Os autores da subscrição foram punidos à semelhança do que se faz no caciquismo do PSD.
sexta-feira, 28 de março de 2025
Susana Peralta faz luz sobre as negociatas de Miguel Albuquerque com o grupo Pestana sobre a concessão da ZFM
Susana Peralta é professora de Economia da Universidade Nova
«... O embuste da ZFM não se explica
por uma ingenuidade enternecedora dos
responsáveis políticos da região, mas por
uma promiscuidade de interesses
apoteótica. A ZFM foi gerida pelo Grupo
Pestana desde a sua criação até 2021. A
primeira concessão, que durou 30 anos, foi
atribuída, sabe-se lá como, antes das regras
de transparência na contratação pública
impostas pela UE. A de 2017, já sob tais regras
apertadas, foi adjudicada através de ajuste
direto, ao invés do concurso público que se
impunha. O negócio foi considerado ilegal,
graças a uma denúncia de Ana Gomes.
O governo regional foi obrigado a retomar
o controlo da ZFM, o que fez pagando mais
de 7 milhões de euros ao Grupo Pestana.
A renovação de 2017 foi decidida pelo
Governo de Miguel Albuquerque dois meses
depois de o Grupo Pestana ter comprado
uma exploração hoteleira que pertencia ao
presidente do governo regional e à sua
esposa e enfrentava dificuldades financeiras,
resolvidas com a venda. Passadas duas
semanas, o hotel recebia, das mãos do
Governo de Albuquerque, a menção de
“Utilidade Turística Prévia”, que lhe dá
acesso a benefícios fiscais. Esta negociata
está no cerne do processo por corrupção no
qual Albuquerque é arguido.
Em reação à decisão do Tribunal de Justiça
da UE de janeiro, Miguel Albuquerque
apelidou de situação absurda “considerar
que empresas que trabalham no mercado
internacional tinham de ter os postos de
trabalho sediados na Madeira”. Portanto,
o agora reeleito presidente do governo
regional reconhece que a ZFM não serve
para criar postos de trabalho na Madeira.
Os três cavaleiros do Apocalipse que desejam arrastar a europa para a 3ªguerra mundial e para a destruição total
Querem meter tropa da UE na Ucrânia e dar inicio à 3ª guerra mundial
«...Foi António
Costa, na sua qualidade de
presidente do Conselho Europeu, a dar o mote
desta “coligação de
vontades”, como lhe
chamam: “Este não é o
momento para aliviar a
pressão sobre a Rússia”,
disse (a ver se Sánchez
aprende). Disse bem e foi
secundado não só pelo
Presidente francês, como
pelo primeiro-ministro de
Sua Majestade. ...»
Tem toda a razão Miguel de Sousa Tavares (hoje o povo dá o seu voto aos fascistas)
« Como é que chegámos aqui? Como é que a “land of the free” (terra dos livres(, uma nação de referência do mundo democrático, num instante se está a transformar num fascismo unipessoal? Como é que chegámos aqui? Chegámos pelo voto popular, pela escolha da maioria dos americanos. Porque hoje já não é necessário derrubar as democracias por golpe militar: derrubam-se nas urnas por voto popular manipulado e planeado por golpistas silenciosos nas redes sociais.»
O falso pluralismo do Diário de Noticias propriedade do grupo Sousa e pago com os impostos de todos nós
Três comentadeiros todos três do PSD. Estamos como no tempo do fascista Salazar onde só têm voz os apaniguados e beneficiários do regime.
quinta-feira, 27 de março de 2025
Duas centenas de independentes apelam ao voto na CDU contra “ameaça fascista”
Duas centenas de independentes apelam ao voto na CDU contra “ameaça fascista”
Manifesto “Os dias
levantados”, da Iniciativa
dos Comuns, é subscrito
por 201 personalidades
sem filiação partidária
Joana Mesquita
Duas centenas de personalidades
ligadas ao jornalismo, à cultura e à
educação, entre outras áreas, subscrevem o manifesto “Os dias levantados”, em que se defende o voto na
CDU. A acção é da autoria da Iniciativa dos Comuns, que, como já vem
sendo hábito, junta Æguras sem filiação partidária no apelo ao voto na
coligação pré-eleitoral entre o PCP e
o PEV. Ontem, o texto será colocado
à subscrição pública e, a 26 de Abril,
haverá uma sessão de apresentação.
