«A vossa atenção para um 1m 28s para o espaço publicitário.
Os poderosos agradecem, enquanto se lambuzam com os lucros astronómicos dos preços que queimam a pele dos pobres deste país.
Se o sr. cardeal fosse ao supermercado dos ilustres a quem presta esta triste vassalagem, saberia como a vida custa a tantos milhões de portugueses, para que esteja ele (o cardeal e outros como ele) a receber as tais generosas benesses dos poderosos seus amigos para as loucuras das festas que organizam.
Eis o "moment of crazy" do dia.»
Um mártir da monstruosidade que a Igreja devia ter a coragem de beatificar.
》ESSE JOVEM FOI ABANDONADO, VIOLENTADO, CASTRADO E DESTRUÍDO DE TODAS AS FORMAS!
A história de Henk Heithuis começa com um abandono absoluto. Nascido na Holanda em 1935, seus pais se divorciaram quando ele era apenas um bebê. Ele se tornou um "estorvo". A mãe não o quis, e o pai não teve interesse em criá-lo.
Aos seis meses de vida, Henk foi entregue a instituições católicas. Ele cresceu sem saber o que era um lar, pulando de orfanato em orfanato. Enquanto outras crianças recebiam visitas ou tinham a esperança de voltar para casa nas festas, Henk aprendeu cedo que seu endereço era o Estado e sua família eram as instituições.
Aos 15 anos, Henk foi enviado para o internato Saint Vincentius, em Harreveld. Foi aqui que o pesadelo começou. Entre os 15 e os 18 anos, ele foi submetido a abusos sexuais sistemáticos por parte dos frades que deveriam educá-lo.
O ponto mais cruel era sua vulnerabilidade: como a família biológica havia deixado claro que ele não era bem-vindo em casa, Henk não tinha para onde fugir durante as férias ou após concluir os estudos. Ele continuava vivendo no internato por pura falta de opção, tornando-se uma presa fácil e constante para os religiosos.
Em 1956, aos 20 anos, Henk decidiu quebrar o silêncio e foi à polícia denunciar os crimes dos frades. A reação do internato foi brutal. Em vez de investigar os crimes, a instituição ativou uma máquina de destruição.
Os líderes do internato alegaram que Henk era um "psicopata sexual" e um "perverso". A tese oficial dos religiosos era de que o jovem órfão havia seduzido os frades.
Henk foi rotulado como um perigo moral e, sob o pretexto de que Henk era um homossexual que seduzia homens de Deus, ele foi enviado para o hospital psiquiátrico Huize Padua.
No hospital, naquele mesmo ano de 1956, Henk foi submetido a uma cirurgia de castração total no Hospital Católico St. Joseph, em Veghel. Naquela época, a maioridade legal na Holanda era de 21 anos; Henk tinha 20. Ele era legalmente um menor de idade, mas não houve qualquer consentimento dele ou de sua família para o procedimento.
O objetivo declarado era "diminuir sua libido" e curá-lo de seus "instintos impuros".
Após a cirurgia, Henk tentou seguir em frente. Ele se tornou marinheiro, uma profissão que o permitia estar longe da terra firme onde havia sofrido tanto. No entanto, os efeitos foram devastadores: A castração interrompeu sua produção hormonal, causando fadiga crônica e mudanças corporais.
Testemunhas que o conheceram na época, como os irmãos IJsbrand e Cornelius Rogge, relataram que Henk era um homem quebrado, vivendo em um estado permanente de depressão e vergonha. Cornelius chegou a confirmar que, fisicamente, "tudo havia sido removido" dele.
Em 1957, Henk tentou denunciar os frades novamente, desta vez pela castração. Mas o destino foi cruel: em 28 de outubro de 1958, Henk morreu em um acidente de carro aos 22 anos, pouco antes de o caso avançar.
No dia de sua morte, a polícia confiscou e destruiu todos os seus pertences pessoais, diários e documentos do processo, o que muitos consideram uma queima de arquivo.
Investigações jornalísticas feitas décadas depois revelaram que Henk não foi o único. Pelo menos 10 jovens foram castrados em instituições psiquiátricas católicas na Holanda durante a década de 1950 como "tratamento" para a homossexualidade ou como punição por denunciarem abusos.
Documentos revelaram que inspetores do governo holandês estavam presentes em reuniões onde essas castrações eram discutidas, sugerindo que as autoridades sabiam o que estava acontecendo e não impediram.
a Igreja Católica na Holanda emitiu um pedido de desculpas oficial em 2011. Como parte do processo de reparação, foi estabelecido um fundo de indenização que pagou valores variados às vítimas; nos casos gravíssimos de castração cirúrgica, as compensações chegaram a aproximadamente 25 mil euros. Embora o gesto tenha sido um marco histórico, ele foi criticado por muitos sobreviventes como insuficiente diante da magnitude dos danos físicos e psicológicos sofridos.


Viva o Glorioso Padre José Luís! Não é um vendido ao chefe como o Tolentino Fernandes Luis
ResponderEliminarTem toda a razão. Padre José Luís critica bispos, arcebispos, cardeais… ia lá ter medo dum “padre das esmolinhas”
EliminarArranjem outro vinho que o Ganita está a lhe desfazer a 'moleira'
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