quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Uma notícia na hora ideal para levar ao colo o fascista Ventura a presidente

 

https://madeira.rtp.pt/justica/supremo-tribunal-de-justica-anulou-as-medidas-de-coacao-aos-suspeitos-de-corrupcao-na-madeira/

Num princípio de ano foi um terror, noutro princípio e ano foi o céu. Mal começou 2026, a investigação e os que têm olhos
e vivem na Madeira passaram a incapazes, caluniadores e difamadores. A investigação em última instância coloca na opinião pública os elementos do debate, depois a Justiça aplica o
"não é bem assim".
  O que não vão cantar de galo..., se abraçar ao perdão da Igreja, sempre presente, e os pobres que pagam os impostos e não recebem retorno, que são pobres pelo sistema e modelo que alguns representam, por ficarem com tudo, não conseguem deixar de pensar a farsa que é a democracia e a Justiça. Mas a democracia tem uma arma, o voto, e eu temo pela República, o regime, o sistema e as clientelas.
 Os madeirenses podem ter medo e ficar calados, podem compactuar por interesse, mas algo que não passa ao lado na Madeira é a promiscuidade entre política e empresários, testas de ferro e cargos, incompetentes maleáveis a mandar na coisa pública, o controlo total da informação e ainda a censura.
Existe a investigação e existe a Justiça, parece que as duas não remam para o mesmo lado. Só tenho visto no Madeira Opina quem decifres crescimento do Chega, não são todos fascistas, não são todos fanáticos, não são todos estúpidos sem bagagem cultural, muitos estão verdadeiramente revoltados e descrentes no sistema e na democracia, porque anda minada pelos poderosos dos partidos tradicionais ao serviço das suas clientelas.  Eles colapsam tudo nos pilares da democracia.
 Não tenho dúvidas de que a Justiça portuguesa também está a levar os eleitores a votar no Chega, porque o sistema está podre e a Justiça não se mostra de confiança. Todas as autoridades usam o povinho para mostrarem serviço e os grandes passam impunes.  Quem não se lembra da ARAE em Santana por estes dias.
 Com advogados do sistema a peso de ouro, os partidos tradicionais estão a destruir a democracia com as suas clientelas, o regime, o sistema, o nome que lhe quiserem dar. A extrema direita vai crescer em Portugal e atenção, se passar Mendes (o sistema e esquemas) e um populista de extrema direita como Ventura, que não tem água com que se lave, cuidado com o eleitorado farto!
 No contexto insular da Madeira, onde a proximidade física e social torna estas relações entre o "betão" (os grandes grupos económicos) e "Palácio" (o governo regional) muito mais evidentes, as pessoas ainda não são estúpidas, quem faz as leis deixa a porta dos fundos.
 Este "caldo de cultura" está a atingir um ponto de ebulição.
O crescimento de partidos como o Chega não se baseia apenas na revolta contra a corrupção, mas também num sentimento de abandono económico (caramba, tudo igual à Alemanha pré-Hitler).
  Enquanto os grandes projetos e subsídios parecem circular entre as mesmas mãos (os"donos disto tudo"), a classe média sente que paga impostos para sustentar um sistema que não governa ou protege, vendo o seu poder de compra a diminuir e o acesso a serviços públicos (Saúde e Habitação) a degradar-se.   Ainda neste fim de ano as urgências do Nélio Mendonça foram um caos completo. Os partidos tradicionais, enquanto não forem derrotados, não vão parar com a gestão que provoca a erosão da Classe Média esquecida. Vai sair caro para a democracia.
  Na Madeira, existe o que alguns sociólogos chamam de "espiral do silêncio". Devido à dimensão do mercado de trabalho e à influência do setor público, muitas pessoas temem
represálias profissionais se expressarem dissidência. No entanto, a cabine de voto é o único lugar onde o medo desaparece, deveria, e não devem aceder a mostrar o voto fotografado! O crescimento eleitoral que vemos é, muitas vezes, a explosão desse descontentamento acumulado que não encontra eco no dia a dia por receceio o eleitorado está-se a tornar "duro". 
 A investigação e a justiça não remarem para o mesmo lado é crucial para o desacreditar de um dos pilares da democracia. O que o cidadão vê são operações policiais mediáticas (com buscas e detenções em direto), seguidas de anos de recursos e tecnicidades jurídicas que resultam em nada. Isso cria a perceção de que a lei é uma "teia de aranha", apanha os insetos pequenos e deixa passar os grandes. Estamos na Justiça como espetáculo vs. Justiça como resultado.
 Cada vez mais, o eleitorado sente que a alternativa é apenas uma "mudança de rostos" para manter os mesmos "esquemas", , a tendência é procurar o "voto de rutura". O perigo, é quando esse voto de rutura recai sobre populismos que podem ser tão ou mais opacos que o sistema que prometem destruir. Se passarem Mendes e Ventura à segunda volta cuidado, Mendes é o esquema/esquemático puro, também na nossa região.
 Neste quadro, plataformas de opinião livre e redes sociais quebraram o monopólio da informação que os governos tradicionais tinham/têm através de subsídios à imprensa local. Hoje, a informação (ou a denúncia) circula mais depressa do que a propaganda oficial, e é nesses espaços que a narrativa do "estamos fartos" se consolida. O Madeira Opina é importante até paraos destruidores da democracia, são avisos sese quiserem ouvir e entender, manobrar tem limites por mais que controlem tudo.
 O populismo não é derrotado porque existe o colapso da confiança institucional, as pessoas deixam de acreditar. Quando as pessoas deixam de acreditar que a Polícia, os Tribunais e o Parlamento trabalham para elas, a democracia entra em modo de sobrevivência. Como não se vê espaço para uma regeneração dentro dos partidos tradicionais, o sistema só mudará através de um choque externo (eleitoral) profundo.
  A piada disto é que a Esquerda dividida, em capelinhas e egos estéreis, não permite um candidato de esquerda na segunda volta (de momento), portanto, ou se redimem até ao dia das eleições para que os votos contem ou então serão responsáveis por dois candidatos de Direita na segunda volta, onde o eleitorado votará populismo para acabar com o regabofe.
 A notícia é excelente para André Ventura, mais do que para o esquema da Madeira.

1 comentário:

  1. Os 3 irmãos Metralha. O crime compensa e AJJ, sócio oculto do Savoy, lambusa-se

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