domingo, 25 de outubro de 2026

Diz com toda a propriedade João Paulo Batalha:

Autor, ativista pelo combate à corrupção, transparência pública, boa governança e participação cívica

 «Como escrevi esta semana, isto não tem nada a ver com ordem pública. Não tem nada a ver com "uma conversa parva sobre horários de funcionamento de direitos constitucionais." Tem tudo a ver com um poder político que morre de medo dos seus cidadãos. É por isso que o primeiro-ministro e o Presidente da República, dois Dupont e Dupond da cobardia política, não são vistos em público desde que isto começou. Porque Portugal, uma democracia de 50 anos, tem pânico de que os cidadãos se manifestem sem ser na placidez controlada da cabina de voto. É por isso que a Polícia Segurança Pública não é um corpo policial ao serviço da lei, mas uma milícia privada do poder. Um bando de jagunços às ordens. "Um poder medroso com bastões na mão" que, repetidamente, em manifestações onde não há violência, é a "ordem pública" que a introduz. É esta a democracia que nos sobra.»

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