplesmente em nome da ideologia”. Porque a Berlim posterior a 1989 se reconstrói segundo um modelo que evoca a cidade que se desenvolveu entre 1870 e 1930, ou seja, entre Bismarck e a ascensão do nazismo. A reescrita da história reescreve a cidade.
A luta de classes constrói o futuro. (diário-info)
*No final do século XIX e no início do século XX, um fisiologista russo chamado Ivan Pavlov (1849-1936), ao estudar a fisiologia do sistema gastrointestinal, fez uma das grandes descobertas científicas da atualidade: o reflexo condicionado. Foi uma das primeiras abordagens realmente objetivas e científicas ao estudo da aprendizagem, principalmente porque forneceu um modelo que podia ser verificado e explorado de inúmeras maneiras, usando a metodologia da fisiologia. Pavlov inaugurava, assim, a psicologia científica, acoplando-a à neurofisiologia. Por seus trabalhos, recebeu o prêmio Nobel concedido na área de Medicina e Fisiologia em 1904.

Sócrates fica em prisão preventiva Correio da Manhã acompanha em tempo real o desenrolar dos acontecimentos na detenção do ex-primeiro-ministro.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/politica/detalhe/socrates_volta_hoje_a_ser_ouvido_em_tribunal.html
António Costa aos 4 anos,junto com o pai Orlando Costa no Zoo de Lisboa
Orlando Costa, pai de António Costa
Com a devida vénia do jornal Público

Mãe de António Costa Maria Antónia Palla