quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Para os que dizem que no tempo do Salazar é que era bom!

 


O JANTAR SUBVERSIVO

«Em fevereiro de 1953, depois de muitos meses de viagem pela Europa, o escritor brasileiro Jorge Amado (1912 - 2001) passava por Portugal, porém, em virtude dos seus ideais comunistas estava proibido pelo regime fascista de entrar no país (e assim continuou durante mais 13 anos...).
Entretanto, um grupo de amigos e admiradores portugueses oposicionistas – Francisco Lyon de Castro, Maria Lamas, Alves Redol, Cardoso Pires, Mário Dionísio, Carlos de Oliveira, Ferreira de Castro, João José Cochofel, Roberto Nobre e Fernando Piteira Santos – usando da criatividade, teve a ideia de lhe prestar uma homenagem organizando-lhe um jantar no próprio aeroporto da Portela, em Lisboa: já que Maomé não pode ir à montanha, vai a montanha a Maomé...
Não contavam era com a presença da polícia política que resolveu ir ao jantar sem ser convidada. Numa das fotografias do evento, que ficará para a posteridade, veem-se, noutras mesas à volta, vários pides de serviço. Um deles é mesmo o sinistro inspetor Rosa Casaco, «fotógrafo» de Salazar e chefe da brigada que assassinou Humberto Delgado.
Findo o insólito jantar, pelas nove da noite, Jorge Amado embarcou para o Rio de Janeiro. Todavia, os comparsas portugueses ficaram até às tantas a beber cafés, a fumar cigarros e a conversar, enquanto eram vigiados bem de perto pela PIDE.
Quando, já cansados e ensonados, os escritores resolveram abandonar o restaurante do aeroporto, à saída, a meio da escadaria, deu-se a expectável intervenção: os agentes identificaram-nos um a um. Uma vez que nenhum dos presentes era funcionário público, ao invés de seguirem para a sede da polícia política na António Maria Cardoso puderam seguir em liberdade para suas casas.
Quem se tramaram foram os pides que terão levado horas a fio a matracar nas teclas da máquina de escrever um minucioso e extensíssimo relatório... de um jantar.»

6 comentários:

  1. Ainda falam nesse xunga brasileiro?

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    1. Nunca leu Jorge Amado nem porra nenhuma para ter tão pouco vocabulário? É um macaco fascista e analfabeto que só sabe fazer uma cruzinha quando mandam: era no Pupudê e agora é nos Cheganos...

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    2. Um chunga comuna e escritor de bancada

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    3. 03.32
      Mais tabaco a ver se isso te passa .....

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    4. O PRIMEIRO ANÓNIMO DEVE TER CONFUNDIDO O ESCRITOR BRASILEIRO COM ALGUM TABERNEIRO AMIGO!...

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    5. Esse taberneiro Jorge Amado gostava de cachaça.....

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