As eleições legislativas antecipadas
de 18 de Maio “exigem um voto naqueles que não desarmam”: que se opõem “à deriva militarista e às guerras”, que “nunca faltaram para a
construção de tudo o que de decente
a democracia fez”, como o Serviço
Nacional de Saúde, a escola pública
ou os direitos das mulheres, e que
“sempre combaterem” o “fascismo
em todas as suas formas”, lê-se no
texto do manifesto “Os dias levantados”, um nome recuperado de uma
ópera sobre o 25 de Abril, com música de António Pinho Vargas e libreto
do poeta Manuel Gusmão.
“Contra a ameaça fascista que o
avanço da extrema-direita representa, votaremos por um antifascismo
com memória e futuro”, assinalam os
signatários do texto, considerando
que “o reforço eleitoral da CDU”
— que tem vindo a perder representação parlamentar, tendo passado de
seis para quatro deputados nas legislativas de 2024 — “convocará o melhor
do antifascismo: a memória” da luta
pela democracia e o “futuro por construir de uma alternativa a um sistema
económico que é hoje chão fértil para
a demagogia da extrema-direita”. O
“combate aos fascistas” faz-se “em
torno de uma firme oposição” ao neoliberalismo. O “crescimento da extrema-direita fascista é o plano B deste
mesmo neoliberalismo”, defendem.
Entre os 201 subscritores do manifesto, incluem-se o professor universitário Manuel Loè, que já foi deputado do PCP, tendo sido eleito como independente, o músico Valete ou o
jornalista João Ramos de Almeida.
Criticando o plano para rearmar a
Europa, dizem não compreender
quem “entenda que o rearmamento
é parte da solução e não do problema” e garantem que diante dos que
querem fazer da economia de guerra
mais um pretexto para fragilizar o
Estado social”, os “deputados da CDU
nunca serão complacentes”.
Fazendo um diagnóstico dos problemas do país — “serviços públicos
depauperados”, milhares de trabalhadores ganham “perto de um salário que nem mínimo é”, “onde falta
Estado social, sobra Estado policial”
—, criticam quem impõe a “cassete de
que a riqueza é criada por unicórnios” e “o emprego uma benesse concedida pelos patrões”. E ecoam “uma
cassete alternativa: a repartição da
riqueza entre o capital e quem a produz é uma questão política decisiva na construção da igualdade.
Paulo Morais e muito bem, é um defensor da liberdade de expressão. Sai em defesa da humorista Joana Marques
Joana Marques, humorista, criticou com veemência (e humor) esta interpretação que "Os Anjos" fizeram do hino nacional. Com pouca capacidade de encaixe e sentido democrático, os ditos "Anjos" (Nélson e Sérgio Rosado) decidiram processar Joana Marques, com o duo a pedir mais de um milhão de euros de indemnização por um ‘post’ no Instagram de que não gostaram. Este processo judicial constitui um atentado à liberdade de expressão., uma tentativa de censura. Se os "Anjos" não se dão bem com a crítica, talvez fosse melhor saírem do espaço público.
O que estará em causa no Tribunal não será o humor ou o mau gosto. Estará em causa a defesa da liberdade de expressão que é um direito constitucionalmente consagrado.
Prefiro ter uma Joana Marques que me insulte do que cantores com tiques de censores.https://tviplayer.iol.pt/programa/v-fama/66aa431ed34ea1acf26cda0d/video/67e184260cf20ac1d5f2f56b
ULTRAJE DEMOCRÁTICO
«O que Os Anjos estão a fazer à humorista Joana Marques - processá-la e exigir-lhe mais de um milhão de euros - é ultrajante, próprio de uma mentalidade ultraconservadora e caciquista que vai ganhando terreno à modernidade liberal.
Como diz o Paulo Teixeira de Morais, se não se dão bem com o humor irónico e crítico, saiam do espaço público. Já os prejudicou mais a atitude que tomaram, do que os pretensos danos reputacionais causados pela humorista.»
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