sábado, 30 de maio de 2026

Madrinha de Pedro Calado pedia ao afilhado empregos para pessoas amigas dela

 


 Nessa altura o Pedro Calado era presidente da Câmara Municipal do Funchal. As escutas e investigações do MP descrevem na perfeição. O factor cunha a funcionar tal como se fazia no tempo do Salazar com governanta Maria de Jesus Caetano Freire que pedia ao ditador empregos na função pública para pessoas suas amigas.
A governanta de António de Oliveira Salazar chamava-se Maria de Jesus Caetano Freire, amplamente conhecida como "Dona Maria". Nascida em Penela em 1894 e falecida em 1981, acompanhou o ditador durante mais de quatro décadas, desde os seus tempos de professor em Coimbra até à sua morte em 1970. 

Trecho extraído do processo do MP onde Pedro Calado e Miguel Albuquerque são acusados de corrupção e tráfico de influência.

«Na secretária, entre vários documentos ali depositados relativos a assuntos pendentes da

Câmara Municipal:

Carta manuscrita, com a menção inicial "Querido Afilhado", solicitando a intervenção do destinatário no âmbito de vários procedimentos concursais para preenchimento de vagas para a categoria de enfermeiro, em diferentes locais de prestação de cuidados de saúde, assinada por Tânia Castro da Costa. A carta surge acompanhada por 4 conjuntos de documentos que identificam os procedimentos em causa e um CV da candidata que solicita a "influência" do destinatário, num total de 40 folhas.»


Tânia Castro Costa


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